quarta-feira, 19 de junho de 2013

RUA DO AÇÚCAR [ XIII ]

 Rua do Açúcar - (1998) Foto de António Sacchetti (Aspecto exterior da antiga fábrica da "SOCIEDADE NACIONAL DE FÓSFOROS" na "RUA DO AÇÚCAR" in CAMINHO DO ORIENTE
 Rua do Açúcar - (1911) (Anúncio da "COMPANHIA PORTUGUESA DE PHOSPHOROS" com a sua fábrica de laboração na "Rua do Açúcar" e escritórios na "Rua de S. Julião, 139) in RESTOS DE COLECÇÃO
 Rua do Açúcar - (1920) (Alçados e Planta da casa das Caldeiras da "Companhia Portuguesa de Fósforos" na "Rua do Açúcar", pertencente ao Arquivo de Obras da C.M.L. - Processo Nº 8517 - Fábrica dos Fósforos) in CAMINHO DO ORIENTE 
 Rua do Açúcar - (ant. 1925) - Caixas de fósforos "contra o vento", produzidas na "Companhia Portuguesa de Fósforos" na "Rua do Açúcar") in  MUSEU DOS FÓSFOROS
Rua do Açúcar - (1926) (Caixas de fósforos produzidas pela "Sociedade Nacional de Fósforos" na "Rua do Açúcar" - Lisboa - Alusiva ao "ADAMASTOR" in MUSEU DOS FÓSFOROS

(CONTINUAÇÃO) - RUA DO AÇÚCAR [ XIII ]

«A COMPANHIA PORTUGUESA DE FÓSFOROS, DEPOIS SOCIEDADE NACIONAL DE FÓSFOROS ( 2 )»

A sede social ficou em LISBOA, na "RUA DE S. JULIÃO, número 139. A «COMPANHIA PORTUGUESA DE FÓSFOROS» teve um capital de 2 400 000$000 réis, através de acções e obrigações. A maioria dos accionistas eram portugueses, aos quais se associaram algumas casas estrangeiras, principalmente o "BANCO DE PARIS" e o dos "PAÍSES BAIXOS".
O capital social foi crescendo significativamente em 1922 atingia o valor de 9 000 000$00  e em 1978, de 25 000 000$00 escudos. A Administração da Sociedade foi confiada a um conselho composto por um número variável, entre cinco ou nove elementos, com preferência para a nacionalidade portuguesa, segundo os Estatutos de 1909. Alguns empresários que integravam a Administração, em 1895 eram, o "VISCONDE DE CARNAXIDE", "CARLOS REINCKE", "JORGE O´NEIL", "MANUEL DE CASTRO GUIMARÃES" e "J.W.H.BLECK".
A tendência caminhava para o aumento da produção e para um alargamento dos mercados às ILHAS e COLÓNIAS portuguesas. O certo, é que em 1922, publicita-se a filial de ÁFRICA, localizada em LUANDA e denominada por «SOCIEDADE COLONIAL DE FÓSFOROS, LDA.". Dois momentos importantes de crescimento desta industria relacionam-se com as guerras mundiais.
Num período de actividade de cerca de 90 anos, a FÁBRICA DO BEATO, que inicialmente empregava mil operários, tinha em 1978 setenta e nove empregados, composto por 50% de homens e mulheres. Os indicadores numéricos revelam o crescimento e a sua decadência. No entanto não se pode esquecer a remodelação tecnológica e a automatização de alguns sectores da produção foram tendo ao longo do período de actividade, diminuindo assim naturalmente a presença do operariado.
A actividade da fábrica da "RUA DO AÇÚCAR" foi, nos seus primeiros trinta anos, marcados pela fase de exclusividade de mercado, em virtude da acção protectora do ESTADO. Mas em 1925, finda a concessão estatal, a "MATCH and TABACCO TIMBER SUPPLY CO." adquiriu todo o activo e o passivo da "COMPANHIA PORTUGUESA DE FÓSFOROS", transferindo praticamente todo o capital para a "SOCIEDADE NACIONAL DE FÓSFOROS".
A actividade desta nova Empresa irá reger-se pela resposta constante à concorrência de outras grandes unidades, como a "COMPANHIA LUSITÂNIA DE FÓSFOROS" do PORTO e a "FOSFOREIRA PORTUGUESA" de ESPINHO.
À semelhança de outras industrias europeias, como a metalurgia "Grand Hornu" na BÉLGICA, os edifícios que integram o conjunto da unidade industrial organizam-se internamente, sendo pouco perceptível para o exterior da "RUA DO AÇÚCAR" os ambientes de laboração. De facto, a "COMPANHIA PORTUGUESA DE FÓSFOROS" é uma das poucas industrias da "ZONA ORIENTAL DE LISBOA" que desenvolveu esta filosofia organizacional, não mostrando para a via pública elementos identificativos ou de ostentação, mais parecendo uma fortaleza que encerra em si toda a produção.

