quarta-feira, 30 de maio de 2012

RUA VÍTOR CORDON [ XIX ]

 Rua Vítor Cordon - (2012) - (Cruzamento da "RUA SERPA PINTO" com a "RUA VÍTOR CORDON" local onde se deu o tiroteio que vitimou o "VISCONDE DA RIBEIRA BRAVA", bisavô paterno de "D.ISABEL de HERÉDIA" esposa de "D. DUARTE PIO", DUQUE DE BRAGANÇA. in GOOGLE EARTH
 Rua Vítor Cordon - (2007) - (Panorama da "RIBEIRA BRAVA" na "ILHA DA MADEIRA") in SKYSCRAPERCITY
 Rua Vítor Cordon - (1905) - Gravura (Os tumultos na última sessão no Parlamento em 09.09.1905, publicado na "Ilustração Portuguesa" número 98 de 18 de Setembro de 1905) in ALMANAQUE REPÚBLICANO
 Rua Vítor Cordon - (Início do século XX) foto de autor não identificado (O "VISCONDE DA RIBEIRA BRAVA" Francisco Correia de Herédia) in MUNICÍPIO DA VIDIGUEIRA
Rua Vítor Cordon - (Início do século XX) ("FRANCISCO CORREIA DE HERÉDIA" "Visconde de Ribeira Brava") in WIKIPÉDIA

(CONTINUAÇÃO) - RUA VÍTOR CORDON [ XIX]

«O VISCONDE DE RIBEIRA BRAVA»

«FRANCISCO CORREIA DE HERÉDIA» foi o único «VISCONDE DA RIBEIRA BRAVA» nasceu na «RIBEIRA BRAVA», «ILHA DA MADEIRA», a 2 de Abril de 1852 e faleceu em Lisboa vítima de um tiroteio. Filho do Conselheiro «ANTÓNIO CORREIA DE HERÉDIA», descendente de uma ilustre família espanhola fixada naquela ilha, e de sua mãe, «D. ANA BETTENCOURT DE HERÉDIA».
Fidalgo-Cavaleiro da CASA REAL, diplomado com o "CURSO SUPERIOR DE LETRAS", foi Governador Civil dos distritos de BEJA, BRAGANÇA e LISBOA, deputado da  Nação (tanto no tempo da Monarquia como na República), notável desportista, proprietário e agricultor na «ILHA DA MADEIRA».
Teve uma agitada carreira política, tendo militado activamente no «PARTIDO PROGRESSISTA», até ao estabelecimento da dissidência chefiada pelo conselheiro «JOSÉ MARIA DE ALPOIM», que acompanhou. Estabelecidas ligações entre esse grupo dissidente e os «REPUBLICANOS», para o combate ao Governo de «JOÃO FRANCO», tomou parte em todos os momentos de carácter revolucionário desse agitado período. Implantada a REPÚBLICA, filiou-se no «PARTIDO REPUBLICANO PORTUGUÊS», chefiado por «AFONSO COSTA» a quem muito admirava, e deixou de usar o seu título nobiliárquico, passando a agrafar o seu nome como «FRANCISCO CORREIA DE HERÉDIA RIBEIRA BRAVA».
Evoca-se um episódio triste, aquando do "estado de sítio" decretado pelo governo e o partido ao qual pertencia ser objecto de perseguição política, no dia 16 de Outubro de 1918, quando com outros presos numa coluna que ia ser transportada do edifício do GOVERNO CIVIL para a estação dos Caminhos-de-Ferro no «CAIS DO SODRÉ», foi vítima de um tiroteio no cruzamento da «RUA SERPA PINTO» com a «RUA VÍTOR CORDON» tendo sido alvejado e falecido.
O acontecimento do seu falecimento ocorreu durante o Governo de  «SIDÓNIO PAIS» e constituiu um grande "golpe" para a imagem desse governante.
A curiosidade deste facto (além de ter ocorrido na "RUA VÍTOR CORDON") será também a coincidência de o «VISCONDE DA RIBEIRA BRAVA» ser trisavô paterno de «D. ISABEL DE HERÉDIA» esposa de «D. DUARTE PIO» o «DUQUE DE BRAGANÇA», já retratado neste blogue, quando nos referimos à «RUA DOS DUQUES DE BRAGANÇA», localizado quase no final da «RUA VÍTOR CORDON».
O título de «VISCONDE» foi-lhe concedido por Decreto de 04.05.1871 pelo rei «D- LUÍS I».
Existiu no final da actual «RUA DE SERPA PINTO» um troço dessa mesma rua, com o nome de: «RUA 16 DE OUTUBRO» que por decisão camarária em 12.08-1937, foi incorporada na «RUA SERPA PINTO». [FINAL]

