quarta-feira, 3 de novembro de 2010

AVENIDA DA LIBERDADE [ XVII ]

Avenida da Liberdade - (2005) Foto de APS (O DIÁRIO DE NOTÍCIAS na parte Norte da Avenida da Liberdade, é uma obra do arquitecto «PARDAL MONTEIRO» in ARQUIVO/APS
Avenida da Liberdade - (2007) Fotógrafo não identificado (Obra do Arquitecto "PORFIRIO PARDAL MONTEIRO" o "DN" na Avenida da Liberdade, prémio Valmor e Municipal de Arquitectura) in ULISSES

Avenida da Liberdade - (Ant. 1944) Foto de Fernando Martins Pozart (Edifício do Diário de Notícias, Prémio Valmor de 1948) in AFML

Avenida da Liberdade - (Post. 1940) - Estúdios Mário Novais (Avenida da Liberdade na parte Norte à esquerda podemos ver o Diário de Notícias) in AFML



(CONTINUAÇÃO)
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AVENIDA DA LIBERDADE [ XVII ]

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«O DIÁRIO DE NOTÍCIAS»

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Na parte de cima da «AVENIDA DA LIBERDADE», no lado direito de quem sobe, quase na esquina com a «PRAÇA DO MARQUÊS DE POMBAL», foi construído um vasto edifício (no final da década de trinta do século XX), para receber o jornal «DIÁRIO DE NOTÍCIAS», sob o traçado do Arquitecto «PARDAL MONTEIRO».

A 25 de Abril de 1940, foi inaugurado com uma grande festa a sede histórica do «DIÁRIO DE NOTÍCIAS», situado na «AVENIDA DE LIBERDADE» em Lisboa.

Em 29 de Dezembro de 1864 era publicado o primeiro número do "DN" que viria a tornar-se num dos principais jornais de referência em Portugal, cujo o preço de capa era de dez réis.
Foram fundadores deste jornal «EDUARDO COELHO» e «TOMÁS QUINTINO ANTUNES» que nas primeiras três décadas de vida do "DN" foram marcadas pela direcção do primeiro, jornalista e escritor, que seguiu uma estratégia de implementação e consolidação do jornal, praticando um jornalismo moderno, informativo e independente. «EDUARDO COELHO» introduziu dois novos géneros jornalísticos; o editorial e a grande reportagem.
Foi o primeiro jornal de venda ambulante nas RUAS DE LISBOA e ao fim de seis meses de publicação já tinha cerca de cem vendedores.
Em 1894 seria substituído por «ALFREDO CUNHA» que procurou também, impulsionar o "DN" captando novos colaboradores de qualidade como os escritores «RAMALHO ORTIGÃO», «EÇA DE QUEIRÓS» e «PINHEIRO CHAGAS».
Depois da «REPÚBLICA» e a época tumultuosa que se seguiu, em 1919 o "DN" passou a ser uma Sociedade Anónima (Empresa do Diário de Notícias), assumindo a direcção, «AUGUSTO DE CASTRO»
No ano de 1929 a «EMPRESA DO DIÁRIO DE NOTÍCIAS» é convertida na «Empresa Nacional de Publicidade, controlada pela «COMPANHIA INDUSTRIAL DE PORTUGAL» e pela «C.G.D.».
Com a criação do «ESTADO NOVO» em 1933 e a consolidação do poder de «SALAZAR», «AUGUSTO DE CASTRO» reassume a direcção do jornal em 1939.
Nos anos 40 do século XX, dá-se a transferência do jornal das suas antigas instalações na «RUA DO DIÁRIO DE NOTÍCIAS» (antiga rua dos Calafates) no "BAIRRO ALTO", para o novo edifício construído de raiz na «AVENIDA DA LIBERDADE», onde permanece a actual sede do jornal.
Esta prosperidade tem contudo um preço: sob uma forte censura, o "DN" segue a política de servilismo da ditadura.
Com a chegada de «MARCELO CAETANO» ao poder, em 1968, não alterou a censura que só seria desmantelada com a revolução de 1974.
No "caminhar" de todo este percurso, o "DN" já conheceu três séculos diferentes, seguiu políticas editoriais e gestões muito diversificadas, conheceu vários proprietários, incluindo empresas públicas e privadas.
O "DN" nesta altura pertence à «GLOBAL NOTÍCIAS», uma empresa do «GRUPO CONTROLINVESTE MEDIA».
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(CONTINUA) - (PRÓXIMO) - «AVENIDA DA LIBERDADE [ XVIII ]- O CINE TEATRO TIVOLI».

