sábado, 24 de setembro de 2011

RUA DO SÉCULO [ VII ]

Rua do Século - (2011) - Foto de Luís Boléo (Rua da Academia das Ciências, no lado esquerdo a parte de trás do PALÁCIO DO MARQUÊS) in PANORAMIO

Rua do Século - (1960) Foto de Vasco Gouveia de Figueiredo (Antigo Palácio dos Carvalhos da Rua Formosa) in AFML


Rua do Século - (1905-01) - Foto de Joshua Benoliel (Antigo Palácio dos Carvalhos da Rua Formosa, depois dos Viscondes de Lançada e mais tarde instalações do jornal "O Século") in AFML

(CONTINUAÇÃO) - RUA DO SÉCULO [ VII ]

«O PALÁCIO DOS CARVALHOS DA RUA FORMOSA ( 2 )»

Por razões de família ou profissionais, as estadas de «CARVALHO e MELO» no Palácio foram muito alternadas. Também o Terramoto de 1755 o terá levado a abandonar o Palácio e durante os anos seguintes assistiu-se às campanhas de obras para a recuperação e engrandecimento do imóvel. Até à morte em 1886 do 5º Marquês, «MANUEL JOSÉ DE CARVALHO MELO DAUN ALBUQUERQUE SOUSA e LORENA», o edifício terá sido a residência preferida, em Lisboa, dos «POMBAL». Depois, assistimos às primeiras partilhas do PALÁCIO. Contudo, é a partir de 1906 que se desmembra efectivamente o conjunto edificado. «JOSÉ RODRIGUES SANCHES», carvoeiro, adquire o corpo de esquina (actual atelier de Arquitectos e Restaurante); «ALFREDO ALVES & FILHO» adquire o núcleo junto à «ACADEMIA DAS CIÊNCIAS», o pátio, parte dos Jardins e hortas, onde mais tarde se irá instalar a «COMETNA» e, por último, em 1921, «JOSÉ DA SILVA GRAÇA», proprietário e director do Jornal "O SÉCULO", instalado no contíguo «PALÁCIO DOS VISCONDES DE LANÇADA», compra o corpo sul do PALÁCIO que será demolido para ampliação das instalações do JORNAL. A posse do núcleo principal do Palácio mantinha-se num descendente da família, a quem a CÂMARA MUNICIPAL DE LISBOA em 1968 adquire o imóvel.

Independentemente dos estragos que o Terramoto de 1755 possa ter provocado no PALÁCIO, é a ascensão na hierarquia do ESTADO que vai levar «SEBASTIÃO JOSÉ» a fazer obras de engrandecimento na casa de família.

O reconhecimento régio pelo estadista elevá-lo-á a CONDE, em 1759, o que se terá reflectido no início da campanha de obras, como parece indicar a pedra de armas aposta na fachada que abre para a «RUA DA ACADEMIA DAS CIÊNCIAS», e a elevação a MARQUÊS em 1769. É depois desta data que parecem datar as obras mais significativas de engrandecimento do PALÁCIO, com as sumptuosas decorações de estuque, ao gosto rococó, do artista MILANÊS «JOÃO GROSSI», de temática mitológica ( Salão de Baile, Sala Verde e Escadaria), que desmaterializam a espaciosidade.

Uma pequena Capela-Oratório, ricamente decorada com moldurações rococó que envolve medalhões relevados de temática religiosa atribuídos ao mesmo estucador, é então construída truncando o espaço outrora pertencente a um amplo salão seiscentista de tecto em caixotão de madeira pintada.

(CONTINUA) - (PRÓXIMO) - «RUA DO SÉCULO [ VIII ] - O PALÁCIO DOS CARVALHOS DA RUA FORMOSA ( 3 )».
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