BIBLIOGRAFIA

- A Cerca Fernandina de Lisboa - Augusto Vieira da Silva - Volume II-2ªED. - CML- 1987 - LISBOA.
- As Freguesias de Lisboa - Augusto Vieira da Silva - Publicações Culturais da CML - 1943.
- Dicionário da História de Lisboa - Francisco Santana e Eduardo Sucena -1994 - Sacavém.
- Dicionário Ilustrado da História de Portugal - Coord. de José Costa Pereira - Pub. Alfa - 1986
- História de Portugal - José Matoso - Vol. V - C. Leitores- 1993 - Lisboa
- Lisboa Antiga (Bairros Orientais) de Júlio Castilho- VOL. VIII- 2ª Ed. - 1937-CML- LISBOA.
- Lisboa Antiga e Lisboa Moderna de Angelina Vidal - Vega- 2ª Ed. 1994.
- Lisboa de Lés a Lés de Luís Pastor de Macedo - Vol. II 2ª Ed. - CML - 1960 - LISBOA.
- Lisboa em 1551 - SUMÁRIO de Cristóvão Rodrigues de Oliveira - Livros Horizonte-1987 - Lisboa.
- Nobreza de Portugal e do Brasil - Ed. Enciclopédia, Lda. -Lisboa- 1961- Vol. III.
- Nova Enciclopédia Larouse - Circulo de Leitores - Vol- 11 e 22 -1997 e 1999 - Lisboa.
- O Ultimato Inglês - Nuno Severino Teixeira - Alfa - 1990 - Lisboa
- Rádio & Televisão - Revista semanal - Empresa do "Jornal do Comércio", S.A-R-L-Número especial dedicado ao Ultramar - Dezembro de 1965 - Lisboa.

INTERNET


(PRÓXIMO) -«AV. D. CARLOS I [ I ] -A AVENIDA D. CARLOS I»
  

sábado, 26 de maio de 2012

RUA VÍTOR CORDON [ XVIII ]

 Rua Vítor Cordon - (1963) - ("CORO e ORQUESTRA da FNAT" em actuação num dos "SERÕES PARA TRABALHADORES") in ARQUIVO/APS
 Rua Vítor Cordon - (1964) - (BAR da FNAT anexo ao refeitório na "Rua Vítor Cordon", alguns elementos da Coro) in ARQUIVO/APS
 Rua Vítor Cordon - (1964) - (Bar da FNAT anexo ao refeitório na "Rua Vítor Cordon" onde, depois do almoço, podíamos jogar uma partida de "DAMAS" ou "XADREZ") in ARQUIVO/APS 
 Rua Vítor Cordon - (1964) - ("Duarte Pestana e esposa" no almoço em homenagem ao maestro que o Coro e a Orquestra lhe proporcionaram, no 1º andar da "Rua Vítor Cordon") in ARQUIVO/APS
 Rua Vítor Cordon - (1963) - (Refeitório da FNAT na "RUA VÍTOR CORDON" um almoço de confraternização do Coro) in ARQUIVO/APS
Rua Vítor Cordon - (1962) - (Programa de um "SERÃO CULTURAL e RECREATIVO" dedicado ao "GRUPO DESPORTIVO DOS MÓVEIS OLAIO", em "S. JOÃO DA TALHA") in ARQUIVO/APS

(CONTINUAÇÃO) - RUA VÍTOR CORDON [ XVIII ]

«DUARTE PESTANA - CORO E ORQUESTRA DA FNAT ( 2 )»

Na continuação  da entrevista, relacionado com o Coro, perguntava o entrevistador:
- O coro não canta composições suas?
- Pouca coisa e, se me é lícito mencionar algumas, só o farei em relação ao «ABRAÇO A PORTUGAL», fantasia popular na qual pretendi dar um "cheirinho" das características musicais de cada província do Continente e Ultramar. De resto, o tempo de que disponho para «arranjos» todo o reportório do coro  e orquestra em versões especiais por não existirem conjuntos similares entre nós, não me permite dedicar melhor atenção aos meus originais. Vale-me ainda, a boa colaboração de alguns elementos do coro, que muito me ajudam com as suas adaptações de «letras», sendo para agradecer em especial a «ILDA BELO», «HELDER PADESCA» e «MANUEL ANTÓNIO GODINHO DE OLIVEIRA».
- Tem encontrado sempre boa aceitação por parte do público?
- Não tenho razões de queixa e, ainda que fosse menos feliz nesse aspecto,  nem por isso me lamentaria do esforço despendido para oferecer audições que possam, de algum modo, contribuir para a divulgação da boa música.
- Pode sintetizar quais os fins a que se destinam os Serões?
- Usando uma frase típica da FNAT, direi apenas que a intenção é preencher os tempos livres dos trabalhadores.
- Quais as suas recordações mais agradáveis?
- Posso considerar-me feliz nesse aspecto por ter muitas e gratas recordações, mas posso salientar: o êxito da nossa actuação ao «Milésimo Serão para Trabalhadores» ao qual terão assistido as mais altas dignidades, o espectáculo que efectuámos ao ar livre junto à ponte da Portela em COIMBRA, com uma assistência avaliada em cerca de vinte mil espectadores, a inesperada homenagem que  os meus queridos amigos do Coro e da Orquestra me prestaram recentemente.
- Conta então com boas amizades no elenco?
- Não tenho dúvida a esse respeito e nada me poderia ser mais grato, até porque aprecio muito particularmente essa maravilhosa palavra que é a amizade e, talvez por isso mesmo, eu a todos estimo também como se fossem da minha família.
- Quais os seus projectos futuros?
- Se a saúde o permitir e o apoio dos meus superiores não me faltar, procurarei prosseguir com todo o entusiasmo e com a firme vontade de elevar sempre e cada vez mais, o nível do «CONJUNTO CORAL E ORQUESTRA» para que, afinal, se possam realizar bons «SERÕES», já que são esse os desejos e os propósitos da FNAT.

