sábado, 20 de outubro de 2012

RUAS DE LISBOA COM DATAS [ I ]

 Ruas de Lisboa com Datas - ( 2007 ) (Panorama do "Forte de Monsanto" e a "Avenida 24 de Janeiro") in GOOGLE EARTH
 Ruas de Lisboa com Datas - (depois de 1910) foto de Paulo Guedes (Estalebecimento Prisional do Forte de Monsanto", na antiga "RUA 24 DE JANEIRO", lugar onde os revoltosos monárquicos se renderam) (Esta foto abre em tamanho grandein AFML 
 Ruas de Lisboa com Datas - (entre 1898 e 1908) Fotógrafo não identificado (O "Largo de Santa Barbara" nos números 11 e 12, depois "Largo 28 de Janeiro" na freguesia de "S. Jorge de Arroios") ( Esta foto abre em tamanho grande) in AFML
 Ruas de Lisboa com Datas (entre 1898 e 1908) Fotógrafo não identificado "O "Largo de Santa Bárbara" números 14 a 17, depois "LARGO 28 DE JANEIRO" com a particularidade do Estabelecimento da "Relojoaria Silva" ter um relógio público na janela do 1º andar) (Esta foto abre em tamanho grande) in AFML
 Ruas de Lisboa com Datas - (1967) Foto de Armando Serôdio (O "Largo de Santa Bárbara" que durante 24 anos foi o "LARGO 28 DE JANEIRO", depois  em 1937 voltou novamente ao nome primitivo) in AFML
 Ruas de Lisboa com Datas - (1967) Foto de Armando Serôdio (O antigo "Largo 28 de Janeiro" hoje "Largo de Santa Bárbara") in AFML
 Ruas de Lisboa com Datas - (2007) (Panorama do "Largo de Santa Bárbara", antigo "Largo 28 de Janeiro") in GOOGLE EARTH
 Ruas de Lisboa com Datas - (2012) - (O "Largo de Santa Bárbara" antigo "Largo 28 de Janeiro" visto da "Rua dos Anjos") in GOOGLE EARTH
Ruas de Lisboa com Datas - (2012) - (O "Largo de Santa Bárbara" antigo "Largo 28 de Janeiro") in GOOGLE EARTH

- RUAS DE LISBOA COM DATAS [ I ]

«AS DATAS DE JANEIRO NAS RUAS DE LISBOA»

Tem acontecido em LISBOA ao longo do tempo, uma imaginação fértil no que diz respeito à colocação dos topónimos nas suas RUAS. A catalogação das vias pelo povo tem merecido uma grande variedade de tipos, (que só ele conhece o seu significado profundo de cada um).
Na realidade apresentam-se; AVENIDAS, AZINHAGAS, BECOS, BOQUEIRÕES, CALÇADAS, ESCADINHAS, LARGOS, PARADAS, PRAÇAS, REGUEIRÕES, RUAS, TERREIROS, TRAVESSAS e outros mais. Por outro lado, embora nas últimas décadas tenha predominado a atribuição de nomes de pessoas aos arruamentos, a verdade é que não faltam exemplos de letreiros nas esquinas a consagrar as mais variadas realidades, (desde as designações de inspiração religiosa, aos acidentes físicos, às flores e aos géneros alimentares).
Não espanta por isso, que para assinalar feitos históricos ou pelo menos considerados, numa determinada época, tenham os "padrinhos" de algumas das «RUAS DE LISBOA», utilizado as DATAS.

AVENIDA 24 DE JANEIRO
Vamos iniciar pelo mês de JANEIRO e logo nos aparece a «AVENIDA 24 DE JANEIRO» (por sinal bastante comprida), na freguesia de «BENFICA». Começa no "Forte de Monsanto", e termina no "Largo de S. Domingos de Benfica".
Esta artéria aberta junto do "Forte de Monsanto", a sua designação não é oficial, ou seja não existe qualquer deliberação camarária ou edital a consagrar este nome. Sabe-se que ela existe e encontra-se referenciada em vários «ROTEIROS DE LISBOA», embora como: «RUA VINTE E QUATRO DE JANEIRO» (hoje promovida a Avenida).
Significa isto talvez porque nasceu da vontade do popular e assim ficou, em memória do dia «24 DE JANEIRO DE 1919», data em que os revoltosos monárquicos se renderam em MONSANTO, pondo termo a uma efémera tentativa de restauração do regime Monárquico.

