quarta-feira, 13 de novembro de 2013

ALAMEDA DOM AFONSO HENRIQUES [ II ]

 Alameda D. Afonso Henriques - (2011) Foto de João Pimentel Ferreira (Panorama da "Alameda D. Afonso Henriques vista do lado Poente) in  VERA VERITAS 
 Alameda D. Afonso Henriques - (2008) Foto de Isabel Silva (Uma panorâmica da "Alameda D. Afonso Henriques", já com as duas torres no "IST", tirada na parte de cima da "Fonte Luminosa") in  MULHER
 Alameda D. Afonso Henriques - (1966) Foto de Armando Serôdio (Panorâmica da "Avenida D. Afonso Henriques" para o lado da "Fonte Luminosa" (Abre em tamanho grande) in AFML
 Alameda D. Afonso Henriques - (195_) Foto de António Passaporte (A "Alameda D. Afonso Henriques" junto da "Avenida Guerra Junqueiro")  in  AFML
Avenida D. Afonso Henriques - (1938) Foto de Eduardo Portugal (Terrenos para a  futura Alameda D. Afonso Henriques) (Abre em tamanho grande)  in   AFML


(CONTINUAÇÃO) - ALAMEDA DOM AFONSO HENRIQUES [ II ]

«A ALAMEDA E SEU ENQUADRAMENTO ( 2 )»

Ligar a "AVENIDA ALMIRANTE REIS" até ao "AREEIRO" assegurando a saída para Norte em substituição da antiga "ESTRADA DE SACAVÉM", com cobertura simultânea da orla do "ARCO DO CEGO", numa zona que dependia já então da nova urbanização accionada pela grande obra do "IST", que iniciava em 1929.
Do envolvente, porém, duas obras do Arquitecto "PORFÍRIO PARDAL MONTEIRO", que em certa medida marcaram o início e talvez o fim da fase de LISBOA "MODERNISTA": o "IST", foi estudado já em 1927 e terminado ao longo dos anos 30, bem como o "INE" iniciado em 1932 e finalizado em 1935.
A "ALAMEDA" tinha sido objecto de um grandioso plano do Arquitecto "JOÃO GUILHERME FARIA DA COSTA" em 1939, (foi o 1º Arquitecto Urbanista) antes de se ter decidido a configuração que lhe conhecemos, através do arranjo do Arquitecto "CRISTINO DA SILVA".
No entanto era o resultado de uma intenção que "DUARTE PACHECO" e o ESTADO NOVO idealizara e que partira da construção do "IST", a "ALAMEDA" situada em terrenos ainda não inteiramente quadriculados pela rede ocidental das "AVENIDAS NOVAS" e em função da qual, tudo ali se definia.
A construção da ALAMEDA veio cortar parte da antiga ESTRADA DE SACAVÉM (tal como se antevia) que ligava o "LARGO DE ARROIOS" em épocas atrás a SACAVÉM tendo hoje o percurso assegurado até à ALAMEDA por duas Ruas; "ALVES TORGO" e a "QUIRINO DA FONSECA". Igualmente a Poente da "ALAMEDA" a "AVENIDA MANUEL DA MAIA" (antiga "ESTRADA DAS AMOREIRAS") ligava o "LARGO DE ARROIOS" a Norte e passa hoje na entrada principal (de escadaria) do "IST" e na parte Poente da "ALAMEDA". 
A "AZINHAGA DO AREEIRO" que vinha da "PENHA DE FRANÇA" e descia a "CALÇADA DOS MOUROS" foi igualmente cortada pela "ALAMEDA" que por deliberação Camarária de 08.08.1924 a designaram "RUA CARVALHO ARAÚJO" (oficial da Marinha Portuguesa), tendo o seu seguimento passado a denominar-se "RUA ABADE FARIA" por Edital Municipal de 7 de Fevereiro de 1957.
A "ALAMEDA D. AFONSO HENRIQUES" criou assim um eixo verde de características monumentais. Numa escala urbanística, surgiu este novo eixo urbano no qual se foram edificando diversos blocos de habitação entre 1936 e 1946.
Ficou também conhecida uma grande parte desta ALAMEDA pelos nomes das RUAS que lhe atribuíram, designadamente entre a "AVENIDA ALMIRANTE REIS" e a "FONTE LUMINOSA", o chamado "BAIRRO DOS ACTORES" (embora nem todas as ruas sejam atribuídas a actores), mas continua a ser uma zona da cidade de LISBOA com a maior concentração de topónimos originários de ACTORES.
Nasceu sensivelmente no início dos anos trinta do século passado, quando por Editais e Deliberações Camarárias foram sendo atribuídos os nomes de actores, aos arruamentos então abertos. A sua designação não parece oficial, não consta pelo menos dos roteiros, mas será fruto, como tantas vezes acontece, da voz do povo.
A Rua da actriz "ÂNGELA PINTO" circunda o «MERCADO DE ARROIOS» e para ela convergem cinco Ruas: do "ACTOR EDUARDO BRAZÃO"; do "FERREIRA DA SILVA", da actriz "ROSA DAMASCENO", da "LUCINDA SIMÕES" e do actor "JOSÉ RICARDO". A esta liga-se a do actor "ANTÓNIO CARDOSO", e separados pela "RUA CARVALHO ARAÚJO"(Oficial da Marinha), estão a do actor "JOAQUIM DE ALMEIDA" e do "ACTOR VALE". Um pouco mais para Leste, junto da "ESCOLA ANTÓNIO ARROIO" fica a Rua da actriz "EMÍLIA EDUARDA", e a Ocidente do outro lado da "AVENIDA ALMIRANTE REIS" está a do "JOAQUIM COSTA" entre a "RUA A. PEREIRA CARRILHO" e a "TRAVESSA DAS FREIRAS".
Na parte Norte da "ALAMEDA DOM AFONSO HENRIQUES" estão as ruas do "ACTOR ISIDORO", da "LUCINDA DO CARMO", da "ACTRIZ VIRGÍNIA" e do actor "JOÃO ROSA". Ao todo são 15 topónimos de actores considerando as adjacentes.
Atravessa todo o "BAIRRO DOS ACTORES" inclusive a "ALAMEDA" uma rua que em nada se relaciona com actores. Trata-se da "RUA CARLOS MARDEL" que foi Engº e Arquitecto, de nacionalidade Húngara, faleceu em LISBOA em 1763. Foi sim, um grande colaborador de "MANUEL DA MAIA" e de "EUGÉNIO DOS SANTOS" após o terramoto de 1755.

