sábado, 10 de janeiro de 2015

JARDIM GUERRA JUNQUEIRO [ II ]

(VULGO)-JARDIM DA ESTRELA ( 2 )
 Jardim Guerra Junqueiro - (Vulgo) -JARDIM DA ESTRELA - (2012) Foto de Teresa  (A entrada principal do "JARDIM DA ESTRELA"na "PRAÇA DA ESTRELA") (Abre em tamanho grande) in  LISBOA, CIDADE MINHA...
 Jardim Guerra Junqueiro - (Vulgo) -JARDIM DA ESTRELA - (2011)  (Uma das RUAS no interior do JARDIM DA ESTRELA)  in  ONDE LISBOA
 Jardim Guerra Junqueiro - (Vulgo) - JARDIM DA ESTRELA - (2007)  (Um dos Lagos do "JARDIM DA ESTRELA" onde está colocada a peça "A GUARDADORA DE PATOS" de COSTA MOTA "Sobrinho" e FRANCISCO SANTOS, inaugurada no ano de 1914) in  VISITE PORTUGAL
 Jardim Guerra Junqueiro - (Vulgo) - JARDIM DA ESTRELA - (1963) Foto de Armando Serôdio (Parque Infantil no JARDIM DA ESTRELA, na década de sessenta do século passado) in  AML
 Jardim Guerra Junqueiro - (Vulgo) - JARDIM DA ESTRELA - (Foto do século XX) Autor não identificado (Lago no "JARDIM DA ESTRELA" possivelmente na década de vinte do século passado)  (Abre em tamanho grande)  in   AML 

Jardim Guerra Junqueiro - (Vulgo ) - JARDIM DA ESTRELA - (1938) Foto de Eduardo Portugal (Parque Infantil do "JARDIM DA ESTRELA", na década de trinta do século vinte)  in AML 

(CONTINUAÇÃO) JARDIM GUERRA JUNQUEIRO [ II ]

«(VULGO)-JARDIM DA ESTRELA ( 2 )»

A verdade é que não havia dinheiro e a ideia do "PASSEIO" foi sendo adiada. Surgiu então um homem providencial: MANUEL JOSÉ DE OLIVEIRA o "BARÃO DE BARCELINHOS", tão rico que era conhecido por "MANUEL DOS CONTOS". Diga-se de passagem, para melhor se situar, que tinha transformado o antigo "CONVENTO DO ESPÍRITO SANTO DA PEDREIRA" no seu Palácio (chamado por isso de BARCELINHOS) edifício que depois foi hotel e hoje ainda é conhecido pelos "ARMAZÉNS DO CHIADO". Pois foi esse capitalista quem pegou em cinco contos de réis e os entregou "de mão beijada" para a expropriação dos terrenos e provavelmente, pretendia agradar não só a "COSTA CABRAL", como ao "PRESIDENTE DA CÂMARA".
Mas ainda não foi desta. Vieram as LUTAS LIBERAIS de 1844 a 1847, as revoluções, a "MARIA DA FONTE" e a ideia do JARDIM parecia desvanecer-se. O PASSEIO PÚBLICO da (futura) AVENIDA DA LIBERDADE continuava a ser o único local da cidade onde se podia circular, ouvir música, conversar, por entre flores.
Foi necessário existir um novo benemérito que se prontificasse a abrir os cordões à bolsa.
Desta vez. foi "JOAQUIM MANUEL MONTEIRO", comerciante português do BRASIL e natural da CARVOEIRA. Gostou da ideia e entrou com nada menos de 4.757$000 réis.
Tão contente ficaram os poderes públicos que El-Rei D. LUÍS, agraciou o ricaço e generoso homem de negócios com o título de VISCONDE e depois CONDE DA ESTRELA.