«LARGO 28 DE JANEIRO» (actual "LARGO DE SANTA BÁRBARA")
Existiu também mas só por 24 anos, o «LARGO 28 DE JANEIRO». Hoje com o nome de «LARGO DE SANTA BÁRBARA», fica na freguesia dos «ANJOS» e «S. JORGE DE ARROIOS». Encontra-se entre a "Rua Passos Manuel", "Rua de Arroios", "Rua Jacinta Marto", "Rua de Santa Bárbara", "Rua Febo Moniz" e a "Rua dos Anjos".
Esta designação foi uma das muitas da responsabilidade da "I República",  na sua determinação de substituir todos os topónimos que estivessem relacionados com a "IGREJA" ou com a "MONARQUIA". Assim em 18 de Outubro de 1913, foi retirado o nome ao «LARGO DE SANTA BÁRBARA», passando a ser o «LARGO 28 DE JANEIRO».
As razões deste topónimo prende-se com algumas reuniões que os partidários da «REPÚBLICA» terão eventualmente realizado naquele espaço, e dali terem partido em missões de luta.Mas por Edital de 19 de Agosto de 1937, o topónimo do "Largo" voltaria novamente a exibir o nome de «LARGO DE SANTA BÁRBARA», como até à presente data ainda por lá permanece.
E para completar este típico lugar de antanho, o «LARGO DE SANTA BÁRBARA» nos finais do século XIX e primórdio do século XX, podemos ainda espreitar as publicação do amigo «BIC LARANJA», respectivamente em "5 de Novembro de 2007", "6 de Novembro de 2007" e "8 de Novembro de 2007", que nos dará a conhecer um pouco mais desta localidade amplamente ilustrada e analisada pelo grande mestre "Norberto de Araújo".

(CONTINUA) - (PRÓXIMO) - «RUAS DE LISBOA COM DATAS [ II ] - AS DATAS DE ABRIL NAS RUAS DE LISBOA» 


quarta-feira, 17 de outubro de 2012

PRAÇA DO CHILE [ XV ]

 Praça do Chile - (2012) - (A estátua do Navegador Português "FERNÃO DE MAGALHÃES" no centro da "Praça do Chile" em Lisboa) in GOOGLE EARTH
 Praça do Chile - (1971) - Foto de Armando Serôdio  (Estátua de "Fernão de Magalhães" depois de concluídas as obras do Metro) in AFML
 Praça do Chile - (1970) - Foto de Armando Serôdio (A estátua de "Fernão de Magalhães" na "Praça do Chile" durante as obras do Metro) in AFML
 Praça do Chile - (17.10.1950) Foto de Judah Benoliel (Inauguração da Estátua de "Fernão de Magalhães" na "Praça do Chile" em Lisboa) in AFML
 Praça do Chile - (17.10.1950) - Foto de Claudino Madeira (Estátua de "Fernão de Magalhães"  inaugurada precisamente há 62 anos na "Praça do Chile" em Lisboa) in AFML 
 Praça do Chile - (1950) Foto de Judah Benoliel (Colocação da Estátua de "Fernão de Magalhães" no pedestal em pedra, na "Praça do Chile" em Lisboa) in AFML
Praça do Chile - (c. 1950) Foto de Claudino Madeira (Entrega da estátua de "Fernão de Magalhães" a Álvaro Salvação Barreto presidente da C.M.L., pelo ministro do Chile. in AFML

(CONTINUAÇÃO) - PRAÇA DO CHILE [ XV ]

«A ESTÁTUA DO NAVEGADOR PORTUGUÊS FERNÃO DE MAGALHÃES»

