sábado, 14 de julho de 2018

RUAS ANTIGAS, NOMES NOVOS -(2.ª Série) [ I ]

«AVENIDA RESSANO GARCIA=AVENIDA DA REPÚBLICA
AVENIDA DONA AMÉLIA=AV. ALMIRANTE REIS ( 1 )»

Ruas antigas, Nomes novos-AVENIDA DA REPÚBLICA- (2017) Foto de BIC Laranja  -  (AVENIDA DA REPÚBLICA, veio substituir a antiga AVENIDA RESSANO GARCIA") in  BIC LARANJA
Ruas antigas, nomes novos- AVENIDA DA REPÚBLICA-(2017) Foto de autor não identificado- (AVENIDA DA REPÚBLICA (antiga AVENIDA RESSANO GARCIA) mostra-nos um edifício do séc. XIX, chamado de Residencial República 37)   in  ECO- ECONOMIA ONLINE
Ruas antigas, nomes novos- AVENIDA DA REPÚBLICA- (2010) Foto de Paulo Moreira  -  (AVENIDA DA REPÚBLICA), (Antiga AVENIDA RESSANO GARCIA, no seu início na PRAÇA DUQUE DE SALDANHA)   in    RETRATOS DE PORTUGAL 

Ruas Antigas, Nomes Novos - (c. de 1900) Foto de Joshua Benoliel - AVENIDA DA REPÚBLICA que nesse ano de 1900 ainda se chamava "AVENIDA RESSANO GARCIA ( ABRE EM TAMANHO GRANDE)   in   AML
Ruas Antigas, Nomes Novos - S/d Foto de José Artur Leitão B. - (Panorâmica da AVENIDA ALMIRANTE REIS -antiga AVENIDA DONA AMÉLIA- podemos ainda ver a Rua Pascoal de Melo em transversal e paralela a Rua António Pedro e na Pascoal de Melo onde passa o eléctrico, o Jardim Constantino) (ABRE EM TAMANHO GRANDE)   in    AML 
Ruas Antigas, Nomes Novos - 1908-06-28 Foto de autor não identificado- (Comício republicano , realizado na antiga "AVENIDA DONA AMÉLIA" -actual AVENIDA ALMIRANTE REIS- BERNARDINO MACHADO discursando) ( ABRE EM TAMANHO GRANDE in   AML 
Ruas Antigas, Nomes Novos - (1910.07.03) Foto de Joshua Benoliel  -  (Mais um comício Republicano na AVENIDA DONA AMÉLIA - hoje AVENIDA ALMIRANTE REIS - Nesta Comício fez-se a apresentação de Miguel Bombarda e presidiu o Dr. Teófilo Braga)  (ABRE EM TAMANHO GRANDE)    in    AML 


«INÍCIO» - RUAS ANTIGAS, NOMES NOVOS - 2.ª SÉRIE [ I ]

«AV. RESSANO GARCIA=AV. DA REPÚBLICA-AV. DONA AMÉLIA=AV. ALM. REIS ( 1 )»


A "AVENIDA DA REPÚBLICA" veio substituir o Topónimo da "AVENIDA RESSANO GARCIA".
A "AVENIDA DA REPUBLICA" começa na PRAÇA DUQUE DE SALDANHA e termina no CAMPO GRANDE. Esta avenida já pertenceu a 4 freguesias: S. SEBASTIÃO DA PEDREIRA, S. JORGE DE ARROIOS, NOSSA SENHORA DE FÁTIMA  e  ALVALADE, actualmente pertence a três freguesias "ALVALADE", "ARROIOS" e "AVENIDAS NOVAS".
(Anos mais tarde à "AVENIDA RESSANO GARCIA" foi-lhe atribuída uma artéria na freguesia de AVENIDAS NOVAS").

A Revolução de 5 de Outubro de 1910 foi um acontecimento de regime, que eclodiu em LISBOA que, por isso, merece ser considerada a CAPITAL DA REPÚBLICA. Desta forma, a CML, Presidida por ANSELMO BRAAMCAMP FREIRE , logo na Sessão do dia 6 de Outubro de 1910 presta a devida homenagem a este avento, ao atribuir o topónimo "AVENIDA DA REPÚBLICA", não hesitando. assim, em sacrificar o nome do criador da LISBOA NOVA de  (RESSANO GARCIA).
Os REPUBLICANOS dessa época de Outubro de 1910 a Abril de 1911 e o GOVERNO PROVISÓRIO, aboliu todas as referências à religião Católica na vida pública. Depois com a LEI sobre a separação da IGREJA DO ESTADO, passaram os topónimos a serem mudados bem como os que indicavam nomes da REALEZA  E  POLÍTICOS adversários ao regime REPUBLICANO. 

