quarta-feira, 19 de outubro de 2011

RUA DO SÉCULO [ XIV ]

Rua do Século - (1901) (O Almanaque Ilustrado do jornal "O Século" para 1901, um Almanaque de referência no passado) in RUA DOS DIAS QUE VOAM


Rua do Século - (30.09.1956) Foto de Eduardo Portugal (A FEIRA POPULAR de Lisboa no antigo Parque "José Maria Eugénio" "Palhavã",inaugurada em 10 de Junho de 1943, para beneficio da Colónia Balnear Infantil de "O Século") in AFML


Rua do Século - (Década de 50 do século XX) (Pormenor de uma tipografia "Compositor Manual", trabalhando com o "tipo", tal como se fazia no jornal "O Século" nos anos cinquenta do século passado) in DIZ AÍ

Rua do Século -(06.10.1910) (Na proclamação da República o jornal "O Século" fez três edições nesse dia) in CAIS DO OLHAR

Rua do Século - (1905-01) Foto de Joshua Benoliel (Instalações do jornal "O Século" na antiga "Rua Formosa", hoje "Rua do Século") in AFML

(CONTINUAÇÃO) - RUA DO SÉCULO [ XIV ]

«O JORNAL "O SÉCULO" ( 2 )»

«JOÃO PEREIRA DA ROSA» caracteriza-se por um grande dinamismo empresarial, de acordo com a sua cultura organizacional. Amplia a rede de correspondentes em todo o país, melhora a distribuição do jornal e renova o parque gráfico. Foram lançadas novas publicações: (O CINÉFILO, O SÉCULO ILUSTRADO e A VIDA MUNDIAL). É sem dúvida, graças ao investimento de dezenas de iniciativas de diversão, de solidariedade social, de carácter cultural, desportivo e patriótico, levado a cabo entre 1927 e 1938, que o jornal reforçou a sua popularidade em todo o país. Uma delas, a «COLÓNIA BALNEAR INFANTIL DE "O SÉCULO"), iniciada em 1908, e retomada em 1927 na linha do Estoril, designadamente em «S. PEDRO DO ESTORIL», constituiu o corolário de todas as obras que o jornal desenvolveu em prol da causa de protecção à infância desprotegida. De 1934 a 1938 «JOÃO PEREIRA DA ROSA», através de um empréstimo contraído na Caixa Geral de Depósitos, conseguiu comprar as acções de «CARLOS OLIVEIRA» e de «MOISÉS AMZALAK», reforçando a sua posição na «SOCIEDADE NACIONAL DE TIPOGRAFIA». Em 1938, na qualidade de accionista maioritário, fez entrar os seus dois filhos, «GUILHERME» e «CARLOS ALBERTO PEREIRA DA ROSA», para a administração. Uma conjuntura política, cada vez menos favorável ao debate de ideias e ao tipo de campanhas movidas pelo "O SÉCULO", enveredaram pela estratégia da diversão pública, organizando e promovendo várias iniciativas populares e desportivas. Em 1940, aquando da realização da "EXPOSIÇÃO DO MUNDO PORTUGUÊS" e na sequência da instalação da «FEIRA POPULAR», a 10 de Junho de 1943 no «PARQUE DE PALHAVû, este papel de promotor de múltiplas actividades foi-lhe favorável.

No entanto, com o recrudescer da oposição, desde o final da segunda guerra Mundial, a posição de «O SÉCULO» começou a revelar alguns indícios de ambiguidades face à continuidade do regime. Essa atitude valeu-lhe o afastamento da organização da «FEIRA POPULAR», entre 1948 e 1950.

Em 1951, retomou a tradição, mantendo-a, até 1956, despedindo-se de «PALHAVû, nesse ano, por sinal o da ocorrência nela das primeiras emissões experimentais da RTP. Para colmatar o vazio deixado pelo encerramento da antiga «FEIRA POPULAR», principal fonte de receita da «COLÓNIA BALNEAR», a empresa lançou novas iniciativas: Os Salões de Arte Doméstica, em 1957; a «FEIRA DE ALVALADE» em 1958, promovida com a colaboração do "SPORTING CLUB DE PORTUGAL" e os concursos com a colaboração da RTP.

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