quarta-feira, 14 de setembro de 2011

RUA DO SÉCULO [ IV ]

Rua do Século - (2011) - (Vista da "RUA DO SÉCULO" à esquerda a entrada principal do antigo "PALÁCIO RATTON", hoje "TRIBUNAL CONSTITUCIONAL DE PORTUGAL") in GOOGLE EARTH

Rua do Século - (2011) - (Interior do antigo "PALÁCIO RATTON" hoje "TRIBUNAL CONSTITUCIONAL" na RUA DO SÉCULO) in ALEXANDER RACINI

Rua do Século - (2008) - (Entrada do antigo "PALÁCIO RATTON" hoje "TRIBUNAL CONSTITUCIONAL" na RUA DO SÉCULO) in HORTA DO ZORATE

(CONTINUAÇÃO) - RUA DO SÉCULO [ IV ]

«O PALÁCIO DE JÁCOME RATTON ( 2 )»

«RATTON» motivado pela sua simpatia às novas ideias económicas, associava porventura uma outra, pelas ideias políticas, difundidas na «REVOLUÇÃO FRANCESA». Torna-se assim, um alvo suspeito da Intendência-Geral da Polícia, a qual no ambiente de perseguição aos «JACOBINOS» e «AFRANCESADOS» vivido durante o período das «INVASÕES FRANCESAS». Assim, vem acusado «RATTON» de colaborar com o inimigo, estando incluído nas listas das vítimas da «SETEMBRIZADA DE 1810». Foi então forçado a um exílio em LONDRES, donde só regressaria em 1816. Durante os anos de exílio teve a inspiração para escrever, «RECORDAÇÕES SOBRE OCORRÊNCIAS DO SEU TEMPO» LONDRES - 1813, fonte importante para o reconhecimento da história portuguesa da segunda metade do século XVIII.

«JÁCOME RATTON» talvez uma das figuras mais curiosas de LISBOA no século XIX, edificou e reedificou o seu Palácio onde morava na «RUA FORMOSA». Este Palácio coube por herança ao «BARÃO DE ALCOCHETE» «BERNARDO DAUPIAS».

Em 16 de Janeiro de 1878 o Palácio foi vendido, diz-se que se tratava de um imóvel que o estilo se aproximava do neoclássico, de influencia francesa, país da nacionalidade dos seus primeiros proprietários e que se devem ter inspirado ao tempo de «LUÍS XVI». Já no ano de 1875 tinha-se procedido ao leilão do rico recheio que existia no Palácio.

O Palácio foi adquirido por vinte e dois mil réis (preço sem dúvida abaixo do seu valor real), o seu comprador foi o fundador da Casa Bancária que deu origem ao «BANCO TOTTA», «FORTUNATO CHAMIÇO». Pouco tempo depois de o ter comprado «FORTUNATO CHAMIÇO» mandou fazer obras de transformação. A planta, ainda do ano de 1878, com requintes oitocentistaa mostrava já o acrescento da parte na ala esquerda que então foi executada. Também se deve datar dessa época a sala árabe muito ao gosto do findar do século XIX. Do mesmo modo foi construído ao lado do já existente, um jardim de "Inverno". Por morte de «FORTUNATO CHAMIÇO» este Palácio passou a sua filha senhora «D. AMÉLIA CHAMIÇO» viúva de «FREDERICO BIESTER», que por morte desta, passou o legado a sua tia «D. CLÁUDIA DE FREITAS CHAMIÇO».

Em 1914 era proprietário do Palácio, u m descendente de «FORTUNATO CHAMIÇO» «D. AMÉLIA CARVALHO», que nele viveu até 1967. Em 1982 foi adquirido pelo «MINISTÉRIO DA JUSTIÇA» toda a propriedade e jardins, para nele instalar o «TRIBUNAL CONSTITUCIONAL DE PORTUGAL». Este Tribunal funciona na «RUA DO SÉCULO » no número cento e onze, sendo um órgão CONSTITUCIONAL DE PORTUGAL. A sua competência principal é a fiscalização das Leis e Decretos-Leis com a «CONSTITUIÇÃO». No exercício das suas funções os juízes do «TRIBUNAL CONSTITUCIONAL» usam BECA e COLAR, podendo também usar CAPA sobre a BECA.

Em nota final podemos afirmar que as sucessivas famílias que habitaram este Palácio: «RATTON, DAUPIAS, DUQUE DE ALCOCHETE, CHAMIÇOS, e D. ADELAIDE CARVALHO», eram pessoas de fortuna, com muito bom gosto, que mantiveram este belo imóvel sendo hoje considerado um dos Palácios dos serviços públicos mais atractivos.

(CONTINUA) - (PRÓXIMO) - «RUA DO SÉCULO [ V ] - O ALTO DO LONGO»








2 comentários:

alecs zasinets disse...

obrigado! muito interessante! o tribunal constitucional é o meu tema de P.A.P em serviços Jurídicos! fico muito grato pela informação e peço-lhe que me informe se possui mais alguma coisa acerca do assunto que queira partilhar.

APS disse...

Igualmente obrigado pela sua disponibilidade. De momento não me ocorre nada relevante, de qualquer modo ficarei atento.
Cumprimentos
APS