quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

LARGO RAFAEL BORDALO PINHEIRO [ VI ]

«A CASA DO FERREIRA DAS TABULETAS, ONDE HABITOU O "MATA-FRADES"»
 Largo Rafael Bordalo Pinheiro - (Século XIX)  -  (O político "JOAQUIM ANTÓNIO DE AGUIAR" que habitou este edifício no número 30 3.º andar, foi três vezes Presidente do Conselho de Ministros de Portugal, tendo por alcunha o "MATA-FRADES")   in   WIKIPÉDIA 
 Largo Rafael Bordalo Pinheiro -  (1949) Foto de Eduardo Portugal -CML - (A "CASA DO FERREIRA DAS TABULETAS" frente ao LARGO RAFAEL BORDALO PINHEIRO) (ABRE EM TAMANHO GRANDE)  in  LISBOA DE ANTIGAMENTE
 Largo Rafael Bordalo Pinheiro - (2013)  -  (A Casa do Ferreira das Tabuletas na "RUA DA TRINDADE" (ABRE EM TAMANHO GRANDEin    LISBOA
Largo Rafael Bordalo Pinheiro  -  (2013)  -  A Casa do Ferreira das Tabuletas onde habitou o "MATA-FRADES")  (ABRE EM TAMANHO GRANDE)  in  LISBOA


(CONTINUAÇÃO)- LARGO RAFAEL BORDALO PINHEIRO [ VI ]

«A CASA DO FERREIRA DAS TABULETAS ONDE HABITOU O "MATA-FRADES"»


Neste edifício na "RUA DA TRINDADE", em posição fronteira ao "LARGO RAFAEL BORDALO PINHEIRO, mantendo-se ainda um prédio de boa arquitectura, já centenário, tendo a sua frontaria coberta de artísticos azulejos.
Visto à distância, do meio do LARGO, este prédio, com o Nº. 30, de terceiro andar, com estabelecimentos no piso térreo, apresenta-se como um bem significativo símbolo da antiga LISBOA do tempo dos nossos avós. Porém, o que mais fará distinguir este edifício será o facto de nele ter habitado um dos mais controversos políticos do terceiro quartel do século XIX.
Com efeito, no terceiro andar deste nº. 30 da "RUA DA TRINDADE" teve a sua residência um célebre Ministro de "DOM PEDRO IV", "JOAQUIM ANTÓNIO DE AGUIAR", tendo nascido em COIMBRA no dia 24 de Agosto de 1792 e faleceu no BARREIRO (LAVRADIO) a 26 de Maio de 1884, passou à história com a alcunha do «MATA-FRADES». Esta alcunha deve-se ao facto de se ter decretado a extinção das Ordens Religiosas no nosso país, do que resultou a anexação das propriedades dos CONVENTOS aos bens nacionais.
Foi o respectivo decreto assinado em 28 de Maio de 1834 (outro 28 de Maio de triste memória), logo após a capitulação de "DOM MIGUEL", em ÉVORA-MONTE,  portanto em plena euforia da vitória Liberal, uma vitória que DOM PEDRO IV mal teve tempo de saborear, por ter falecido novo, quatro meses depois.  Em contrapartida, o «MATA-FRADES» viveria até aos oitenta anos de idade e assistiria à inauguração do Monumento ao "REI SOLDADO", na "PRAÇA D. PEDRO IV"(vulgo ROSSIO).

Desde jovem, manifestou as suas ideias liberais. Deputado em 1826, perante o regresso de "D. MIGUEL" a PORTUGAL, emigrou para LONDRES e participou depois nas expedições que desembarcaram na ILHA TERCEIRA e no MINDELO, vindo a exercer mais tarde os cargos de MINISTRO DO REINO e de MINISTRO DA JUSTIÇA. Foi nesta qualidade que decretou a extinção das Ordens Religiosas, afirmando o historiador "Pe. JOSÉ ALVES MATOSO" que "DOM PEDRO IV" e "JOAQUIM ANTÓNIO DE AGUIAR" promulgaram o decreto contra o voto do CONSELHO DE ESTADO. Por sua vez "PINHEIRO CHAGAS" refere que " a extinção das Ordens Religiosas é atribuída com menos verdade à iniciativa de JOAQUIM ANTÓNIO DE AGUIAR", que legou aos seus contemporâneos e aos vindouros grandes exemplos de probidade, de civismo e de amor pelos ideais liberais".
De salientar que é, exclusivamente sua, a medida que levou à criação de novas escolas.
Chamado ao governo e dele afastado, conforme a evolução política da época, JOAQUIM ANTÓNIO DE AGUIAR foi presidente do CONSELHO DE MINISTROS por três vezes, a última das quais entre 1865 e 1868. PINHEIRO CHAGAS também apresenta fisicamente este activo político; "AGUIAR era o tipo característico do conselheiro do seu tempo. Alto ventre abaulado sem excesso, cabeça precocemente calva, vestindo sempre com severa gravidade".
Morreu no BARREIRO (LAVRADIO) como já fora dito, na sua "QUINTA" favorita de SÃO MARCOS.  COIMBRA seu lugar de nascimento, prestou-lhe homenagem colocando a sua estátua no "LARGO DA PORTAGEM"

(CONTINUA)-(PRÓXIMO)«LARGO RAFAEL BORDALO PINHEIRO[ VII ] RAFAEL BORDALO PINHEIRO ( 1 )».
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