sábado, 18 de outubro de 2014

TERREIRO DO PAÇO [ XII ]

PRAÇA DO COMÉRCIO ( 6 )
 Terreiro do Paço - (Início do século XX) (A "PRAÇA DO COMÉRCIO" vista por "Bargelli" em que diz, tratar-se de uma espécie de claustro a que faltasse a quarta parede. "Piero Bargelli", historiador de arte florentina-1897-1980) in  BAIXA POMBALINA
 Terreiro do Paço - (Primeiro quartel do Século XX) (A "PRAÇA DO COMÉRCIO" já com as suas árvores desenvolvidas. Dizem, que as árvores foram cortadas da Praça, porque tapavam a vista das Arcadas) in  A CAPITAL
 Terreiro do Paço - (Segundo quartel do século XX) ( Vista aérea da "PRAÇA DO COMÉRCIO" já com a "Estação de Sul e Sueste" no local de hoje, tendo sido inaugurada a 28 de Maio de 1932) In  LISBOA POMBALINA E O ILUMINISMO
 Terreiro do Paço - (Anterior a 1938 ) (Nesta altura a "PRAÇA DO COMÉRCIO" ainda não tinha ligação com o CAIS DO SODRÉ, pela (AVENIDA RIBEIRA DAS NAUS). Só foi possível, depois de ser desactivado o "ARSENAL DA MARINHA DE LISBOA" em 1938)  in  PROSIMETRON
Terreiro do Paço - (1900) (A"PRAÇA DO COMERCIO" num postal de lembranças de LISBOA. Uma colecção promovida pelo Jornal "A CAPITAL")  in  A CAPITAL


(CONTINUAÇÃO)- TERREIRO DO PAÇO [ XII ]

«A PRAÇA DO COMÉRCIO" ( 6 )»

A última arcada, finalmente, em frente e perpendicular à do café, a que vai correndo ao longo da face Oriental da PRAÇA, tem horas do dia em que parece positivamente o inferno, com o despacho e saída de mercadorias da Alfandega.
Teríamos muito a dizer desta PRAÇA, comparado com o que foi em tempos recuados, hoje a PRAÇA DO COMÉRCIO, um dos símbolos marcantes de LISBOA.
Antigamente esteve ali a morada régia, e portanto acumulava-se nesse grande centro nervoso a actividade do alto viver elegante da Capital.
Os "CENTROS COMERCIAS", laboriosos e elegantes, mudaram de poiso; as Secretarias do ESTADO nem são comerciais, nem elegantes... nem operosas (Dizia Castilho).
A "PRAÇA DO COMÉRCIO" é considerada a sala de visitas de LISBOA. Mede cerca de 4 hectares e tem 86 arcos.
Mas nem sempre foi como nós a conhecemos. Aquilo que hoje é chão firme, há muitos séculos, era uma praia com areia e lodo. O RIO inundava as RUAS da cidade com muita frequência. Existia cais onde ancoravam os barcos.
Era assim, em 1147, quando as tropas de D. AFONSO HENRIQUES tomaram LISBOA aos MOUROS.
Na época dos DESCOBRIMENTOS, ali chegavam os carregamentos de especiarias e outros produtos provenientes das rotas da epopeia marítima. A  PRAÇA foi tendo cada vez mais importância comercial.
A PRAÇA DO COMÉRCIO foi espaço para feiras e mercados, no tempo da INQUISIÇÃO em PORTUGAL serviu para autos-da-fé, palco de Paradas Militares, sala de entradas de algumas individualidades, recinto de: Aclamações, manifestações, comícios, exposições, recinto taurino, e até já foi parque de estacionamento de carros.

O Miradouro do "ARCO DA RUA AUGUSTA" abriu ao público no dia 9 de Agosto de 2013, com um espectáculo de multimédia, projectado no próprio arco, denominado "ARCO DE LUZ", da autoria de NUNO MAYA e CAROLE PORNELLE.
O TERRAÇO DO ARCO pode ser visitado diariamente. O ARCO da RUA AUGUSTA, situado na entrada e fazendo passagem para a PRAÇA DO COMÉRCIO, o ARCO esteve recentemente sobre obras que originaram a construção de um elevador, cuja entrada se localiza na RUA AUGUSTA, que nos leva ao topo do MONUMENTO e onde se encontra um miradouro a partir do qual é possível ter uma vista desimpedida sobre alguns dos mais emblemáticos Monumentos de LISBOA, desde a própria PRAÇA DO COMÉRCIO, à SÉ CATEDRAL, à BAIXA POMBALINA, ao CASTELO DE SÃO JORGE e, inevitavelmente ao RIO TEJO.
A chegada ao Miradouro passa pela SALA DO RELÓGIO, que dá para a RUA AUGUSTA, podemos ver uma exposição que conta a história do ARCO a da sua construção.

CURIOSIDADES
O TORREÃO Poente da PRAÇA DO COMÉRCIO, será o novo núcleo MUSEOLÓGICO do ex-MUSEU DA CIDADE que passou a chamar-se: MUSEU DE LISBOA.
A denominação de PRAÇA DO COMÉRCIO foi atribuída pelo 1º Decreto de Toponímia de D. JOSÉ I, em 5 de Novembro de 1760 e, foi uma homenagem aos comerciantes de LISBOA que, voluntariamente cederam 4% sobre os direitos Alfandegários de todas as mercadorias, para a reconstrução da cidade de LISBOA

(CONTINUA)-(PRÓXIMO)«TERREIRO DO PAÇO [ III ]-A RENOVADA PRAÇA DO COMÉRCIO» 
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