Começaram os trabalhos, apesar de tudo, não correram num mar de rosas. Foram, é certo, contratados dois mestres da Jardinagem: o francês "JEAN BONARD" e o português "JOÃO FRANCISCO". 
Vieram árvores e plantas várias dos jardins do CONDE DE FARROBO, fizeram-se os trabalhos de terraplanagem.
Mas o dinheiro voava. E o certo é que em Março de 1851, a CÂMARA, então presidida por "NUNO JOSÉ PEREIRA BASTOS", estava com poucas finanças e acabou por fazer uma exposição à rainha D. MARIA II, dizendo só ter dinheiro para mais duas semanas... Lá apareceram uns dinheiros e a obra acabou por chegar a bom termo.
Em ABRIL de 1852, o JARDIM abriu finalmente ao público. Este Jardim esteve na moda durante quase toda a metade do século XIX: era então chamado o «PASSEIO DA ESTRELA» das nossas românticas avós, ainda jovens.
Tinha-se tentado fazer diferente do "PASSEIO DA AVENIDA". Assim, por exemplo, uma "MONTANHA RUSSA" elevava-se do lado Nascente, ao pé do muro que separava o Jardim do que fora o CONVENTO e hoje é o HOSPITAL; de lá se tinha uma excelente vista para a cidade, que os prédios que por ali foram construindo se encarregaram de as tapar.
Havia estufas, um pavilhão desenhado pelo "PEZERAT", lagos, um traçado convidativo...
Tornou-se o "PASSEIO DA ESTRELA" o centro da moda. D.MARIA II ainda lá foi, embora poucas vezes dado que faleceu ano e meio depois da inauguração.

(CONTINUA)-(PRÓXIMO)«JARDIM GUERRA JUNQUEIRO [ III ]-O JARDIM DA ESTRELA (3)».

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

JARDIM GUERRA JUNQUEIRO [ I ]

«VULGO "JARDIM DA ESTRELA" ( 1 )
 Jardim Guerra Junqueiro - (2011) Foto de Filipe Amorim (Uma vista do interior do "JARDIM DA ESTRELA" para a sua entrada principal, ao fundo podemos ver a "BASÍLICA DA ESTRELA"). in PASSEIOS (cá dentro)
 Jardim Guerra Junqueiro - (2007) (Vista Panorâmica do "JARDIM DA ESTRELA", na freguesia da "ESTRELA")  in  GOOGLE EARTH
 Jardim Guerra Junqueiro - (2014) - (Entrada principal do "JARDIM DA ESTRELA" vista da "PRAÇA DA ESTRELA" já ao entardecer)  in  GOOGLE EARTH
 Jardim Guerra Junqueiro - (1938) - Foto de Eduardo Portugal (Lago do "JARDIM DA ESTRELA" e estátua da "A GUARDADORA DE PATOS" de COSTA MOTA-SOBRINHO e FRANCISCO SANTOS inaugurada em 1914)   in   AML 
Jardim Guerra Junqueiro - ( 1961 ) Foto de Armando Serôdio (Biblioteca Municipal do "JARDIM DA ESTRELA", ao lado direito podemos ver um baixo relevo de "JOÃO DE DEUS", escritor e pedagogo)   in   AML 

- JARDIM GUERRA JUNQUEIRO [ I ]

«(VULGO) "JARDIM DA ESTRELA" ( 1 )»

O «JARDIM GUERRA JUNQUEIRO» (Vulgo) "JARDIM DA ESTRELA" tem a sua entrada principal localizada na "PRAÇA DA ESTRELA", pertencia à freguesia da «LAPA», hoje com a "REFORMA ADMINISTRATIVA DE LISBOA" e com a integração das freguesias de "SANTOS-o-VELHO" e " PRAZERES", passou a designar-se freguesia da «ESTRELA». 
O "JARDIM DA ESTRELA" está rodeado de artérias: a SUL (entrada principal) a "PRAÇA DA ESTRELA" que liga com a "CALÇADA DA ESTRELA", a NORTE "AVENIDA ÁLVARES CABRAL", RUA DE SÃO JORGE e RUA JOÃO ANASTÁCIO ROSA, a NASCENTE "RUA DE SÃO BERNARDO"  e a POENTE a "RUA DA ESTRELA"

