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sábado, 19 de janeiro de 2008

RUA DR. LUÍS DE ALMEIDA E ALBUQUERQUE

Rua Luís de Almeida e Albuquerque, 5 (1966) - Funcionários da Administração e Contabilidade do "JORNAL DO COMÉRCIO" foto de APS
Rua Dr. Luís de Almeida e Albuquerque, 5 (1966) - Funcionários do "JORNAL DO COMÉRCIO" Foto de APS

O "JORNAL DO COMÉRCIO" na altura director Diniz Bordallo-Pinheiro (1955) foto de APS


Rua Dr. Luís de Almeida e Albuquerque (entre 1898 e 1908) fotografo não identificado in AFML



Rua Dr. Luís de Almeida e Albuquerque (entre 1898 e 1908) fotografo não identificado - ao fundo a Rua Marechal Saldanha - in Arquivo Fotográfico Municipal de Lisboa




Rua Dr. Luís de Almeida e Albuquerque, 6 (entre 1898 e 1908) Fotógrafo não identificado in AFML
A RUA DR. LUÍS DE ALMEIDA E ALBUQUERQUE pertence à freguesia de SANTA CATARINA, começa na Rua Marechal Saldanha no número 11 e termina na Travessa de Santa Catarina no número 8.
Esta artéria teve inicialmente o nome de RUA DO LAMBAZ por morar nessa altura D. Diogo de Sousa, que por sinal deu nome à sua rua, que depois foi RUA DE BELVER com origem no nome daquele Monte.
O LAMBAZ(1) era a alcunha que tinha na corte este D. Diogo de Sousa, filho de Francisco de Sousa do tempo de El-Rei D. João III.
Deve o seu actual nome a um vereador da Câmara de Lisboa, jornalista e professor na Escola Politécnica que atingiu no século XIX o cargo de Director do "JORNAL DO COMÉRCIO" (situado nesta rua no número 5) que mais tarde, acabou por comprá-lo.
A sua primeira publicação iniciou-se em 17 de Outubro de 1853 e seus antigos proprietários (Mateus Pereira de Almeida e Silva e ainda José Pereira e Silva) cedo decidiram transformá-lo num diário designadamente virado para o noticiário essencialmente comercial.
Luís de Almeida e Albuquerque em 1881 vende o jornal a Henry Burnay também professor na Escola Politécnica. Na posse da família Burnay acabou por ser novamente vendido desta vez a pessoas ligadas às Colónias, daí ter o nome mudado para "JORNAL DO COMÉRCIO E DAS COLÓNIAS".
A partir dos anos 30 do século passado, Diniz Bordallo-Pinheiro foi o novo proprietário e director. Sendo este também o nosso local de trabalho nos anos (1950 a 1966), saímos ao emigrar para a África do Sul. Com o falecimento de Bordallo-Pinheiro, o jornal foi adquirido em 1962 pelo Dr. Fausto Lopo de Carvalho homem ligado as letras e aos seguros, sofrendo assim novas modificações.
Nos anos 70 do século findo passou novamente de mãos este diário, tendo sido adquirido pelo grupo Banco Borges. Depois de nacionalizada a Banca o "JORNAL DO COMÉRCIO" viu-se a braços com uma crise de identidade, tendo fechado definitivamente em 1983.
Muito perto desta Rua está a Travessa de Santa Catarina que foi chamada noutro tempo, Travessa do Cemitério, por ali se situar um cemitério anexo à Igreja. Também nessa mesma Travessa morou no número 7 o poeta Gonçalves Crespo marido de D.Maria Amália Vaz de Carvalho a grande e notável escritora, existindo uma lápide a recordar que ali viveu, notabilizando a sua memória. Esta residência tornou-se na época, num dos mais frequentados salões literários de Lisboa.
(1) - Pessoa lambona, glutona, comilona.






quarta-feira, 2 de agosto de 2017

RUA ALFREDO DA SILVA [ XVIII ]

