sábado, 12 de fevereiro de 2011

CAMPO DE SANTA CLARA [ XII ]

Campo de Santa Clara - (2009) - Foto de APS (Panteão Nacional visto da Avenida Infante D. Henrique) in ARQUIVO/APS
Campo de Santa Clara - (2009) Foto de António Negalha (Templo a Santa Engrácia-Panteão Nacional, no Campo de Santa Clara) in OLHARES

Campo de Santa Clara - (200_) Fotógrafo não identificado (Vista aérea do Campo de Santa Clara destacando-se o Templo a Santa Engrácia-Panteão Nacional) in WIKIPÉDIA

Campo de Santa Clara - (2008) - (Interior do Templo a Santa Engrácia Panteão Nacional - o órgão pertenceu à Sé de Lisboa datado do século XVII) Foto gentilmente cedida por RICARDO MOREIRA do Blogue «AS MINHAS COISAS».

Campo de Santa Clara - (196_) Foto de autor não identificado (Vista aérea do Panteão Nacional no último período de obras nos anos 60 do século XX) in PLANO COMEMORATIVO -1966-M.O.P.
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(CONTINUAÇÃO)
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CAMPO DE SANTA CLARA [ XII ]
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«TEMPLO A SANTA ENGRÁCIA - PANTEÃO NACIONAL ( 3 )»
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MONUMENTO
Todo o edifício é rematado por uma cimalha onde assenta a balaustrada que circunscreve o Monumento.
A cúpula construída em 1966, é formada por um tambor onde se abrem oito vãos e respectivas janelas, coroado pelo lanternim. A entrada da Igreja faz-se pelo nartex onde se abre um portal principal, e dois laterais. O portal principal apresenta-se enquadrado por colunas salomónicas de capiteis compósitos encimados por volutas que ladeiam o grupo escultórico central constituído pelas armas reais, sustentadas, ao gosto barroco, por dois anjos. Esta composição está atribuída ao escultor francês «CLAUDE LAPRADE», que ao tempo estava activo em Portugal.
Os portais laterais são sobrepujados por baixos-relevos com o busto de «SANTA ENGRÁCIA» enquadrado por motivos vegetalistas. Interiormente, corresponde à monumentalidade da construção, abre-se um amplo espaço limitado pelo jogo de curvas/contracurvas, oferecido pelas paredes revestidas de mármore, onde sobressai o branco e o rosa, animado pela policromia dos embrechados e por pilastras de capiteis compósitos.
Em frente, à entrada, na que seria a capela-mor, abre-se um grande nicho de arco perfeito ladeado por pilastras, onde o elemento decorativo é um órgão do século XVII( 1 ).
Lateralmente, rasgam-se dois arcos-capela mais pequenos e vazios. No corpo lateral, e simetricamente, abrem-se da mesma forma três arcos-capela aqui ocupados com centáfios de figuras relevantes da história portuguesa.
Em cada um dos quatro ângulos de interligação dos corpos da Igreja, existem púlpitos sobre os quais se abrem nichos onde se encontram imagens contemporâneas de «S. JOÃO DE BRITO», «SANTO ANTÓNIO», «S. TEOTÓNIO» e «S. JOÃO DE DEUS». Todo o conjunto é fechado por abóbadas de quarto de círculo assentes em poderosa cimalha.
Nas obras dos anos 60 do século passado, além da execução da cúpula, foi também feito o revestimento do chão, assim como diversas partes do edifício muito danificado por cerca de dois séculos de abandono e maus tratos. Em cada uma das salas térreas dos torreões, foi colocados quatro túmulos.
O monumento foi dotado de instalação eléctrica e sonora para permitir o funcionamento nos diversos actos e cerimónias. Nas salas ficaram depositados os Presidentes: «TEÓFILO BRAGA», «SIDÓNIO PAIS», «MANUEL DE ARRIAGA» e «ÓSCAR CARMONA», os escritores «ALMEIDA GARRETT», «JOÃO DE DEUS», «GUERRA JUNQUEIRO» e «AQUILINO RIBEIRO». No ano de 1990, foi aberta mais uma sala para onde foi transladado o corpo do «MARECHAL HUMBERTO DELGADO». Em 2001 após alteração de legislação foi colocado no «PANTEÃO» o corpo de «AMÁLIA RODRIGUES».
Sabe-se que a proposta para esta alteração ao Monumento, foi ganha pelo arquitecto «LUÍS AMOROSO LOPES», que no ano de 1958 era convidado a melhorar o projecto. Em 1959 o Engenheiro «EDGAR CARDOSO» foi também solicitado para elaborar os cálculos para a construção do "ZIMBÓRIO" e fazer o acompanhamento técnico da obra.
Finalmente tinha acabado o dito «OBRAS DE SANTA ENGRÁCIA» no dia 7 de Dezembro de 1966, com a inauguração do «PANTEÃO NACIONAL», por ocasião das comemorações do quadragésimo aniversário da revolução nacional.
O «PANTEÃO NACIONAL» que abrange uma área aproximada de 1000 metros quadrados, com uma altura de cerca de 70 metros, (dado a elevação do sítio) fica sendo dos monumentos mais visíveis na área de LISBOA. Os espaços urbanísticos da zona envolvente do Templo, foi incumbência da CÂMARA MUNICIPAL DE LISBOA. [ FINAL ]
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-( 1 ) - O órgão foi retirado da Sé de Lisboa, depois de completamente restaurado.
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BIBLIOGRAFIA
(Obras consultadas)
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- CAEIRO, Baltazar Matos - OS CONVENTOS DE LISBOA - 1989 - Distri Editora - Sacavém.
- CAMINHOS DO PATRIMÓNIO - DIRECÇÃO-GERAL DOS EDIFÍCIOS E MONUMENTOS NACIONAIS- DGEMN - 1929-1999-LISBOA.
- DIAS, Marina Tavares - LISBOA DESAPARECIDA - 1990 - Volume 2 - Quimera - Lisboa.
- HISTÓRIA DOS MOSTEIROS CONVENTOS E CASAS RELIGIOSAS DE LISBOA - 1992 - Tomo II - Imprensa Municipal de Lisboa- LISBOA.
- MINISTÉRIO DAS OBRAS PÚBLICAS - Plano comemorativo-1966 Volume I- E.N.P. - LISBOA.
- NOBREZA DE PORTUGAL E DO BRASIL - (Cood.) Dr. Afonso Eduardo Martins Zuquete - Volume II - 1984 - Editora Enciclopédia,Lda.
- PORTUGAL, Fernando e MATOS, Alfredo de - LISBOA em 1758 - Memórias Paroquiais de Lisboa - 1974 - Publicações Culturais da C.M.L..
- SANTANA, Francisco e SUCENA, Eduardo (Coord)-DICIONÁRIO DA HISTÓRIA DE LISBOA - 1994 - LISBOA.
- SILVA, A. Vieira da - «A CERCA FERNANDINA DE LISBOA» - Volume II-2º Ed.-1987-Lisboa.
- VIDAL, Angelina - LISBOA ANTIGA E LISBOA MODERNA - 1994 -Vega - Lisboa.
INTERNET
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