O "JARDIM GUERRA JUNQUEIRO" mais conhecido por "JARDIM DA ESTRELA" é um dos mais formosos da cidade de LISBOA.
Jardins, sempre terão existido. Mas, na cidade , os que havia ficavam atrás de muros, constituindo propriedade privada e ciosamente guardado pelos seus donos, para seu recreio pessoal.
As primeiras tentativas de trazer até ao povo o convívio com flores e demais plantas, foram feitas na AJUDA (com o respectivo "JARDIM BOTÂNICO", em 1768 e com o "PASSEIO PÚBLICO" (actual "AVENIDA DA LIBERDADE"), mais ou menos na mesma época, ou seja ambos no tempo do "MARQUÊS DE POMBAL"
Depois, foram surgindo tímidas diligências de fazer crescer e multiplicar esses espaços serenos de liberdade.
Estávamos no ano de 1842, era presidente da CÂMARA DE LISBOA o médico "LAUREANO DA LUZ GOMES", professor da "ESCOLA MÉDICA", grande incrementador dos  preceitos de higiene e reformador dos cemitérios. E, por essa altura, apareceu à venda um bom pedaço de terra de cultivo, que tinha pertencido à cerca do antigo "CONVENTO DA ESTRELINHA" (Situado onde hoje está o HOSPITAL MILITAR DA ESTRELA).
As ORDENS RELIGIOSAS tinham sido extintas em PORTUGAL em 1834 e o terreno referido tinha-se transformado em local de semeadura, pertença de um tal "ANTÓNIO JOSÉ RODRIGUES". Este, porém, ou não sabia o suficiente de agricultura ou não deu grande importância à propriedade rústica, o certo é que faliu e as terras foram postas em PRAÇA PÚBLICA.
O presidente da Câmara anteviu ali um excelente  local para um novo "PASSEIO PÚBLICO", um  Jardim que fosse local preferido pela população de LISBOA para os seus lazeres. O presidente da edilidade era amigo do então MINISTRO DO REINO, o CONDE DE TOMAR, "ANTÓNIO BERNARDO DA COSTA CABRAL" que logo se interessou na sua aquisição. Refira-se que, muitas vezes, aparece apontado o "CONDE DE TOMAR" como o autor da ideia do JARDIM, tanto mais que tinha casa perto. Fosse dele ou do médico Dr. LAUREANO, tanto faz... o certo é que ambos colaboraram, embora, como se verá, o êxito viesse a caber a outros.

(CONTINUA)-(PRÓXIMO)«JARDIM GUERRA JUNQUEIRO [ II ] O JARDIM DA ESTRELA (2)»  

sábado, 13 de dezembro de 2014

BOAS FESTAS

«BOAS FESTAS»



DESEJAMOS A TODOS OS "BLOGUISTAS" E AMIGOS  FELIZ NATAL E UM BOM ANO DE 2015.


APROXIMA-SE  O NATAL E COMO É HÁBITO, FAZEMOS UMA PARAGEM PARA MEDITAÇÃO.


VOLTAREMOS NO PRÓXIMO ANO ( de DEUS quiser e nos der saúde ) COM MAIS RUAS DE LISBOA.  ATÉ LÁ VIVAM ESTA QUADRA COM O ESPÍRITO DE VERDADEIRO  NATAL.


FAÇAM O FAVOR DE SEREM FELIZES!

(PRÓXIMO-2015)«JARDIM GUERRA JUNQUEIRO [ I ]-O JARDIM DA ESTRELA ( 1 )»

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

ÍNDICE DE ARTÉRIAS EDITADAS EM 2014

«ÍNDICE DE RUAS EM 2014»

 AVENIDA - LARGOS  -  RUAS  E TERREIRO



POR FREGUESIAS

ÍNDICE DE AVENIDA, LARGOS, RUAS E TERREIRO TRATADOS NESTE BLOGUE DURANTE O ANO DE 2014.

O ÍNDICE ESTÁ REPRESENTADO POR ORDEM ALFABÉTICA POR ARTÉRIAS E FREGUESIAS.

FORAM RETRATADAS ESTE ANO: 1 AVENIDA;  19 LARGOS;  59 RUAS e 17 TERREIRO, NUM TOTAL DE 96 PUBLICAÇÕES REFERENTE A ARTÉRIAS DE LISBOA.

(PRÓXIMO)«BOAS FESTAS»

sábado, 6 de dezembro de 2014

RUA LUÍS PASTOR DE MACEDO [ III ]