sábado, 30 de outubro de 2010

AVENIDA DA LIBERDADE [ XVI ]

Avenida da Liberdade - (2002) - Foto de Dias dos Reis (Estátua de Almeida Garrett na Avenida da Liberdade, escultura de BARATA FEYO) in DIAS DOS REIS
Avenida da Liberdade - (2008) - Fotógrafo não identificado (Estátua de Almeida Garrett na Avenida da Liberdade) in MARCAS DAS CIÊNCIAS E DAS TÉCNICAS

Avenida da Liberdade - (c. 1950) Foto de Horácio Novais (Estátua de Almeida Garrett na Avenida da Liberdade) in AFML
Avenida da Liberdade - (Post. 1950) Foto de Cláudio Madeira (Estátua de Almeida Garrett na Avenida da Liberdade) in AFML
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(CONTINUAÇÃO)
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AVENIDA DA LIBERDADE [ XVI ]
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«ESTATUÁRIA NA AVENIDA ( 7 ) - ALMEIDA GARRETT»
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A Estátua de «ALMEIDA GARRETT» foi esculpida em mármore está sobre plínto de pedra, com 2,88 metros executada por «SALVADOR BARATA FEYO», nos anos de 1945 e 1946.
Encontra-se localizada na «AVENIDA DA LIBERDADE» no cruzamento com a «RUA ALEXANDRE HERCULANO», fazendo parte das quatro estátuas que integram o conjunto dedicado a escritores do século XIX, e colocada no extremo de um dos talhões da «AVENIDA», tendo sido inaugurada em 27 de Maio de 1950.
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«ALMEIDA GARRETT», grande vulto da literatura portuguesa, deixou para a posteridade várias obras precursoras do romantismo em Portugal, onde se destacam «FREI LUÍS DE SOUSA» e «VIAGENS NA MINHA TERRA».
Oriundo do PORTO, foi estudar DIREITO para COIMBRA em 1816, em pleno auge das ideias liberais que o haviam de levar a exilar-se voluntariamente em INGLATERRA, aquando da «VILA-FRANCADA».
Só em 1826 regressou a Portugal, já com dois poemas publicados em FRANÇA, mas acabou por voltar a INGLATERRA devido à ascensão de «D. MIGUEL I» ao poder. Regressou definitivamente em 1836 ao seu país, depois de uma passagem por «BRUXELAS» como encarregado de negócios, dedicando-se de corpo e alma à Política a à literatura.
Aderiu moderadamente ao «SETEMBRISMO» e «PASSOS MANUEL» encarregou-o de restaurar o «TEATRO EM PORTUGAL».
É a «ALMEIDA GARRETT» que se deve a criação do «TEATRO NACIONAL DE D. MARIA II», pensado como teatro modelo, e foi no contexto de produção de peças dramáticas que pudessem ali ser representadas que surgiram as suas obras «UM AUTO DE GIL VICENTE» e «D. FILIPA DE VILHENA».
Segundo alguns analistas, estas mais não são do que obras preparatórias de «FREI LUÍS DE SOUSA», uma verdadeira tragédia cristã, por muitos considerada a sua obra-prima.
«ALMEIDA GARRETT» sempre rejeitou a classificação de "Romântico" mas foi com este epíteto que passou para a história. De acordo com alguns estudiosos do autor e da sua obra, o escritor procurou sempre conciliar os opostos, tentando conjugar a extroversão do seu eu profundo com a aparência de mundanidade.
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(CONTINUA) - (PRÓXIMO) - «AVENIDA DA LIBERDADE [ XVII ] - O DIÁRIO DE NOTÍCIAS»


quarta-feira, 27 de outubro de 2010

AVENIDA DA LIBERDADE [ XV ]