SINOPSE DA BIOGRAFIA DO MAESTRO "DUARTE FERREIRA PESTANA"
«DUARTE FERREIRA PESTANA» nasceu a 21 de Fevereiro de 1911 em "TÕES", pequena freguesia do Concelho de ARMAMAR, distrito de VISEU. Toda a paixão pela música que o pai possuía foi herdada pelos filhos. Aos 7 anos já tocava na filarmónica local,  e aos 14, matriculou-se no «CONSERVATÓRIO DE MÚSICA DO PORTO», onde sempre obteve altas classificações nas várias disciplinas. Aos 16, assentou praça voluntariamente como aprendiz de música na «BANDA DA GUARDA NACIONAL REPUBLICANA DO PORTO» e, mais tarde (1935) foi convidado a preencher um dos principais lugares de solista na BANDA da mesma Corporação de LISBOA, função que desempenhou durante 22 anos, tendo pedido a sua aposentação no posto de subchefe.
Fez parte de várias orquestras sinfónicas e de Ópera. Dirigiu várias orquestras ligeiras e, dirigiu o «CORO e a ORQUESTRA da FNAT». Da sua actividade de compositor, podemos citar várias fantasias; «UVAS DO DOURO», «ARCO ÍRIS», «PAISAGEM RIBATEJANA» e «FADO SEM PALAVRAS», tendo-se ainda dedicado a música para cinema, teatro e bailado, além de inúmeras composições ligeiras.
«DUARTE PESTANA» desde 1957 à frente do «CORO E ORQUESTRA DA FNAT», muito contribuiu para o constante interesse dos desejados «SERÕES PARA TRABALHADORES». A sua morte ocorreu em 3 de Dezembro de 1974.

Explicação complementar: Os ensaios tanto do «CORO» como da «ORQUESTRA» eram efectuados na «RUA VÍTOR CORDON» número um, no primeiro andar, antigo palácio dos Condes de VILA FRANCA, depois Condes de RIBEIRA GRANDE.

(CONTINUA) - (PRÓXIMO) -«RUA VÍTOR CORDON -VISCONDE DA RIBEIRA BRAVA»      

quarta-feira, 23 de maio de 2012

RUA VÍTOR CORDON [ XVII ]

 Rua Vítor Cordon - (1963) -(Actuação do "CORO E ORQUESTRA DA FNAT" num serão para trabalhadores)  in ARQUIVO/APS
 Rua Vítor Cordon - (Dezº de 1964) (Entrada das antigas instalações da FNAT na "Rua Vítor Cordon". Elementos do Coro e Orquestra, no dia de homenagem ao maestro "DUARTE PESTANA") in ARQUIVO/APS
 Rua Vítor Cordon - (1965) -(Almoço de confraternização do Coro e seu maestro "Duarte Pestana", no "SOLAR DA HERMÍNIA" em Benavente) in ARQUIVO/APS
 Rua Vítor Cordon - (1963) (O maestro "DUARTE PESTANA" numa actuação com o coro menor no SARDOAL) in ARQUIVO/APS
 Rua Vítor Cordon - (1963) - (Uma deslocação do Coro da FNAT à "Vila de Sesimbra") in ARQUIVO/APS
 Rua Vítor Cordon - (1960) (Artistas convidados o Coro e Orquestra da FNAT, num deslocação a VILA REAL para um espectáculo de "Serões para Trabalhadores") in ARQUIVO/APS
Rua Vítor Cordon - (1959) - (Cartão de identificação de um elemento do Coro da FNAT e sua especialidade) in ARQUIVO/APS

(CONTINUAÇÃO) - RUA VÍTOR CORDON [ XVII ]

«DUARTE PESTANA - CORO E ORQUESTRA DA FNAT (1 )»

Na vertente cultural e recreativa da FNAT, vamos aqui reproduzir parte de uma entrevista realizada por mim ao Maestro «DUARTE PESTANA» (regente do Coro e Orquestra da FNAT), publicada na revista «RÁDIO & TELEVISÃO» no ano de 1965.

