quarta-feira, 6 de outubro de 2010

AVENIDA DA LIBERDADE [ IX ]

Avenida da Liberdade - (2005) Foto de APS (A Praça do Marquês de Pombal) in ARQUIVO/APS
Avenida da Liberdade - (195_)? - Fotógrafo não identificado (Postal) (Praça e Monumento ao Marquês de Pombal) in IÉ-IÉ

Avenida da Liberdade - (c. 1934) Foto de Pinheiro Correia (Fotografia aérea da Praça do Marquês de Pombal, destaca-se o Monumento ao Marquês - inaugurado a 13 de Maio de 1934) in AFML


Avenida da Liberdade - (193_)? - Fotógrafo não identificado (Construção da Praça do Marquês de Pombal) in AO ESCORRER DA PENA



Avenida da Liberdade - (1898) - Estúdios Mário Novais (Feira Franca na Avenida da Liberdade e Rotunda - IV Centenário da Índia) in AFML

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(CONTINUAÇÃO)
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AVENIDA DA LIBERDADE [ IX ]

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«PRAÇA MARQUÊS DE POMBAL»

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A abertura da «AVENIDA DA LIBERDADE» permitiu à cidade a sua expansão para NORTE.
Existia um projecto de concepção e a ideia desde o início que no topo NORTE fosse elaborada uma PRAÇA, com um monumento ao «MARQUÊS DE POMBAL» ao centro.
As dificuldades económicas fizeram tardar o monumento e o respectivo arranjo urbanístico da praça.
O «CENTENÁRIO DA ÍNDIA» realizou-se nesta vasta área da PRAÇA no ano de 1898. A chamada «FEIRA FRANCA» da qual podemos relembrar em fotos, com o seu grande castelo ao centro, um elefante de madeira e a esfera armilar no eixo terminal da «AVENIDA». A PRAÇA já nessa altura praticamente apresentava o desenho em «ROTUNDA».
No ano de 1910, poucos anos depois das comemorações do «CENTENÁRIO DA ÍNDIA», a «PRAÇA DO MARQUÊS DE POMBAL» estava definida como hoje se apresenta. É entre a década de 1899 e 1909 que se pode colocar a data da edificação formal da PRAÇA.
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Da «PRAÇA DO MARQUÊS DE POMBAL» (ROTUNDA) partem em várias direcções artérias importantes. Temos a poente a «RUA BRAACAMP» que com o final da «RUA ALEXANDRE HERCULANO» nos pode levar ao «LARGO DO RATO».
Igualmente a poente a «RUA JOAQUIM ANTÓNIO DE AGUIAR» dá-nos o seguimento para a «PONTE 25 DE ABRIL» ou para o «AUTO-ESTRADA» do ESTORIL. Do lado oposto nascente a «AVENIDA DUQUE DE LOULÉ», na qual corre o viaduto sobre a «RUA DE SANTA MARTA», e que termina na «PRAÇA JOSÉ FONTANA» antigo (MATADOURO).
A «AVENIDA FONTES PEREIRA DE MELO» vai terminar na «PRAÇA DUQUE DE SALDANHA». É por esta artéria que chegamos ao «CAMPO GRANDE».
A «PRAÇA DO MARQUÊS DE POMBAL» também conhecida por «ROTUNDA», foi palco de eventos lúdicos e políticos, está ligada à nossa história política contemporanea, pelos acontecimentos revolucionários que nela tiveram lugar ou extensão, com início no «5 de OUTUBRO DE 1910»( que ontem celebrou o seu centenário), passando pelo «14 DE MAIO DE 1915»; «8 DE DEZEMBRO DE 1917»; «18 DE ABRIL DE 1925» e já no final do século XX (até aos nossos dias), as manifestações anuais do «25 DE ABRIL» em liberdade, entre o «MARQUÊS» e o «ROSSIO», além de manifestações clubistas - e não só - que ali ocorrem regularmente.
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(CONTINUA) - (PRÓXIMO) - «AVENIDA DA LIBERDADE [ X ] - ESTATUÁRIA NA AVENIDA(1) - "ROSA ARAÚJO"»



sábado, 2 de outubro de 2010

AVENIDA DA LIBERDADE [ VIII ]