LUÍS PASTOR DE MACEDO ( 3 )
 Rua Luís Pastor de Macedo - (2014) (Vista da "RUA LUÍS PASTOR DE MACEDO" para Poente, encontrando-se no lado direito parte do antigo edifício "Estúdio" da Tobis Portuguesa e a paragem do "METRO" da Quinta das Conchas) in  GOOGLE EARTH
 Rua Luís Pastor de Macedo - (2014)  (A "RUA LUÍS PASTOR DE MACEDO" no sentido Norte, ao lado esquerdo como referência os "Estúdios" da antiga Tobis Portuguesa) in GOOGLE EARTH
 Rua Luís Pastor de Macedo - (2014) - (Um troço da "RUA LUÍS PASTOR DE MACEDO" no sentido Sul, na sua esquerda uma ligação à "RUA TOBIS PORTUGUESA") in GOOGLE EARTH
Rua Luís Pastor de Macedo - (1960) (Uma das obras de "LUÍS PASTOR DE MACEDO", "LISBOA DE LÉS A LÉS", subsídios para a história das vias públicas da cidade , Volume II, 2ª Edição -uma reedição das Publicações Culturais da CML-, que nos congratulamos, sendo este livro uma referência para a maioria dos olisipógrafos).   in    ARQUIVO/APS 

(CONTINUAÇÃO) - RUA LUÍS PASTOR DE MACEDO [ III ]

«LUÍS PASTOR DE MACEDO ( 3 )»

"LUÍS PASTOR DE MACEDO", foi ainda um grande impulsionador da representação de LISBOA nas FESTAS dos anos 1940, ano em que foram comemorados o duplo CENTENÁRIO DA INDEPENDÊNCIA NACIONAL ( 1140 - 1640 ) e da RESTAURAÇÃO em que o primeiro CORTEJO HISTÓRICO foi organizado por "LEITÃO DE BARROS".
Quanto à EXPOSIÇÃO DO MUNDO PORTUGUÊS  será a coroa de glória das opções assumidas e definidas da "POLÍTICA DO ESPÍRITO" de ANTÓNIO FERRO, em 1940 constituía o  "ano das grandes realizações espirituais e materiais do Estado Novo".
Deste modo. o governo de SALAZAR pretendia associar a grandiosa manifestação NACIONAL, - que então se erguia na antiga "PRAÇA DO IMPÉRIO" na zona de BELÉM - e essas datas decisivas da HISTÓRIA DE PORTUGAL, procurando uma legitimação absoluta da sua política, para o País.

"LUÍS PASTOR DE MACEDO" exerceu vários cargos, nos quais teve ocasião de tornar mais agradável a sua cidade, investigou, estudou e escreveu sobre LISBOA, vivendo-a intensamente durante os seus anos de vida.
Pertenceu este alfacinha à geração de ouro dos olisipógrafos, teve oportunidade de, já adulto, conviver com os últimos tempos de PINTO DE CARVALHO, o célebre cronista TINOP; apanhou ainda em pleno vigor o Engenheiro VIEIRA DA SILVA, cabouqueiro ilustre da história da cidade; foi companheiro de várias iniciativas, no campo literário e  no terreno do polifacetado GUSTAVO DE MATOS SEQUEIRA; mantinha com NORBERTO DE ARAÚJO a relação de respeito e amizade que une aqueles que lutam pela mesma dama, com ele colaborando pelo menos numa das suas obras mais conhecidas; entusiasmou também LEITÃO DE BARROS, pondo o talento criador deste ao serviço das festas de LISBOA.
Desta plêiade de gente talentosa - à qual seria necessário juntar outros nomes - veio a resultar o "GRUPO AMIGOS DE LISBOA", nascido em 1936 e ainda hoje rijo, defensor e propagandistas da "CAUSA ALFACINHA".
"LUÍS PASTOR DE MACEDO" faleceu aos 70 anos, LISBOA tinha-o agraciado com a sua medalha de ouro um ano antes.
Certamente será lembrado não só pela CÂMARA MUNICIPAL DE LISBOA como o já referido "GABINETE DE ESTUDOS OLISIPONENSES", herdeiro do seu ficheiro - os "AMIGOS DE LISBOA", do qual foi co-fundador e o seu primeiro secretário-geral, irão lembrá-lo, estudá-lo, tirar proveito da sua obra.
É preciso tentar ser tão saudavelmente "BISBILHOTEIRO" como o mestre "LUÍS PASTOR DE MACEDO", nesta arte de saber...