(CONTINUA)-(PRÓXIMO)«RUA DO AÇÚCAR [ XIV ]-A COMPANHIA PORTUGUESA DE FÓSFOROS, DEPOIS SOCIEDADE NACIONAL DE FÓSFOROS ( 3 )».

20 comentários:

Adelino Morte disse...

TRABALHEI NESTA FABRICA COMO APRENDIZ DE SERRALHEIRO AFINADOR DE MAQUINAS DE 1947 ATE 1951 ANO EM QUE ENTREI PARA A FORCA AEREA. TINHA 15 ANOS DE IDADE, ESTE FOI O MEU PRIMEIRO EMPREGO, TENHO ESCRITO NAS MINHAS "MEMORIAS AUTOBIOGRAFICAS" MUITAS DAS PERIPECIAS VIVIDAS NA FABRICA DE FOSFOROS DO BEATO NA RUA DO ACUCAR.
ADELINO MORTE OPERARIO NUMERO 575

APS disse...

Caro Amigo Adelino Morte

Obrigado pelo comentário.

Fico contente por ter recordado um pouco a "sua" «FÁBRICA DOS FÓSFOROS».

Esta Fábrica, juntamente com a Fab. da Borracha Luso-Belga e a Fab. do Sabão, contribuíram
grandemente com muitos postos de trabalho na Zona Oriental de Lisboa.

Embora eu pertença à freguesia do BEATO, mas estava na época, mais familiarizado com a "FÁBRICA DO TABACO", "As Varandas" e outras na "RUA DE XABREGAS".

É salutar podermos escrever as nossas memórias, não só por ficarem para a posteridade, como dar exercício ao nosso cérebro.

Pela falta de acentos do seu PC depreendo que está fora de Portugal.

Desejo-lhe boa saúde e muitas felicidades.
Despeço-me com amizade
Agostinho Paiva Sobreira-APS

Joao Silva disse...

SOCIEDADE NACIONAL DOS FÓSFOROS
- À antiga “Companhia Portuguesa de Fósforos” fundada em 1911, sucedeu a “Sociedade Nacional de Fósforos”, cujas instalações começaram a funcionar em 1920 na Histórica Rua do Açúcar no Beato.
- A Sociedade Nacional de Fósforos, que chegou a ter 1000 empregados, era dirigida pelo Engº Carlos Salema, que entre outros benefícios para os trabalhadores, seguindo a ideia e o apoio do conhecido empregado Administrativo Sr. Mário Marques da Silva (o Mário dos calinhos), activo e entusiasta Dirigente Desportivo, instituíram na Fábrica um Clube Desportivo denominado “Grupo Desportivo Os Fósforos” na 2ª Divisão Nacional, Fundado em 01-09-1920, com Sede na Rua Capitão Leitão nº 58 e o qual mais tarde num processo de união dos Três Clubes Bairristas, seguido e apoiado apaixonadamente por toda a população do “Antiquíssimo Termo Oriental de Lisboa” ocorrido em 1958, concretizado na Fusão dos Três Clubes Bairristas, O MARVILENSE, O CHELAS E OS FÓSFOROS, dando origem ao “CLUBE ORIENTAL DE LISBOA” Clube muito popular que atingiu e se manteve durante muitos anos na 1ª Divisão Nacional, com sede na Praça David Leandro da Silva (Poço do Bispo) e o seu Campo Desportivo “Engº. Carlos Salema” em Marvila, onde se mantem.
. Estimado amigo Adelino Morte, foi grande a minha surpresa e alegria ao reencontrá-lo através da internet, quando há dias na visita a um meu primo lhe pedi para fazer uma pesquisa da Sociedade Nacional dos Fósforos e me deparei com o teu nome, cuja ultima vez há já muitos anos numa visita a Portugal citas-te o meu nome ao nosso saudoso amigo Gabriel Boavida Teixeira.
- Junto uma pequena narrativa sobre a Sociedade Nacional dos Fósforos onde trabalhas-te e bem conheces-te e que gostaria que lhe desses mais algum desenvolvimento dentro da tua experiencia e o conhecimento pessoal da Fábrica da qual terás muitas memórias.
Um grande Abraço
José Louro
Ex-Sócio do “Grupo Desportivo Os Fósforos”
Ex-Aluno da Escola Industrial Afonso Domingues de Xabregas - Lisboa