Avenida da Liberdade - (2006) - Foto de APS - ("Parque Eduardo VII" ao cimo da Avenida da Liberdade, antigo "PARQUE DA LIBERDADE" antes de 1903) in ARQUIVO/APS
Avenida da Liberdade - (2005) Foto de APS (Parque Eduardo VII num dia de FEIRA DO LIVRO) in ARQUIVO/APS

Avenida da Liberdade - (2005) - Fotógrafo não identificado (Parque Eduardo VII, anteriormente designado «PARQUE DA LIBERDADE» in WIKIPÉDIA


Avenida da Liberdade - (1943) Foto dos Estúdios Mário Novais (Projecto do Parque Eduardo VII e Prolongamento da Avenida da Liberdade) (Planta de Pavimentos e Arborização, Escala 1:1000, 1932 - Engº António Emídio Abrantes - Arquivo Municipal-Arco do Cego -A.M. - A.C.)
in AFML
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(CONTINUAÇÃO)
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AVENIDA DA LIBERDADE [ VIII ]
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«PARQUE EDUARDO VII»
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A Câmara de Lisboa procurou substituir o «PASSEIO PÚBLICO» por outro jardim no parque público.
Organizou em 1887 um concurso internacional destinado a seleccionar um projecto de parque paisagista a construir nos terrenos do «CASAL DO MONTE ALMEIDA», a NORTE da «AVENIDA DA LIBERDADE». O novo parque a rematar a AVENIDA, deveria chamar-se «PARQUE DA LIBERDADE».
O programa do concurso elaborado pela CML fundamentava-se nos princípios do parque paisagístico. O estilo tido como modelo pelas realizações parisienses executadas entre 1853 e 1870, era considerado, então, como o paradigma da modernidade na arte dos jardins urbanos.
O estudo do «PARQUE DA LIBERDADE», (como se chamou inicialmente) foi rebaptizado em «PARQUE EDUARDO VII), por ocasião da visita do »REI DE INGLATERRA» a LISBOA no ano de 1903.
Quase todos os terrenos pertenciam, na sua maior parte ao capitalista «CARLOS MARIA EUGÉNIO DE ALMEIDA (1846-1914)», começavam na «PENITENCIÁRIA» e estendiam-se até «SÃO SEBASTIÃO DA PEDREIRA».
Desde 1888 que a Câmara pensava ajardinar este local, mas só no século XX se lhe daria destino paisagístico.
A «ESTUFA FRIA» foi criada no ano de 1920, e no lado nascente podemos encontrar um "PALÁCIO" no local do antigo «PAVILHÃO DAS EXPOSIÇÕES» ou «PAVILHÃO DAS FESTAS» como inicialmente lhe chamaram.
Por ocasião do ano de 1932 foi construído pelo arquitecto «ALEXANDRE SOARES» e o Engº. «DIOGO SOBRAL» sendo inaugurado a 3 de Outubro desse mesmo ano, coincidindo com a abertura da «SEGUNDA EXPOSIÇÃO INDUSTRIAL PORTUGUESA», que por esse motivo, lhe deram o nome de «PALÁCIO DE EXPOSIÇÕES E FESTAS». A arquitectura do "PALÁCIO" é do estilo «D. JOÃO V», tocada aqui e ali de barroco. Tem dois torreões em cada extremo, um corpo central de larga varanda, sobre o pórtico e terraços abalaustrados que ligam estes elementos principais ao todo arquitectónico.
Uma deliberação Camarária de 27 de Agosto de 1984, passou a designar este recinto Desportivo de «PAVILHÃO CARLOS LOPES», em homenagem ao atleta «CAMPEÃO OLÍMPICO DA MARATONA» nos Jogos Olímpicos de «LOS ANGELES» de 1984.
Neste «PAVILHÃO» nos anos 50 e 60 do século passado, realizaram-se os mais diversos eventos. Podemos destacar alguns: Torneio de hóquei em patins; Boxe; Luta livre; Marchas Populares de Lisboa, e foi ainda palco de muitos serões para trabalhadores, realizados pela F.N.A.T. em colaboração com E.N..
Presentemente continuamos a assistir "religiosamente" neste espaço do «PARQUE EDUARDO VII», à tradicional exposição da «FEIRA DO LIVRO».
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(CONTINUA) - (PRÓXIMO) - «AVENIDA DA LIBERDADE [ IX ] - PRAÇA DO MARQUÊS DE POMBAL».

