Rua de Xabregas - (2009) - Foto de Dias dos Reis (Convento de S. Francisco de Xabregas) in DIAS DOS REIS
Rua de Xabregas - (2009) - (LEGENDA: - A - Antigo Convento de São Francisco - B - Palácio de OLHÃO - C - Antiga fábrica de Fiação e Tecidos (vulgo) Fábrica das Varandas) in WIKIMAPIA
Rua de Xabregas - (1998 ?) - Fotógrafo não identificado - (Convento de Santa Maria de Jesus, Convento de S. Francisco, Convento de Xabregas, Companhia de Fiação e Tecidos Lisbonense, Companhia dos Tabacos Lisbonense, Companhia dos Tabacos de Portugal, Companhia Portuguesa de Tabacos e em 1980 é instalada a Companhia do Teatro Ibérico). in FACULDADE DE ARQUITECTURA DA UTL
Rua de Xabregas - (1989) - Foto de APS (Rua de Xabregas no lado direito o antigo Convento de S. Francisco, ao fundo o Viaduto de Xabregas e o "Edifício Concorde" implantado no "Baluarte de Santa Apolónia") ARQUIVO/APS.
Rua de Xabregas, 52 a 60 - ( 1970?) Foto de João H. Goulart (Antigo Convento de S. Francisco na Rua de Xabregas, hoje uma dependência da MEDIATECA de FORMAÇÃO PROFISSIONAL) in AFML.(CONTINUAÇÃO)
RUA DE XABREGAS [ VII ]
«CONVENTO DE SÃO FRANCISCO DE XABREGAS (2)»
Foi desde sempre o «CONVENTO DE XABREGAS» lugar escolhido por gente ilustre para sepultura. Logo a Condessa de «ATOUGUIA» fundadora deste Convento, reservou para si e seus descendentes a capela-mor.
Ali repousavam, pois, tanto o Vice-Rei da Índia, «D. LUÍS DE ATAÍDE», Conde de Atouguia como a Condessa «D. FILIPA DE VILHENA», figura mítica da Restauração.
Outro ilustre sepultado foi «TRISTÃO DA CUNHA», o da Embaixada ao Papa, e vizinho nas suas casas de Xabregas (Palácio Olhão). E muitos outros aqui jazeram, entre eles «D. JOÃO GALVÃO» Arcebispo de Braga e seu irmão «DUARTE GALVÃO», cronista-mor e o primeiro embaixador a «PRESTE JOÃO».
Nada ficou de tanto trabalho e tanta canseira. As velhas paredes de «D. Guiomar», readornadas pelas gerações sucessivas, ruíram como um castelo de cartas com o terramoto de 1755. Mas os frades não esmoreceram e a casa renasceu das cinzas muito maior e imponente. Alargaram-na, viraram a Nova Igreja ao rio e ladearam-na de dois vastos corpos simétricos.
Inicia-se a sua reconstrução no ano de 1766 por determinação do «MARQUÊS DE POMBAL».
Na sequência da extinção das «ORDENS RELIGIOSAS» em 1834, a Igreja é profanada e por isso, são instaladas nas dependências conventuais algumas Corporações do Exército. Designadamente: O «REGIMENTO DE INFANTARIA Nº1», o «BATALHÃO NAVAL DE ARTÍFICES ENGENHEIROS», que em 1839 é transferido para «ALCÂNTARA».
No ano de 1838 são arrendadas estas dependências do Convento à «COMPANHIA DE FIAÇÃO E TECIDOS LISBONENSE» (foi a primeira fábrica a instalar-se neste espaço).
Um violento incêndio em 12 de Janeiro de 1844 destroi grande parte do antigo Convento salvando-se a Igreja. Reconstruído o Convento no ano seguinte e por ordem Governamental, em 1845 é instalada a «COMPANHIA DOS TABACOS LISBONENSE».
Em 1891 o edifício passa a ser propriedade da «COMPANHIA DOS TABACOS DE PORTUGAL».
"Em 1917 a maior empresa da Industria transformadora portuguesa era a «COMPANHIA DOS TABACOS DE PORTUGAL», empregando 3 316 trabalhadores e explorando 4 fábricas em duas cidades diferentes. Também por essa altura, eram menos de 10 as empresas com uma população operária superior a mil trabalhadores"(1)
No ano de 1927 passou a chamar-se «COMPANHIA PORTUGUESA DE TABACOS» que laborou até finais dos anos 50 do século XX.
Realizaram-se obras nos anos de 1929 e 1932 dando continuidade ao processo de transformação do primitivo edifício numa unidade Industrial.
A actual fisionomia do edifício resulta do restauro integral sofrido pós-terramoto de 1755, caracterizando-se por uma fachada rectangular, de grandes dimensões, com Igreja ao centro. A fachada da Igreja é marcada por elegante trabalho de cantaria e rematado por um frontão contra curvado apresentando as armas reais.
Em 1980 na Igreja do antigo Convento (Nº 54) foi instalada a «COMPANHIA DO TEATRO IBÉRICO», que comemora este ano trinta anos de existência.
Em 1980 na Igreja do antigo Convento (Nº 54) foi instalada a «COMPANHIA DO TEATRO IBÉRICO», que comemora este ano trinta anos de existência.
Presentemente encontra-se ali a funcionar neste antigo Convento no número 52, sob a alçada do «MINISTÉRIO DO TRABALHO E DA SOLIDARIEDADE SOCIAL» o «IEFP-INSTITUTO DO EMPREGO E FORMAÇÃO PROFISSIONAL»
(1) - (Pedro Neves - ISEG/UTL) (Propriedade e Gestão nas grandes Empresas num pequeno país: Portugal, 1850-1917) - Comunicação apresentada no XXII Encontro da Associação Portuguesa de História Economia e Social em Aveiro, 15 e 16 de Novembro de 2002).
(CONTINUA) - (PRÓXIMO) - «RUA DE XABREGAS [ VIII ] - O FRADINHO DE XABREGAS».






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