- À quantos anos existe o Coro da FNAT?
- Não tenho elementos para dar uma resposta exacta, mas não andarei longe da verdade, se lhe disser que o coro nasceu praticamente, com o início dos «SERÕES PARA TRABALHADORES», ultrapassando, assim, as duas dezenas de anos.
- Desde quando exerce as suas funções?
- Oficialmente, desde 1 de Junho de 1957, mas já antes tinha dirigido o CORO por motivo de doença do meu antecessor, maestro «DIAS POMBO».
- Quantos elementos tem o CORO?
- Quarenta efectivos e mais alguns suplentes os quais vão ingressando no quadro à medida que as oportunidades se apresentam e que o rendimento de cada um se julga capaz.
- Qual a sua norma de trabalho?
- Normalmente fazemos 3 ensaios por semana (segundas, quartas e sextas das 19 às 20 horas) e mais os necessários com a orquestra, quando temos actuações públicas.
- O coro tem elementos profissionais?
- Todos os elementos são puros amadores, inclusive alguns solistas.
- Solistas?
- Sim, o Coro sempre teve solistas e, pela minha parte, tudo faço para estimular gente nova com probabilidades. Presentemente, actuam como solistas, os seguintes elementos: ILDA BELO; CACILDA SOBREIRA; MARIA ADELAIDE; LISETE MARQUES; LUÍS SANTOS; MÁRIO OCHOA; ERNESTO CARDOSO; JOSÉ FONSECA; PAULO AMORIM e JOSÉ SARAIVA. Outros aguardam a sua oportunidade.
- Mas sabemos que também colaboram profissionais nos «SERÕES PARA TRABALHADORES».
- Efectivamente, posso até dizer que tem passado pelos nossos programas e neles frequentemente incluídos, os nomes de maior projecção do canto, da canção,  do fado e de outros géneros compatíveis, como sejam: CRISTINA MARIA; MARIA DE LURDES RESENDE; MARIA CLARA; SIMONE DE OLIVEIRA; MADALENA IGLÉSIAS; MARA ABRANTES; ALICE AMARO; GINA MARIA; MARIA MARISE; MARIA DA GRAÇA; GUILHERME KJÖLNER; HUGO CASAIS; ÁLVARO MALTA; ARMANDO GUERREIRO; ARTUR GARCIA; RUI DE MASCARENHAS; ANTÓNIO CALVÁRIO; DOMINGOS MARQUES; TONY DE MATOS; JOÃO MARIA TUDELA; FRANCISCO EGIDIO; MAX; TRISTÃO DA SILVA; LUÍS HORTA; RAUL SOLNADO; JOÃO VILLARET; MANUEL LERENO; LURDES NORBERTO; AMÁLIA RODRIGUES; FERNANDA MARIA; ADA DE CASTRO; NATÉRCIA DA CONCEIÇÃO; MANUEL FERNANDES, etc. etc.
- Como escolhe o reportório do Coro?
- Dentro de uma orientação especifica eu procuro temperar os programas (CULTURAIS E RECREATIVOS) por forma a não maçar uns, nem descontentar outros e é desse modo que, a par de canções folclóricas como «TIA ANICA DE LOULÉ», «OS OLHOS DE MARIANITA», a «CANINHA VERDE» e «RAPSÓDIAS POPULARES», o Coro interpreta, também, obras de consagrados compositores como por exemplo: «DANÇAS GUERREIRAS», da ópera "PRÍNCIPE IGOR" ; «ABERTURA SOLENE - 1812», de TSCHAIKOWSKY;  «CONCERTO DE VARSÓVIA», de R. ADDINSELL; «DANÇA RITUAL DO FOGO» de MANUEL FALLA; «GRANDE MARCHA» da ópera AIDA de VERDI;  «CORO DOS PEREGRINOS» da ópera TANNHÄUSER de R. WAGNER; «CORO DOS ESCRAVOS» da ópera «FAUSTO» de GOUND; «CORO DOS MARINHEIROS» da ópera MADAME BUTERFLY de PUCCINI; «NUM MERCADO PERSA» de KETELBEY; «FANDANGO» da 1ª suite Alentejana de LUÍS DE FREITAS BRANCO; «1º SUITE PORTUGUESA» de RUY COELHO, etc. etc.

(CONTINUA) - (PRÓXIMO) - «RUA VÍTOR CORDON [ XVIII ] -DUARTE PESTANA-CORO E ORQUESTRA DA FNAT (2)».    

sábado, 19 de maio de 2012

RUA VÍTOR CORDON [ XVI ]

 Rua Vítor Cordon, 1 - (2009) Foto de autor não identificado (Antigo Palácio dos "Câmaras" na "Rua Vítor Cordon", no r/c existia o refeitório e cozinha da FNAT, no 1º andar ensaiavam o Coro e Orquestra) in SKYSCRAPERCITY 
 Rua Vítor Cordon - (2011) Foto de autor não identificado (Antigo "Palácio Camarido", actual instalações da INATEL (antes FNAT),na "Calçada de Santana número 180) in MARCAS DAS CIÊNCIAS
 Rua Vítor Cordon - (2006) - Foto de Dias dos Reis ("Teatro da Trindade" risco do arquitecto "Miguel Evaristo de Lima Pinto", desde 1916 propriedade da ex-FNAT, hoje INATEL) in DIAS DOS REIS
 Rua Vítor Cordon - (Anos 50 do séc.XX) Foto de Artur Goulart (Entrada do antigo Estádio da FNAT hoje Estádio 1º de Maio) in AFML
Rua Vítor Cordon - (Anos 50 do séc. XX) Foto de Artur Goulart (Entrada para o Estádio 1º de Maio antigo Estádio da FNAT, na "Avenida Rio de Janeiro", freguesia de "S. JOÃO DE BRITO") in AFML