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

AVENIDA DA LIBERDADE [ VII ]

Avenida da Liberdade - (2009) Foto de Pedro Rodrigues ("Avenida da Liberdade" antigo local onde existiu o Palácio dos Condes da Ericeira, entre a "Rua dos Condes" e o "Largo da Anunciada") in GOOGLE EARTH
Avenida da Liberdade - (01.05.1975) Foto de APS ( O Primeiro 1º de Maio de 1975, festejado em liberdade na Avenida da Liberdade) ARQUIVO/APS

Avenida da Liberdade - (s/d) Foto de Artur Goulart ("LARGO DA ANUNCIADA" e lado direito até à "RUA DOS CONDES", eram os terrenos do Palácio dos Condes da Ericeira) in AFML


Avenida da Liberdade - (s/d) Foto de Artur Goulart - Avenida da Liberdade no antigo lado da «RUA ORIENTAL DO PASSEIO PÚBLICO», entre a «RUA DOS CONDES» e o «LARGO DA ANUNCIADA» in AFML



Avenida da Liberdade - (1793) (Desenho) (Teatro velho da Rua dos Condes) in O INFERNO
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(CONTINUAÇÃO)
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AVENIDA DA LIBERDADE [ VII ]
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«PALÁCIO DOS CONDES DE ERICEIRA - RUA DOS CONDES AO LARGO DA ANUNCIADA»
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O «PALÁCIO DOS CONDES DA ERICEIRA» ou «PALÁCIO DOS ANDRADES» o majestoso edifício, famoso pela sua grandeza e elegância, ocupava o actual quarteirão correspondente entre a «RUA DOS CONDES» e o «LARGO DA ANUNCIADA». Ficavam para poente as hortas do «VALVERDE», e seria mais tarde a «RUA ORIENTAL DO PASSEIO PÚBLICO».
Residência principesca, esta palácio tinha uma infinidade de compartimentos, qual o mais luxuoso e caprichosamente mobilado.
A entrada, grandemente aberta, maravilhava os que a transpunham para atravessarem o jardim de extraordinário encanto, com abundantes fontes de preciosos mármores, grutas forradas de verdura, e destacando-se de tamanha riqueza a cascata, única talvez na Península, que ficou celebre nos anais das glórias artísticas.
Interiormente tinha o edifício dois pátios.
Mandado construir por «FERNÃO ÁLVARES DE ANDRADE» no ano de 1533. O último conde de ERICEIRA que nele habitou foi um dos mais ilustres sábios do século XVII, prosador, historiador erudito. Era o inesquecível «D. LUÍS DE MENESES». General de Artilharia, Economista, muito dado à literatura, empregava o tempo na sua esplêndida biblioteca.
Esta biblioteca do nosso fidalgo continha mais de dezoito mil volumes entre os quais muitas obras raras.
O Terramoto de 1755 demoliu tudo, e o incêndio, cúmplice medonho da derrocada, encarregou-se de devorar o que resistia às sacudidelas do solo.
Ficaram as ruínas, alastradas por uma área enorme, e assim se conservaram por muito tempo.
Numa parte dos escombros foram sendo construídos casebres sem licença e de grande pobreza, os quais foram posteriormente substituídos por casas aburguesadas.
O nome de «RUA DOS CONDES» tem recordações seculares. Antes do terramoto já havia uma rua que separava o «PALÁCIO DOS CONDES DA ERICEIRA» do «PALÁCIO DO CONDE DE CASTELO MELHOR», daí a denominação que veio até aos nossos dias.
Na esquina norte da «RUA ORIENTAL DO PASSEIO PÚBLICO» funcionou em 1856/57 o «TEATRO DOS PAÍSES-BAIXOS», num barracão armado. No centro dos terrenos, a partir de 1845, foi montado o «CIRCO DE MADRID».
Igualmente na esquina da «RUA DOS CONDES», ficava o «TEATRO DA RUA DOS CONDES» inaugurado em 1765 e que findou em 1882.
Nesta quarteirão funcionou no século XX o "stand" da «GUERIN» (Comércio de Automóveis), mais tarde o «CENTRO COMERCIAL GUERIN». Na esquina da Avenida com o «LARGO DA ANUNCIADA», existe as instalações da «COMPANHIA DAS ÁGUAS DE LISBOA», hoje EPAL.
Com entrada pela «RUA DAS PORTAS DE SANTO ANTÃO» encontramos o «PÁTIO DO TRONCO», e no tempo deste Palácio existiu a «CADEIA MUNICIPAL DO TRONCO», local onde esteve detido o nosso poeta «LUÍS DE CAMÕES».
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(CONTINUA) - (PRÓXIMO) - «AVENIDA DA LIBERDADE [ VIII ] - PARQUE EDUARDO VII»