ALGUMAS BIBLIOGRAFIAS E ESTUDOS DE "LUÍS PASTOR DE MACEDO":
- A IGREJA DE SANTA MARIA MADALENA DE LISBOA (1930).
- A "RUA DAS PEDRAS NEGRAS", LISBOA (1932).
- O ANTIGO TERREIRO DO TRIGO, LISBOA (1932).
- LISBOA DE OUTRORA (1938) (em colaboração).
- A BAIXA POMBALINA, LISBOA (1938).
- A RUA DAS CANASTRAS, (1939).
- UM ARTISTA, UMA RUA E UMA FREGUESIA, LISBOA (1940).
- LISBOA DE LÉS A LÉS (5 Volumes) (1940/1943).
- A MOURARIA, O ARCO E A PACIÊNCIA DOS LISBOETAS,(1945) in Olisipo Vol. VIII Nº 30.
- ASCENDENTES DE CAMILO (1947).
- CASAS DA CÂMARA DE LISBOA (1951) em colaboração com NORBERTO DE ARAÚJO.
- HISTÓRIA DE UMA HORTA NO ARRABALDE DOS MOUROS (1963) in BOLETIM CULTURAL, JUNTA DISTRITAL DE LISBOA, Nº 59-60, LISBOA.


(PRÓXIMO) - ÍNDICE DE ARTÉRIAS EDITADAS EM 2014 - 

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

RUA LUÍS PASTOR DE MACEDO [ II ]

«LUÍS PASTOR DE MACEDO ( 2 )»
 Rua Luís Pastor de Macedo - (2014) (Entrada e saída Sul da "RUA LUÍS PASTOR DE MACEDO" de para a "AVENIDA MARIA HELENA VIEIRA DA SILVA")  in    GOOGLE EARTH 
 Rua Luís Pastor de Macedo - ( 2014 ) (Um troço da "RUA LUÍS PASTOR DE MACEDO" no sentido Poente,passando na parte de baixo dos edifícios por um túnel construído para o efeito)  in  GOOGLE EARTH
 Rua Luís Pastor de Macedo - (2014) (Um troço da "RUA LUÍS PASTOR DE MACEDO" no sentido de Norte para Sul)  in   GOOGLE EARTH
Rua Luís Pastor de Macedo - (2014) ( A "RUA LUÍS PASTOR DE MACEDO" no sentido Sul, Zona da antiga "RUA-B" da Urbanização dos Terrenos da "Tobis Portuguesa", a caminho da saída pela "RUA SILVA TAVARES")  in   GOOGLE EARTH

(CONTINUAÇÃO) - RUA LUÍS PASTOR DE MACEDO [ II ]

«LUÍS PASTOR DE MACEDO ( 2 )»

«LUÍS PASTOR DE MACEDO» em colaboração com "NORBERTO DE ARAÚJO", escreveu também uma obra hoje indispensável, sobre "AS CASAS DA CÂMARA DE LISBOA". E com "MATOS SEQUEIRA" elaborou um livro de deliciosos apontamentos soltos sobre vários aspectos da cidade alfacinha, intitulado "A NOSSA LISBOA".
"LISBOA DE LÉS A LÉS" é, sem dúvida alguma, a mais conhecida e consultada das obras de "PASTOR DE MACEDO" será, porém o mais vasto e completo trabalho feito até hoje sobre a toponímia ( e não só...) da cidade de LISBOA. Deu-se o caso de terem sido publicados alguns volumes póstumo intitulados "RUA DE LISBOA", resultante dos apontamentos de outro olisipógrafo, "GOMES DE BRITO".  Lendo-os MACEDO, não resistiu: havia muita coisa que era necessário completar, muita outra que era preciso corrigir, alguma em que ele podia inovar.
Saíram cinco volumes até 1943, em que o autor revela por completo a sua faceta de insaciável estudioso, no que diz respeito à  toponímia.
Temo-lo caracterizado ( e o Mestre, do Além, perdoará a irreverencia) como o maior "BISBILHOTEIRO" da história da CIDADE DE LISBOA. Na verdade, qualquer consulta à cerca de uma RUA acaba por proporcionar ao leitor uma informação exaustiva sobre os seus moradores, com indicações de filiação e ascendência de cada habitante.

Ao tratar a "RUA DOS BACALHOEIROS" (que já nos referimos neste blogue em 07.01.2008), como exemplo,  por se tratar de uma artéria que outrora fora habitada por "confeiteiros", dedica 150 páginas, à história dos doces e seus fabricantes nesta cidade... Pensamos que nada ficou por dizer sobre esse tema.