A estátua de «FERNÃO DE MAGALHÃES» encontra-se desde o ano de 1950 na «PRAÇA DO CHILE», uma oferta do Governo da "REPÚBLICA DO CHILE", para prestigiar o nosso Estado, bem assim como homenagear o Navegador Português. A estátua de bronze com 2,60 metros, em pedestal de pedra, uma obra executada pelo escultor «GUILHERME DE CORDOBA», sendo esta idêntica à que se encontra em «PUNTA ARENAS» na «REPÚBLICA DO CHILE».
Agora um pouco de história deste grande navegador português que foi o autor da primeira viagem à volta da terra (demonstrando que a terra era redonda), uma empreitada ao serviço de CASTELA que «FERNÃO DE MAGALHÃES» iniciou embora não lhe tenha visto o fim, porque infelizmente foi morto em combate nas «FILIPINAS».
«FERNÃO DE MAGALHÃES» (1480-1521) militou brilhantemente na «ÍNDIA» e em «ÁFRICA». Em 1505 partiu para terras indianas na Armada de «D. FRANCISCO DE ALMEIDA».
Quatro anos depois esteve presente na desastrosa missão à conquista de «MALACA», liderada por «LOPES SEQUEIRA». Dois anos depois participou na expedição comandada por «AFONSO DE ALBUQUERQUE» que, desta vez, conseguiu assumir o controle da cidade.
Mais tarde em 1514, ferido no combate em «MARROCOS», regressa a LISBOA e tenta, sem sucesso, obter do rei «D. MANUEL» um aumento de salário anual ou  o comando de uma expedição à ÍNDIA. Passado algum tempo, «Fernão de Magalhães» terá perguntado ao rei se ficava ofendido no caso de ele oferecer os seus préstimos a outro rei Católico, sendo  positiva a resposta de «D.MANUEL»  em favor de «Magalhães».
Com o projecto de "Colombo" em mente -alcançar o Oriente navegando para Ocidente- «FERNÃO DE MAGALHÃES» obteve do Castelhano «D. CARLOS», futuro rei de Espanha, o apoio pretendido.
Em Setembro de 1519, iniciou a viagem com cinco naus (Trindade, Santo António, Concepção, Vitória e Santiago).
Três anos depois, só uma delas voltou comandada por «SEBASTIÃO DELCANO». Dos 250 marinheiros que partiram, só 18 regressaram. Navegando rumo ao Sul, atravessou o Atlântico e chegou à "AMÉRICA DO SUL", descobriu a passagem oceânica que liga o "Oceano Atlântico" ao "Oceano Pacífico" que viria a ter o seu nome na costa Sul-Americana, o «ESTREITO DE MAGALHÃES».
Dominando revoltas, motins e doenças a bordo, a frota, já reduzida a 3 navios, atravessou o maior Oceano da Terra. Só em 1521 atingiu um arquipélago que foi baptizado de «FILIPINAS», em honra do Imperador "FILIPE" de "ESPANHA".
Na tentativa de converter indígenas ao cristianismo, «FERNÃO DE MAGALHÃES» morreu ali cravado de setas. Foi «SEBASTIÃO DELCANO» quem assumiu o comando.
Atravessou o «ÍNDICO», dobrou o «CABO DA BOA ESPERANÇA» e, a 18 de Maio de 1522 chegou a ESPANHA.

Foi iniciativa do "XVII GOVERNO CONSTITUCIONAL" no período de 2005 a 2009, a orgânica de um "plano tecnológico de educação", com a finalidade de generalizar o uso do computador e da Internet, nas escolas portuguesas.
Foi idealizado um programa para entregar aos alunos o tão falado computador «MAGALHÃES». Este «MAGALHÃES» que está nas mãos de muitos alunos, é também uma merecida homenagem a este navegador da "CIRCUNVALAÇÃO DE FERNÃO DE MAGALHÃES».  [ FINAL ]