sábado, 25 de setembro de 2010

AVENIDA DA LIBERDADE [ VI ]

Avenida da Liberdade - (200_) Foto de Dias dos Reis (Um troço da Avenida da Liberdade) in DIAS DOS REIS
Avenida da Liberdade (2004) - Fotógrafo não identificado (Canteiro na Avenida da Liberdade) in SKYSCRAPERCITY

Avenida da Liberdade - (1959) Foto de Garcia Nunes (Avenida da Liberdade junto da Rua do Salitre) in AFML


Avenida da Liberdade - (1930 ou 1934) Foto de Ferreira da Cunha (Uma panorâmica da Avenida da Liberdade) in BIC LARANJA



Avenida da Liberdade - (1928)? Colecção de Ferreira da Cunha - (retirado do blogue «BIC LARANJA» de 24.06.2006) (Avenida da Liberdade naquela época, com cavaleiros e tipóias a utilizarem o lado esquerdo) in AFML




(CONTINUAÇÃO)
AVENIDA DA LIBERDADE [ VI ]
«A AVENIDA DA LIBERDADE (4)»
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Voltando à evolução da «AVENIDA DA LIBERDADE», foi naturalmente concebida como artéria de grande circulação, o que entristeceu muitos lisboetas na época, saudosos do simpático «PASSEIO PÚBLICO». E, em pouco tempo, o tráfego de barulhentas carruagens começou a dar lugar aos primeiros automóveis, ainda mais barulhentos e "diabólicos" para com o sossego dos peões.
Para compensar, foram construídas alamedas no meio da avenida, arborizadas, mas que ficavam muito aquém do conceito de "Parque". Com o correr dos tempos - e o alargamento das vias rodoviárias - a AVENIDA tornou-se menos cativante para o passeio dos alfacinhas, embora como cópia dos «BOULEVARDS» parisienses, a «AVENIDA DA LIBERDADE» não tenha perdido o seu deslumbramento.
Surgiram edifícios de traça «moderna», alegre e elaborada, contrastante com a sobriedade dos edifícios "POMBALINOS".
A «AVENIDA DA LIBERDADE» foi durante algumas décadas uma "montra" privilegiada para os mais arrojados arquitectos, qual "ex-libris" de um novo urbanismo de Lisboa.
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Cruzam ou desembocam na «AVENIDA» vários arruamentos.
Junto dos RESTAURADORES, no início da «AVENIDA» na parte Oeste, temos a «CALÇADA DA GLÓRIA» com o seu elevador inaugurado em 31 de Outubro de 1884. Na esquina desta calçada, já virada para a «AVENIDA» podemos observar o Café «PALADIUM», desde 17 de Novembro de 1932, tendo sido fundado por «TAVARES & FERREIRA». E o seu arquitecto «RAUL TOJAR».
