sábado, 13 de maio de 2017

RUAS COM NOMES DE JORNALISTAS (4.ª SÉRIE)[ VIII ]

«RUA CARLOS BOTELHO ( 2 )»
 Rua Carlos Botelho - (22 de Abril de 1999)  - Na AVENIDA DA LIBERDADE, 65-r/c LISBOA, foi colocada uma placa com a figura de "CARLOS BOTELHO" (baseado no seu auto-retrato). Foi inaugurada por ocasião do seu 1.º Aniversário do seu nascimento)  in   ARTE PÚBLICA
 Rua Carlos Botelho - ( 2016 )  -  (Panorâmica mais aproximada do sítio da antiga "QUINTA DA CURRALEIRA". O espaço branco era o antigo Campo de Futebol do VITÓRIA FUTEBOL CLUBE. A "RUA CARLOS BOTELHO" circunda parcialmente o antigo campo desportivo)  in  GOOGLE EARTH
 Rua Carlos Botelho - (2017 )  -  (O início da "RUA CARLOS BOTELHO", começa no ponto de ligação da RUA 8, com a RUA 6, embora a Rua 8 na GOOGLE EARTH, esteja assinalada como "Calçada do Carrascal", mas não deve corresponder à verdade)  in   GOOGLE EARTH
 Rua Carlos Botelho - ( 2016 )  -  (A "RUA CARLOS BOTELHO" na direcção Noroeste ou Nordeste (NW), entre as casas de habitação social)  in   GOOGLE EARTH
 Rua Carlos Botelho - (2016)  -  (A "RUA CARLOS BOTELHO" na parte Sul do Bairro da freguesia do "BEATO")   in  GOOGLE EARTH
 Rua Carlos Botelho - ( 1956 )   -  (Jornal "SEMPRE FIXE" onde "CARLOS BOTELHO" colaborou durante 22 anos aproximadamente, neste Semanário Humorístico)   in   GRUPO DE AMIGOS DO MUSEU NACIONAL DE ARQUEOLOGIA
Rua Carlos Botelho - (1948)  -  (Com o título de DEMOLIÇÕES ROMÂNTICAS - CARLOS BOTELHO publica em "ECOS DA SEMANA", uma prancha de um dos mais emblemáticos quadros da época em LISBOA)  (Abre em tamanho grande)   in   LER  BD

(CONTINUAÇÃO) - RUAS COM NOMES DE JORNALISTAS (4.º SÉRIE) [VIII]

«RUA CARLOS BOTELHO ( 2 )»

"CARLOS BOTELHO" foi presença certa naquele jornal humorístico "SEMPRE FIXE", com os seus "ECOS DA SEMANA" durante vinte e dois anos.
Era o Jornal da mordacidade possível (na época), da ironia que a CENSURA deixava passar. Criou ali, com o seu lápis predestinado, figuras desenhadas que representavam outras tantas instituições nacionais e ficaram para a posteridade: "O SENHOR PARECE MAL", a "DONA ENCRENCA", o "ESCARRA E COSPE", "O PIO" e tantas outras...
Embora a sua actividade principal se tenha desenvolvido ao longo de um período durante o século XX, também se repartiu por outras actividades.
Em 1920 "BOTELHO" era o pioneiro da "BANDA DESENHADA"  "BD" nacional, trabalhou em artes gráficas e no desenho de humor, na década seguinte dedicou-se à equipa de decoradores do S.P.N., o que lhe deu a possibilidade para viajar e tomar contacto com a dinâmica artística do seu tempo.
Noutra ocasião dedicou-se às obras plásticas do qual é destacado como uma das figuras de destaque da 2.ª geração de pintores modernistas portugueses.
Ocupa um lugar central a sua obra, a paisagem urbana. No início, marcada por uma tendência claramente expressionista; pinta cidades, retratos, narrativas. O tema principal será desde a primeira hora a sua cidade natal, a cidade de LISBOA.

Um pouco da sua BIOGRAFIA, ou o seu início.
Filho único de pais músicos, foi a música que dominou a infância de "CARLOS BOTELHO". Inicia a aprendizagem do violino - instrumento que o irá acompanhar por toda a vida - , pouco antes da morte de seu pai, em 1910.  Ingressa no "LICEU PEDRO NUNES", onde faz amizade com "BENTO DE JESUS CARAÇA" e "DIAS AMADO". Faz a sua primeira Exposição no ano de 1918. No ano seguinte entra na ESCOLA DE BELAS-ARTES DE LISBOA. 
Em 1922 realiza-se o seu casamento com BEATRIZ SANTOS BOTELHO, desse casamento nasceram dois filhos: JOSÉ RAFAEL e RAQUEL.
No prédio onde nasceu "CARLOS BOTELHO" situado na "AVENIDA DA LIBERDADE, 65 - R/C, a CÂMARA MUNICIPAL DE LISBOA em 22 de Abril de 1999, colocou uma placa com os seguintes dizeres:  (Neste prédio nasceu "CARLOS BOTELHO"- (1899-1982) figura ligada às artes Plásticas, Pintor, Desenhador e Ilustrador). O desenho "AUTO RETRATO" desta placa foi reutilizada a partir de um trabalho original da autoria do próprio pintor "CARLOS BOTELHO", tendo a sua assinatura. Foi inaugurada por ocasião do 1.º Centenário do nascimento deste artista.
Sendo o pintor que soube imortalizar LISBOA nas suas telas, referência incontornável do modernismo em PORTUGAL ao nível das Artes Plásticas. LISBOA não podia deixar de o homenagear. Nós não podíamos esquece-lo entre gente dos jornais que trabalhou e animou as publicações, apesar de não ter sido jornalista.

(CONTINUA)-(PRÓXIMO)«RUAS COM NOMES DE JORNALISTAS(4.ª SÉRIE)[ IX ]-PRAÇA DR. ALFREDO CUNHA( 1 )».

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