PS – Cumprimentos também ao Amigo Agostinho Paiva Sobreira

Adelino Morte disse...

CAROS AMIGOS
FOI COM SURPRESA QUE RECEBI O VOSSO COMENTARIO ACERCA DAS RUAS DE LISBOA COM HISTORIA.
NAO FACO IDEIA COMO FUNCIONA ESTA HISTORIA DOS BLOGS MAS FACO SABER QUE ESTAREI INTERESSADO EM QUE O AMIGO JOSE LOURO TENHA ACESSO A ESTE ESCRITO, FOMOS COLEGAS NA EIAD E MUITAS VEZES VINHAMOS A PE PARA CASA EM FRANCA CONVERSA SOBRE ELECTRICIDADE E RADIO, ELE FICAVA NA RUA CAPITAO LEITAO E EU SEGUIA PARA CASA PROXIMO DA ESTACAO DE BRACO DE PRATA, ESTAS CONVERSAS DE CERTO MODO MOLDARAM A MINHA CARREIRA PROFISSIONAL, POIS ACABEI POR ME TORNAR TECNICO DE RADIO, RADAR, TELEVISAO, COMPUTADORES, INTRUMENTACAO DE LABORATORIO, E SE MAIS MUNDO HOUVERA LA CHEGARA. CARO AMIGO LOURO, NOS NAO FAZEMOS A MINIMA IDEIA DE COMO A VIDA SE DESENROLA POIS UMA PEQUENISSIMA CIRCUNSTANCIA PODE ALTERAR DRASTICAMENTE PARA BEM OU PARA MAL O NOSSO FUTURO.
PENSO IR A PORTUGAL NO PROXIMO VERAO TALVEZ EM SETEMBRO ERA COM GRANDE GOSTO QUE PODERIAMOS MANTER ESTE CONTACTO AFIM DE NOS ENCONTRAMOS PARA UMA CAVAQUEIRA.
ESTOU COM 84 ANOS, SAUDE RELATIVAMENTE BOA APARTE ESTAS COISITAS PROPRIAS DA IDADE.
NOS MEUS PLANOS DE FERIAS, MAS SO PLANOS, ESTA INCLUIDO UMA FUGIDA AO NORTE OUTRA A PENICHE, UNS DIAS NO PORTINHO DA ARRABIDA E PELO MENOS UMA SEMANA EM ALMOGRAVE PROXIMO DE ODEMIRA.
CLARO QUE DENTRO DESTE ESQUEMA HA SEMPRE UM OPORTUNIDADE DE ENCONTRO COM UM VELHO AMIGO DOS TEMPOS JUVENIS. SE LES BEM INGLES PODERIA MANDAR-TE "MY AUT0BIOGRAPHIC MEMORIES" ONDE DESCREVO A MINHA VIDA ATE A MINHA PARTIDA PARA ESTE PAIS FEZ 43 ANOS EM DEZEMBRO PASSADO.
ESTOU A COMECAR A SEQUENCIA DESDE QUE CHEGUEI AQUI AO CANADA ATE HOJE, ATE ME JUNTAR A TODOS AQUELES QUE FORAM ANTES DE MIM COMO PARECE TER ACONTECIDO AO NOSSO AMIGO GABRIEL BOAVIDA TEIXEIRA.
UM GRANDE ABRACO A TODOS DO VELHOTE MAS MUITO VIVO ADELINO MORTE

APS disse...