O valor histórico deste jardim é bastante elevado uma vez que se encontra associado às grandes obras públicas que decorreram durante o ESTADO NOVO. A associação deste jardim (Parque) a uma personagem de destaque em Portugal, através da atribuição do topónimo "DOM AFONSO HENRIQUES"(primeiro rei de Portugal) valoriza e enaltece o seu interesse histórico. É, sem dúvida, uma das «ALAMEDAS» mais conhecidas de LISBOA, bastante utilizada como lazer, frequentemente palco de manifestações e comemorações do 1º de MAIO, limitada a Poente pelo "INSTITUTO SUPERIOR TÉCNICO" e a nascente pela grandiosa e monumental "FONTE LUMINOSA".

(CONTINUA)-(PRÓXIMO)«ALAMEDA D. AFONSO HENRIQUES [ III ]-O INSTITUTO SUPERIOR TÉCNICO-IST»

sábado, 9 de novembro de 2013

ALAMEDA DOM AFONSO HENRIQUES [ I ]

 Alameda D. Afonso Henriques - (2013) (Desenho adaptado da "ALAMEDA" e seu enquadramento - Sem escala - APS - LEGENDA - ( 1 )-Alameda D. Afonso Henriques; ( 2 )-Instituto Superior Técnico-IST; ( 3 )-Instituto Nacional de Estatística-INE; ( 4 )-Cinema Império; ( 5 )-Fonte Monumental da Alameda Dom Afonso Henriques. A Rua assinalada com dois traços vermelhos, já foi publicada neste blogue. ARQUIVO/APS
 Alameda D. Afonso Henriques - (195_) Foto de Augusto de Abreu Nunes (Fotografia aérea da "Alameda Dom Afonso Henriques e Areeiro) in AFML
 Alameda D. Afonso Henriques - ( 194_) Foto de Amadeu Ferrari (Panorama sobre a "Alameda D. Afonso Henriques") (Abre em tamanho grande) in  AFML 
Alameda D. Afonso Henriques - (1938) Foto de Eduardo Portugal (Terrenos para a construção da "Alameda". Ao fundo ficaria a "Fonte Luminosa") (Abre em tamanho grande) in  AFML 
Alameda D. Afonso Henriques - (1938) Foto de Eduardo Portugal - ("Alameda D. Afonso Henriques" em construção, ao fundo o "Instituto Superior Técnico-IST") in  AFML 

ALAMEDA D. AFONSO HENRIQUES [ I ]

«A ALAMEDA E SEU ENQUADRAMENTO ( 1 )»

