domingo, 28 de junho de 2009

PRAÇA D. PEDRO IV (ROSSIO) [V]

Praça D. Pedro IV (Rossio) - (2005) Foto de APS (Parte Sul do Rossio) Arquivo/APS
Praça D. Pedro IV (Rossio) - (1947?) - Fotógrafo não identificado - (Praça D. Pedro IV e encosta do Castelo, depois das transformações de 1925) in AFML

Praça D. Pedro IV (ROSSIO) - (19--) - Foto de Paulo Guedes (Praça D. Pedro IV-Rossio) in AFML
(CONTINUAÇÃO)
«PRAÇA D. PEDRO IV (ROSSIO) [V]»
«O ROSSIO (5)»
A face Norte do «ROSSIO» correspondia, aproximadamente, à actual, mas a do lado Sul estava deslocada para oriente: começava a cerca de meia distância entre a Rua do Ouro e do Arco do Bandeira e terminava à esquina Oriental-Sul das Ruas dos Correeiros e da Betesga.
Segundo um manuscrito da Biblioteca Nacional, as suas dimensões eram de 80 braças por 24, ou seja, 166 metros de comprimento por 52 de largura. (As dimensões actuais são 201m x 95 metros). José-Augusto França detalha os esforços de «Carlos Mardel» para embelezar o «ROSSIO», mas concluiu pela falta de monumentalidade do mesmo. Característica que nos seguintes termos justifica: "No quadro do urbanismo pombalino um grande conjunto era suficiente". O papel do «ROSSIO» devia ser agora muito menos importante que a Praça do Comércio, lugar de eleição da nação nova: ele era aliás abandonado pelo Senado da cidade (definitivamente instalado, em 1774, ao lado da Praça do Comércio) e pelo Hospital Real. Só a «INQUISIÇÃO» renascia das cinzas, mas em breve ela seria reformada e já perdia o seu papel na vida nacional.
O «ROSSIO», lugar do povo, da sua alegria, da sua preguiça e da sua cólera, numa sociedade que se tornava ordenada, se não "iluminada", estava destinado a ser um lugar secundário, detido numa espécie de tranquilidade provinciana (que os anos turbulentos do começo do século XX em breve iriam abalar).
O «ROSSIO» no século XIX, retoma a sua função de verdadeira ágora da cidade. A sua localização, que justificava a presença de alquiladores(1) e estalagens, por aproximadas razões, torna o «ROSSIO» local de transportes públicos e para ele aos seus arrabaldes atraem hotéis.
As comoções sociais, desde sempre e até hoje, emergem ou a ele refluem; serviam, como exemplos, na perturbada década de 20 do século XIX, a «ABRILADA» e as «ARCHOTADAS».
Mesmos no seu aspecto físico teve o «ROSSIO» algumas alterações significativas entre a reconstrução pombalina e os nossos dias, sendo, talvez, as mais significativas o desaparecimento do edifício da «INQUISIÇÃO» e a construção do Teatro e a erecção da estátua a D. Pedro IV.
(1) - Pessoa que aluga bestas de carga
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