BIBLIOGRAFIA

- ALFACINHAS - Os lisboetas do passado e do presente-Plano de ilustração de Alberto Souza - 1964 - LISBOA.
- ARAÚJO, Norberto - Peregrinações em Lisboa -Livro IV-Vega-1993 - LISBOA
- ATLAS da Carta Topográfica de Lisboa-sob a direcção de Filipe Folque:1856-1858- Arquivo Municipal de Lisboa - CML - 2000 - LISBOA
 - CAEIRO, Baltazar Matos - Os Conventos de Lisboa - Distri Editora - 1989 - Sacavém
 - DIAS, Jaime Lopes  - Brasão da Cidade de Lisboa - 2ª Ed. - CML - 1968 - LISBOA
 - Estátuas Portuguesas - Olhares de Pedra - Editor João F. Mendes-DN -2004 - LISBOA
 - LISBOA em Movimento 1850-1920 - CML - Livros Horizonte - 1994 - LISBOA
 - LISBOA, o Fado e os Fadistas - Eduardo Sucena - Vega- 2002 - LISBOA
 - LISBOA QUINHENTISTA - A imagem e a vida da cidade - Direcção dos Serviços Culturais da CML - Museu da Cidade - 1983 - LISBOA
 - MARTINS, Rocha - Lisboa de ontem e de hoje - ENP- 1945 - LISBOA
 - NOBREZA DE PORTUGAL E DO BRASIL - Direcção A.E.M. Zuguete-Editorial Enciclopédia, Lda.- Volume II e III - 1961 - LISBOA
 - OCEANOS - Azulejos Portugal e Brasil - Nº36/37-Outº.1998/Março 1999-Comissão Nacional para as Comemorações dos Descobrimentos Portugueses - LISBOA
 - REVISTA MUNICIPAL - Ano XII - Nº 50 - 3º Trimestre - 1954 - CML - LISBOA
 - SANTANA, Francisco e SUCENA, Eduardo (Dir.) - DICIONÁRIO DA HISTÓRIA DE LISBOA - Carlos Quintas & Associados-Consultores, Lda. - 1994 - SACAVÉM
 - SILVA, Augusto Vieira da - AS FREGUESIAS DE LISBOA - Publicações Culturais da CML - 1943 - LISBOA.

INTERNET

 - ANTT
 - JUNTA DE FREGUESIA DO ALTO DO PINA
 - LISBOA S.O.S.
 - MUSEU DA CIDADE
 - REVELAR LX
 - SOL
 - TOPONÍMIA DE LISBOA
 - WIKIPÉDIA

(PRÓXIMO) -«RUAS DE LISBOA COM DATAS[ I ]-AS DATAS DE JANEIRO NAS RUAS DE LISBOA»

sábado, 13 de outubro de 2012

PRAÇA DO CHILE [ XIV ]

 Praça do Chile - (2011) - Foto de Eduardo Martinho - (A nova "Igreja de S. Jorge de Arroios" entre a "Rua Alves Torgo" e a "Rua Carlos José Barreiros" frente ao "Largo de Arroios") in TEMPO DE RECORDAR
 Praça do Chile - (2011) Foto de João Carvalho (Entrada da nova "Igreja de S. Jorge de Arroios" com o Cruzeiro no adro, virado para o "Largo de Arroios" in WIKIPÉDIA
 Praça do Chile - (194_) Foto de Eduardo Portugal  ("Igreja de S. Jorge de Arroios", fachada principal antes das grandes obras de transformação) in AFML
 Praça do Chile - (194_) Foto de autor não identificado ("Largo de Arroios" e "Igreja de S. Jorge de Arroios") in PARÓQUIA DE S. JORGE DE ARROIOS
Praça do Chile - (ant. a 1970) Gravura de J. Novaes Jr. (A antiga "Igreja de S. Jorge de Arroios" entre as ruas "Alves Torgo" e "Carlos José Barreiros", demolida e alterada em 1970) in LISBOA de Alfredo Mesquita

(CONTINUAÇÃO) - PRAÇA DO CHILE [ XIV ]

«A IGREJA PAROQUIAL DE S. JORGE DE ARROIOS»

