Rua Barros Queirós - (2009) Fotógrafo não identificado (Um troço da Rua Barros Queirós no seu lado poente) in STOCKPHOTOPRORUA BARROS QUEIRÓS [ I ]
«A RUA BARROS QUEIRÓS»
A «RUA BARROS QUEIRÓS» pertence à freguesia de «SANTA JUSTA». Começa na «RUA DA PALMA» no número um e termina no «LARGO DE SÃO DOMINGOS» no número vinte e um.
Tinha como designação anterior «TRAVESSA DE SÃO DOMINGOS» e por Edital de 21 de Junho de 1926 o topónimo foi alterado passando a designar-se «RUA BARROS QUEIRÓS», para homenagear «TOMÉ JOSÉ DE BARROS QUEIRÓS». A atribuição deste topónimo foi ainda acrescentada com uma legenda de «Ilustre cidadão, vereador da 1ª Câmara Municipal Republicana de Lisboa - 1926».
A «Comissão Municipal de Toponímia» em 19 de Maio de 1950, dá o parecer favorável para serem suprimidos os dizeres da legenda na placa toponímica, ficando só o nome que hoje existe. A troca de «TRAVESSA DE S. DOMINGOS» por «RUA DE BARROS QUEIRÓS» deve-se ao facto de durante a 1ª República se ter verificado acabar com a influência que a religião e a monarquia, tinham na vida quotidiana do povo. Assim, o novo regime alterou a denominação das ruas, praças, largos, por outros relacionados com a «REPÚBLICA».
É extremamente curiosa a figura do político e homem dos jornais que deu nome à popular artéria que liga o «LARGO DE SÃO DOMINGOS» à «RUA DA PALMA» e que eventualmente terá sido a primeira rua da cidade de Lisboa, a ser exclusivamente destinada aos peões. "Curioso" é o adjectivo mínimo que se pode qualificar um homem que foi especialista em problemas financeiros, começa a sua vida como caixeiro, foi dono da casa de candeeiros que ficou longos anos na esquina desta Rua, que hoje tem o seu nome e liga com o «LARGO DE SÃO DOMINGOS», chegou a presidente do Ministério e, no dia seguinte à sua saída do Governo, lá estava ele de novo a vender ao balcão na sua loja. (Outros tempos!)
Diz-nos o mestre «NORBERTO DE ARAÚJO» que: "Junto ao templo Dominicano, assentava, crê-se que já antes de se erguer o Convento, a pequenina ermida de «Nª. Senhora da Purificação» ou da «ESCADA», de grande nomeada na Lisboa velha; o seu lugar era onde está a «CASA DOS CANDEEIROS», que foi de «TOMÉ DE BARROS QUEIRÓS», bom cidadão de Lisboa, e que em 1890 a tomou a «MANUEL JOAQUIM DE OLIVEIRA», que a tinha fundado em 1870».
(CONTINUA) - (PRÓXIMO) - «RUA BARROS QUEIRÓS [ II ] - CONVENTO E IGREJA DE S. DOMINGOS (1)».
















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