Amigo José Louro (João Silva)
Foi com bastante prazer que recebi o seu comentário, e ainda por cima tão recheado de elementos históricos. Pena tenho eu de já ter escrito a S. N. de Fósforos, na publicação da Rua do Açúcar.
Fiquei a saber que o Engº Carlos Salema que deu o nome ao Campo do C.O.L. (na Azinhaga dos Alfinetes), foi director na S.N.F..
É sempre salutar ser lembrado por amigos. O seu amigo ADELINO MORTE já respondeu às suas memórias.
O C.O.Lisboa é o meu clube do coração. Foi jogador de Basquetebol (na sub-sede-Rua Gualdim Pais) nos anos de 50 mas antes de 1957 altura do meu casamento e fui morar para Paço de Arcos. A sua data indicada na fusão do C.O.L. talvez não esteja correcta.
Quanto à Escola Industrial Afonso Domingues era-me bastante familiar (apesar de eu ter estudado comércio), hoje faz parte do MUSEU DO AZULEJO, e ficava muito próximo da minha residência.
Despeço-me com amizade
Volte sempre
Um abraço
Agostinho Paiva Sobreira-APS

APS disse...

Caro ADELINO MORTE

Agradeço o seu regresso a este blogue, fiquei contente por ter encontrado o amigo JOSÉ LOURO. De certeza que ele irá contactá-lo.

Só um detalhe... com a sua idade (84 anos) está com um raciocino 100%. De certeza que escreve muito para activar os Neurónios e as células cerebrais e faz muito bem! Eu tenho 80 faço em Junho 81, também os treinos. Tenho este blogue desde finais de 2007 com publicações regulares às quartas e Sábados das RUAS DE LISBOA COM ALGUMA HISTÓRIA e até agora ainda não desisti.

Despeço-me com amizade
Um abraço
Agostinho Paiva Sobreira-APS

Adelino Morte disse...

UM CURTO COMENTARIO. A FABRICA DE FOSFOROS FOI NA MINHA FAMILIA O EMPREGADOR POR EXCELENCIA.
O MEU AVO ANTONIO DA SILVA VIEIRA FOR GERENTE DE ALGUMAS DIVISOES DO FABRICO, MEU TIO ANTONIO VIEIRA JUNIOR ENFERMEIRO NO POSTO DE SOCORROS, MEU TIO MANUEL VIEIRA ENCARREGADO NA DIVISAO DE DESENRROLAMENTO, CAIXAS E GAVETAS, MINHA TIA ISABEL NA CRECHE, MEU PAI COMO CARPINTEIRO E DEPOIS NA APARITE, CREIO QUE SUBSIDIARIA, E EU COMO APRENDIZ DE SERRALHEIRO AFINADOR DE MAQUINAS. ENTREI AOS 15 ANOS E SAI AOS 19 PARA INGRESSAR NA FORCA AEREA.
DEVIDO AO MEU TIPO DE TRABALHO CONHECI TODA A GAMA DE MAQUINAS DESTA INDUSTRIA, SAI PORQUE NAO ME DERAM A PROMOCAO A AJUDANTE A QUE TINHA DIREITO DEVIDO AOS MEUS ESTUDOS, CURSO COMPLETO DA ESCOLA INDUSTRIAL AFONSO DOMINGUES, E POR LEI DEVIDO `A MINHA IDADE. COMO DISSE ANTES NOS NUNCA SABEMOS O FUTURO POIS O MAIS INSIGNIFICANTE FACTOR PODE ALTERAR PARA BEM OU PARA MAL TODA A NOSSA VIDA. UM ABRACO PARA TODOS DO OPERARIO DA SNF 575 ADELINO MORTE

Joao Silva disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Joao Silva disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Adelino Morte disse...

