quarta-feira, 27 de outubro de 2010

AVENIDA DA LIBERDADE [ XV ]

Avenida da Liberdade - (2005) Foto de APS (Estátua do Marquês de Pombal no final da Avenida da Liberdade) in ARQUIVO/APS
Avenida da Liberdade - (200_) Foto de MICK (Monumento ao Marquês de Pombal) in GOOGLE EARTH

Avenida da Liberdade - (2005) Foto de APS (A estátua do Marquês de Pombal vista da Avenida da Liberdade) in ARQUIVO/APS


Avenida da Liberdade - (01.05.1975) - Foto de APS ( A estátua do Marquês de Pombal vista da Avenida Fontes Pereira de Melo (antiga Avenida do Campo Grande), no dia feriado do trabalhador, comemorado em liberdade pela primeira vez) in ARQUIVO/APS

Avenida da Liberdade - ( 01.05.1975) - Foto de APS (Estátua do Marquês de Pombal no primeiro de Maio em liberdade) in ARQUIVO/APS


(CONTINUAÇÃO)
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AVENIDA DA LIBERDADE [ XV ]
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«ESTATUÁRIA NA AVENIDA ( 6 ) - MONUMENTO AO MARQUÊS DE POMBAL»
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«SEBASTIÃO JOSÉ DE CARVALHO E MELO», Marquês de Pombal e Conde de OEIRAS, foi primeiro Ministro de «D. JOSÉ I» no período de 1750 a 1777, sendo o grande responsável pela maior reconstrução de «LISBOA», após o terramoto de 1755.
Na «PRAÇA MARQUÊS DE POMBAL» antiga «ROTUNDA» na parte Norte da «AVENIDA DA LIBERDADE», existe estatuária bem conhecida por todos, que representa o «MARQUÊS».
A autoria pertence a «FRANCISCO SANTOS», «ADÃES BERMUDES» e «ANTÓNIO DO COUTO».
A altura total é de 40 metros e a figura de «SEBASTIÃO JOSÉ DE CARVALHO E MELO» tem 10 metros.
A sua construção demorou oito anos, entre o lançamento da primeira pedra em 13 de Maio de 1926 e a inauguração em 13 de Maio de 1934. O Monumento foi construído por subscrição pública.
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A base do «MONUMENTO» é rica em alegorias alusivas à acção do «MARQUÊS».
«LISBOA REEDIFICADA» é-nos representada por uma figura feminina olhando a «AVENIDA DA LIBERDADE».
A «PROA DA NAU» simboliza a renovação da «MARINHA MERCANTE».
A estátua de «MINERVA» representa a «REFORMA DO ENSINO», com uma frontaria no fundo (a UNIVERSIDADE).
A «AGRICULTURA» é representada por um grupo escultórico que inclui uma «JUNTA DE BOIS», um «HOMEM COM ARADO» e uma mulher carregando um «CESTO DE UVAS».
As «REDES» evocam as «PESCAS».
A «INDUSTRIA» é representada por um operário «SOPRANDO O VIDRO».
O «FUSTE» apresenta, nas quatro faces, inscrições sobre a obra do «MARQUÊS».
Na parte superior do «FUSTE», quatro medalhões com as figuras de: «MACHADO DE CASTRO», «D. LUÍS DA CUNHA», «EUGÉNIO DOS SANTOS» e «MANUEL DA MAIA».
O conjunto é encimado pela estátua do «MARQUÊS DE POMBAL» em bronze, que apoia a sua mão esquerda num leão, não para simbolizar o poder, mas, como na altura foi explicado, a FORÇA e a SERENIDADE.
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O «MARQUÊS DE POMBAL» é considerado por todos os especialistas uma das mais controversas e carismáticas figuras da HISTÓRIA PORTUGUESA, com um notável trabalho na área da emancipação económica do país, a par de um legado de despotismo e intolerância.
O «MARQUÊS» (designação popular que ainda hoje perdura e que o identifica), senhor de uma personalidade fortíssima foi um notável estadista, que deixou marca no século XVIII - um período de absolutismo régio, através de uma brutal política de concentração de poder.
O conturbado e controverso processo e posterior execução dos «TÁVORAS» inseriu-se nessa politica.
Na área económica, o «MARQUÊS DE POMBAL» teve como objectivo principal a recuperação e modernização da economia portuguesa, para dessa forma conseguir libertá-la da forte dependência face à economia Inglesa. Contribuindo também para a reforma na Universidade de Coimbra.
«SEBASTIÃO JOSÉ DE CARVALHO E MELO» nasceu em 1699 e depois de estudar em FRANÇA e LONDRES regressou a PORTUGAL, onde veio a casar com «D. TERESA DE NORONHA». E, desde logo numa manifestação de categórica afirmação pessoal, fê-lo após o rapto da noiva, dada a oposição da família «ALMADA» à união.
Depois do Terremoto de 1755, ocupou-se da reconstrução de «LISBOA» e soube rodear-se de reputados técnicos, como os Engenheiros «EUGÉNIO DOS SANTOS», «CARLOS MARDEL» e «REINALDO MANUEL DOS SANTOS».
Deste trabalho resultou, nomeadamente, o que é hoje conhecido como a «BAIXA POMBALINA», o coração e um dos "EX-LÍBRIS" da cidade de LISBOA.
Exilado por «D. MARIA I», logo que subiu ao trono após a morte de «D. JOSÉ I», e longe do centro político, «SEBASTIÃO JOSÉ DE CARVALHO E MELO» morreu em 1782, aos 83 anos.
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(CONTINUA) - (PRÓXIMO) - «AVENIDA DA LIBERDADE [ XVI ] - ESTATUÁRIA NA AVENIDA (7)-ALMEIDA GARRETT».


3 comentários:

José Luís Espada Feio disse...

As fotos, como é hábito, estão sempre muito boas, mas a que figura em 2º lugar, com a singular calçada portuguesa em 1º plano, está magnífica. A perspectiva, o enquadramento, o equilíbrio...perfeitos. Os meus parabéns.

José Luís Espada Feio disse...

Após o comentário, reparei que a foto em questão não é da autoria do amigo APS, todavia, mantenho os parabéns, ao autor, e a si, pelas restantes e pelo bom gosto na escolha desta. Um abraço

APS disse...

Também a achei interessante, por isso digna de ser mostrada.

Um abraço
APS