(CONTINUAÇÃO) - RUA VÍTOR CORDON [ XVI ]

«A FNAT  DEPOIS  INATEL»

A «FNAT-FUNDAÇÃO NACIONAL PARA A ALEGRIA NO TRABALHO», fundada em 1935 pelo Decreto-Lei Nº 25495 de 13 de Junho, manteve esta designação até 1975. Em finais de 1979 pelo Decreto-Lei Nº 519-J2/79 de 29 de Dezembro, com a deliberação dos seus estatutos passou a denominar-se «INATEL-INSTITUTO NACIONAL PARA O APROVEITAMENTO DOS TEMPOS LIVRES DOS TRABALHADORES», com a sua sede social (desde 1946) no «PALÁCIO CAMARIDO», na «CALÇADA DE SANTANA» número 180, na freguesia da «PENA» em LISBOA.
É hoje tutelada pelo «MINISTÉRIO DA SOLIDARIEDADE E SEGURANÇA SOCIAL», afirmando-se como uma instituição prestadora de serviços sociais.
Nestas instalações, além de servir de Sede Social, representava também o seu primeiro refeitório comunitário. Outros refeitórios existiram, mas vamos concentrar-nos mais detalhadamente naquele que funcionou durante largos anos na «RUA VÍTOR CORDON» no número um, na freguesia dos «MÁRTIRES».
A instituição FNAT toda ela baseada nos moldes aplicados na ALEMANHA e em ITÁLIA, nos finais dos anos 30 do século passado. No entanto o seu aproveitamento resultou em pleno nas actividades úteis do tempo livre dos trabalhadores
A FNAT defendia a conservação de todas as tradições populares, criando para isso, infra-estruturas destinadas a actividades culturais, desportivas e recreativas aos trabalhadores e suas famílias, assegurando-lhes maior desenvolvimento físico, social e cultural. Com a sua expansão a nível Nacional, são criadas «CASAS DO POVO», «COLÓNIAS DE FÉRIAS», desenvolvendo o turismo social.
Nos anos cinquenta do século passado a FNAT sofre bastante influência dos organismos de lazer. Com a aquisição do «TEATRO DA TRINDADE» no ano de 1961, aos herdeiros do empresário «JOSÉ LOUREIRO» por oito mil contos, foi uma boa época de grandes renovações, nomeadamente a instalação de novos equipamentos técnicos no teatro, como a criação de uma «COMPANHIA DE ÓPERA» (maioritarimante por cantores Nacionais) que se conservou até ao ano de 1975.
Em toda a sua existência esteve sediado neste teatro a representação do "belo canto", "bailado" e "música", tendo passado por esta sala nomes como os do pianista e compositor «PADERWSKI», os tenores «TITO SCHIPA», «TOMÁS ALCAIDE», «GUILHERME KJÖLNER» a pianista «MARIA JOÃO PIRES», «JOSEPHINE BAKER», «GILBERT BÉCAUD», «AMÁLIA RODRIGUES» e muitos outros.
O «TEATRO DA TRINDADE» foi construído no século XIX, quando a cultura estava instalada nestas paragens. Testemunho dessa época, o «TEATRO DA TRINDADE» transporta consigo a memória de um tempo em que a burguesia alfacinha ia às "soirés" ao CHIADO. Devemos o agradecimento à FNAT pela sobrevivência desta casa de espectáculos, um exemplar de "Teatro à Italiana", que constitui um património ímpar em termos de arqueologia teatral em Portugal.
Está ainda ligado a este teatro (no período final da sua carreira) o grande tenor «TOMÁS ALCAIDE», como professor de canto, encenador e cenógrafo. O seu falecimento ocorreu a 9 de Novembro de 1967 na sua residência da «AVENIDA INFANTE SANTO» em LISBOA. A Câmara Municipal de Lisboa mandou perpetuar esta figura do "belo canto", dedicando-lhe um topónimo na freguesia de «MARVILA» no ano de 1970.