Avenida da Liberdade - (2005) Foto de APS (Estátua do Marquês de Pombal no final da Avenida da Liberdade) in ARQUIVO/APS
Avenida da Liberdade - (200_) Foto de MICK (Monumento ao Marquês de Pombal) in GOOGLE EARTH

Avenida da Liberdade - (2005) Foto de APS (A estátua do Marquês de Pombal vista da Avenida da Liberdade) in ARQUIVO/APS


Avenida da Liberdade - (01.05.1975) - Foto de APS ( A estátua do Marquês de Pombal vista da Avenida Fontes Pereira de Melo (antiga Avenida do Campo Grande), no dia feriado do trabalhador, comemorado em liberdade pela primeira vez) in ARQUIVO/APS

Avenida da Liberdade - ( 01.05.1975) - Foto de APS (Estátua do Marquês de Pombal no primeiro de Maio em liberdade) in ARQUIVO/APS


(CONTINUAÇÃO)
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AVENIDA DA LIBERDADE [ XV ]
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«ESTATUÁRIA NA AVENIDA ( 6 ) - MONUMENTO AO MARQUÊS DE POMBAL»
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«SEBASTIÃO JOSÉ DE CARVALHO E MELO», Marquês de Pombal e Conde de OEIRAS, foi primeiro Ministro de «D. JOSÉ I» no período de 1750 a 1777, sendo o grande responsável pela maior reconstrução de «LISBOA», após o terramoto de 1755.
Na «PRAÇA MARQUÊS DE POMBAL» antiga «ROTUNDA» na parte Norte da «AVENIDA DA LIBERDADE», existe estatuária bem conhecida por todos, que representa o «MARQUÊS».
A autoria pertence a «FRANCISCO SANTOS», «ADÃES BERMUDES» e «ANTÓNIO DO COUTO».
A altura total é de 40 metros e a figura de «SEBASTIÃO JOSÉ DE CARVALHO E MELO» tem 10 metros.
A sua construção demorou oito anos, entre o lançamento da primeira pedra em 13 de Maio de 1926 e a inauguração em 13 de Maio de 1934. O Monumento foi construído por subscrição pública.
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A base do «MONUMENTO» é rica em alegorias alusivas à acção do «MARQUÊS».
«LISBOA REEDIFICADA» é-nos representada por uma figura feminina olhando a «AVENIDA DA LIBERDADE».
A «PROA DA NAU» simboliza a renovação da «MARINHA MERCANTE».
A estátua de «MINERVA» representa a «REFORMA DO ENSINO», com uma frontaria no fundo (a UNIVERSIDADE).
A «AGRICULTURA» é representada por um grupo escultórico que inclui uma «JUNTA DE BOIS», um «HOMEM COM ARADO» e uma mulher carregando um «CESTO DE UVAS».
As «REDES» evocam as «PESCAS».
A «INDUSTRIA» é representada por um operário «SOPRANDO O VIDRO».
O «FUSTE» apresenta, nas quatro faces, inscrições sobre a obra do «MARQUÊS».
Na parte superior do «FUSTE», quatro medalhões com as figuras de: «MACHADO DE CASTRO», «D. LUÍS DA CUNHA», «EUGÉNIO DOS SANTOS» e «MANUEL DA MAIA».
O conjunto é encimado pela estátua do «MARQUÊS DE POMBAL» em bronze, que apoia a sua mão esquerda num leão, não para simbolizar o poder, mas, como na altura foi explicado, a FORÇA e a SERENIDADE.
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O «MARQUÊS DE POMBAL» é considerado por todos os especialistas uma das mais controversas e carismáticas figuras da HISTÓRIA PORTUGUESA, com um notável trabalho na área da emancipação económica do país, a par de um legado de despotismo e intolerância.
O «MARQUÊS» (designação popular que ainda hoje perdura e que o identifica), senhor de uma personalidade fortíssima foi um notável estadista, que deixou marca no século XVIII - um período de absolutismo régio, através de uma brutal política de concentração de poder.
O conturbado e controverso processo e posterior execução dos «TÁVORAS» inseriu-se nessa politica.
Na área económica, o «MARQUÊS DE POMBAL» teve como objectivo principal a recuperação e modernização da economia portuguesa, para dessa forma conseguir libertá-la da forte dependência face à economia Inglesa. Contribuindo também para a reforma na Universidade de Coimbra.
«SEBASTIÃO JOSÉ DE CARVALHO E MELO» nasceu em 1699 e depois de estudar em FRANÇA e LONDRES regressou a PORTUGAL, onde veio a casar com «D. TERESA DE NORONHA». E, desde logo numa manifestação de categórica afirmação pessoal, fê-lo após o rapto da noiva, dada a oposição da família «ALMADA» à união.
Depois do Terremoto de 1755, ocupou-se da reconstrução de «LISBOA» e soube rodear-se de reputados técnicos, como os Engenheiros «EUGÉNIO DOS SANTOS», «CARLOS MARDEL» e «REINALDO MANUEL DOS SANTOS».
Deste trabalho resultou, nomeadamente, o que é hoje conhecido como a «BAIXA POMBALINA», o coração e um dos "EX-LÍBRIS" da cidade de LISBOA.
Exilado por «D. MARIA I», logo que subiu ao trono após a morte de «D. JOSÉ I», e longe do centro político, «SEBASTIÃO JOSÉ DE CARVALHO E MELO» morreu em 1782, aos 83 anos.
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(CONTINUA) - (PRÓXIMO) - «AVENIDA DA LIBERDADE [ XVI ] - ESTATUÁRIA NA AVENIDA (7)-ALMEIDA GARRETT».


