sexta-feira, 24 de outubro de 2008

O POÇO DO BORRATÉM [ I ]

Poço do Borratém - Desenho de Júlio de Castilho (1871) foto de J. A. Bárcia Publicado no Livro de Lisboa Antiga (Bairros Orientais Volume III - 1935 - CML. Casa do "Largo" do Poço do Borratém conhecida por casa de João das Regras. Vêem-se os dois arcos do pavimento térreo, como ainda existiam em 1871; actualmente (1935) apenas se conserva o do lado direito.
Poço do Borratém - (1951-09) Foto de Eduardo Portugal - (Fachada lateral do Poço Borratém) in AFML.

Poço do Borratém, 5 e 8 - (194_) Foto de António Castelo Branco - (O poço está dentro das portas de ferro forjado) in Arquivo Fotográfico Municipal de Lisboa.

O POÇO DO BORRATÉM
O Poço do Borratém pertence a duas freguesias. À de SANTA JUSTA os números 1 a 18, à freguesia de S.CRISTÓVÃO e S.LOURENÇO os números 19 a 42.
Fica entre as Ruas; da Madalena, dos Condes de Monsanto, (Antiga Betesga), do Arco do Marquês do Alegrete e dos Becos; do Rosendo e dos Surradores.
"OS POÇOS"
Debatendo-se durante largo tempo com água a menos para uma população a mais, Lisboa fez questão de assinalar especialmente alguns locais de onde a recolhia.
Assim certas fontes ficaram na memória popular e deram nome aos sítios onde ficavam - os exemplos vão desde a Azinhaga da Fonte, em Carnide, às Quintas das Fontes, em Benfica ou nos Olivais, passando pela Fonte Velha, no Lumiar.
Também os POÇOS foram ganhando esta competição: pelo que nos é dado conhecer são pelo menos treze ruas (ou sítios) lisboetas que lembram as antigas nascentes das quais dependia a vida em redor. «O POCINHO», em Alfama, «O POÇO», simplesmente, na Ameixoeira, em Telheiras ou em Cabo Ruivo, são as mais singelas. Os outros têm apelidos: «POÇO COBERTO», «POÇO DAS CORTES», «POÇO DE BAIXO», «POÇO DO BISPO», «POÇO DO CHÃO», «POÇO DOS MOUROS», «POÇO DO BORRATÉM» e «POÇO DOS NEGROS».
Temos a referencia de que o «POÇO DOS NEGROS» de onde não saia água e ficava ao fundo da Calçada do Combro surgiu no século XVI, quando D. Manuel I mandou abrir aquele poço para nele serem atirados os escravos negros que morriam em Lisboa.
Não é desse que hoje vamos tratar, mas sim do «POÇO DO BORRATÉM».
Situado na rua do mesmo nome «O POÇO DO BORRATÉM» é um lugar com bastante história
(CONTINUA) - próximo: «O NOME DO BORRATÈM»)

2 comentários:

Paula disse...

Foi por acaso que dei com o seu blogue, iniciativa que saúdo desde já.

No entanto, gostaria de lhe fazer um reparo que era colocar entre aspas os textos (ou partes) que retira das brochuras de toponímia editadas pela CML ou da base de dados de historiais de ruas que está on-line.
Apenas, porque tive uma sensação estranha no post da Rua António Variações ao ler o que tinha escrito em 1998 sem estar assinado por mim.

APS disse...

D. Paula
Obrigado pelo elogio, mas lamento o reparo.
Embora não se identifique, eu penso ser alguém responsável pela Toponímia da CML (Será ?).
Devo acrescentar que o segundo paragrafo do texto de «António Variações» publicado em 28 de Maio de 2008, está conforme a informação da CML recebida(hoje) quanto à deliberação até à inauguração da rua. E só esta parte diz respeito à Toponimia.
Se reparar eu indico na BIBLIOGRAFIA a Gazeta de Lisboa e CML -Toponímia.
Se falho em algo, agradeço que me comunique
Cumprimentos
APS