sábado, 29 de outubro de 2016

PÁTIO DE DOM FRADIQUE [ I ]

«O PÁTIO DE DOM FRADIQUE ( 1 )»
 Pátio de Dom Fradique - (2013) Foto de José Cruz - ( Imagem do "PÁTIO DE DOM FRADIQUE" o chamado "de baixo", e o PALÁCIO BELMONTE ao cimo) (ABRE EM TAMANHO GRANDE)  in   APONTAMENTOS SOBRE LISBOA
 Pátio de Dom Fradique - (1907-01) Foto de autor não identificado - (O Pátio de Dom Fradique, o interior do pátio "de cima") (ABRE EM TAMANHO GRANDE)  in    AML 
 Pátio de Dom Fradique - (2016) - (Panorama de parte da Freguesia de "SANTA MARIA MAIOR", onde se insere o "PÁTIO DE DOM FRADIQUE" e o "PALÁCIO BELMONTE")  in  GOOGLE EARTH
 Pátio de Dom Fradique - (1939) -Desenho de A. Vieira da Silva - (Fragmento da planta topográfica de LISBOA que compreende a parte abrangida pela "CERCA MOURA" e em especial o "PÁTIO DE DOM FRADIQUE". (Local assinalado com um  " X "). O traçado e as legendas a preto é o presente, a vermelho corresponde à época de 1755, o traçado vermelho a cheio, representa as Muralhas, sendo algumas partes integradas em edifícios, (Publicações Culturais da CML)  in   A CERCA MOURA
 Pátio de Dom Fradique - ( 2010) - Foto de Joe Condron e Jacob Termasen - (Este foi um projecto de restauração privada, realizada pelo actual proprietário do "PALÁCIO BELMONTE" no "PÁTIO DE DOM FRADIQUE)  in    ARQUITECTURA HOLIDAYS
Pátio de Dom Fradique - (2007) - Foto de autor não identificado - (Interior do "PÁTIO DE DOM FRADIQUE" - de cima - onde está instalado o HOTEL)  in    SKYSCRAPERCITY


(INÍCIO)-PÁTIO DE DOM FRADIQUE [ I ]

«O PÁTIO DE DOM FRADIQUE ( 1 )»

O «PÁTIO DE DOM FRADIQUE» pertence à freguesia de "SANTA MARIA MAIOR", tem início na "RUA DOS CEGOS", no número 44 e finaliza na "TRAVESSA DO FUNIL". 

Situa-se o "PÁTIO DE DOM FRADIQUE" no "MONTE OU COLINA DO CASTELO" numa área pequena, que abre com um portal simples, junto do topo do caminho "CHÃO DA FEIRA" (e, já agora, aproveito o ensejo, relembrar que o nome vem do facto de ali se ter realizado, logo no tempo de D. AFONSO II, no século XIII, um mercado que foi, possivelmente, o "avô" da "FEIRA DA LADRA"),  e fecha com outro "ARCO" na "RUA DOS CEGOS".
Este recinto longo da entrada é que constitui o PÁTIO, propriamente dito. A parte mais larga encontra-se passando o arco ou passadiço, a este lado, bem se poderá chamar o "Terreiro" (pois resulta da anexação das hortas ali existentes).
O "PÁTIO" ou recinto, na sua totalidade constitui serventia pública de passagem, com portas sempre abertas, embora se considere uma propriedade privada.
Constituído por dois pisos tendo no piso superior ligação com a MURALHA e o PALÁCIO BELMONTE (parte da construção é contígua, o vestígio do muro da "ALCÁÇOVA", e de troços significativos da "CERCA MOURA" incluindo a "TORRE"), sendo o "PÁTIO " "inferior" o sitio das hortas.
O mestre "NORBERTO DE ARAÚJO" chamou ao "PÁTIO": "Uma curiosidade histórica".
Por aqui, para entendimento mais fácil, passará a falar-se de dois pátios; o de "CIMA" e o de "BAIXO", classificação que de maneira nenhuma é original, mas que facilita bastante na exposição, até porque, de facto, se trata de duas realidades distintas. Quem se encontre no "CHÃO DA FEIRA" tem à disposição, de escolher a da "TRAVESSA DO FUNIL"  e reparará que esta é contígua ao PÁTIO de que hoje nos ocupamos. 
Um portal simples dá-lhe acesso. O sítio está hoje arranjado, tendo-se aproveitado com gosto um velho PALÁCIO para fazer nascer uma unidade hoteleira.
Através de um passadiço, por baixo do PALÁCIO, (um corredor abobadado, com cerca de vinte e dois metros de comprimento por três metros e meio de largura, era a primitiva porta da CERCA de que ainda se notam alguns vestígios) e chega-se a uma parte inferior, à qual comodamente chamaremos o PÁTIO de baixo, dizendo ainda que noutros tempos era um terreiro que levava o nome sintomático de "HORTAS DE DOM FRADIQUE".

Quem era "DOM FRADIQUE"? Como de costume nestas coisas, há duas teorias que tentam explicar o nome deste PÁTIO. Uma delas apontava para um tal "DOM FRADIQUE DE TOLEDO". Este fidalgo CASTELHANO tinha sido um famoso general do tempo de FILIPE IV (terceiro de PORTUGAL). Entre outras façanhas praticadas, conta-se a de ter partido de LISBOA  em 1625 como comandante geral de uma esquadra que atravessou o ATLÂNTICO para reconquistar o território da "BAÍA", no BRASIL, ocupado pelos HOLANDESES.

(CONTINUA)-(PRÓXIMA) «PÁTIO DE DOM FRADIQUE[ II ]-O PÁTIO DE DOM FRADIQUE (2)» 

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