sábado, 25 de fevereiro de 2017

RUA DA PALMA [ X ]

«O "PARAÍSO DE LISBOA"  NA RUA DA PALMA ( 1 )»
 Rua da Palma - (190_) - Foto de Alberto Carlos Lima - (O "PARAÍSO DE LISBOA" instalado na RUA DA PALMA, chegou a ser o "Animatógrafo" na década de 1910 dedicando-se também à Revista) (ABRE EM TAMANHO GRANDE)  in   AML  
 Rua da Palma - (1912) Foto de Alberto Carlos Lima (Suporte em gelatina e Prata em Vidro) - (Cena da REVISTA "CALE-SE", no Teatro "PARAÍSO DE LISBOA" na RUA DA PALMA) (ABRE EM TAMANHO GRANDE)  in  AML 
 Rua da Palma - (1912) - Foto de Alberto Carlos Lima - (Mais uma cena da Revista "CALE-SE", apresentada no Teatro "PARAÍSO DE LISBOA", na RUA DA PALMA) (ABRE EM TAMANHO GRANDE)  in   AML 
Rua da Palma - (c. 1912) -  Foto de autor não identificado - (Animatógrafo no "PARAÍSO DE LISBOA", na RUA DA PALMA, paredes meias com o "REAL COLISEU DE LISBOA") (ABRE EM TAMANHO GRANDE)  in  AML 

(CONTINUAÇÃO) - RUA DA PALMA [ X ]

«O PARAÍSO DE LISBOA ( 1 ) »

Quando nos alvores do século XX, existiam algumas feiras que preenchiam mais ou menos, as necessidades de compras e vendas e também o gosto pela distracção que sempre esteve inerente aos povos. Mas os lisboetas não se sentiam satisfeitos com os divertimentos essencialmente feirantes, onde um ou outro "teatrinho" ia dando os seus espectáculos populares participados amplamente pelo público que, tal como os  actores em cena, cantava e dizia piadas.
Pretendiam os mais exigentes um recinto feito à medida "do que se fazia lá fora"  (com esplanadas, patinagem, "tirinhos" e salões de cinema), um espaço cosmopolita, civilizado. digno do século que começava.

Por iniciativa privada, o novo recinto veio a nascer em 1907. Juntou-se um grupo de capitalistas e foi entregue a gerência ao elegante empresário "D. JOSÉ SARAGGA".

Foi encontrado um terreno na "QUINTA DO PALÁCIO DOS CONDES FOLGOSA", terrenos paredes meias com o "REAL COLISEU DE LISBOA", que lhes pareceram ser apropriado; com jardins e demais espaços anexos ao Palácio existente na RUA DA PALMA.  As obras duraram alguns meses. E, no verão desse mesmo ano abria as suas portas a nova maravilha das noites alfacinhas: dava pelo prometedor nome de «PARAÍSO DE LISBOA».

Reinava então "D. CARLOS I" (aliás, já próximo do seu fim trágico) e presidia ao GOVERNO o impopular político "JOÃO FRANCO".

A abertura do "PARAÍSO DE LISBOA" mais gente trouxe ao local do modernismo que o novo recinto prometia.

Esta "PARAÍSO DE LISBOA" pode falar-se de um antepassado do (velho mas finalmente em plena renovação) "PARQUE MAYER" e da saudosa "FEIRA POPULAR DE LISBOA", ao recordar este recinto de diversões.
E o êxito da abertura não fazia prever que o empreendimento se revelasse afinal tão efémero. 

Um cronista lisboeta "CÂMARA LIMA", escreveu na revista "PORTUGAL-BRASIL", em Julho de 1907, descrevia-o como uma estância de prazer " chique, elegante, moderníssimo, rico e variado...".
Existia  dentro do "PARAÍSO DE LISBOA" dois teatros, um grande e outro mais pequeno, que servia também como "ANIMATÓGRAFO", pelo que em breve ganhou o nome de "CINE-TEATRO".

E com o actual  aspecto que o "PARQUE MAYER" está a surpreender, deixa-nos pensar que esta procura de divertimentos já vem de longe...


(CONTINUA)-(PRÓXIMO)«RUA DA PALMA [ XI ] O PARAÍSO DE LISBOA ( 2 )»

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