sábado, 23 de outubro de 2010

AVENIDA DA LIBERDADE [ XIV ]

Avenida da Liberdade - (2010) Foto de Arlindo Serra da Silva (Monumento aos Mortos da Grande Guerra na Avenida da Liberdade) in OLHARES
Avenida da Liberdade - (Post. 1931) (Monumento aos Mortos da Grande Guerra na Avenida da Liberdade, frente à Rua do Salitre. Escultor Maximiano Alves 1888-1954) in MARCAS DAS CIÊNCIAS

Avenida da Liberdade - (Post. 1931) (Monumento aos Mortos da Grande Guerra na Avenida da Liberdade, frente à rua do Salitre. Escultura de Maximiano Alves 1888-1954) in MARCAS DAS CIÊNCIAS

Avenida da Liberdade - (Post. 1931) Foto de Eduardo Portugal (Monumento aos Mortos da Grande Guerra na Avenida da Liberdade, escultura de Maximiano Alves e Arquitecto Rebelo de Andrade, inaugurada em 22 de Novembro de 1931) in AFML
Avenida da Liberdade - (Post. 1931) - Fotógrafo não identificado - (Monumento aos Mortos da Grande Guerra na Avenida da Liberdade) in AFML

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(CONTINUAÇÃO)
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AVENIDA DA LIBERDADE [ XIV ]
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«ESTATUÁRIA NA AVENIDA ( 5 ) - MONUMENTO AOS MORTOS DA GRANDE GUERRA»
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No aniversário da «BATALHA DE LA LYS» a 9 de Abril de 1920, surgiu a ideia de se erigir um monumento comemorativo aos heróis falecidos. Foi então constituída uma comissão para o efeito, presidida por «MAGALHÃES LIMA» (seguindo-se outras comissões), sendo a primeira pedra colocada pelo Presidente da República «DR. ANTÓNIO JOSÉ DE ALMEIDA», em 9 de Abril de 1923.
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Sensivelmente a meio da «AVENIDA DA LIBERDADE» e em frente à «RUA DO SALITRE», vamos encontrar um monumento vigoroso no seu conjunto o «MONUMENTO AOS MORTOS DA GRANDE GUERRA».
Obra do escultor «MAXIMIANO ALVES» (1888-1954) e do arquitecto «GUILHERME REBELO DE ANDRADE» (1891-1969), em homenagem aos soldados que tombaram em terras de «FRANÇA» durante a «PRIMEIRA GRANDE GUERRA MUNDIAL».
Lateralmente o esforço muscular emanado pelas figuras masculinas que compõem a base, dramatiza-se a vontade férrea em manter a «PÁTRIA» erguida e vitoriosa.
Nesse simbolismo, relaciona-se, em antítese, a figura feminina vertical a «PÁTRIA» vencedora e o «SOLDADO» meio ajoelhado, símbolo dialogante das dificuldades com que este combateu.
Sacrifício heróico com que os portugueses enfrentaram o ataque violento dos alemães às linhas dos Aliados, na guerra de 1914-1918, e o momento de homenagem perpetuado pela «PÁTRIA» coroando o «SOLDADO» de louros, onde está lapidada a frase de inscrição da peça: «AO SERVIÇO DA PÁTRIA, O ESFORÇO DA GREI».
Foi inaugurada a 22 de Novembro de 1931, numa inauguração imponente onde contou não só com a presença do CHEFE DO ESTADO, General «ÓSCAR CARMONA» como também a do Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, general «VICENTE DE FREITAS».
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(CONTINUA) - (PRÓXIMO) - «AVENIDA DA LIBERDADE [ XV ] - ESTATUÁRIA NA AVENIDA (6) - MONUMENTO AO MARQUÊS DE POMBAL»

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