A «ALAMEDA D. AFONSO HENRIQUES» pertencia a quatro freguesias: "SÃO JOÃO"; "ALTO DO PINA"; "SÃO JORGE DE ARROIOS" e "SÃO JOÃO DE DEUS". Com a Reforma Administrativa de Lisboa passou a pertencer só a três freguesias. "AREEIRO"; "ARROIOS" e "PENHA DE FRANÇA". Assim à freguesia da "PENHA DE FRANÇA" pertencem os números 1 a 9. À freguesia de "ARROIOS" pertence do Nº 11 em diante. À freguesia do "AREEIRO" pertencem os números 2 até final.
Esta "ALAMEDA" fica entre a "AVENIDA MANUEL DA MAIA" e a "FONTE LUMINOSA" (Rua Barão Sabrosa).
É atravessada pela "AVENIDA ALMIRANTE REIS". São convergentes com a "ALAMEDA" de nascente para poente no lado esquerdo a "RUA ACTOR VALE"; "RUA CARVALHO ARAÚJO"(antiga azinhaga do Areeiro); "RUA ROSA DAMASCENO"; "RUA CARLOS MARDEL" e "RUA QUIRINO DA FONSECA"(antiga Estrada de Sacavém). No lado direito igualmente de nascente para poente, "RUA JOÃO DE MENESES"; "RUA ABADE FARIA"; "RUA ACTOR ISIDORO"; "RUA CARLOS MARDEL" e "AVENIDA GUERRA JUNQUEIRO".
Foi atribuído por deliberação Camarária de 23.03.1932 e Edital de 31.03.1931 o topónimo de «ALAMEDA D. AFONSO HENRIQUES». Esta "ALAMEDA" com uma área aproximadamente de 5 hectares, desenvolve entre o edifício principal do "INSTITUTO SUPERIOR TÉCNICO-IST" e a "FONTE LUMINOSA". Na parte mais plana possui um grande relvado e um parque infantil. Sobre a "FONTE LUMINOSA" existe um miradouro e um lago enquadrado por arvoredos que proporcionam sombras agradáveis.
No subsolo desta "ALAMEDA" cruzam-se as linhas vermelha e verde do Metro de Lisboa e tem como estação o nome de "ALAMEDA".
A partir de 1926, com a implantação e consolidação do Estado Novo, LISBOA é alvo de uma nova política de expansão e embelezamento de características monumentais e nacionalistas. A cidade viu parte do seu tecido urbano desaparecer por meio de expropriações e demolições com consequente construção de espaços emblemáticos para o sistema político vigente na época. A "ALAMEDA D. AFONSO HENRIQUES", a "PRAÇA DO IMPÉRIO" a "PRAÇA DO AREEIRO"( 1 ) e "PRAÇA DE LONDRES", são alguns dos espaços legados pelo anterior regime.
Com a elaboração de um PLANO GERAL, que só se concretiza a partir de 1938, no chamado plano "DE GRÖER", por encomenda directa do Engenheiro "DUARTE PACHECO", que acumulava na altura, os cargos de "MINISTRO DAS OBRAS PÚBLICAS" e o de "PRESIDENTE DA CÂMARA DE LISBOA".
A sua arquitectura oficial teve um processo de formação lento, com início nos anos 30 e sedimentação concreta a partir dos anos 40. Os seus autores são, na maioria os mesmos que projectavam as obras modernistas do período imediatamente anterior. São realizações importantes, numa primeira fase, até meados da década de 30, O "IST", o "INE" ainda fortemente marcados por uma linguagem moderna.

( 1 ) - A «PRAÇA DO AREEIRO» hoje "PRAÇA SÁ CARNEIRO", tinha ligação com a exploração local, nomeadamente na " QUINTA DA NOIVA" e "QUINTA DO NARIGÃO" (a Norte do Areeiro, de um e outro lado da «AVENIDA DO AEROPORTO», hoje "AVENIDA ALMIRANTE GAGO COUTINHO", com inúmeros areeiros em actividade na época).

(CONTINUA)-(PRÓXIMO)«ALAMEDA D. AFONSO HENRIQUES [ II ] A ALAMEDA E SEU ENQUADRAMENTO ( 2 )»

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

RUA DA JUNQUEIRA [ XXVI ]

 Rua da Junqueira - (2009) Foto de Joaquim Carvalho (O Centro de Congressos de Lisboa" na "Junqueira" tendo como pano de fundo o magnifico Tejo) in RESTOS DE COLECÇÃO
 Rua da Junqueira - (2009) Foto de autor não identificado (Vista ao entardecer do "CENTRO DE CONGRESSOS DE LISBOA" na "Praça das Industrias" à "Junqueira")  in RESTOS DE COLECÇÃO
 Rua da Junqueira - (2009) Foto de autor não identificado (Fachada principal do "Centro de Congressos de Lisboa", com o "XII Congresso de Nutrição e Alimentação" in CENTRO DE CONGRESSOS DE LISBOA
 Rua da Junqueira - (2009) Foto de autor não identificado (Pavilhão do Rio" do "Centro de Congressos de Lisboa", com capacidade de área bruta de 3800 metros quadrados e ainda uma galeria com 1123 m2) in CENTRO DE CONGRESSOS DE LISBOA
 Rua da Junqueira - (2009) Foto de autor não identificado (Aspecto do "Auditório VIII" do "Centro de Congressos de Lisboa" com uma área bruta de 390 metros quadrados, e capacidade para 400 pessoas) in  CENTRO DE CONGRESSOS DE LISBOA
Rua da Junqueira - (2009) Foto de autor não identificado (Aspecto do "Auditório I" do "Centro de Congressos de Lisboa", com uma área bruta de 1700 metros quadrados, e capacidade na plateia para 1500 pessoas) in CENTRO DE CONGRESSOS DE LISBOA

(CONTINUAÇÃO) - RUA DA JUNQUEIRA [ XXVI ]

«O CENTRO DE CONGRESSOS DE LISBOA-CCL»