A "AVENIDA ALMIRANTE REIS" - Esta Avenida veio substituir o Topónimo da "AVENIDA DONA AMÉLIA"(1865-1951).

A "AVENIDA ALMIRANTE REIS" pertenceu a quatro freguesias: ANJOS, S. JORGE DE ARROIOS, ALTO DO PINA e SÃO JOÃO DE DEUS. Hoje pertence a duas freguesias: AREEIRO e ARROIOS.  Começa na RUA DA PALMA e finaliza na PRAÇA SÁ CARNEIRO (antiga PRAÇA DO AREEIRO).
A grande artéria que se chamou "AVENIDA DONA AMÉLIA" passou a intitular-se "AV. ALMIRANTE REIS" em memória do grande político e militar Republicano que chefiou, a nível naval, a REVOLUÇÃO.
A figura do "ALMIRANTE CARCOS CÂNDIDO DOS REIS"(1852-1910), anticlerical e Carbonário, possivelmente activista, estará sempre ligado ao triunfo da REVOLUÇÃO. O seu prestígio levou a maior parte soa oficiais da ARMADA a participar no movimento. Teve a seu cargo, juntamente com "MIGUEL BOMBARDA" e "MACHADO SANTOS", o essencial da parte Militar.
A Revolução foi marcada para o dia 4 de Outubro sob a sua responsabilidade. Porém, ao ver suas previsões falharem e julgando iminente o fracasso da implantação da REPÚBLICA, suicidou-se. O luto singelo que os republicanos sentiram por quem decidira morrer julgando morta a REVOLUÇÃO que planeara, conduzia à consagração deste nome na toponímia da CIDADE, um mês após a IMPLANTAÇÃO DA REPÚBLICA em 5 de Novembro de 1910.
O arruamento não podia ser melhor escolhido, na medida em que, esta AVENIDA foi lugar habitual de ajuntamentos e manifestações dos REPUBLICANOS entre 1908 e 1910.


(CONTINUA)-(PRÓXIMO)«RUAS ANTIGAS, NOMES NOVOS (2.ª Serie) [ I I ]-AV. ANT.º MARIA AVELAR=AV. CINCO DE OUTUBRO-//-RUA DA PRATA=RUA BELA DA RAINHA ( 2 )».

quarta-feira, 11 de julho de 2018

RUA DO GUARDA-MOR

«UMA ARTÉRIA SEISCENTISTA»
 Rua do Guarda-Mor - (2012) Foto de Mário Marzagão  -  (Placa Toponímica tipo II de pedra com letras pretas, da RUA DO GUARDA-MOR, na actual freguesia da ESTRELA)   In MÁRIO MARZAGÃO ALFACINHA
 Rua do Guarda-Mor - (2016)  -  (Panorâmica da RUA DO GUARDA-MOR no sítio de SANTOS) (ABRE EM TAMANHO GRANDEin   GOOGLE EARTH
 Rua do Guarda-Mor  -  (1971) -Foto de João Hermes Cordeiro Goulart  - (A RUA DO GUARDA-MOR nos anos setenta do século passado)     in     AML 
 Rua do Guarda-Mor  - (1968) - Foto de Armando Mata Serôdio  -  (Um prédio de meados do século XVIII, na RUA DO GUARDA-MOR   in    AML 
Rua do Guarda-Mor  - (1949-08) Foto de Eduardo Portugal  -  (Registo de Santos, motivo a Nossa Senhora da Penha de França, na "RUA DO GUARDA.MOR")  (ABRE EM TAMANHO GRANDE)  in    AML 

(INICIO E FINAL) DA RUA DO GUARDA-MOR

«UMA ARTÉRIA SEISCENTISTA»

A "RUA DO GUARDA-MOR" pertencia à freguesia de "SANTOS-O-VELHO", pela REFORMA ADMINISTRATIVA DE LISBOA DE 2012, passou a pertencer à freguesia da " ESTRELA".