(CONTINUA) - (PRÓXIMO) -«RUA VÍTOR CORDON [XVII]-DUARTE PESTANA-CORO E ORQUESTRA DA FNAT (1)»    

quarta-feira, 16 de maio de 2012

RUA VÍTOR CORDON [ XV ]

 Rua Vítor Cordon - (2008) -Foto de autor da  não identificado ("Débora Nogueira" em Pequim, atleta do G.C.P. na modalidade de esgrima) in NEWS LETTER 
 Rua Vítor Cordon - (2010) Foto de autor não identificado ( Ginasta actuando perante um júri no G.C.P., na modalidade de "Ginástica Artística") in O PRATICANTE
 Rua Vítor Cordon - (2011) - Foto de autor não identificado (Atuação de "Joana Cardoso" atleta do G.C.P. em "São Domingos de Rana" no torneio de aparelhos "1ª Divisão") in RECORD
 Rua Vítor Cordon - (2011) (O emblema do G.C.P. associação que durante muitos anos esteve instalada na "RUA SERPA PINTO" convergente com a "Rua Vítor Cordon") in CLUBE SAÚDE
Rua Vítor Cordon - (2010) (Foi na "RUA SERPA PINTO" neste edifício à nossa direita que o "GINÁSIO CLUBE PORTUGUÊS" esteve instalado até ao ano de 1973) in SKYSCRAPERCITY

(CONTINUAÇÃO) - RUA VÍTOR CORDON [ XV ]

«O GINÁSIO CLUBE PORTUGUÊS»

O «GINÁSIO CLUBE PORTUGUÊS» fundado em 1875 por «LUÍS MONTEIRO», entusiasta de ginástica amadora, o «GYMNÁSIO CLUB» (conforme era designado na época), teve a primeira sede num pequeno Palacete na «CARREIRINHA DO SOCORRO» (hoje "RUA FERNANDES DA FONSECA", na freguesia de "Santa Justa"). 
A inauguração do CIRCO PRICE no SALITRE, em 1860, tinha entusiasmado alguns amadores a imitar os números arrojados dos artista de circo. «LUÍS MONTEIRO» foi o seu grande impulsionador logo em 1861, da primeira  ESCOLA DE GINÁSTICA DE LISBOA, perto do Castelo. Foi também o primeiro instrutor de classes de ginástica em escolas do Estado como o «REAL COLÉGIO MILITAR» e a «ESCOLA NORMAL DE LISBOA», a partir de 1863. Data de 1869 o primeiro espectáculo exclusivamente oferecido por amadores, no «CIRCO PRICE».
O primeiro sarau ginástico do clube efectuou-se logo no ano da fundação, no local já consagrado, o "CIRCO PRICE". Aí teve também lugar o segundo sarau, em 1877, organizado em favor das vítimas do ciclone desse Inverno. Em 1878 o rei «D. LUÍS» encarregou o «GINÁSIO CLUBE PORTUGUÊS» e «LUÍS MONTEIRO» da montagem de um ginásio para os seus filhos, «D. CARLOS» e «D. AFONSO».
O rei promoveu, desde então, algumas iniciativas de propaganda ginástica e outorgou em 1882, com a aprovação do Governo, o título de «REAL» ao «GINÁSIO CLUBE».
Dois anos depois, o clube mudou-se para a nova sede, na «RUA 16 DE OUTUBRO» (depois "RUA SERPA PINTO"). Várias datas da história do clube são datas da história do desporto em Portugal, como as da organização do 1º Concurso público de ginástica à moda da Suíça, no Hipódromo de Belém (1885), da primeira competição velocipédica(1887), da formação do primeiro grupo de futebol legalizado (1889) e da publicação do primeiro jornal desportivo português, intitulado «O SPORT»(1894).    
Foi no «REAL GINÁSIO CLUBE» que pela primeira vez se jogou o "jogo do pau" enquanto disciplina de cultura física;outras novidades do clube foram a ginástica feminina (1900) e a ginástica sueca (1901). 
A sede actual foi inaugurada em 1973, na «PRAÇA DAS ÁGUAS LIVRES», (desde o ano 1981 com o nome de) «PRAÇA GINÁSIO CLUBE PORTUGUÊS», perto do «LARGO DO RATO» na freguesia de «SANTA ISABEL». Foi depois acrescentado de um parque desportivo em 1982, e muito ampliado em 1986. As piscinas localizam-se na «RUA CORREIA TELES», 103-A em «CAMPO DE OURIQUE».
O fundador do «GINÁSIO CLUBE PORTUGUÊS» «LUÍS MARIA DE LIMA DA COSTA MONTEIRO» nasceu em LISBOA em 1843 e faleceu em 1906.
O «GINÁSIO CLUBE PORTUGUÊS» foi o primeiro clube português promotor da prática metódica e ordenada da ginástica, desempenhando um papel fundamental no desenvolvimento da educação físíca e sobretudo da ginástica no nosso país.
O «GINÁSIO CLUBE PORTUGUÊS» é considerado o 1º clube de ginástica em PORTUGAL e um dos mais antigos do Mundo.