Na parte Leste temos a «RUA DOS CONDES» assim como o «LARGO DA ANUNCIADA» (que comunica com a AVENIDA) de que falaremos mais à frente.
Seguem-se a «TRAVESSA DA GLÓRIA» e a «RUA DA CONCEIÇÃO DA GLÓRIA», a Oeste mais para cima está a rua de acesso à «PRAÇA DA ALEGRIA», e a «RUA DAS PRETAS» a Leste, comunicando entre si, cruzando a Avenida.
Segue-se a Oeste, a unem-se em nome e no terreno a «TRAVESSA DO SALITRE» (antiga Travessa das Vacas) e «RUA DO SALITRE»; espreita à direita, em desnível o que resta da antiga «TRAVESSA DA HORTA DA CERA» e mais à frente a «RUA JÚLIO CÉSAR MACHADO» (antiga Travessa do Moreira), na posição a Leste encontramos a «RUA MANUEL DE JESUS COELHO» fazendo esquina com o «TIVOLI».
Mais para cima vamos encontrar a zona mais moderna, surgindo as grandes ruas que atravessam a «AVENIDA» de lado a lado.
Primeiro a «RUA BARATA SALGUEIRO», depois a «RUA ALEXANDRE HERCULANO». No lado Oeste entre estas duas ruas existe uma rua que não atravessando a «AVENIDA» não deixa de merecer a nossa simpatia, trata-se da «RUA ROSA ARAÚJO» (o mentor da Avenida da Liberdade). E servindo como "terminus" natural da «AVENIDA» temos a «PRAÇA MARQUÊS DE POMBAL» com seu monumento ao «MARQUÊS».
Já depois da «AVENIDA» estar concluída e ajardinada, existiu no topo dos talhões no cruzamento com a «RUA ALEXANDRE HERCULANO», quatro estátuas que representavam a «EUROPA», a «ÁFRICA», a «ÁSIA» e a «OCEANIA», foram retiradas para dar lugar aos quatro escritores do século XIX.
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(CONTINUA)-(PRÓXIMO) - «AVENIDA DA LIBERDADE [VII]-PALÁCIO DOS CONDES DE ERICEIRA-(RUA DOS CONDES AO LARGO DA ANUNCIADA)»

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

AVENIDA DA LIBERDADE [ V ]

Avenida da Liberdade - (2006) - Fotógrafo não identificado (Um troço da Avenida da Liberdade) in MENDES E ROSA MARIA
Avenida da Liberdade - (ant. a 1960) - Produzida durante a actividade do Estúdio Mário Novais (1933-1983) Propriedade da Galeria da Biblioteca de Arte-Fundação Calouste Gulbenkian (Avenida da Liberdade cruzamento com a Rua Alexandre Herculano, na época em que os eléctricos atravessavam a Avenida) in FLICKR

Avenida da Liberdade - (s/d) Foto produzida durante a actividade do Estúdio Mário Novais (1933-1983) Propriedade da Galeria da Biblioteca de Arte-Fundação Calouste Gulbenkian (Avenida da Liberdade junto da RUA DO SALITRE ao fundo o Cinema São Jorge) in FLICKR


