domingo, 27 de abril de 2008

PRAÇA DO MUNICÍPIO [ II ]

Praça do Município - (200-) Foto de Alexis (Igreja de S. Julião no século XXI) in http://lisboakamo.blogspot.com
Praça do Município - (s/d) Fotógrafo não identificado (A igreja de S. Julião na parte esquerda da Praça) in AFML

Praça do Município - (1961) Foto de Mário Costa (Igreja de S. Julião) in Arquivo Fotográfico Municipal de Lisboa
Praça do Município - (1961) Foto de Mário Costa (Igreja de S. Julião, fachada principal) in AFML



(CONTINUAÇÃO)
PRAÇA DO MUNICÍPIO
«A IGREJA DE S. JULIÃO»
A Igreja de S. Julião localizada no Largo de S. Julião, de traço típico pombalino, tem semelhanças com as Igrejas da ENCARNAÇÃO, S. NICOLAU, do SACRAMENTO e dos MÁRTIRES.
Esta Paróquia terá sido criada ainda em finais do século XII ou em data não bem determinada na centúria seguinte. Situava-se a Igreja paroquial para norte da «RUA NOVA DOS FERROS», abrindo o adro para a parte meridional da «RUA DAS ESTEIRAS»; ficava para noroeste do local onde veio a ser construída a sua sucessora; em termos actuais «ocupava metade do 3º quarteirão (...) da rua Augusta, do lado esquerdo, indo da Praça do Comércio; o adro do lado Ocidental da Igreja, ocupava a outra metade, e a capela-mor caía toda sobre a Rua Augusta, abrangendo com o seu comprimento a largura total desta rua».(1)
Destruída pelo terramoto, foi substituída pelo templo construído em terrenos que tinham sido ocupados pelo Patriarcal. Entre o terramoto e 1758 foi sede da freguesia uma barraca no Terreiro do Paço.
Em 1802 transferiu-se para a nova Igreja mas (o templo só ficará concluído em 1810). Devido a um incêndio ocorrido em 4 de Outubro de 1816 passou para a Ermida de Nª. Senhora da Oliveira, aí permaneceu até 1855.


Esta igreja a sua fachada inscreve-se em rectângulo cuja altura corresponde irregularmente a uma vez e meia de altura. É rematada por um frontão híbrido, aberto por um óculo emoldurado, frontão que remata as quatro falsas pilastras. As três portas acopladas a três janelas e coroadas de cada uma por seu óculo são também emolduradas por uma decoração de motivos geométricos, folhas e conchas simplificadas até às linhas essenciais. A porta principal é rematada por um frontão semicircular e ladeada também por duas falsas pilastras cujo capitel foi suprimido e substituído por um elemento em forma de mísula alongada.


Após a reconstrução do edifício, a Companhia do Santíssimo Sacramento da freguesia de São Julião, vendeu ao Banco de Portugal o imóvel, por escritura de 7 de Junho de 1933, para custear a construção da nova Igreja de Nª. Senhora de Fátima. O culto manteve-se nesta Igreja até 2 de Junho de 1934.
A paróquia muda de novo a sua sede para a Ermida de N. Srª. da Oliveirinha, vindo a ser extinta em 1959.
No ano de 1937 a Câmara Municipal de Lisboa dá autorização para ser demolida a Igreja, mas só em 1940 se dá inicio às obras, começando pela demolição do interior, no entanto foram suspensas três anos mais tarde.
Lembramo-nos de nos anos 60 do século XX, termos observado durante largo tempo, as pedras que compunham toda a fachada da Igreja de S. Julião, com uma numeração e referencias, denotando que alguma coisa estava iminente; o seu desmantelamento ou transladação, mas tal não aconteceu e as marcações mais tarde foram apagadas.
Com a reconversão da «BAIXA POMBALINA» no ano de 1974, foi alertado o Banco de Portugal que deveria conservar toda a construção exterior da Igreja, incluindo a «TORRE» e, que no seu interior, (entretanto destruído), fosse dado «uma utilização compatível com o aspecto exterior do edifício».
Recentemente tivemos acesso a uma notícia onde dizia: «que o espaço (interior da Igreja) era usado como estacionamento de carros».
(1) -A. Vieira da Silva - AS FREGUESIAS DE LISBOA p. 38
BIBLIOGRAFIA
-Monumento e Edifícios Notáveis do Distrito de Lisboa - Tomo I
(CONTINUA) - (Próximo - «O PELOURINHO»

2 comentários:

Alexis disse...

Muito bonito e interessante o seu blog. Se não se importar vou criar uma ligação no meu para que as pessoas possam também ter conhecimento do seu.
Gostei muito.

APS disse...

Agradeço o merecimento que me atribui e concordo ser incluido no ser BLOG.
OBRIGADO (pela foto da Igreja)
Saudações "Bloguistas"
APS