sábado, 27 de fevereiro de 2016

RUAS COM NOMES DE JORNALISTAS-3.ª SÉRIE [ XI ]

«RUA CÂNDIDO DE FIGUEIREDO»
 Rua Cândido de Figueiredo - (2015) - (Início da "RUA CÂNDIDO DE FIGUEIREDO" vista da " RUA PADRE FRANCISCO ÁLVARES") in  GOOGLE EARTH
 Rua Cândido de Figueiredo - (2015) - (Panorâmica da "Freguesia de S. Domingos de Benfica" onde esta inserida a "RUA CÂNDIDO DE FIGUEIREDO") in GOOGLE EARTH 
 Rua Cândido de Figueiredo - (2015) - (Um troço da "RUA CÂNDIDO DE FIGUEIREDO" in GOOGLE EARTH
 Rua Cândido de Figueiredo - (2015) - (Mais um troço da "RUA CÂNDIDO DE FIGUEIREDO" na freguesia de "S. DOMINGOS DE BENFICA") in GOOGLE EARTH
 Rua Cândido de Figueiredo - (2015) - ( A "RUA CÂNDIDO DE FIGUEIREDO" no sentido de Poente para Nascente)  in  GOOGLE EARTH
 Rua Cândido de Figueiredo - (1961) Foto de Artur Inácio Bastos - (A "RUA CÂNDIDO DE FIGUEIREDO" na freguesia de "SÃO DOMINGOS DE BENFICA") (Abre em tamanho grande)  in AML 
 Rua Cândido de Figueiredo - (1965) Foto de Artur Goulart - (A "RUA CÂNDIDO DE FIGUEIREDO" na década de sessenta do século vinte) in  AML 

Rua Cândido de Figueiredo - (1965) - Foto de Artur Goulart (A "RUA CÂNDIDO DE FIGUEIREDO" e o "EXTERNATO S. JORGE DE BENFICA" na freguesia de "SÃO DOMINGOS DE BENFICA") in   AML


(CONTINUAÇÃO)- RUAS COM NOMES DE JORNALISTAS - 3.ª SÉRIE [ XI ]

« RUA CÂNDIDO DE FIGUEIREDO»

A «RUA CÂNDIDO DE FIGUEIREDO» pertence à freguesia de «SÃO DOMINGOS DE BENFICA». Inicia no "LARGO MONSENHOR DELGADO" no número 10 e finaliza na "RUA PADRE FRANCISCO ÁLVARES. (Uma chamada de atenção para esta RUA que tem início com a numeração de POENTE para NASCENTE, o que não é muito habitual. Também para o facto de que em determinada altura a RUA sofreu uma alteração para nascente. Em tempos terminava na "RUA GONÇALVES VIANA" no número 13, agora com o seu prolongamento termina na "RUA PADRE FRANCISCO ÁLVARES").
O "ALTO DO MOINHO" desde 1959 pertence à freguesia de "SÃO DOMINGOS DE BENFICA" é uma zona célebre e remonta ao século XVIII.
Por um EDITAL Camarário de 29 de Janeiro de 1932, foi determinado que passasse a ostentar o nome do Dicionarista e jornalista «CÂNDIDO DE FIGUEIREDO» na antiga RUA-"B" ao "ALTO DOS MOINHOS".

«ANTÓNIO CÂNDIDO DE FIGUEIREDO» nasceu em "LOBÃO DA BEIRA" uma freguesia do Concelho de TONDELA, em 19 de Setembro de 1846 e faleceu em LISBOA a 26 de Novembro de 1926, este mestre da língua portuguesa, que foi poeta e jornalista mas ficaria para a posteridade como lexicólogo, autor de um dos mais reputados dicionários da língua portuguesa. (Nos anos cinquenta e sessenta do século XX, quando na minha fase de CHARADISTA adoptei sempre para os trabalhos de produção e decifração, o "PEQUENO DICIONÁRIO DA LÍNGUA PORTUGUESA" de "CÂNDIDO DE FIGUEIREDO" - 10.ª Edição).
"CÂNDIDO DE FIGUEIREDO" estudou em VISEU, onde frequentou até ao termo do curso o seminário local. Não seguiu, porém, a vida eclesiástica e preferiu seguir para COIMBRA onde se formou em DIREITO. Correu várias terras do país no exercício de cargo  diversos, até se fixar em LISBOA, primeiro como professor de LICEU e depois como funcionário do MINISTÉRIO DA JUSTIÇA.
Estreando-se nas letras como poeta ("QUADROS CAMBIANTES" foi o seu primeiro livro) acabaria por acumular os seus trabalhos no funcionalismo uma intensa prática em jornais e revistas. A enumeração , não exaustiva, das publicações em que trabalhou, dá uma ideia desse labor: "PANORAMA", "ALJUBARROTA", "LUSITANO", "PROGRESSO", "BEM PÚBLICO", "VOZ FEMININA", "REV. DOS MONUMENTOS SEPULCRAIS", "DIÁRIO POPULAR", "PAÍS", "TRIBUTO POPULAR", "GAZETA SETUBALENSE", "O CENÁCULO", JORNAL DO NORTE", "JORNAL DO COMÉRCIO", no BRASIL... Foi ainda director do "DIÁRIO DE PORTUGAL" e, em 1886 fundou uma REVISTA contemporânea dos sucessos políticos; económicos, sociais e literários, chamada "A CAPITAL". Saía esta aos Domingos. Depois, foi ainda publicada uma segunda série, cujo dia de saída era à quinta.feira. Em 1887 terá acabado.
«CÂNDIDO DE FIGUEIREDO» lançou-se em novas iniciativas com o diário "O GLOBO". E, mais tarde, fixou-se como colaborador do "DIÁRIO DE NOTÍCIAS", praticamente até ao fim da sua vida. Foi um dos fundadores da "SOCIEDADE DE GEOGRAFIA DE LISBOA".
No entanto, a obra que o celebrizou foi, contudo, o "DICIONÁRIO", com quatro edições em vida do autor. Conta-se que teve uma incursão teatral, a pedido de seu amigo "CASTILHO". Este teria prometido a uma actriz do "GINÁSIO", "EMÍLIA DOS ANJOS", uma peça traduzida de propósito para a sua festa ( o seu "benefício", como se dizia na época). Mas o poeta não teve tempo e pediu ao seu jovem e circunspecto colega "CÂNDIDO DE FIGUEIREDO" que traduzisse as "DUAS VIÚVAS". E que remédio havia se não fazer a vontade ao seu amigo e mestre.

(CONTINUA)-(PRÓXIMO)«RUAS COM NOMES DE JORNALISTAS-3.ª SÉRIE [ XII ]-RUA EDUARDO COELHO».
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