A «IGREJA PAROQUIAL DE SÃO JORGE DE ARROIOS» pertence ao distrito eclesiástico de LISBOA e sucessivamente ao bispado, arcebispado e patriarcado de LISBOA.
Surge citada numa escritura de 25 de Maio de 1168, e no "SÍNODO" de 1191. Era uma pequena freguesia, estava localizada junto à «TRAVESSA DAS MERCEEIRAS» à "SÉ PATRIARCAL".
Ficou destruída pelo sismo de 1 de Novembro de 1755, sendo o culto transferido para a Ermida de "Santa Bárbara" em ARROIOS, no antigo palácio de «INÁCIO LOPES DE MOURA» (hoje demolida).
No ano de 1770 foi transferida para o bairro das "OLAIAS", freguesia dos "ANJOS", paróquia com matriz do "Senhor Jesus da Boa Sorte" e "Santa Via Sacra".
Em 1818, o governo de então mandou transferi-la para a Capela de "Santa Rosa de Lima", no palácio dos Senhores de MURÇA, depois fábrica de "Lanifícios de Arroios". Aí permaneceu até  8 de Novembro de 1929, data da transferência solene da freguesia para a Igreja do "Largo do Cruzeiro de Arroios".
A partir de 1895, por motivos de obras, esteve instalada na "Capela Nª. Sª. do Pópulo", no palácio dos "Condes de Linhares" e na Igreja do "Convento Nª. Sª. da Conceição" em Arroios. Em 1 de Janeiro de 1898 reabriu ao culto.
Por Decreto de 8 de Junho de 1916 a denominação da paróquia foi modificada para «ARROIOS». ( 1
A "Igreja de S. Jorge de Arroios" que na sua simplicidade, tinha uma fachada banal, uma única porta e três janelas envidraçadas, só as pilastras de ordem jónica lhe acrescentaram um apontamento arquitectónico mais interessante.
Esta igreja de aspecto pobre, embora cheia de claridade, possuía uma única única nave e ostentava quatro capelas laterais: do lado esquerdo, a começar na entrada do templo, a primeira capela é dedicada a «S. MIGUEL», «Nª. Sª. DO CARMO» e «Nª. Sª. DO PERPÉTUO SOCORRO», a segunda (antiga do Santíssimo) é do «SENHOR DOS PASSOS» e de «Nª. Sª. DAS DORES»; do lado direito as capelas são do «SAGRADO CORAÇÃO DE MARIA» e «SANTA TERESINHA», a primeira é do «SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS» e «SANTA CECILIA», a segunda. Nos topos existem os altares pequenos de «SANTO ANTÓNIO» e de «Nª. Sª. DE FÁTIMA».
A Capela-mor guarda o "Santíssimo" no centro do altar, e sobre ele a imagem, tão graciosa, embora sem valor artístico, de «SÃO JORGE»; nos lados «Nª. Sª. DA CONCEIÇÃO» e «SÃO JOSÉ». 
A Igreja do século XIX foi demolida no ano de 1970 por se considerar pequena, dando origem à actual Igreja, uma construção moderna cujo espaço amplo acompanhou o aumento progressivo da população. 
O Monumento que inicialmente se situava na sacristia da antiga Igreja demolida, está hoje no adro do actual templo, trata-se do antigo «CRUZEIRO DE ARROIOS», que no seu início estava colocado no antigo «LARGO DE ARROIOS»

-( 1 ) - Catálogo do maço 1 da Colegiada de São Jorge de Arroios (C 1038_1) antigo tomo 1 (f.1-362).

(CONTINUA) - (PRÓXIMO) - «PRAÇA DO CHILE [ XV ] -A ESTÁTUA DO NAVEGADOR PORTUGUÊS FERNÃO DE MAGALHÃES».

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

PRAÇA DO CHILE [ XIII ]

 Praça do Chile - (1938) - Desenho de Martins Barata  (Fachada do antigo "Convento de Nª. Sª. da Conceição de Arroios" depois "Hospital de Arroios" na antiga "Estrada de Sacavém", depois "Rua Alves Torgo" e em 1956 "Rua Quirino da Fonseca") in  PEREGRINAÇÕES EM LISBOA 
 Praça do Chile - (Início do século XX) Foto de Eduardo Portugal ("Igreja do Convento de Nª. Senhora de Conceição de Arroios", mais tarde o "Hospital de Arroios" na antiga "Estrada de Sacavém") in AFML 
 Praça do Chile - (1984) Foto de F. Gonçalves (Porta brasonada - Pedra de Armas do antigo "Convento de Nª. Senhora da Conceição de Arroios", virada para actual "Rua Quirino da Fonseca") in AFML
Praça do Chile - (2000) - ((Antigo "Colégio do Noviciado da Companhia de Jesus" depois "Convento Nª. Sª. da Conceição de Arroios", mais tarde "Hospital de Arroios" na actual "Rua Quirino da Fonseca") in SKYSCRAPERCITY

(CONTINUAÇÃO) - (PRAÇA DO CHILE [ XIII ]

