quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

RUA AUGUSTA [ II ]

Rua Augusta - (Depois de 1984) - Fotógrafo não identificado (A "RUA AUGUSTA" já sem carros) in PURA TERYLENE VIRGEM
Rua Augusta - (Depois de 1984) - A "RUA AUGUSTA" antes de ter a "calçada á portuguesa" mas já funcionando como rua pedonal) in AFML
Rua Augusta - (antes de 1984) - (A "RUA AUGUSTA" antes do seu encerramento ao transito de veículos) in AFML
Rua Augusta - (1960) -Foto de Arnaldo Madureira (Iluminações de Natal na "RUA AUGUSTA" vendo-se o movimento de transito ascendente nessa rua, hoje pedonal) in AFML
Rua Augusta - (1914) - Foto de Joshua Benoliel (RUA AUGUSTA na parte Norte junto ao "ROSSIO" esquina para a "RUA DA BETESGA") in AFML

(CONTINUAÇÃO)

RUA AUGUSTA [ II ]

«A RUA AUGUSTA ( 2 )
A «RUA AUGUSTA» é uma das principais ruas da "Baixa Pombalina" e talvez o mais importante centro de ligação entre a «PRAÇA DO COMÉRCIO» e a «PRAÇA D. PEDRO IV» (vulgo ROSSIO).
Quando pretendemos analisar a variação dos preços nos edifícios pombalinos, encontramos dois sistemas bem definidos no século XIX. O primeiro, característico da «RUA AUGUSTA», é inversamente proporcional à altura do andar. Em média, o dinheiro de uma loja chegava e sobrava para arrendar três águas furtadas e quase dava para dois terceiros andares. Mais de metade das lojas eram alugadas por quantias iguais ou superiores a 100$000 (cem mil réis) e aproximadamente um terço ultrapassava a fasquia dos 120$000 (cento e vinte mil réis) ano.
Com esta importância era então fácil alugar uma casa nobre em qualquer zona de LISBOA.
O segundo sistema de preços surgia nas ruas: «RUA ÁUREA»(rua do Ouro); «RUA BELA DA RAINHA» (hoje rua da Prata); «RUA DOS DOURADORES»; «RUA DOS SAPATEIROS»; «RUA NOVA DA PRINCESA»(hoje rua dos Fanqueiros) e «CALÇADA DO CARMO», onde o primeiro andar era o piso mais caro e as águas furtadas e as lojas eram os espaços mais acessíveis em termos de valor.
Assim, na «RUA AUGUSTA», as rendas das lojas eram inflacionadas, sinal de uma função comercial distinta na época.
Quem, no ano de 1780 se dirigisse do «ROSSIO» para a «PRAÇA DO COMÉRCIO» pela «RUA AUGUSTA» poderia contar do lado direito daquela via vinte edifícios e do lado esquerdo vinte e sete. Com 123 lojas abertas, a «RUA AUGUSTA» possuía então um colorido característico dos panos de lã ou seda, expostos nas montras e portas dos seus estabelecimentos
Em 1771 no dizer de «ARTHUR WILLIAM COSTIGAN» a «RUA AUGUSTA» era referida como de "Rua fina", donde se avistava de um lado o CASTELO e do outro o BAIRRO ALTO. A sua passagem para a «PRAÇA DO COMÉRCIO» faz-se através do majestoso «ARCO DA RUA AUGUSTA» cujo o nome revela a importância que lhe era atribuída.
Esta rua grandiosa, com suas vistosas lojas de comércio que diariamente estendiam os seus toldos sobre o passeio, e abriam as suas montras, era também uma zona para a "alta finança".
Nos finais do século XIX, apresentava já um aspecto movimentado, com pessoas de todas as classes que a ela se deslocavam para fazerem as suas compras, ou simplesmente passearem, apreciando as últimas novidades da época.

(CONTINUA) - (PRÓXIMO) -«RUA AUGUSTA [ III ] -A RUA AUGUSTA ( 3

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