Avenida da Liberdade - (s/d) Fotografia produzida durante a actividade do Estúdio Mário Novais (1933-1983) Galeria da Biblioteca de Arte - Fundação Calouste Gulbenkian (Vista aérea de Lisboa, observando-se a Avenida da Liberdade) in FLIKR
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(CONTINUAÇÃO)
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AVENIDA DA LIBERDADE [ V ]
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«A AVENIDA DA LIBERDADE (3)»
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O projecto da «AVENIDA DA LIBERDADE» foi para a frente, graças à energia inquebrantável do Presidente da Câmara, o fontista ou regenerador: «JOSÉ GREGÓRIO ROSA ARAÚJO(1840-1893), que teve o cargo da edilidade, de 1878 a 1885, e nele arruinou considerável fortuna pessoal e a sua saúde.
«ROSA ARAÚJO» defendia a abertura de um largo «BOULEVARD» ou «AVENIDA» em LISBOA, o que veio a concretizar-se pelos anos de 1879-1886, tendo por isso de ser demolido o «PASSEIO PÚBLICO», que funcionava desde a «PRAÇA DOS RESTAURADORES» até à «PRAÇA DA ALEGRIA», sendo considerado na época o mais elegante jardim da cidade.
A Câmara teve grandes dificuldades nas expropriações efectuadas no rasgar da Avenida, cujos esforços foram compensados com o resultado final.
Em 24.07.1879 dava-se início às obras de demolição do «PASSEIO PÚBLICO» que nos últimos dias do ano de 1882 as suas grades começaram a ser arrancadas.
O projecto da «AVENIDA DA LIBERDADE» aprovado pela Câmara Municipal de Lisboa entre 1877 e 1879, retomou anteriores propostas urbanísticas que concebiam a «AVENIDA» como prolongamento do «PASSEIO PÚBLICO», mas com limite na futura «ROTUNDA DO MARQUÊS DE POMBAL».
Podemos concluir que o «PASSEIO PÚBLICO» constitui assim, a primeira pedra da «AVENIDA DA LIBERDADE», no sentido em que lhe apontou a direcção e virá a configurar planos que são os do primeiro troço da AVENIDA oitocentista até à «RUA DAS PRETAS».
A «AVENIDA DA LIBERDADE» deteve-se, porém, após um curso de 1276 metros de comprimento, tendo noventa metros de largura, numa rotunda distributiva de 200 metros de diâmetro, que será consagrada ao «MARQUÊS DE POMBAL», cujo centenário da sua morte se comemorou em 1882.
Esta «AVENIDA» inaugurada no ano de 1886, tal como outras ruas limítrofes que igualmente foram calcetadas e iluminadas.
A «AVENIDA DA LIBERDADE» corria paralelamente às ruas ocidentais que conhecemos, na direcção a «SÃO SEBASTIÃO», cortava a «PRAÇA DA ALEGRIA DE BAIXO» eliminando-a, o final da «RUA DO SALITRE», e ia gerar dois bairros novos. Um deles nasceu a poente , em terrenos do advogado e capitalista «BARATA SALGUEIRO».
Ao longo desta AVENIDA era, porém. necessário impor uma arquitectura condigna (o que levou tempo a fazer e nunca foi conseguido), apesar dos esforços dos anos finais de 80 e iniciais de novecentos, em meia dúzia de palacetes e prédios sumptuosos.
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(CONTINUA)-(PRÓXIMO) - «AVENIDA DA LIBERDADE [ VI ] - A AVENIDA DA LIBERDADE (4)»


domingo, 19 de setembro de 2010

200 000 (DUZENTOS MIL) - VISITANTES


Este BLOGUE atingiu o número de 200 000 (DUZENTOS MIL) de visitantes.