«CONVENTO DAS FREIRAS DA IMACULADA CONCEIÇÃO»

Com a expulsão dos "Jesuítas" de Portugal pelo "MARQUÊS DE POMBAL" e encontrando-se devoluto um espaço em «ARROIOS», oito anos mais tarde a (10 de Julho de 1766) passariam para esta casa as recolectas seráficas da Conceição que ocupavam anteriormente o "MOSTEIRO DA LUZ".
Tendo acontecido que o "CONVENTO DA IMACULADA CONCEIÇÃO DAS FREIRAS CONCEICIONISTAS FRANCISCANAS" em «CARNIDE» ficado completamente destruído pelo sismo, o "MARQUÊS DE POMBAL" decidiu que as freiras sobreviventes, se instalassem com os seus haveres no antigo "Noviciado" que passou então a chamar-se «CONVENTO DAS FREIRAS DA IMACULADA CONCEIÇÃO».
Sabe-se que as "FREIRAS CONCEICIONISTAS" desenvolveram uma destacada obra assistencial junto da população dos bairros próximos do Convento.
Mas a sua acção humanitária revelou-se sobretudo durante a primeira «INVASÃO FRANCESA» (1807), quando uma multidão de desalojados, sem meios de subsistência, fugiu ao exército de "JUNOT" e se concentrou na capital para obter protecção.
As freiras organizaram uma distribuição de sopa duas vezes por dia para socorrer os pobres "refugiados". Tal facto ficou assinalado e muito conhecido pelo nome de «SOPA DE ARROIOS».
Ainda no ano de 1833, motivado pela «GUERRA CIVIL EM PORTUGAL» (1832-1834), estas religiosas foram transferidas de «ARROIOS» para o «MOSTEIRO DE SANTOS-O-NOVO»(a XABREGAS), e neste Convento se instalaram as tropas constitucionais das linhas de defesa de LISBOA. Só no ano seguinte, voltariam a ocupar o seu espaço no «CONVENTO DAS FREIRAS DA IMACULADA CONCEIÇÃO».
Com o fim da «GUERRA CIVIL» e a vitória dos LIBERAIS em 1834, o "CONVENTO" passou para a posse do ESTADO. Contudo, ficou acordado que a transferência da propriedade só se concretizaria depois do falecimento da última freira.
Com o desaparecimento da última freira no ano de 1890, o edifício foi anexado pelo «HOSPITAL REAL DE S.JOSÉ» em 1892, passando o "CONVENTO" a servir de Hospital de doenças infecciosas, dando-lhe mais tarde o nome de «HOSPITAL RAINHA D. AMÉLIA» (1898), que com o advento da «REPÚBLICA» passou a chamar-se «HOSPITAL DE ARROIOS».
A Igreja foi encerrada ao culto em 1910 e dois anos depois despojada de quadros, objectos e alfaias que ainda guardava, tendo sido distribuído por várias Igrejas do país.

(CONTINUA) - (PRÓXIMO) - «PRAÇA DO CHILE [ XIV ]-IGREJA PAROQUIAL DE S. JORGE DE ARROIOS»

sábado, 6 de outubro de 2012

PRAÇA DO CHILE [ XII ]

 Praça do Chile - (Pormenor do 1º. episódio da vida de São Francisco Xavier - O Santo é apedrejado e flagelado pelos infiéis. Tradução da Legenda de LATIM: D.F.X. - São Francisco Xavier no Japão pela fé é apedrejado, com varas açoitado, com setas ferido, mas milagrosamente é por Deus libertado) in AFML
Praça do Chile - (1960) Foto de Armando Serôdio - ("Colégio do Noviciado da Companhia de Jesus", mais tarde "Hospital de Arroios" - Painel de azulejos representando 3 episódios da vida de São Francisco Xavier: no primeiro, o Santo é apedrejado e flagelado pelos infiéis; no segundo está representada a sua entrada no Japão agarrado à cauda de um cavalo; no terceiro, o Santo martiriza-se nas chamas para conseguir a conversão de um pecador.) in AFML
Praça do Chile - (Pormenor do 2º. episódio da vida de São Francisco Xavier: está representada a sua entrada no Japão, agarrado à cauda de um cavalo. Tradução da Legenda de Latim: D.F.X. segue a pé um cavalo veloz para ser mais fácil entrada no Japão) in AFML 
Praça do Chile - (Pormenor do 3º. episódio da vida de São Francisco Xavier: O Santo martiriza-se nas chamas para conseguir a conversão de um pecador. - Tradução da Legenda de Latim: D.F.X. ensanguenta-se nas chamas para conduzir um pecador à penitência) in AFML
Praça do Chile - (1960) Foto de Armando Serôdio ("Colégio do Noviciado da Companhia de Jesus" mais tarde "Hospital de Arroios". Painel de azulejos do 2º piso relacionados com "Santo Estanislau Kostka" No primeiro painel o Santo reaviva as regras da Companhia, que ele próprio redigiu. No segundo quadro o Santo transporta lenha para o fogão às ordens do cozinheiro. Tradução da Legenda de Latim: 1ª - Santo Estanislau continuamente desperta em si as regras da Companhia de Jesus por si escritas. 2º - Santo Estanislau por mandado do cozinheiro traz um a um os cavacos para o fogão. O 3º quadro não é visível). in AFML

