sábado, 29 de agosto de 2015

RUA AFONSO DOMINGUES [ VIII ]

«O MUSEU NACIONAL DO AZULEJO ( 1 )»
 Rua Afonso Domingues - ( 2015 )  (Entrada principal para o MUSEU NACIONAL DO AZULEJO, no antigo CONVENTO DA MADRE DE DEUS, na RUA DA MADRE DE DEUS no sítio de XABREGAS)  in  GOOGLE EARTH
 Rua Afonso Domingues - ( 2011) - Foto de Glória Ishizaka (Sala do restaurante do Museu Nacional do Azulejo. Estão aplicados azulejos que pertenceram a uma cozinha de fumeiro da 2.ª metade do século XIX) in  CLICK
 Rua Afonso Domingues - ( 2011) Foto de Glória Ishizaka (Painel de azulejos de padrão Camélias, Lisboa 1640-1650. Faiança policromia preveniente do antigo Convento de Nossa Senhora da Esperança em Lisboa) in  CLICK
 Rua Afonso Domingues - (2011) - Foto de Glória Ishizaka  (Cena marítima campestre - LISBOA 2.º quartel do século XVIII. Faiança a azul sobre branco)  in   CLICK 

Rua Afonso Domingues - (3.º quartel do século XVII)  (Vaso Florido - Faiança policromia, proveniente do Convento de Nossa Senhora da Esperança em Lisboa, no Museu Nacional do Azulejo)  in  REFLEXOS

(CONTINUAÇÃO) - RUA AFONSO DOMINGUES [ VIII ]

«O MUSEU NACIONAL DO AZULEJO ( 1 )»

O «MUSEU NACIONAL DO AZULEJO» é um dos mais importantes museus nacionais, pela sua colecção singular, o AZULEJO, expressão artística diferenciadora da Cultura Portuguesa.
Está instalado na ZONA ORIENTAL DE LISBOA, no antigo CONVENTO DA MADRE DE DEUS, casa da ORDEM DE SANTA CLARA, fundado em 1509 pela rainha D. LEONOR (1458-1525), mulher de D. JOÃO II (1455-1495) e irmã de D. MANUEL I (1469-1521), na RUA DA MADRE DE DEUS, número 4 na zona dXABREGAS.
O espaço antes de ser preenchido pelo MUSEU, (alguns anexos do CONVENTO e da CASA PIA) faziam parte da antiga "ESCOLA INDUSTRIAL AFONSO DOMINGUES" que ali permaneceu durante 58 anos, de 1897 a 1955.


A exposição comemorativa dos 500 anos do NASCIMENTO DA RAINHA D. LEONOR, em 1958, com projecto de montagem do Arquitecto CONCEIÇÃO SILVA (1922-1982), que se atribuiu definitiva função museológica ao edifício.
Por iniciativa do grande estudioso do azulejo que foi o Eng.º JOÃO MIGUEL DOS SANTOS SIMÕES (1907-1972), o núcleo de azulejaria existente no MUSEU NACIONAL DE ARTE ANTIGA foi  transferido para as dependências do CONVENTO cerca de 1965, abrindo ao público em 1970 o MUSEU DO AZULEJO que, por Decreto.Lei de 1980, se transformou no MUSEU NACIONAL DO AZULEJO.
Entre 1979 e 1983 as instalações do MUSEU expandiram-se pela cedência de espaços tutelados pela CASA PIA DE LISBOA, Instituição de Educação e Benemerência, e foram sujeitas a profundas obras, projectadas pelo Arquitecto FORMOZINHO SANCHES, (1922-2004) permitindo a instalação de novos serviços técnicos, reservas e cafetaria,  bem como salas de exposição permanente que abriram ao público em 1989, segundo projecto museográfico do Arquitecto JOÃO BENTO DE ALMEIDA (1947-1997), actualização prosseguida com a nova recepção e salas de exposição temporária do MUSEU, projectada pela Arquitecta CÉLIA ANICA em 1998 e concluídas em 2003.

A ideia de preservar e tornar público um extenso património em AZULEJOS parece ter presidido à recolha de 72  905 azulejos em finais do século XIX,  aplicados no CONVENTO DA MADRE DE DEUS que nos espaços monumentais, quer nos que ficaram afectos à CASA PIA.
Aos azulejos pertencentes ao edifício do CONVENTO; os painéis Holandeses de WILLEM VON DER KLOET  e  JAN VON OORT, de cerca do ano 1698; na IGREJA; os painéis do segundo quartel do século XVIII; na CAPELA DE SANTO ANTÓNIO, os painéis de cerca de 1746-1747, na SACRISTIA, vieram juntar-se muitos outros, provenientes de locais variados como os dos CONVENTOS; DAS GRILAS, de SANTO ALBERTO, SANT'ANA e do PALÁCIO DO CALHARIZ em LISBOA, aqui reaplicados.
Entre esses contam-se os enxaquetados do século XVI do Claustrim, diversos conjuntos do século XVIII como as composições "con chinoiseries" e as recortadas com cenas de caça na escadaria nobre, os painéis alusivos a S. FRANCISCO DE ASSIS, atribuídos a MANUEL DOS SANTOS, na sala alta de D. MANUEL (hoje sem acesso ao público), e as composições rococó do CAMINHO DA CRUZ, no primeiro andar do claustro. 

(CONTINUA)-(PRÓXIMO)«RUA AFONSO DOMINGUES [ IX ] O MUSEU NACIONAL DO AZULEJO( 2 )».

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