AVENIDA DA LIBERDADE [ XIII ]

Avenida da Liberdade - (2008) Fotógrafo não identificado (Estátua de Alexandre Herculano na Avenida da Liberdade) in MARCAS DAS CIÊNCIAS E DAS TÉCNICAS
Avenida da Liberdade - (2008) Fotógrafo não identificado (Estátua de Alexandre Herculano na Avenida da Liberdade) in MARCAS DAS CIÊNCIAS E DAS TÉCNICAS

Avenida da Liberdade - (1950) Foto de Horácio Novais (Estátua de Alexandre Herculano na Avenida da Liberdade) in AFML
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(CONTINUAÇÃO)
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AVENIDA DA LIBERDADE [ XIII ]
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«ESTATUÁRIA NA AVENIDA ( 4 ) - ALEXANDRE HERCULANO»
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Estátua de mármore sobre plínto de pedra circular, com 2,88 metros de altura, executado por «SALVADOR BARATA FEYO», nos anos de 1945 e 1946.
Está localizado no cruzamento da rua com o mesmo nome e a «AVENIDA DA LIBERDADE», fazendo parte das quatro estátuas que integram o conjunto dedicado a escritores do século XIX, e apontam os extremos dos talhões desta AVENIDA. Foi inaugurada em 27 de Maio de 1950.
Escritor e historiador, «ALEXANDRE HERCULANO» (1810-1877) iniciou as suas primeiras produções literárias em 1828 com a tradução do poema "Semana Santa" de «SCHILLER».
Liberal, foi segundo bibliotecário da «BIBLIOTECA PÚBLICA DO PORTO» em 1834, após uma participação corajosa na GUERRA CIVIL entre LIBERAIS e ABSOLUTISTAS na qual se assumiu como cartista.
Dois anos depois, renunciou ao cargo e foi para LISBOA, para não ter que jurar a Constituição. Na capital, publicou um panfleto poético contra o novo LIBERALISMO.
Em 1839, «D. FERNANDO» (Regente do reino de 1853 a 1855) marido de «D. MARIA II», designou-o director da «BIBLIOTECA REAL DA AJUDA» e foi nesse cargo que desenvolveu os seus estudos históricos.
Paralelamente, à sua carreira como historiador, empenhou-se na actividade jornalista, através do jornal «PANORAMA» e integrou um grupo político "CARTISTA-REFORMISTA" que o levou em 1840 a tomar parte nos trabalhos da CÂMARA DE DEPUTADOS.
Os seus primeiros estudos sobre a história portuguesa datam dessa altura «CARTAS SOBRE HISTÓRIA DE PORTUGAL», e em 1846 publicou o primeiro volume da sua «HISTÓRIA DE PORTUGAL».
HERCULANO regressa à política três anos depois, para se insurgir contra a lei da Imprensa de «COSTA CABRAL», encarada na altura como uma verdadeira "LEI DA ROLHA", e colaborou com «SALDANHA» na REGENERAÇÃO. Mais tarde, publica artigos contra a REGENERAÇÃO, por entender que o seu programa de melhorias materiais não era suficiente para promover prosperidade.
As suas ideias foram mais tarde utilizadas pelos republicanos, depois de o autor as ter reunido em Dez volumes de «OPÚSCULOS», tarefa a que se dedicou a partir de 1873, no seu retiro de «VALE DE LOBOS».
Na obra literária de «ALEXANDRE HERCULANO» o romancismo impera, assumindo desde os 26 anos a atitude de um profeta, individualista, como é patente em «EURICO, O PRESBÍTERO».
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(CONTINUA) - (PRÓXIMO) - «AVENIDA DA LIBERDADE [ XIV ] - ESTATUÁRIA NA AVENIDA (5) - MONUMENTO AOS MORTOS DA GRANDE GUERRA»