(CONTINUAÇÃO) - PRAÇA DO CHILE [ XII ]

«OS AZULEJOS DO HOSPITAL DE ARROIOS ( 2 )»

Na capela existem dois silhares, com a altura de 12 azulejos, que revestem as paredes laterais a todo o comprimento.
São azulejos azuis e brancos do século XVIII, de qualidade inferior à dos azulejos do piso 2º, e provavelmente mais tardios: cerca de 1750. De contornos rectilíneos, estão decorados com anjinhos, cartelas e máscaras.
No silhal da direita existem três painéis onde estão representados seis episódios da vida de «SANTO ESTANISLAU KOSTKA». No silhal da esquerda existem igualmente três painéis e seis episódios da vida de «SÃO FRANCISCO XAVIER». Todos possuem legenda em Latim (que na publicação das suas fotos iremos reproduzir com a respectiva tradução).
No claustro do "HOSPITAL DE ARROIOS" existe (como já nos referimos anteriormente), um registo da imagem de «SANTA TERESINHA DO MENINO JESUS», produzido na "Fábrica de Cerâmica de Constância", e pintado por «LEOPOLDO BATTISTINI».

Como curiosidade acrescentamos que existe no «CONVENTO DE SÃO FRANCISCO DA BAHIA-(SALVADOR) BRASIL, um considerável espólio azulejar, sendo o monumento mais importante para a história dos revestimentos cerâmicos parietais do século XVIII no BRASIL, e tem tido por parte dos investigadores uma justificada e merecida atenção.
Deve-se a sua acção com a actividade desenvolvida pela «COMPANHIA DE JESUS», no território brasileiro.
Do vasto espólio no «CONVENTO DE SÃO FRANCISCO» destaca-se uma colecção de 37 painéis de azulejos recortados que se encontram no piso inferior do claustro, datados sensivelmente dos anos de 1746 - 1748, provenientes de LISBOA, presumivelmente da oficina de «BARTOLOMEU ANTUNES».
(Informação recolhida da Revista "OCEANOS"-Azulejos de Portugal e Brasil Nº 36/37 - Outubro de 1998/Março/1999 - Comissão Nacional para as Comemorações dos Descobrimentos Portugueses).

(CONTINUA) - (PRÓXIMO) - »PRAÇA DO CHILE [ XIII ] -CONVENTO DAS FREIRAS DA IMACULADA CONCEIÇÃO».

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

5 de Outubro

VIVA A REPÚBLICA E A DEMOCRACIA!

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

PRAÇA DO CHILE [ XI ]