O "CCL-CENTRO DE CONGRESSOS DE LISBOA» tem a sua origem nos dois primeiros Auditórios da "Feira das Industrias de Lisboa" (antigo Auditórios "V" e "VI") com capacidade para 250 e 100 pessoas respectivamente e que se destinavam a acolher manifestações paralelas à feira de exposições.
Em 1989 é finalizado o "PAVILHÃO POLIVALENTE", posteriormente designado Auditório do Complexo das Feiras, "CENTRO DE CONGRESSOS DA FIL" e actualmente "CENTRO DE CONGRESSOS DE LISBOA".
Esta infraestrutura que contava com 4 auditórios e 5 salas de reuniões, com utilização conjugada com os restantes pavilhões da FIL, constitui um factor decisivo ao crescimento sustentado do turismo de negócios em LISBOA acolhendo os maiores e mais prestigiados eventos internacionais que se realizam em PORTUGAL nas duas últimas décadas.
O crescimento de actividades do "CENTRO DE CONGRESSOS DE LISBOA" foi particularmente notório a partir de 1995, passando de 120 eventos acolhidos nesse ano, com um total de cinquenta e cinco mil participantes, para 250 eventos em 1990 e cento e oitenta mil participantes, tendo sido uma alavanca fundamental para o posicionamento de LISBOA entre os primeiros destinos mundiais de CONGRESSOS e REUNIÕES INTERNACIONAIS.
Com a saída da "FEIRA INTERNACIONAL DE LISBOA", para a nova infraestrutura do "PARQUE DAS NAÇÕES" na Zona Oriental de LISBOA, em 13.03.1999, passou a ser possível de imediato aumentar a disponibilidade de instalações.
O "C.C.L." passou a contar com mais três pavilhões, correspondendo a um total de dez mil metros quadrados para acolher grandes eventos em instalações adequadas e dar sequência ao projecto de dotar a cidade de LISBOA com um grande e moderno CENTRO DE CONGRESSOS, através da renovação e ampliação das actuais instalações.
Actualmente o "CENTRO DE CONGRESSOS DE LISBOA" dispõe de oito auditórios e cinco pavilhões, sendo possível juntar o auditório três e quatro e o auditório seis com o sete.
O Pavilhão 1 tem uma área bruta de mil e oitocentos metros quadrados, seis portas de acesso sendo duas de emergência, tem capacidade de exposição para 85 módulos de 9 m2/cada, banquetes para mil e quinhentas pessoas localizado no piso zero do "CCL", esta infraestrutura com cerca de 1800 m2 de área bruta, adequada para a realização de FEIRAS E EXPOSIÇÕES, SHOW ROOMS, CATERING e BANQUETING, etc.
O seu espaço é possível combinar a instalação do auditório 5 a partir de paredes acústicas móveis, com área para exposições ou catering. Das cinco salas, três com luz natural e duas de interior e uma cafetaria, complementam as facilidades do Pavilhão um. Este pavilhão dispõe de caixas de electricidade, telecomunicações, água e esgotos no chão, que possibilita a realização de exposições e dos mais diversos eventos.
O "C.C.L." tem um total de dez mil metros quadrados disponíveis entre auditórios e pavilhões modernos, para acolher os grandes eventos, congressos e reuniões internacionais. [ FINAL ]

BIBLIOGRAFIA

- ADRAGÃO, José Victor-PINTO,Natália-RASQUILHO, Rui - Novos Guias de Portugal-Lisboa - Ed. Presença - 1985.
- ARAÚJO, Norberto - Peregrinações em Lisboa-Livro IX-Vega- Lisboa - 1993
- AZEVEDO, João de - LISBOA-125 anos sobre csrris - Roma Ed. Lisboa - 1998
- BELÉM Reguengo da Cidade - CML-Pelouro Cultural- Ed. ASA - 1990
- DICIONÁRIO da História de Lisboa - Dir. Francisco Santana e Eduardo Sucena-Carlos Quintas & Associados-Consultores,Lda. Sacavém - 1994
- DICIONÁRIO Ilustrado da História de Portugal - 2 Vol. - Pub. ALFA- 1986 - Lisboa
- LISBOA-Revista Municipal - 2ª série Nº 7 -1º Trim. de 1984 - Ed. CML
- LELLO UNIVERSAL . Dic. Enciclopédico Luso-Brasileiro- 2 Vol. -Lello&Irmão-Porto - 1976
- MENDES, João Fragoso-Olhares de Pedra- Diário de Notícias - 2004 - Lisboa
- NÉU, João B. M.-Em Volta da Torre de Belém-evolução da zona Ocidental de Lisboa-Livros Horizonte - 1994
- NOBREZA de Portugal e do Brasil-Cood. Dr. Afonso Eduardo Martins Zuquete - Vol. III - Editorial Enciclopédia - 1961 - Lisboa
- NOVA Enciclopédia Larousse - 22 Vol. - Círculo dos Leitores - 1996 - Lisboa
- O POVO de Lisboa - Exposição Iconográfica- CML Di. dos Serviços Culturais-1978-Lisboa
- PORTUGAL, Fernando e MATOS, Alfredo-Lisboa em 1758-Memórias Paroquiais de Lisboa- Publicações Culturais da CML- 1974 - Lisboa
- PROVAS Originais - 1858-1910- Arq. Municipal Pelouro da Cultura da CML -1993-Lisboa

INTERNET

(PRÓXIMO) «ALAMEDA DOM AFONSO HENRIQUES [ I ]- A ALAMEDA E SEU ENQUADRAMENTO (1)»

sábado, 2 de novembro de 2013

RUA DA JUNQUEIRA [ XXV ]