sábado, 16 de outubro de 2010

AVENIDA DA LIBERDADE [ XII ]

Avenida da Liberdade - (195_) Foto de Claúdio Madeira (Estátua de Oliveira Martins na Avenida da Liberdade) in AFML
Avenida da Liberdade - (1968) Foto de Armando Serôdio (Estátua de Oliveira Martins na Avenida da Liberdade) in AFML

Avenida da Liberdade - (1952) Fotógrafo não identificado (Inauguração da estátua de Oliveira Martins na Avenida da Liberdade) in AFML


Avenida da Liberdade - (s/d) Foto de Eduardo Portugal (Retrato de Oliveira Martins) in AFML
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(CONTINUAÇÃO)
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AVENIDA DA LIBERDADE [ XII ]
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«ESTATUÁRIA NA AVENIDA ( 3 ) - OLIVEIRA MARTINS»
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A estátua de «OLIVEIRA MARTINS» está localizada na «AVENIDA DA LIBERDADE» no cruzamento com a «RUA ALEXANDRE HERCULANO».
Executada por «LEOPOLDO DE ALMEIDA» em 1948, esta estátua de mármore com plínto de pedra, foi inaugurada a 27 de Maio de 1952, por iniciativa da Câmara Municipal de Lisboa. Integra igualmente uma das figuras do conjunto de escritores do século XIX, existentes no extremo dos talhões da «AVENIDA DA LIBERDADE».
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«JOAQUIM PEDRO OLIVEIRA MARTINS» (1845-1894) figura do século XIX, historiador, economista, antropólogo, crítico social, político e escritor, autor de uma «HISTÓRIA DE PORTUGAL», nasceu em Lisboa, a 30 de Abril de 1845 e faleceu também em Lisboa a 24 de Agosto de 1894.
Órfão de pai, cedo teve de abandonar os estudos e empregar-se no comércio.
Director e Administrador de empresas, foi também deputado e Ministro da Fazenda e é considerado um dos mais preponderantes elementos do grupo dos "VENCIDOS DA VIDA" e um dos principais animadores da "GERAÇÃO DE 70".
A sua acção e os seus trabalhos suscitaram controvérsia e influenciaram o seu tempo, mas mais que isso, marcaram também a vida política portuguesa contemporânea.
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Foi em 1879 que se deu uma inflexão no seu percurso intelectual, com o início da publicação da «BIBLIOTECA DAS CIÊNCIAS SOCIAIS», de sua autoria.
História, demografia, mitos religiosos, economia e finanças foram temas que a colecção pretendeu abordar. Este empreendimento ficou marcado pelo autodidactismo de «OLIVEIRA MARTINS». Uma das características indissolúveis do percurso do próprio historiador.
A historiografia e o pensamento social e político que deixou, ainda hoje, geram interpretações diversas, o que não espanta já que «OLIVEIRA MARTINS» foi sempre avesso aos rótulos que lhe tentaram colocar.
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(CONTINUA) - (PRÓXIMO) - «AVENIDA DA LIBERDADE [ XIII ] - ALEXANDRE HERCULANO».