COMO DISSE NO MEU PRIMEIRO COMENTARIO, NAO SEI COMO FUNCIONA ESTA HISTORIA DOS BLOGGS, MAS TENHO ALGO A DIZER E TAMBEM A PEDIR.
TENHO A DIZER QUE AINDA MUITO JOVEM COM UM AMIGO PASSEAMOS POR LISBOA QUASE TODA, ATIRANDO AO AR UMA MOEDA EM TODAS AS ENCRUZILHADAS , CARAS PARA A DIREITA E COROAS PARA A ESQUERDA, DESTA FORMA NUNCA SABIAMOS DE ANTEMAO A ROTA QUE SEGUIRIAMOS NEM O TEMPO QUE DURAVA O PASSEIO. TAMBEM DIREI QUE NO MEU ESPIRITO DE AVENTURA, QUANDO AIDA NOS CURSOS DIURNOS DA ESCOLA INDUSTRIAL AFONSO DOMINGUES, PORTANTO ENTRE OS 11 E OS 13 ANOS, NO MEU REGRESSO A CASA USAVA UMA ROTA MUITO PERIGOSA , ATRAVESSAVA O TUNEL ENTRE CHELAS E BRACO DE PRATA CERCA DE 1 A 2 KM, NUNCA FUI APANHADO POR NENHUM COMBOIO, MAS UMA VEZ JA DEPOIS DA SAIDA DO TUNEL UNS 500 OU 600 METROS , SEGUINDO PELA LINHA EM PROVA DE EQUILIBRIO, INSTITIVAMENTE OLHO PARA TRAZ E SO TIVE TEMPO DE SALTAR DA LINHA A TEMPO DUMA LOCOMOTIVA NAO ME APANHAR, APRENDI A LICAO. POR ISSO AINDA CA ESTOU !!!
O PEDIDO QUE TENHO A FAZER E PEDIR AO JOSE LOURO OS ELEMENTOS DE CONTACTO, ENDERECO ELECTRONICO, ENDERECO POSTAL E NUMERO DO TELEFONE, OS MEUS AGRADECIMENTOS COM UM ABRACO AMIGO DO ADELINO MORTE
, '

Adelino Morte disse...

GOSTARIA DE SABER DADOS HISTORICOS RELACIONADOS COM A AZINHAGA DO VALE FUNDAO ONDE MOREI E O CANO DA AGUA ASSIM CHAMDO NO MEU TEMPO ANOS DE 1940, DE ALVIELA, TAMBEM A AZINHAGA DO TROCA TINHA MUITOS VESTIGIOS DE TER TIDO HISTORIA SENHORIAL. NO MEU TEMPO HAVIAM DUAS QUINTAS, A QUINTA DO LEAL E A QUINTA DO PATACAO. OBRIGADO DO AMIGO ADELINO MORTE

José Louro disse...

“FÁBRICA DOS FÓSFOROS and so on”
- Caro Amigo Adelino Morte, com alegria recebi como esperava confiante, o teu “feedback” da minha mensagem.
- Fico contente por saber que te sentes realizado nesse grande país, o Canadá obrigado também verifico com satisfação que seguiste o meu conselho e sempre na esteira muito próxima também da minha própria carreira profissional.
- Também eu segui Tecnicas de Rádio, Radar fiz na Fábrica Militar de Braço de Prata na especialidade de Predictores da Balistica Anti-Aérea.
- Fiz Televisão (maintenance) e computadores que é o que está na moda por enquanto “nicles, mas bem preciso” e vou-me servindo do apoio de um meu primo para me “escrevinhar coisas”, Instrumentação de Medida e Controlo, também Chefiei Sectores de Laboratório de Padrões e Calibrações na TAP para onde fui trabalhar depois de sair FMBP em 1954.
- Com todo o valioso lastro do que aprendemos na Escola Industrial Afonso Domingues de Xabregas, na altura conhecida por Universidade de Xabregas pelos docentes de outras Escolas Industriais e na Fábrica Militar de Braço de Prata.
- Entrei fácilmente na TAP em 1º lugar após Concurso, onde actuei e Chefiei em diversos Sectores da Aeronáutica, durante cerca de 50 anos.
- Idealizei e realizei também nos Sectores da TAP por onde passei, diversos Bancos de Ensaio dos Componentes dos diversos tipos de Aeronaves e Equipamentos Tecnicos dos aviões quando ao tempo a TAP ainda não tinha dinheiro para os adquirir na América, desde os DC3 – DAKOTA, DC4 SKYMASTER e o considerado Cadillac dos Aviões, o famoso SUPER-CONSTELLATION L 1049 G da Lockeed.
- Onde para minha surpresa, ainda não há muito tempo, cerca de 3 anos, fui encontrar uma das minhas “reminiscentes criatividades” na STP Airways na Illha de S. Tomé e Principe, num “Teste Padrão” para verificação e análise dos parâmetros dos Alternadores (GPU) de 400Hz de alimentação em terra das Aeronaves em S. Tomé onde fui cooperante até recentemente na STP, já após a minha reforma da TAP e certamente nas outras capitais dos países das antigas colónias.
- Colaborei também nos Sectores Industriais e na Marinha em Aparelhagem de Medida e Controlo.
- Actualmente tenho 87 e pelo que observo, continuamos a ter muito em comum para conversarmos.
- Envia-me sim, as “Tuas Memórias Autobiográficas” mesmo em inglês.
- Mesmo se fosse em chinês também não haveria problema, pois temos agora aqui em Portugal uma numerosa “colónia” de prestáveis cidadãos de origem chinesa, que certamente me traduziriam a tua mensagem.
Um Grande Abraço
José Louro
24 de Março de 2017
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José Louro disse...