 Rua da Junqueira - (1957)  - Estúdios Mário Novais (Panorama da "FIL-FEIRA DAS INDUSTRIAS DE LISBOA" no ano sua inauguração) in  RESTOS DE COLECÇÃO
 Rua da Junqueira - ( 1957 ) - Estúdios Mário Novais ( A "FIL-Feira das Industrias de Lisboa" no ano da sua inauguração, com uma exposição da "FIP")  in  WIKIPÉDIA 
 Rua da Junqueira - ( 1957 ) - Estúdios Mário Novais (Fachada principal da "FIL-FEIRA DAS INDUSTRIAS DE LISBOA", igualmente com a exposição da FIP)  in  RESTOS DE COLECÇÃO
 Rua da Junqueira - (depois de 1957) Foto de Salvador de Almeida Fernandes ( "Centro de Congressos de Lisboa" na antiga FIL na Junqueira) in  AFML
 Rua da Junqueira - (1961) Foto de Arnaldo Madureira (Construção de um Pavilhão para a "FIL" na "Junqueira") in  AFML
 Rua da Junqueira - (entre 1962 e 1966) Foto de Artur Inácio Bastos (Panorama da "FIL" à direita e na esquerda os estaleiros das obras da ponte sobre o Tejo) in  AFML 
 Rua da Junqueira - (1972) Foto de Vasco Gouveia de Figueiredo (A "FIL", parte lateral virada para a "Avenida da Índia". No primeiro andar era o restaurante com porta para o exterior) in  AFML 
 Rua da Junqueira - (1972) Foto de Vasco Gouveia de Figueiredo (A "FIL-Feira Internacional de Lisboa", na "Praça das Industrias") in  AFML
Rua da Junqueira - (1972) Foto de Vasco Gouveia de Figueiredo (A "FIL-Feira Internacional de Lisboa" os seus terrenos chegaram até à "Rua Mécia Mouzinho de Albuquerque" próximo da "Cordoaria Nacional") in AFML 


(CONTINUAÇÃO)-RUA DA JUNQUEIRA [ XXV ]

«A FIL - FEIRA DAS INDUSTRIAS DE LISBOA - (JUNQUEIRA)»

A «FIL-FEIRA DAS INDUSTRIAS DE LISBOA» mais tarde «FIL-FEIRA INTERNACIONAL DE LISBOA», localizada paralelamente entre a "AVENIDA DA ÍNDIA" e a "RUA DA JUNQUEIRA", na sua extensão ia desde a "PRAÇA DAS INDUSTRIAS" até à "RUA MÉCIA MOUZINHO DE ALBUQUERQUE" junto da "CORDOARIA NACIONAL". Actualmente e desde 1998 está a funcionar no "PARQUE DAS NAÇÕES", na ZONA ORIENTAL DE LISBOA.
A "FEIRA DAS INDUSTRIAS DE LISBOA" na JUNQUEIRA remonta ao período do "ESTADO NOVO",  tendo sido projectada pelos Arquitectos "FRANCISCO KEIL DO AMARAL" e "ALBERTO CRUZ".
Levou aproximadamente cinco anos (1952-1957) a sua construção, foi inaugurada a 26 de Maio de 1957 pelo Presidente da República "HIGINO CRAVEIRO LOPES"(1894-1964).
Vem do século XIX o gosto por este género de exposições. Assim, em 1839 foi fundada a "AIP-ASSOCIAÇÃO INDUSTRIAL PORTUGUESA" em LISBOA que foi alterando a sua designação ao longo de vários anos, encontrando-se actualmente com a designação inicial.
Foram realizadas exposições de 1861 e 1863, sendo em 1887 a primeira "EXPOSIÇÃO NACIONAL DAS INDUSTRIAS FABRIS", evento que teve o seu palco na actual "PRAÇA DO MARQUÊS DE POMBAL" e final da "AVENIDA DA LIBERDADE".
A "FIL" instalada neste local da "JUNQUEIRA" desde 1957, sofreu obras de ampliação posteriormente, sendo um dos maiores espaços de exposição do país (na época), que até 1967 foi a única feira de realizações periódicas (anual) englobando todos os sectores económicos.
O edifício da "FEIRA DAS INDUSTRIAS DE LISBOA" FIL, na altura, composto por duas grandes naves de exposição, respectivas galerias e uma zona ao ar livre para exposição de peças e maquinaria de grande porte.
Entre os anos de 1984 e 1985 são construídos os pavilhões 4 e 5 com o objectivo de acolher exposições temáticas e aumentar a área de exposição de FIL.
Dispuseram-se "Stands" de mais de 400 expositores, distribuídos pelas "Secções de Borracha e Derivados", "Calçado", "Couros e Peles", "Electricidade", "Indústria Química", "Industrias Alimentares", "Industrias de Móveis e Decoração", "Louças e Vidros", "Material de Escritório", "Materiais de Construção", "Industria Náutica" etc.  Foram expositores com presença de relevo: H. Vaultier, Laboratórios Barral, SAPEC, Viúva Ferrão, Fábrica Portugal, Vinhos de Colares,  CUF-Companhia União Fabril e outras.
Em 1957, quando da inauguração da "FIL", lia-se num jornal diário: "(...) com efeito, o que está patente no antigo areal da JUNQUEIRA, onde ainda ontem cresciam cardos e os lagartos se regalavam ao Sol, é uma obra de prodígio que excede a escala habitual dos nossos empreendimentos".
Dizemos hoje, só o "CENTRO DE CONGRESSOS DE LISBOA" ali funciona. Os antigos terrenos da FIL entre a "Cordoaria Nacional" e o "Pavilhão Principal" estão devolutos e desprezados, possivelmente à espera de novos lagartos para se bronzearem.