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

AVENIDA DA LIBERDADE [ XI ]

Avenida da Liberdade - (Post. 1959) Foto de Luís Filipe de Aboim Pereira (Estátua de António Feliciano de Castilho na Avenida da Liberdade, inaugurada em 1952) in AFML
Avenida da Liberdade - (Post. 1952) Foto de Cláudio Madeira (Estátua de António Feliciano de Castilho na Avenida da Liberdade) in AFML

Avenida da Liberdade - (1952) - Fotógrafo não identificado (Estátua de António Feliciano de Castilho na Avenida da Liberdade) in AFML

Avenida da Liberdade - (Entre 1900 e 1945) Foto de José Artur Leitão Bácio - Gravura - (António Feliciano de Castilho) in AFML


(CONTINUAÇÃO)
AVENIDA DA LIBERDADE [ XI ]
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«ESTATUÁRIA NA AVENIDA (2) - ANTÓNIO FELICIANO DE CASTILHO»
Estátua de mármore sobre plinto de pedra, com 2,88 metros, foi executada pelo mestre «LEOPOLDO DE ALMEIDA» em 1948.
A estátua do poeta ultra-romântico de nome «ANTÓNIO FELICIANO DE CASTILHO» está situada na «AVENIDA DA LIBERDADE» no cruzamento com a «RUA ALEXANDRE HERCULANO», foi inaugurada em 27 de Maio de 1950, fazendo parte das quatro estátuas que integram o conjunto dedicado a escritores do século XIX, e apontam os extremos dos talhões desta avenida.
«ANTÓNIO FELICIANO DE CASTILHO (1800-1875)» ficou conhecido pela polémica que manteve com «ANTERO DE QUENTAL» e a corrente realista, a propósito dos cânones da literatura:
A formação de «CASTILHO» foi inspirada pelos clássicos, talvez devido à influência do seu irmão «AUGUSTO», pároco em «CASTANHEIRA DO VOUGA», e foi a beleza formal, o ritmo e a cadência das palavras, que lhe prendeu a atenção.
Os seus poemas «A NOITE DO CASTELO» e «OS CIÚMES DO BARDO», publicados em 1836 e 1838, contêm todos os ingredientes do "ultra-romantismo", como sejam o mistério, o ambiente feudal, a vingança violenta, o ciúme, o amor fatídico, a morte.
A sua actividade de tradutor, porém, mereceu louvores, quer pela fidelidade aos originais, quer pela linguagem usada na tradução. Se a tradução parece ter sido o seu melhor oficio, foi porém na literatura que conheceu êxito, tornando-se já em fim de carreira, no mestre da literatura oficial.
Foi nomeado para cargos estatais, exerceu aquilo que foi considerada uma "tirânica" influência na produção literária do seu tempo, apadrinhando apenas os escritores que partilhavam das suas opções altamente conservadoras.
Foi precisamente contra o seu magistério e as suas ideias que «ANTERO DE QUENTAL» e os seus companheiros de COIMBRA mantiveram a mais célebre polémica literária do nosso país, que ficou registada para a história como "A QUESTÃO COIMBRÃ".
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(CONTINUA) - (PRÓXIMO) - «AVENIDA DA LIBERDADE [ XII ] - ESTATUÁRIA NA AVENIDA ( 3 ) - OLIVEIRA MARTINS»