Ao atingir as duzentas mil visitas, o autor deste Blogue agradece a todos que o visitaram (a quem já considera simpatizantes das "RUAS DE LISBOA"), desejando muita saúde e prosperidades.
Obrigado
APS

sábado, 18 de setembro de 2010

AVENIDA DA LIBERDADE [ IV ]

Avenida da Liberdade - (19__) (Litografia a cores) (Restauradores no início da Avenida da Liberdade) in LISBOA DE FREDERICO RESSANO GARCIA(1874-1909)
Avenida da Liberdade - (1911) (Levantado e desenhado sob a orientação de "JÚLIO ANTÓNIO VIEIRA DA SILVA PINTO" - Área entre a "PRAÇA MARQUÊS DE POMBAL" e a "RUA FERREIRA À LAPA") in LISBOA DE FREDERICO RESSANO GARCIA(1874-1909)

Avenida da Liberdade - (1911) (Levantado e desenhado sob a direcção de "Júlio António Vieira da Silva Pinto"- Área entre a "RUA ALEXANDRE HERCULANO", "AVENIDA DA LIBERDADE" e "RUA DE S. JOSÉ". in LISBOA DE FREDERICO RESSANO GARCIA (1874-1909).


Avenida da Liberdade - (189_) (Planta de arborização da Avenida da Liberdade) in LISBOA DE FREDERICO GARCIA (1874-1909)
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(CONTINUAÇÃO)
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AVENIDA DA LIBERDADE [ IV ]
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«A AVENIDA DA LIBERDADE ( 2 )»
Quem hoje passa pela «AVENIDA DA LIBERDADE», normalmente muito apressado, ao volante de um carro, atento aos semáforos e aos outros condutores, preocupado em chegar o mais breve possível à «ROTUNDA DO MARQUÊS» ou aos «RESTAURADORES», entenderá que esta artéria faz parte dos "nossos encantos".
Igualmente se aplica a quem passe, fechado em qualquer transporte que leve gente de sobra. E nem se põe o problema aos que só percorrem aquele trajecto debaixo do chão, no Metropolitano.
No entanto, nenhuma RUA desta CAPITAL foi tão defendida por uns e odiada por outros, logo antes de nascer; nenhuma obteve depois tanta unanimidade; nenhuma desempenhou e desempenha um papel de «AVENIDA NOBRE» e de passeio obrigatório.
Faz aproximadamente 124 anos e cinco meses, eram convidados os alfacinhas e forasteiros a visitarem a inauguração de uma nova artéria da Capital.
A «AVENIDA DA LIBERDADE» era descrita na época, como um longo vale, mostrando-se ampla, larga, ligeiramente em declive, limitada a NORTE pelo futuro «PARQUE DA LIBERDADE» (mais tarde) «PARQUE EDUARDO VII» a SUL pelos «RESTAURADORES» e lateralmente pelas encostas ou colinas com algumas construções.
Esta «AVENIDA» contando então poucos anos de vida (foi inaugurada em 28 de Abril de 1886), tinha-se já tornado uma importante via de comunicação.
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O panorama oferecido na última década do século XIX, era aquele que muitos ainda conheceram: grande número de árvores, canteiros de verdura, ladeada de belas casas, algumas das quais com arquitectura caprichosa, formando o seu todo um dos mais atraentes e assíduos locais de passeio de LISBOA.
Desse conjunto de qualidade nasceu um hábito bem alfacinha e que se manteve enquanto o trânsito o permitiu: "fazer a Avenida".
Consistia esta tradição no passatempo inofensivo de subir e descer aquela artéria, a pé, a cavalo ou num elegante trem, transformando-se a «AVENIDA» em "picadeiro" humano ou em passagem de modelos. De Inverno, o movimento começava pelas três e meia da tarde, no Verão uma hora mais tarde, e em qualquer caso continuava até ao pôr do Sol.
Era o momento mais oportuno para se mostrarem as belas equipagens, as excelentes montadas ou, mais simplesmente, o último modelo das mais famosas modistas do CHIADO.
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(CONTINUA) - (PRÓXIMO) - «AVENIDA DA LIBERDADE [ V ] -A AVENIDA DA LIBERDADE (3)».