(CONTINUA) - (PRÓXIMA) «RUA DA JUNQUEIRA  [ XXVI ] -CCL-CENTRO DE CONGRESSOS DE LISBOA.

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

RUA DA JUNQUEIRA [ XXIV ]

Rua da Junqueira - (2008) - Foto de Dias dos Reis (O "Instituto de Higiene e Medicina Tropical", com frente para a "Rua da Junqueira") in DIAS DOS REIS
 Rua da Junqueira - (1958) Foto de Salvador de Almeida Fernandes ( O "IMT-Instituto de Medicina Tropical" nos anos cinquenta) in  AFML
 Rua da Junqueira - (1961) Foto de Arnaldo Madureira (O "IMT-Instituto de Medicina Tropical", fachada principal)  in  AFML
 Rua da Junqueira - (1961) (Fachada Sul do edifício do "IMT-Instituto de Medicina Tropical) in  AFML
 Rua da Junqueira - (1961) Foto de Arnaldo Madureira (A estátua decorativa representando "a ciência e o homem", que ladeiam as escadas da entrada principal do "Instituto de Medicina Tropical", na "Rua da Junqueira") in  AFML 
 Rua da Junqueira - (1961) Foto de Arnaldo Madureira (A estátua decorativa representando "A Medicina e a Farmácia", ladeando as escadas da entrada principal do "Instituto de Medicina Tropical) in  AFML
 Rua da Junqueira - (1966) Foto de Armando Serôdio (Entrada principal do "Instituto de Medicina Tropical", com a estátua de "Garcia de Orta")  in  AFML

(CONTINUAÇÃO) - RUA DA JUNQUEIRA [ XXIV ]

«O INSTITUTO DE HIGIENE E MEDICINA TROPICAL»

O «INSTITUTO DE HIGIENE E MEDICINA TROPICAL» foi criado em 24 de Abril de 1902, por carta de lei do Rei "D. CARLOS I", com a designação inicial de «ESCOLA DE MEDICINA TROPICAL».
Desde 1887, este ensino de "Medicina Tropical" era desempenhado na "ESCOLA NAVAL", destinando-se exclusivamente aos médicos do "MINISTÉRIO DA MARINHA E ULTRAMAR".
Foi no edifício da "CORDOARIA NACIONAL" na ala  nascente instalada a (primeira) "ESCOLA", sendo o ensino vocacionado para a melhoria do conhecimento cientifico dos problemas de saúde ligadas aos meios tropical e intertropical, especialmente no "ULTRAMAR PORTUGUÊS". 
No ano de 1937, a "ESCOLA DE MEDICINA TROPICAL" foi transformada em "INSTITUTO DE MEDICINA TROPICAL-IMT", com laboratórios, biblioteca especializada e instalações para Higiene e Patologias Exóticas.
A construção do novo edifício para o INSTITUTO deu-se entre 1954 e 1958 em terrenos que pertenciam ao "MORGADO DOS SALDANHAS".
Com a nova instalação no moderno edifício construído junto do "HOSPITAL DO ULTRAMAR" (actual Hospital Egas Moniz), o qual - como Hospital especializado em doenças tropicais - lhe servia de apoio. Estas instalações foram sendo alargadas, encontrando-se presentemente nos jardins do antigo "PALÁCIO BURNAY" (mesmo ao lado) modernos edifícios, construídos para dar apoio ao "INSTITUTO".
O "INSTITUTO DE HIGIENE E MEDICINA TROPICAL" na "RUA DA JUNQUEIRA", 96 é uma instituição centenária, ímpar na academia portuguesa. Vocacionada inicialmente para o estudo, ensino e clínica das doenças tropicais, evoluiu recentemente para uma abordagem integrada que vai desde o nível molecular aos sistemas globais de saúde, adoptando, sem abandonar a sua vocação tropical, um forte empenho na resolução de problemas de saúde que, em todos os Continentes, afligem os mais pobres e os excluídos.
 Aquando da inauguração das novas instalações do "IMT" em 1958, foi também colocado na entrada da porta principal, virada para a "RUA DA JUNQUEIRA", a estátua do médico e naturalista, "GARCIA DE ORTA", figura do século XVI ligada aos DESCOBRIMENTOS e à expansão Marítima Nacional. É justamente considerado o fundador da "MEDICINA TROPICAL". Tem uma estátua de bronze, com pedestal em pedra, obra executada pelo escultor "JOAQUIM MARTINS CORREIA".
Pelo Decreto-Lei número 47 102 de 16 de Julho de 1966, o "INSTITUTO DE MEDICINA TROPICAL" passou a chamar-se "ESCOLA NACIONAL DE SAÚDE PÚBLICA E DE MEDICINA TROPICAL - ENSPMT", que se ocupava também da vertente da saúde pública.
No ano de 1972, com o Decreto-Lei nº 372/72 de 2 de Outubro, o "ENSPMT"  divide-se em duas instituições, dando origem ao actual "INSTITUTO DE HIGIENE E MEDICINA TROPICAL" e à "ESCOLA NAVAL DE SAÚDE PÚBLICA".
O "INSTITUTO DE HIGIENE E MEDICINA TROPICAL" manteve-se na dependência do "MINISTÉRIO DO ULTRAMAR até à sua extinção. Em 1980 foi integrado na «UNIVERSIDADE NOVA DE LISBOA».

