sábado, 26 de setembro de 2009

CAMPO DOS MÁRTIRES DA PÁTRIA [V]

Campo dos Mártires da Pátria - (2008) Fotógrafo não identificado (Um troço do Campo dos Mártires da Pátria) in RUA DOS DIAS QUE VOAM
Campo dos Mártires da Pátria - (1811) Gravura de autor não identificado (General BERESFORD) in E-PORTUGUÊS

Campo dos Mártires da Pátria - (s/d) Gravura a ponteado de Manuel Marques de Aguilar (Sir William Carr Beresford) in PEDRA FORMOSA
(CONTINUAÇÃO)
CAMPO DOS MÁRTIRES DA PÁTRIA [ V ]
«A LIDERANÇA DOS INGLESES»
A etapa que regulou entre as invasões francesas, a retirada da Casa Real e o estabelecimento da sede da monarquia no BRASIL e a Revolução de 1820, tem sido bastante controverso do ponto de vista da análise histórica e das explicações para os acontecimentos.
Oliveira Martins, por exemplo, escreve que Portugal se tenha tornado numa Colónia do Brasil. A historiografia francesa, por sua vez, acentua a dependência de Portugal face à Inglaterra.
Com o inglês «BERESFORD» à cabeça, desempenhariam um papel decisivo no processo de reorganização do exército português e de recomposição do Estado. Todavia, uma vez o Rei no Brasil, D. João torna-se Rei após a morte de D. Maria I, em 1816 (na sequência, aliás, de uma estratégia de inspiração inglesa, para não dizer imposição), a Inglaterra não só dará por terminada a sua missão após o fim da guerra, como reforçará a sua presença na sequência do que sempre tinha vindo a fazer desde o início da intervenção.
Recorde-se que logo em Dezembro de 1807 tropas inglesas, com «BERESFORD» à frente no caso da MADEIRA, havia ocupado "manu militari" estas ilhas, assim como as possessões na Índia, numa acção de guerra não declarada contra as autoridades portuguesas.
Ao forçarem o príncipe a partir, era sua intenção, por um lado, salvaguarda-lo de cair nas mãos dos Franceses, com as consequências que daí advinham para o posicionamento futuro de Portugal, mas por outro, criar condições para as medidas no que concerne ao comércio com o Brasil. Como é óbvio, a Inglaterra recorria a todos os meios para, no afrontamento com o imperialismo napoleónico, garantir as suas zonas de influência, como hoje se diria, e preservar os círculos comerciais e as rotas marítimas que faziam a sua prosperidade.
O poder passará a residir realmente no exército, enquadrado por oficiais ingleses e disciplinando com punho de ferro, o qual atingirá efectivos enormíssimos em relação à população portuguesa. Por outro lado, e apesar de ser originário de um país já então conhecido pelas suas liberdades cívicas e políticas, «BERESFORDE» apoia os membros da regência que, representando os interesses das classes dominantes tradicionais no país, se preocupam não só em repor a ordem, mas também em travar os focos de mudanças, de iniciativa social e política que haviam surgido na sequência das invasões.
Diga-se entretanto, que os Ingleses, recebidos cordialmente pelas populações em 1808, se tinham feito rapidamente detestar. Às violências e à brutalidade das tropas de que eram vítimas as populações, e que o próprio «WELINGTON» confessa nos seus despachos ter dificuldade em impedir, juntava-se a arrogância dos oficiais nas suas relações com militares portugueses.
(CONTINUA) - (PRÓXIMO) - «CAMPO DOS MÁRTIRES DA PÁTRIA [ VI ] - O INICIO DA CONSPIRAÇÃO»

1 comentário:

Marta disse...

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