terça-feira, 29 de abril de 2008

PRAÇA DO MUNICÍPIO [ IV ]

Praça do Município - (s/d) Fotógrafo não identificado (Ascensor de S. Julião ou da Biblioteca/Município) in cidadaniaLx
Praça do Município - (1909) Foto de Joshua Benoliel (Ascensor da Biblioteca/Município) in Ilustração Portuguesa

Praça do Município - (s/d) Fotógrafo não identificado (Fachada do Banco de Portugal- Rua do Comércio esquina com a Rua do Ouro) in i24.photobucker.com


(CONTINUAÇÃO)
PRAÇA DO MUNICÍPIO
«O BANCO DE PORTUGAL»
Na Rua do Comércio muito perto da Praça do Município encontramos o «BANCO DE PORTUGAL». Criado por decreto régio de 19 de Novembro de 1846, com função de Banco Comercial e Banco emissor. A sua formação teve como fusão o «BANCO DE LISBOA» e a «COMPANHIA CONFIANÇA NACIONAL», uma sociedade de investimentos especializado no financiamento da dívida pública.
Fundado com o estatuto de Sociedade Anónima e, até à sua nacionalização, em 1974, era maioritariamente privado.
Depois da sua nacionalização, em Setembro de 1974, as funções e estatuto do Banco de Portugal foram redefinidos através da Lei Orgânica pública em 15 de Novembro de 1975, que lhe atribuía o estatuto de Banco Central, incluindo, pela primeira vez, a função de supervisão do sistema bancário. Assim, compete ao «Banco de Portugal» a supervisão prudencial das instituições de crédito e das sociedades financeiras. Compete-lhe também regular, fiscalizar e promover o bom funcionamento dos sistemas de pagamentos, gerir as disponibilidades externas do País e agir como intermediário das relações monetárias internacionais do Estado, bem como aconselhar o Governo nos domínios económicos e financeiros.


«O ASCENSOR DE S.JULIÃO ou BIBLIOTECA/MUNICÍPIO»
O elevador do Município ou da Biblioteca ou de S. Julião, é mais um projecto arrojado do Engenheiro Raoul Mesnier du Ponsard. Subia 30 metros na vertical, desde o Largo de S. Julião (entrando-se pelo actual número 13 hoje porta do Restaurante Solar Pombalino, para o respectivo saguão), até ao nível do Largo da Biblioteca, hoje Largo da Academia Nacional de Belas Artes (com entrada/saída também pelo número 13, porta ao lado de um portão com o número 12, que parece sem serventia actual) ao qual se chegava percorrendo um viaduto ou passarela metálica sobre a calçada de São Francisco.
Tinha duas cabinas movidas por contra peso de água, subindo uma quando a outra descia, e com lotação para 25 pessoas.
Foi inaugurado em 12 de Janeiro de 1897, mas funcionou poucos anos (até 1915), em virtude de ter começado a existir a carreira de «eléctricos» Rua da Conceição-Calçada de S. Francisco- Camões.
Como nota curiosa, acrescentamos que este ascensor serviu de ponto de reunião aos conspiradores do 28 de Janeiro de 1908.
Também o escritor «JOSÉ RODRIGUES MIGUÉIS» no seu livro «Pouca sorte com barbeiros» nos relatava: «Ouvi falar dum ascensor da Biblioteca onde, coisa misteriosa, tinham sido apanhados alguns conspiradores de categoria. Que é que a Biblioteca tinha que ver com políticas? Nunca o pude entender».
BIBLIOGRAFIA
Dicionário da História de Lisboa
(CONTINUA) (Próximo - PROCLAMAÇÃO DA REPÚBLICA e PARQUE DE ESTACIONAMENTO na PRAÇA DO MUNICÍPIO)


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