«PALACETE NO "ALTO DE SANTA CATARINA" ( 2 )»
 Rua Alfredo da Silva - (1975) - Foto de João Carvalho  -  (Palacete onde viveu "ALFREDO DA SILVA" e desde 1996 pertence à ASSOCIAÇÃO NACIONAL DAS FARMÁCIAS, onde funciona o "MUSEU DA FARMÁCIA")  (ABRE EM TAMANHO GRANDE)  in     WIKIPÉDIA 
 Rua Alfredo da Silva - (24.01.2017) - Foto de Maria de Lourdes  -  (Vista do Palacete do "ALTO DE SANTA CATARINA" com esquina para a "RUA MARECHAL SALDANHA" (antiga RUA DA CRUZ DE PAU), instalações desde 1996 da Associação  Nacional das Farmácias e seu "MUSEU DA FARMÁCIA")    in    AÇOR
 Rua Alfredo da Silva - (Entre 1898 e 1908) Foto de Machado & Sousa  -  (Palacete do Industrial "ALFREDO DA SILVA" no "ALTO DE SANTA CATARINA", com o pormenor de dois candeeiros de iluminação pública, suportada por estátua de bronze - possivelmente uma CARIÁTIDE)  (ABRE EM TAMANHO GRANDE)  in  AML
Rua Alfredo da Silva - (1921)  -  (Foto do Industrial "ALFREDO DA SILVA" com 50 anos de idade, marcava decisivamente a filosofia e o percurso do Grupo CUF)    in   HISTÓRIA DO GRUPO


(CONTINUAÇÃO)-RUA ALFREDO DA SILVA [ XVIII ]

«PALACETE NO "ALTO DE SANTA CATARINA" ( 2 )»


O PALACETE, cuja fachada surge dividida em três panos separados por duas pilastras de cantaria e delimitados lateralmente por cunhais, também de cantaria, desenvolve-se em piso térreo e andar nobre separado por cornija, caracterizados por vão de janelas de peito aberto a um ritmo regular, o qual é interrompido pelos dois portões centrais de arco de volta perfeita no piso térreo.
A rematar o edifício temos uma cornija saliente, coroada por balaustrada, interrompida, no pano central da fachada, por frontão triangular por óculo iluminante. O jardim, local onde se erguia a antiga "IGREJA DE SANTA CATARINA", encontra-se vedado por um muro com gradeamento em ferro, no interior do qual se evidenciam altos candeeiros de bronze fundido com cariátides ( A ).

Nesta PALACETE "ALFREDO DA SILVA" e sua mulher coabitaram com a filha e genro e os netos ( tendo entretanto nascido outro rapaz, "JOSÉ MANUEL", e uma menina). "ALFREDO DA SILVA" gostava deste PALACETE da capital que lhe permitia olhar das janelas "as águas tranquilas do RIO TEJO, ver o porto e os navios ancorados". Seguiu-se na  propriedade "D. MANUEL DE MELO", genro do Industrial.

O edifício tem servido depois um pouco para tudo: lá foi, por exemplo, a redacção e serviços do "JORNAL NOVO", combativo vespertino que foi publicado depois do 25 de Abril de 1974 e teve "ARTUR PORTELA" como seu primeiro Director. 
Em 1986, funcionou ali a sede da candidatura do Professor FREITAS DO AMARAL à PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA e ainda uma fundação de carácter político. Para o Nº. 1 da "RUA MARECHAL SALDANHA" (antiga RUA DA CRUZ DE PAU") veio a "ASSOCIAÇÃO NACIONAL DAS FARMÁCIAS" que adquire o imóvel dos "MELOS" e dá nova feição ao espaço.  Em 1996 é inaugurado o "MUSEU DA FARMÁCIA".
Existe um caso curioso na Toponímia destes sítios de bairros hoje distintos: O "ALTO DE SANTA CATARINA" e a desaparecida IGREJA desta invocação ficavam na "HERDADE DE SANTA CATARINA". Mas "SANTA CATARINA" "HERDADE", não tinha nada que ver com SANTA CATARINA "IGREJA" e "MONTE"; a primeira é mais antiga, e as origens são diversas.
Antiga freguesia de "SANTA CATARINA" hoje freguesia da "MISERICÓRDIA". O quarteirão é composto de quatro arruamentos. Parte frontal, virado a SUL - Actual "RUA DE SANTA CATARINA" (antiga "Rua do Monte de Santa Catarina" ou "LARGO DE SANTA CATARINA"; A NORTE  - Actual "RUA DR. LUÍS DE ALMEIDA E ALBUQUERQUE" ( 1 ) (antiga "RUA DE BELVER" ( 2 ) , (anteriormente "RUA DO LAMBAZ" ( 3 ); a NASCENTE - Actual "RUA MARECHAL SALDANHA" (antiga "RUA DA CRUZ DE PAU) (4 ); a POENTE - Actual "TRAVESSA DE SANTA CATARINA", (antiga "Travessa do Cemitério" por ali se situar um cemitério anexo à Igreja).