(CONTINUA)-(PRÓXIMO)«RUA DA JUNQUEIRA [ XXV ] A FIL-FEIRA DAS INDUSTRIAS DE LISBOA»

sábado, 26 de outubro de 2013

RUA DA JUNQUEIRA [ XXIII ]

 Rua da Junqueira - (2009) Foto de autor não identificado (A "Capela" construída pelos "Lavradios" no pátio do antigo "Palácio do Marquês de Angeja", com o portão virado para a "Rua da Junqueira") in  BERNARDINO MACHADO
 Rua da Junqueira - (2009) Foto de autor não identificado ( Pormenor da "Capela" do antigo "Palácio do Marquês de Angeja", mandada construir pelos familiares de "D. Francisca Teresa de Almeida", os "Condes do Lavradio") in IGESPAR
 Rua da Junqueira - (2007) (As antigas instalações do "Palácio do Marquês de Angeja" vistas de Sul para Norte) in  GOOGLE EARTH
 Rua da Junqueira - (19__) Foto de Paulo Guedes (Neste antigo "Palácio do Marquês de Angeja", construído depois de 1755, e propriedade da família até 1910, passou para a posse da CML e está hoje a funcionar neste edifício a "Biblioteca Municipal de Belém") (Abre em tamanho grande) in  AFML
 Rua da Junqueira - (1967) Foto de Vasco Gouveia Figueiredo (A "Biblioteca Municipal de Belém" a funcionar no antigo "Palácio do Marquês de Angeja", na "Rua da Junqueira") in  AFML
Rua da Junqueira - (1967) - Foto de Vasco Gouveia de Figueiredo (A "Biblioteca Municipal de Belém" no antigo "Palácio do Marquês de Angeja")  in  AFML 

(CONTINUAÇÃO) RUA DA JUNQUEIRA [ XXIII ]

«O PALÁCIO DO MARQUÊS DE ANGEJA ( 2 )»

O «PALÁCIO DO MARQUÊS DE ANGEJA» imóvel de planta centralizada e irregular, é constituído por um edifício principal, de dois andares, com janelas de peito no primeiro andar e de sacada emoldurada com cantaria no piso superior, e por um conjunto de construções anexas. a "CAPELA" situa-se no pátio, apresentando fachada de feição neoclássica desenhada por um portal sobrepujado por uma janela e rematado por um frontão triangular, com fogaréus a  coroar os acrotérios.
O Palácio prolonga-se até à área onde se fez o "Largo" (que tem o nome do fundador da casa) cujos terrenos faziam parte do pátio da casa. Na parte de trás do "PALÁCIO ANGEJA" vamos encontrar prédios de rendimento. A CAPELA mantém a nota  solarenga Setecentista existindo ainda restos do "FORTE DE S. PEDRO DE BELÉM ou ESTRELA", cujo paredão se tem conservado, distribuindo-se na antiga "RUA DA PRAIA DA JUNQUEIRA", - já tão longe, afinal da praia tornada cais -  as pedras velhinhas onde o mar batia nesses tempos.
O Palacete manteve-se propriedade da família "ANGEJA" até 1910, altura em que foi adquirida pelo comerciante "JOSÉ ALVES DINIZ", que o converteu em prédio de rendimento.
Possivelmente neste Palácio o escritor "JOÃO BAPTISTA DA SILVA LEITÃO DE ALMEIDA GARRETT" "VISCONDE DE ALMEIDA GARRETT" (1799-1854), sendo nesta residência que viveu e adoeceu ( 1 ).
Outro ilustre residente foi o "Dr. BERNARDINO MACHADO" "VISCONDE DE "SÃO LUÍS", que no período da sua estadia entre 1888 a 1895, foi DEPUTADO, PAR DO REINO e "MINISTRO DAS OBRAS PÚBLICAS, COMÉRCIO E INDUSTRIA".
Em 1913 era demolida a última guarita sobrevivente do "FORTE DE SÃO PEDRO DE BELÉM" (depois da "ESTRELA").
O corpo poente do Palácio foi habitado durante largos anos e serviu também de COLÉGIO, vindo finalmente a ser adquirido pela CÂMARA MUNICIPAL DE LISBOA no ano de 1962, que depois de o reabilitar o adaptou para ali instalar uma biblioteca.
A "BIBLIOTECA MUNICIPAL DE BELÉM", inaugurada em 11 de Junho de 1965, encontra-se instalada no corpo poente deste Palacete Setecentista. Esta Biblioteca tem um fundo bibliográfico de aproximadamente vinte e quatro mil volumes, que se encontram em grande parte informatizados e em livre acesso.