CAROS AMIGOS
O MEU MAIL PARA FUTUROS CONTACTOS É jmlouro16@gmail.com.
UM ABRAÇO

José Louro disse...

Data da Fundação do Clube Oriental de Lisboa.
Agradeço o reparo do Amigo Agostinho Paiva Silveira, sobre o tropeção que dei na data que indiquei 1958 da Fundação do C.O.L., de cuja Comissão Organizadora da fusão, fez parte activa o meu irmão Engº António Louro, há muitos anos radicado no Brasil, assim a data correcta é 1946.
Obrigado, José Louro 2017

José Louro disse...

MEMÓRIAS DO “ASQUERIVEL ADOLFO”
E DAS SUAS EXORBITÂNCIAS NA HISTÓRICA
RUA DO BEATO EM LISBOA
- Esta viatura blindada, já referida em algumas noticias esteve alguns anos guardada na garagem da “Corporação dos Bombeiros Voluntários do Beato e dos Olivais” (dos Históricos Olivais do Beato), na Rua do Beato mesmo ao lado do “Cine Pátria” do Charneca, nos anexos por baixo do “Palácio do Duque de Lafões”, (que foi o Ilustre Fundador da Academia das Ciências de Lisboa) e na dita Rua do Beato, onde eu também morei muitos anos frente ao quartel dos Bombeiros Voluntários, onde eu ainda miúdo a visitava por curiosidade e nela me sentava por vezes no habitáculo dos passageiros, as portas da frente estavam sempre fechadas à chave.
- Teria sido adquirida em leilão e oferecida aquela corporação, onde aguardava oportunidade e verba para ser modificada para ambulância.
- Era uma viatura muito pesada devido às blindagens que possuía.
- O comprimento do motor, pelo que recordo era maior que a cabine dos passageiros.
- Tinha também no habitáculo, 2 bancos escamoteáveis para os seguranças e o consumo de combustível era um exagero.
- Pelo que recordo na altura, Hitler mandou executar na Mercedes 6 destas unidades, das quais ofereceu a cada um dos seus mais dilectos amigos e seguidores, que eram Mussolini, Ion Antonescu, da Roménia, Salazar, Franco e Peron, uma dessas viaturas.
- Talvez que o nosso amigo Agostinho Paiva Sobreira que também foi ali residente nos saiba contar alguma coisa sobre isto.
- Todavia no Quartel dos Bombeiros Voluntários do Beato haverá fotos e documentos deste acontecimento.
- Esta viatura está actualmente no Museu do Caramulo.
José Louro 2017

José Louro disse...