Mas não foi "LUÍS PASTOR DE MACEDO" apenas um investigador e escritor, o que já seria muito.
Tendo começado como Comissário do GOVERNO junto do "TEATRO NACIONAL D. MARIA II", veio a ser nomeado vereador da CÂMARA MUNICIPAL DE LISBOA (1932 - 1933), Vice-Presidente e Presidente substituto da Edilidade de 1947 a 1959.  Foi o criador do pelouro dos SERVIÇOS CULTURAIS DA CÂMARA MUNICIPAL DE  LISBOA.  Deputado à ASSEMBLEIA NACIONAL (IV Legislatura) e PROCURADOR à CÂMARA COOPERATIVA, em representação das actividades não diferenciadas (armazenistas e retalhistas).
Aproveitando essas qualidades, teve papel fundamental nas "FESTAS DE LISBOA", nomeadamente as de 1934 - ano em que apareceram as Marchas representando os BAIRROS - e de 1935, que se revestiram de excepcional brilho.

(CONTINUA)-(PRÓXIMA)«RUA LUÍS PASTOR DE MACEDO [ III ]-LUÍS PASTOR DE MACEDO ( 3)»

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

O 1º DE DEZEMBRO

«O 1º DE DEZEMBRO DE 2014»
 Associando-me mais uma vez ao "MOVIMENTO 1º DE DEZEMBRO" quero deixar aqui o meu inconformismo, pela perda do "FERIADO", representativo das comemorações do 1º DE DEZEMBRO (dia que assinala a data da RESTAURAÇÃO DA INDEPENDÊNCIA DE PORTUGAL) "apagado" da nossa história, pela LEI Nº 23/2012.

 BRASÃO DE ARMAS DE PORTUGAL
Aclamação de D. João IV (1604-1656) de PORTUGAL, foi o 21º REI DE PORTUGAL, e o primeiro da quarta "DINASTIA DE BRAGANÇA". (Pintura de COLUMBANO BORDALO PINHEIRO no  MUSEU MILITAR DE LISBOA)   in  WIKIPÉDIA

UM POUCO DE HISTÓRIA

No dia 1 de Dezembro de 1640, terminava o período de 60 anos em que o REINO DE PORTUGAL, foi governado pela dinastia de origem austríaca dos "HABSBURGO ( 1 ), com o fim do reinado de FILIPE III (conhecido como "FILIPE IV" em ESPANHA).

Na realidade a dinastia do ramo hispânico dos "HABSBURGO", ficou em PORTUGAL conhecida como "FILIPINA" por todos os monarcas se chamarem "FILIPE" (AVÔ - FILHO e NETO - Reinantes -I - II - III).

Esta monarquia dos "HABSBURGO" controlava inúmeros ESTADOS, todos eles separados entre si e independentes;  PORTUGAL não era diferente da CATALUNHA, da FLANDRES, de CASTELA, de NAVARRA, de NÁPOLES ou de VALÊNCIA.
Provavelmente a monarquia dos "HABSBURGO", mais se parecia (salvo-seja!), como uma "UNIÃO EUROPEIA" .

Quando em 1640 os nobres portugueses, muito deles desiludidos com o não cumprimento das promessas dos monarcas, decidem revoltar-se, embora a decisão tomada não fosse original.
Na verdade, nesse mesmo ano de 1640, durante o VERÃO, um outro país da península IBÉRICA, a CATALUNHA, decidiu revoltar-se contra exactamente o mesmo estado de coisas e expulsar a "família" real dos "HABSBURGO". 

A monarquia hispânica estava envolvida na chamada "GUERRA DOS TRINTA ANOS(1618-1648) e não tinha, na altura, meios suficientes para esmagar a revolta na CATALUNHA, muito menos, para debelar a revolta em PORTUGAL. [Extracto de ÁREA MILITAR].

( 1 ) - HABSBURGO - ( Casa de ), antiga família da ALEMANHA, oriunda da SUÁBIA. Conquistou com ALBERTO "O RICO" (1153) territórios consideráveis entre a SUÍÇA e a ALSÁCIA e subiu ao trono IMPERIAL como "RODOLFO DE HABSBURGO", cujos descendentes possuíam ainda a BOÉMIA, a HUNGRIA, a ESPANHA, os domínios austríacos os PAÍSES BAIXOS, uma parte de ITÁLIA, e o Novo Mundo.


(PRÓXIMO)«RUA LUÍS PASTOR DE MACEDO [ II ]-A RUA LUÍS PASTOR DE MACEDO(2)»