- ( A ) - CARIÁTIDE - Estátua feminina que serve de suporte arquitectónico vertical.
- ( 1 ) - RUA DR. LUÍS DE ALMEIDA E ALBUQUERQUE -antigo Director do "JORNAL DO COMÉRCIO" e jornal que existiu nesta artéria entre 1853-1983, (era considerado o jornal mais antigo do país).
- ( 2 ) - BELVER - Provavelmente com origem no nome daquele Monte.
- ( 3 ) - LAMBAZ - Era a "Alcunha" que tinha "D. DIOGO DE SOUSA" na Corte, no tempo de D. João III.
- ( 4 ) - CRUZ DE PAU - Por nela ter sido implantada uma CRUZ DE MADEIRA no ALTO DE SANTA CATARINA para guiar os navegantes, que se faziam à barra do TEJO.


(CONTINUA)-(PRÓXIMO)«RUA ALFREDO DA SILVA [ XIX ]-A TABAQUEIRA ( 1 )»

quarta-feira, 7 de maio de 2008

PRAÇA DO PRÍNCIPE REAL [ V ]

Praça do Príncipe Real - (s/d) Fotógrafo não identificado (D. Pedro V - o príncipe Real que deu o nome a este Largo) in democracia-real.blogspot.com
Praça do Príncipe Real - (ant. 1895) Foto de Francesco Rochini ( Praça na parte Sul) in Arquivo Fotográfico Municipal de Lisboa
Praça do Príncipe Real - (Actual) Fotógrafo não identificado (Praça e Jardim visto de cima) in http://luminescencias.blogspot.com/


Praça do Príncipe Real - (Início do século XX) Fotógrafo não identificado (Jardim e Cedro) in A Capital (Lisboa de outros tempos)


(CONTINUAÇÃO)
PRAÇA DO PRÍNCIPE REAL
«A PRAÇA, JARDIM E O CEDRO)
Em meados do século XIX ali se fazia o mercado dos porcos e entre 1856 e 1868 abrigou a antiga feira das Amoreiras.
O Governo resolveu limpar o terreno e entregá-lo definitivamente à Câmara, incumbindo-a de concretizar uma nova Praça.
Em finais dos anos 60 começou o alinhamento da praça: primeiro uns bancos e, finalmente em 1869, por iniciativa do vereador Dr. Luís de Almeida e Albuquerque (antigo Director do "Jornal do Comércio e das Colónias), com a implantação de "estilo Inglês", obra do jardineiro João Francisco da Silva, estava criado o jardim.
Em breve começava a ser plantado e era dado ao espaço o nome de Príncipe Real, homenageando o filho mais velho de D.Maria II e de D. Fernando de Sax-Caburgo-Gota o príncipe real D.Pedro, depois Rei D. Pedro V de Portugal que, curiosamente, tem dois topónimos contíguos que lhe são dedicados: esta Praça e a Rua com o seu nome que segue para S. Pedro de Alcântara.
A República modificou, obviamente a designação: entre 1910 e 1949 a Praça do Príncipe Real chamou-se «PRAÇA DO RIO DE JANEIRO». Tudo voltou ao que tinha sido, com a mudança do nome da «Cidade Maravilhosa» para a Avenida, na freguesia de S. João de Brito (Avenidas Novas).
Na Praça foi implantado um pequeno jardim em homenagem a França Borges, ilustre jornalista Republicano, fundador do jornal «O MUNDO», (jornal que também teve uma rua - actual Rua da Misericórdia) este monumento-memória é obra de Maximiano Alves.
«O CEDRO»
O jardim é hoje convidativo. O seu «ex-libris» é sem dúvida a magnifica árvore que está logo à entrada «O CEDRO», com um diâmetro mais ou menos de 20 metros fica no lado da Rua D. Pedro V. Os seus ramos deram sombra a gerações e sob ele se formaram tertúlias e nasceram iniciativas.
O outro emblema do Jardim é o conjunto formado pelo belo lago e pelo reservatório de água que lhe fica anexo. Construído entre 1860 e 1864, faz hoje parte do «MUSEU DA ÁGUA» da EPAL, e nele se tem realizado diversas actividades culturais.
(CONTINUA) - (Próximo - «PALACETES CIRCUNDANTES»