Caro Amigo Agostinho Paiva Sobreira
Gostaria de ouvir a sua opinião pessoal, sobre o texto que a seguir lhe exponho.
- Porque também nos foi encoberto e escondido, quase sem darmos por isso na nossa juventude, verificámos mais tarde após mais calma e incisiva observação, ainda a tempo, que tivemos a sorte de habitar e ser criados num Lugar Historicamente privilegiado o “Termo Oriental de Lisboa” em que cada Pedra, Caminho e Lugar nos murmura e respira os ventos da nossa Gloriosa História.
Onde alem dos vastos horizontes, em qualquer direcção de que disfrutávamos, na nossa juventude e vivencia que potenciou a amizade e lealdade dos grupos e entre nós, independentemente das batalhas nas praias locais, decorrentes dos jogos de futebol “com trapeiras”, quase sempre acabados e resolvidos à pedrada, com algumas cabeças partidas, entre as várias facções de representação local, Chelas, Marvila, Beato, Xabregas, Poço do Bispo, etc. em que a solidariedade entre jogadores e as regras, decidiam que os jogadores calçados emprestassem o sapato esquerdo ao adversário, que o calçava no seu pé direito e assim era conseguida a igualdade de condições Desportivas, para os animados encontros nos longos areais que se estendiam desde Sta. Apolónia até Cabo Ruivo, para a construção das Docas do Porto de Lisboa, transportados pela “Final Marina” e Batelões com comportas no fundo, cuja base vinha das “línguas” de areia do meio do Rio Tejo e que eram a barreira natural de defesa das praias da Costa da Caparica, segundo vozes entendidas proclamaram na altura.
- Depreciativamente denominado de “Zona” a partir de determinados e trágicos acontecimentos e momentos da nossa história, ardilosamente, com violência e falta de humanidade, aproveitados para destruir o que até aí com Glória e Coragem e grandes sacrifícios tinha sido conseguido, pelos Grandes e Maiores da nossa História.
Amigo Agostinho Paiva Sobreira, afirmo com convicção e com fé nas intensas pesquisas efectuadas ao longo dos anos pelo meu irmão Engº António Louro, que ao pisarmos o solo do “Antiquíssimo Termo Oriental de Lisboa” estamos no local onde “Certamente não há no mundo local com mais História por metro quadrado”, como também e bem comprovado nas narrativas no seu blog que mantem desde 2007, do qual espero e agradeço que não desista.
Um Abraço José Louro

APS disse...

Caro amigo JOSÉ LOURO

Respondendo ao seu último comentário e sintetizando, concordo que a área de XABREGAS a MARVILA. têm realmente muita História. Infelizmente existem poucos livros sobre o assunto e os que circulam por aí, não são suficientemente divulgados.
Temos um livro " DO ANTIGO SÍTIO DE XABREGAS", (onde colaborei) a "ANTIGA FREGUESIA DOS OLIVAIS" (do Grupo de amigos de Lisboa) -possivelmente quando habitaram a MITRA - um conjunto de 4 livros da Editora Livros Horizonte, que saíram um pouco depois da EXPO-98. "CAMINHO DO ORIENTE ( Guia Histórico) dois volumes, outro sobre os azulejos e o quarto volume será o guia do PATRIMÓNIO INDUSTRIAL da Zona Oriental de Lisboa.
Ainda aparece mais um com o título "LISBOA, um passeio a oriente", este patrocinado pela EXPO-98 e METRO. Tem bastante interesse e para quem quiser aprofundar mais o património acho que são indispensáveis a sua consulta.
Nasci num "Condomínio fechado" junto ao Viaduto de Xabregas, e tinha-mos o privilégio de ter um espaço para jogar à bola, até vir o polícia. Não frequentei desportivamente em jogos a praia, embora lá tivesse ido muitas vezes.
Gostava de ter mais tempo para desenvolver mais pormenores, mas infelizmente o tempo é pouco e tenho em mãos uma pesquisa que me está a dar bastante trabalho. Trata-se do Industrial português ALFREDO DA SILVA (1871-1942) tendo criado um império que empregava milhares de pessoas, dinamizava a economia, abrangendo áreas que iam do sector financeiro ao químico, do têxtil e aos minérios, passando pela alimentação e saúde. O Império dava pelo nome de Companhia União Fabril, conhecida ainda hoje pela sigla, CUF. (Faltou a parte Naval-construção e transportes da Sociedade Geral-SG. Fundou "A TABAQUEIRA" em 1927 no Poço do Bispo, onde começou por produzir a marca DEFINITIVOS - PORTUGUÊS SUAVE - três-vintes- e mais tarde, os seus continuadores criaram a marca SG em memória à Soc. Geral, já em ALBARRAQUE.
Só no BARREIRO onde se instalou desde 1907 tem muito que contar.
Por hoje é tudo, despeço-me com amizade, escreva sempre que queira,
Um abraço
Agostinho Paiva Sobreira-APS

José Louro disse...

