quarta-feira, 3 de novembro de 2010

AVENIDA DA LIBERDADE [ XVII ]

Avenida da Liberdade - (2005) Foto de APS (O DIÁRIO DE NOTÍCIAS na parte Norte da Avenida da Liberdade, é uma obra do arquitecto «PARDAL MONTEIRO» in ARQUIVO/APS
Avenida da Liberdade - (2007) Fotógrafo não identificado (Obra do Arquitecto "PORFIRIO PARDAL MONTEIRO" o "DN" na Avenida da Liberdade, prémio Valmor e Municipal de Arquitectura) in ULISSES

Avenida da Liberdade - (Ant. 1944) Foto de Fernando Martins Pozart (Edifício do Diário de Notícias, Prémio Valmor de 1948) in AFML

Avenida da Liberdade - (Post. 1940) - Estúdios Mário Novais (Avenida da Liberdade na parte Norte à esquerda podemos ver o Diário de Notícias) in AFML



(CONTINUAÇÃO)
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AVENIDA DA LIBERDADE [ XVII ]

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«O DIÁRIO DE NOTÍCIAS»

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Na parte de cima da «AVENIDA DA LIBERDADE», no lado direito de quem sobe, quase na esquina com a «PRAÇA DO MARQUÊS DE POMBAL», foi construído um vasto edifício (no final da década de trinta do século XX), para receber o jornal «DIÁRIO DE NOTÍCIAS», sob o traçado do Arquitecto «PARDAL MONTEIRO».

A 25 de Abril de 1940, foi inaugurado com uma grande festa a sede histórica do «DIÁRIO DE NOTÍCIAS», situado na «AVENIDA DE LIBERDADE» em Lisboa.

Em 29 de Dezembro de 1864 era publicado o primeiro número do "DN" que viria a tornar-se num dos principais jornais de referência em Portugal, cujo o preço de capa era de dez réis.
Foram fundadores deste jornal «EDUARDO COELHO» e «TOMÁS QUINTINO ANTUNES» que nas primeiras três décadas de vida do "DN" foram marcadas pela direcção do primeiro, jornalista e escritor, que seguiu uma estratégia de implementação e consolidação do jornal, praticando um jornalismo moderno, informativo e independente. «EDUARDO COELHO» introduziu dois novos géneros jornalísticos; o editorial e a grande reportagem.
Foi o primeiro jornal de venda ambulante nas RUAS DE LISBOA e ao fim de seis meses de publicação já tinha cerca de cem vendedores.
Em 1894 seria substituído por «ALFREDO CUNHA» que procurou também, impulsionar o "DN" captando novos colaboradores de qualidade como os escritores «RAMALHO ORTIGÃO», «EÇA DE QUEIRÓS» e «PINHEIRO CHAGAS».
Depois da «REPÚBLICA» e a época tumultuosa que se seguiu, em 1919 o "DN" passou a ser uma Sociedade Anónima (Empresa do Diário de Notícias), assumindo a direcção, «AUGUSTO DE CASTRO»
No ano de 1929 a «EMPRESA DO DIÁRIO DE NOTÍCIAS» é convertida na «Empresa Nacional de Publicidade, controlada pela «COMPANHIA INDUSTRIAL DE PORTUGAL» e pela «C.G.D.».
Com a criação do «ESTADO NOVO» em 1933 e a consolidação do poder de «SALAZAR», «AUGUSTO DE CASTRO» reassume a direcção do jornal em 1939.
Nos anos 40 do século XX, dá-se a transferência do jornal das suas antigas instalações na «RUA DO DIÁRIO DE NOTÍCIAS» (antiga rua dos Calafates) no "BAIRRO ALTO", para o novo edifício construído de raiz na «AVENIDA DA LIBERDADE», onde permanece a actual sede do jornal.
Esta prosperidade tem contudo um preço: sob uma forte censura, o "DN" segue a política de servilismo da ditadura.
Com a chegada de «MARCELO CAETANO» ao poder, em 1968, não alterou a censura que só seria desmantelada com a revolução de 1974.
No "caminhar" de todo este percurso, o "DN" já conheceu três séculos diferentes, seguiu políticas editoriais e gestões muito diversificadas, conheceu vários proprietários, incluindo empresas públicas e privadas.
O "DN" nesta altura pertence à «GLOBAL NOTÍCIAS», uma empresa do «GRUPO CONTROLINVESTE MEDIA».
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(CONTINUA) - (PRÓXIMO) - «AVENIDA DA LIBERDADE [ XVIII ]- O CINE TEATRO TIVOLI».

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