 Praça do Chile - (1960) - (Pormenor do Painel que se encontrava no "Colégio do Noviciado da Companhia de Jesus", mais tarde o "Hospital de Arroios". Painel barroco, de um conjunto de quatro, atribuído a "Bartolomeu Antunes", em que estão representados episódios da vida do "SANTO INÁCIO DE LOIOLA". Aqui, o Santo está ajoelhado à frente de uma imagem da Virgem, no momento da sua conversão) in AFML
 Praça do Chile - (1960) - Foto de Armando Serôdio ("Colégio do Noviciado da Companhia de Jesus" mais tarde "Hospital de Arroios": Painel de azulejos típico Barroco de um conjunto de quatro, atribuído a "Bartolomeu Antunes", em que estão representados episódios da vida de "Santo Inácio de Loiola". O primeiro temos a designação em pormenor. O segundo painel está dividido em duas partes, à direita vê-se "Santo Inácio de Loiola" ajoelhado à frente de um altar onde depõe a espada, à esquerda esta a trocar as suas vestes de guerreiro pelas de mendigo) in AFML
 Praça do Chile - (1960) - Armando Serôdio - ("Colégio do Noviciado da Companhia de Jesus" mais tarde "Hospital de Arroios". Painel de azulejos. Este painel é o primeiro de cinco que reveste a parede lateral esquerda da capela doméstica de Arroios. Neles estão representados oito episódios da vida de "SÃO FRANCISCO XAVIER", e todos eles à excepção de dois, que devem ter sido colocados posteriormente, estão legendados em Latim. Neste painel podemos ver, à esquerda, a partida de "S. FRANCISCO XAVIER" para a ÍNDIA, com a curiosidade da presença do Rei "D. JOÃO III" que veio despedir-se a uma varanda do "Paço da Ribeira". Na direita, "S.FRANCISCO XAVIER" já no Oriente, anunciando a salvação das almas). in AFML
 Praça do Chile - (Painel de azulejos igual ao anterior, tirado em data diferente. A partida de "S.FRANCISCO XAVIER" para a ÍNDIA, com a presença do Rei "D. JOÃO III" na varanda do "Paço da Ribeira" - no painel à direita, "S. FRANCISCO XAVIER" já no Oriente, anunciando a salvação das almas) in AFML 
Praça do Chile - (Pormenor do painel de azulejos da capela doméstica. Representa a partida de "S.FRANCISCO XAVIER" para a ÍNDIA. Como curiosidade a presença do Rei "D. JOÃO III" que veio despedir-se a uma varanda do "Paço da Ribeira". Tradução da legenda de LATIM: "S. FRANCISCO XAVIER" com auspícios felicíssimo no dia 2 de Abril de 1541 soltou do porto de Lisboa para a Índia") in  AFML 

(CONTINUAÇÃO) - PRAÇA DO CHILE [ XI ]

«OS AZULEJOS DO HOSPITAL DE ARROIOS ( 1 )»

Com excepção do painel de «SANTA TERESINHA DO MENINO JESUS» que existe no Claustro, cujo fabrico é do século XX, a azulejaria do antigo «HOSPITAL DE ARROIOS» é toda ela do século XVIII e concentrava-se em dois pequenos núcleos. Um deles encontrava-se na entrada situada no 2º piso que dava acesso ao claustro do Hospital; o outro situava-se no 3º piso, na antiga Capela doméstica e respectivo vestíbulo.

Estes dois núcleos estão claramente relacionados com a primeira fase de vida do edifício, durante a qual, como é sabido, serviu de "NOVICIADO DA COMPANHIA DE JESUS". Nestes azulejos estão, por isso, representados, em painéis historiados, episódios das vidas de "Santos Jesuítas".

Vamos iniciar pelo núcleo do piso 2º, que "reveste" uma divisão com cerca de sessenta metros quadrados. São quatro painéis do século XVIII, de azulejos azuis e brancos, de limite superior recortado, e cuja guarnição contém alguns elementos decorativos típicos dos azulejos barrocos: urna, pilastra, cabeças de anjinhos, etc.. "Santos Simões" atribui-lhes a data de 1740. Nesta conjunto falta já um dos painéis,  retirado não se sabe quando nem porquê, cujo local ficou assinalado por um revestimento de estuque pintado a azul, que reproduz rigorosamente os contornos do painel original.

Nos painéis historiados deste núcleo, cuja autoria tem sido atribuída a «BARTOLOMEU ANTUNES», estão representados alguns dos mais importantes episódios da vida de «SANTO INÁCIO DE LOIOLA».

O vestíbulo da antiga capela doméstica do "NOVICIADO", situada no piso3º, está revestida com azulejos barrocos, em cujo motivos ornamentais dominam os componentes volumétricos de excelente qualidade pictórica que guarnecem pequenos painéis com cenas campestres.

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