(CONTINUA) - (PRÓXIMO) -«RUA VÍTOR CORDON [ XVI ] -A F.N.A.T. DEPOIS INATEL»


sábado, 12 de maio de 2012

RUA VÍTOR CORDON [ XIV ]

 Rua Vítor Cordon - (2012) - (Edifício à esquerda representa o local do antigo "Palácio dos "Condes de Vila Franca" depois "Condes da Ribeira Grande", durante anos um refeitório da ex-F.N.A.T.(INATEL), hoje Sede da INTERSINDICAL) in GOOGLE EARTH
 Rua Vítor Cordon,1 - (1968) Foto de Armando Serôdio (Palácio dos "Condes de Vila Franca" onde funcionou a F.N.A.T.) (No ano de 1964 funcionava no 2º andar a 3ª Repartição da Administração Geral do Porto de Lisboa) in AFML 
Rua Vítor Cordon,1 - (1941) Foto de Eduardo Portugal (Local onde existiu o Palácio dos "Condes de Vila Franca", depois "Condes da Ribeira Grande" "Os Câmaras". Mais tarde seria as instalações da F.N.A.T. hoje INATEL) in AFML

(CONTINUAÇÃO) - RUA VÍTOR CORDON [ XIV ]

«CONDES DE VILA FRANCA DEPOIS CONDES DA RIBEIRA GRANDE ( 2 )»

A vida de «D. RODRIGO DA CÂMARA» «3º CONDE DE VILA FRANCA»(1594-1662) era deveras agitada e cheia de contornos, pouco aceitáveis no século XVII.
Estava no ano de 1629 a residir no seu Palácio de LISBOA com vistas para o Tejo. No ano seguinte nasce a sua primeira filha e logo em 1630 o filho primogénito «D. MANUEL LUÍS BALTASAR DA CÂMARA».  
Nesse ano deixa a família em Lisboa e parte para Ponta Delgada, onde coordenou o socorro e a reconstrução na sequência da grande erupção das "FURNAS" de Setembro do mesmo ano.
Anos depois começam a surgir rumores em LISBOA, apontando o CONDE como bissexual, já que, para além de ser surpreendido na cela de uma freira do «CONVENTO DA ESPERANÇA», era sabido que mantinha relacionamento homossexual com os seus pajens e escudeiros. Devido ao escândalo com as denúncias para as Cortes de Madrid nesse sentido, volta para "SÃO MIGUEL" em 1639 por imposição real. Na ilha,  voltaram os escândalos, com rumores de sodomia e relacionamento com freiras.
Encontrava-se o Conde na Ilha, quando se dá a «RESTAURAÇÃO DE PORTUGAL», recebendo a notícia da aclamação de «D. JOÃO IV» em meados de Janeiro de 1641.
Em princípio assumindo uma posição dúbia, só acede aclamar o novo rei quando ele já estava seguro no trono. Perante uma carta régia de 6 de Abril de 1641, a ele pessoalmente dirigida, que lhe ordenava a aclamação, o que acabou por acontecer.
Regressado em 1642 à Corte de Lisboa, passou a fazer parte da vida da Corte, foi provedor da «SANTA CASA DA MISERICÓRDIA DE LISBOA»(1644), e em 1646 comandava uma Campanha no Alentejo durante a «GUERRA DA RESTAURAÇÃO».
Ao longo deste tempo a sua homossexualidade foi novamente posta em causa, pelo rasto de escândalos, que só a sua alta hierarquia lhe permitia abafar.
Regressa a "PONTA DELGADA" em 1648, instalando-se no Paço com o seu habitual estadão. Entre o seu séquito existiam pajens com idades entre os 13 e os 24 anos, que dormiam alternadamente num quarto adjacente ao do seu senhor, supostamente velando pelo seu sono.
Regressa a LISBOA em 1650 aparentemente adoentado. No ano seguinte, a 4 de Maio de 1651, aconteceu o inevitável. «LUCAS LEITE PEREIRA», que tinha sido seu pajem, apresenta nova queixa à "INQUISIÇÃO", a qual, perante o escândalo público, se vê obrigada a abrir um processo contra o poderoso «CONDE DE VILA FRANCA».
Um processo Inquisitorial contra o "3º Conde de Vila Franca", condenando-o a perda de bens para  a Coroa, incluindo a Capitania das Ilhas. Este processo é um extremo explícito quanto às práticas sexuais da época, sendo um documento muito interessante para um possível desenvolvimento mais profundo no futuro, estando relacionado com as práticas da homossexualidade vistas no século XVII. Existe uma cópia do processo nos "AÇORES", que bem merecia ser editado.