( 1 ) - (BIBLIOTECA NACIONAL - BICENTENÁRIO DE ALMEIDA GARRETT)

(CONTINUA)-(PRÓXIMO)-«RUA DA JUNQUEIRA [ XXIV ]-O INSTITUTO DE HIGIENE E MEDICINA TROPICAL»

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

RUA DA JUNQUEIRA [ XXII ]

 Rua da Junqueira - (2009) Foto de autor não identificado (Lado Norte do conjuntos de edifícios do antigo "Palácio do Marquês de Angeja" no "Altinho" virado para a "Rua da Junqueira") in MANUEL BERNARDO MACHADO
 Rua da Junqueira - (2007) (Os limites do "PALÁCIO ANGEJA" tinham grande dimensão. A Norte da "Rua da Junqueira", a Sul "Avenida da Índia", Nascente "Largo Marquês de Angeja" e a Poente a Travessa da Pimenteira") in GOOGLE EARTH
 Rua da Junqueira - (2013) (A "Biblioteca Municipal de Belém" está instalada na parte poente do antigo "Palácio do Marquês de Angeja"  in  GOOGLE EARTH
 Rua da Junqueira - (1939) Foto de Eduardo Portugal ("Palácio do Marquês de Angeja" virado para a "Avenida da Índia", que nesta altura podia ver-se ainda a sua antiga muralha) in AFML
 Rua da Junqueira - (1939) Foto de Eduardo Portugal ("Palácio do Marquês de Angeja" foi construído em cima das ruínas do "Forte de S. Pedro de Belém". Em 1913 existia ainda uma guarita que foi demolida, hoje resta apenas um pouco da sua antiga muralha) in AFML 
Rua da Junqueira - (Século XIX) Desenho de autor ilegível (Desenho da casa do "Marquês de Angeja" na "Rua da Junqueira", onde viveu e adoeceu "Almeida Garrett(1799-1857) in MANUEL BERNARDO MACHADO


(CONTINUAÇÃO) - RUA DA JUNQUEIRA [ XXII ]

«O PALÁCIO DO MARQUÊS DE ANGEJA ( 1 )»

Antes de se falar no «PALÁCIO DO MARQUÊS DE ANGEJA» vamos situar-nos numa construção que por ali existiu e suas consequências subjacentes.
Com a necessidade de reforçar a nossa defesa marítima após a "RESTAURAÇÃO", levou a que muitas fortificações fossem implantadas na margem direita do Tejo.
Assim, desde CASCAIS a XABREGAS, vários tipos de defesa marítima foram construídos: FORTES, FORTINS, BALUARTES, FORTALEZAS e TORRES.
A Poente da "Rua da Junqueira" foi edificado o "FORTE DE S. PEDRO DE BELÉM ou ESTRELA".
A guerra da "Sucessão de Espanha" no ano de 1702 em que Portugal se viu envolvido, fez com que o rei "D. PEDRO II" mandasse fortificar LISBOA a toda a pressa, construindo muros, fortes e artilhando Torres.
Entretanto a guerra da "Sucessão de Espanha" chega efectivamente ao fim em 1713, graças à preciosa intervenção do nosso diplomata "D. LUÍS DA CUNHA", que juntamente com o "CONDE DE TAROUCA", representaram com mérito os interesses portugueses no chamado "TRATADO DE UTREQUE", no congresso que tinha como finalidade por fim ao conflito entre PORTUGAL e ESPANHA. Do congresso saíram vários acordos que estabeleceram as condições de paz entre a FRANÇA, INGLATERRA a ESPANHA e outros países envolvidos.
Em consequência de uma notícia publicada em "AMESTERDÃO" no ano de 1719 mas referida aos anos de 1706 e 1707, indicava já a existência nessa época do "FORTE DE S. PEDRO DE BELÉM" (mais tarde designado também por ESTRELA) no local, onde mais tarde viria a ser edificado o "PALÁCIO DO MARQUÊS DE ANGEJA".
O "Palácio do Marquês de Angeja" foi mandado construir a sua nova habitação - a anterior tinha ficado destruída por efeito do terramoto de 1755 - em terrenos cedidos pela Coroa ao "1º MARQUÊS DE ANGEJA" e "2º CONDE DE VILA VERDE", "D. PEDRO ANTÓNIO DE NORONHA E ALBUQUERQUE" (1661-1731). Inicialmente erigido na parte mais recuada da face da Rua Principal, tendo sido edificado sobre os restos do "FORTE DE S. PEDRO DE BELÉM". Existe uma foto neste blogue onde podemos ver uma parte substancial da muralha que ficava mais virada ao rio.
Esta Palácio pertenceu também aos "CONDES DO LAVRADIO", em virtude do "4º Marquês de Angeja" e "6º CONDE DE VILA VERDE", "D. JOSÉ XAVIER DE NORONHA CAMÕES DE ALBUQUERQUE DE SOUSA MONIZ(1741-1811), ter casado com a filha do "2º CONDE DO LAVRADIO" em 23.01.1768; "D. FRANCISCA TERESA DE ALMEIDA", acabando por ser a família da esposa a edificar a "CAPELA DO PALÁCIO".
O "1º MARQUÊS DE ANGEJA" foi entre 1714-1718 "3º VICE-REI DO BRASIL". E pelo tratado de "UTREQUE" (nos Países-Baixos) foi reconhecido de novo a "PORTUGAL" a posse da "COLÓNIA DO SACRAMENTO" em terras SUL-AMERICANAS.

(CONTINUA)-(PRÓXIMO)«RUA DA JUNQUEIRA [ XXIII ]-O PALÁCIO DO MARQUÊS DE ANGEJA ( 2 )»