Caro amigo e Sr. Agostinho Paiva Sobreira
- Foi com grande e alegre surpresa que recebi a sua resposta ao meu texto.
- A sua assertiva resposta ultrapassou e surpreendeu as minhas melhores espectativas.
- Para já os meus parabéns pelo seu vasto Currículo de Pesquisa, Dedicação e Conhecimentos Históricos do nosso “Termo Oriental de Lisboa” de entre outros seus trabalhos.
- Vou certamente “pesquisar” todos os trabalhos que o amigo APS designou e neles entreviu.
- Pelas referências que me deu, localizei a sua juventude na popular e animada “Vila Flamiano” que tão bem conheci, na Rua Gualdim Pais, mesmo ao lado da Afonso Domingues e onde tinha alguns amigos.
- Sobre a vida do activo Industrial Alfredo da Silva, que o amigo APS actualmente pesquisa, ele ultrapassou na altura e não só, a nossa anquilosada actividade industrial, montando Estaleiros de Construção Naval e disseminando Fábricas e Estabelecimentos Comerciais desde o Barreiro, Alferrarede e todo o país.
- Fundou mesmo uma Escola Industrial e Comercial com o seu nome no Barreiro para os trabalhadores e seus filhos, que se mantem até hoje.
- Todavia quanto sei, Salazar resistiu a conceder o Estatuto Oficial a este Estabelecimento de Ensino.
- Sei que, o grande sonho do então Director (cujo nome desconheço) da Escola Industrial da CUF / Barreiro, era vir a ser Director da Escola Industrial Afonso Domingues de Xabregas que viu sempre contrariado.
- Penso que o trabalho não só de pesquisa, mas a simples descrição da multifacetada vida e forte personalidade de Alfredo da Silva, junto aos pormenores que o amigo APS vai procurar e salientar se tornam numa arrojada e extenuante tarefa, mas como dizia o filósofo, cujo nome se deve ter perdido no tempo “toda a ideia aceite pelo cérebro, tende a realizar-se”.
- Força amigo APS e bom trabalho.
Um Abraço Boa Páscoa José Louro

José Louro disse...

Caro amigo Adelino Morte
Quanto às tuas perguntas acerca do Histórico Vale Fundão e da Quinta do Patacão, que ainda existe em parte alem de alguma construção que já tem, será agora uma Quinta Modelo.
Do Alviela recordo bem da conduta da água que rebentou na nossa juventude, do que me lembro mesmo ao cimo da Quinta do Patacão, por onde como dizes passava na altura a Conduta Principal na Azinhaga do Vale Fundão no caminho oposto à Azinhaga dos Alfinetes (Palácio dos Alfinetes) para o Campo Desportivo Engº Carlos Salema.
O Palácio dos Alfinetes era propriedade do 2º Duque de Lafões D. João Carlos de Bragança,, do que recordo ainda na minha juventude estava intacto e habitado e era habitual ver entrar e saírem Carruagens etc. que estacionavam no interior do largo da entrada, era um Palácio com grande movimento de carruagens a cavalo e mantinha habitualmente as Portas do Portão Principal abertas.
Abandonado após o 25 de Abril sofreu um incendio que o destruiu.
Chegou a estar pensado reabilitá-lo para sede da “Fundação Oriente” mas a ideia não avançou.
O 2º Duque de Lafões, um erudito, Marechal – General do Exército Português e o ilustre fundador da Academia das Ciências de Lisboa, montou neste seu Palácio uma Trefilaria e uma Fábrica de Alfinetes, de onde perdurou a designação de Palácio e da Azinhaga dos Alfinetes.
Um Abraço e Boa Páscoa

José Louro disse...

Caro amigo Adelino Morte
-Fiquei muito impressionado com os textos autobiográficos que me envias-te, de entre outras qualidades que ali manifestas, a virtude da tua veia e sensibilidade poética, no rigor do sincronismo fluente das ideias, no desbobinar e descrição dos acontecimentos que enfrentas-te, que para o bem e inúmeras vezas para mal, te atingiram suportas-te aos que te eram próximos e cujos sucessivos acontecimentos que resolutamente enfrentas-te nessa verdadeira odisseia, digna de registo e divulgação, que te foi temperando e agigantando pelas mudanças forçadas, perversas, por vezes violentas e obscenas.
-Contrariados, mas por mais incrível que pareça aprendemos sempre e mais.
-Aprende-se sempre em qualquer lugar, até nos sítios mais imprevistos e imprevisíveis, onde nada está escrito, mas é dito e exposto no saber da experiencia feito, somando-o à tempera que adquiriste no molde e raízes da tua juventude que é notória pela indomável força de vontade e dignidade que te assiste e sempre manifestas-te.

Querido amigo, apreciei sinceramente e aguardo mais noticias tuas, sempre bem vindas.

Um Abraço José Louro