(CONTINUA) - (PRÓXIMO) -«RUA VÍTOR CORDON [ XV ] -GINÁSIO CLUBE PORTUGUÊS»

quarta-feira, 9 de maio de 2012

RUA VÍTOR CORDON [ XIII ]

 Rua Vítor Cordon - (15.08.1886) - Desenho de "Júlio Castilho"  (Fachada Meridional do" Palácio dos Condes de Vila Franca" depois "Condes da Ribeira Grande", antes do terramoto de 1755) (Frente à Igreja dos Mártires no Ferragial, segundo o quadro a Óleo de "Simão Gomes dos Reis" na "Academia de Belas-Artes") in LISBOA ANTIGA - JÚLIO CASTILHO
 Rua Vítor Cordon - (c. 1953) Foto de Judah Benoliel (Obras de reparação na "Rua Vítor Cordon", e o Palácio dos antigos "Condes de Vila Franca depois Condes da Ribeira Grande") in AFML
 Rua Vítor Cordon,1 (finais do século XX) Foto de Vasques (Prédio onde habitaram os "Condes de Vila Franca depois Condes da Ribeira Grande", hoje Sede da INTERSINDICAL) in AFML
Rua Vítor Cordon - (Século XVII) (Brasão dos Câmaras, "Condes da Ribeira Grande") in WIKIPÉDIA

(CONTINUAÇÃO) - RUA VÍTOR CORDON [ XIII ]

«CONDES DE VILA FRANCA depois CONDES DA RIBEIRA GRANDE ( 1 )»

Quem sobe a «CALÇADA DE SÃO FRANCISCO» no primeiro prédio à esquerda, para quem entra na antiga «RUA DIREITA DOS MÁRTIRES» mais tarde «RUA DO FERRAGIAL DE CIMA» e actualmente «RUA VÍTOR CORDON» no número um, existiu um grande Palácio (que eventualmente terá caído com o Terramoto de 1755), onde moravam os «CÂMARAS» que foram «CONDE DE VILA FRANCA» de 1583 a 1662, ano em que este título foi substituído pelo de «CONDES DA RIBEIRA GRANDE».
Não sabemos ao certo se os primeiros e segundos «CONDES DE VILA FRANCA» terão habitado este Palácio, nem quem o mandou edificar, sabemos sim, que nele terá habitado «D. RODRIGO DA CÂMARA - 3º CONDE DE VILA FRANCA»,   que faleceu em 30.04.1672, filho dos segundos Condes, foi 9º Capitão donatário da «ILHA DE SÃO MIGUEL» (AÇORES), Comendador da Ordem de Cristo, Gentil-homem da Câmara de «FILIPE III» (IV de ESPANHA). O título que lhe foi concedido, para ele e seus descendentes por carta de Mercê de «FILIPE III», datado de 1 de Junho de 1628.
Foi casado duas vezes. Primeiro com «D. MARIA DE FARO», que nasceu em Maio de 1591 e faleceu em 1626, filha do primeiro Conde de «VIMIEIRO» (D. FRANCISCO DE FARO), sem deixar descendência.
O segundo casamento realizou-se a 01.04.1628 em «MADRID», com «D. MARIA COUTINHO» que nasceu a 12.09.1607, filha dos 4ºs. Condes da «VIDIGUEIRA», tendo sido dama da Rainha «D. ISABEL DE BOURBON». 
Deste último casamento terá existido oito filhos, sendo quatro do sexo masculino. O seu filho varão «D. MANUEL LUÍS BALTAZAR DA CÂMARA» foi o primeiro «CONDE DA RIBEIRA GRANDE», título usado pela família «GONÇALVES DA CÂMARA» entre 1662 a 1946. Os «CONDES DA RIBEIRA GRANDE», primeiro «CONDES DE VILA FRANCA», trazem por armas: De verde, com uma torre coberta de prata, rematada por uma  cruzeta de ouro, e sustida por dois lobos rampantes de sua cor afrontados, usam por divisa: Pela Fé, pelo Príncipe, pela Pátria.
«D. RODRIGO DA CÂMARA» por graves culpas de que o acusaram, foi preso pela «INQUISIÇÃO» em 26.05.1651. Julgado a 20.12.1652, ficou em prisão até ao resto dos seus dias. (Processo número 3529 da Inquisição de Lisboa, na Torre do Tombo).
A confirmação da sua permanência no Palácio, prende-se a um episódio que ocorreu com o «CONDE DE VILA FRANCA», relacionado com a «IGREJA DOS MÁRTIRES» muito próxima do Palácio. Quem nos conta é o mestre «JÚLIO CASTILHO» no seu livro «LISBOA ANTIGA»: "O Conde de Vila Franca, «D. RODRIGO DA CÂMARA», tratou com o ferreiro «ANDRÉ GONÇALVES», para lhe fazer umas grades para o adro da Igreja dos Mártires, por sessenta mil réis, dando-lhe logo trinta mil réis por conta, e os outros trinta depois da obra acabada, marcando-se um prazo para a conclusão da obra com a multa de dois tostões por cada dia que excedesse o dito prazo; o ferreiro terá excedido tanto, que não chegou a receber o dinheiro final". Isto consta do depoimento do dito Conde em 10.06.1652, pelo ferreiro ter vindo à «INQUISIÇÃO»  reclamar os segundos trinta mil réis ( 1 ).

( 1 ) -Processo do «CONDE DE VILA FRANCA», na Torre do Tombo, fl,15 da 2ª parte.

(CONTINUA) - (PRÓXIMO) - «RUA VÍTOR CORDON [ XIV ] - CONDES DE VILA FRANCA depois CONDES DA RIBEIRA GRANDE ( 2 )»