Esta RUA, tem o seu início na "RUA DAS TRINAS" no número dezanove e finaliza na "RUA SÃO JOÃO DA MATA" (Junto do Prédio de quatro pisos, onde morava "JOÃO DE SOUSA PINTO DE MAGALHÃES(1785-1863), que tem o número 18 , de que já falámos dele)
Por EDITAL do GOVERNO CIVIL DE LISBOA de 01.09.1859, foi incorporada a "RUA DO GUARDA-MOR" na antiga "TRAVESSA DA PALHA" .
A parte da "RUA DO GUARDA-MOR", compreendida entre a "RUA DO CURA" e da "RUA SÃO JOÃO DA MATA", denominava-se nos princípios do século XVII "RUA DA PALHA" ou "RUA DA PALHA DE SANTOS" ( 1 ), conforme se poderá ver num registo de SANTA MARIA MAIOR ( 2 ).  A sua categoria passou depois a "TRAVESSA", a qual mantinha quando saiu o EDITAL de 1859, que dispôs ficasse incorporada na "RUA DO GUARDA-MOR".
A "RUA DO GUARDA-MOR", nesta nova freguesia é uma artéria SEISCENTISTA conforme nos diz GOMES DE BRITO e LUÍS PASTOR DE MACEDO: "que já em 1565 aparece referida no "Livro do Lançamento" como "RUA DO GUARDA-MOR DE ALFANDEGA" e que a partir de 1569 passou a "RUA DO GUARDA-MOR".

Este topónimo perpetua na toponímia o fidalgo da CASA REAL, "MANUEL DE SANDE", GUARDA-MOR DA ALFANDEGA tinha aqui as suas casas de morada, e por isso o mesmo códice chama à serventia "RUA DO GUARDA-MOR DE ALFANDEGA" ( 3 ) , que pelo menos desde 1569 passou a ser chamada mais simplificada.

"MANUEL SANDE" o GUARDA-MOR era casado com "DONA BEATRIZ DE VASCONCELOS. Ali nas suas casas, viu morrer em 3 de Abril de 1572 sua filha CATARINA MARIA ( 4 ), depois a sua mulher, em 27 de Março de 1575 ( 5 ) e em 30 de Maio de 1576, o seu cunhado "FERNÃO DIAS OSÓRIO". também FIDALGO DA CASA REAL ( 6 ). Em 6 de Março de 1603 faleceu na antiga freguesia de "SANTOS" o "GUARDA-MOR" da ALFANDEGA, "MANUEL SANDE" ( 7 ).

- ( 1 ) -Livro III dos MISTOS, enumerado - SANTOS.
- ( 2 ) -Reg. da Freguesia da SÉ, Vol II, pág. 399
- ( 3 ) -Mç. 66, Doc. 153 - ANTT.
- ( 4 ) -Fl. 303v . ARQUIVO da CML. 
- ( 5 ) -Foi sepultada no CONVENTO DE SÃO FRANCISCO DE XABREGAS (Hoje teatro Ibérico).
- ( 6 ) -Foi sepultado no MOSTEIRO DE SANTA CLARA.
- ( 7 ) -Foi sepultado no CONVENTO DE DE S. FRANCISCO, mas não se esclarece se no da CIDADE ou se no sítio de XABREGAS.

- BIBLIOGRAFIA -

- Divisão de Alvarás, Escrivania e Toponímia(Drª. Paula Machado)-
- MACEDO, Luís Pastor de - LISBOA DE LÉS A LÉS - VOLUME III -Pub. da CML. 1985.LISBOA


(PRÓXIMO)«RUAS ANTIGAS, NOMES NOVOS [ I ] -AVENIDA RESSANO GARCIA-AVENIDA DA REPÚBLICA :: AVENIDA DONA AMÉLIA  -    AVENIDA ALMIRANTE  REIS ( 1 )».

sábado, 7 de julho de 2018

RUA SÃO JOÃO DA MATA [ II ]

«A RUA SÃO JOÃO DA MATA, HABITAÇÃO DE MINISTROS, MAGISTRADOS E DEPUTADOS ( 2 )»
 Rua S. João da Mata - (Século XX?) de BARRAGON  - Um aspecto de "RUA SÃO JOÃO DA MATA vista do seu final)    in     MAPIO
 Rua São João da Mata -  (Século XX)  Foto de autor não identificado )  (Um troço sa "RUA SÃO JOÃO DA MATA" para Norte)  in   MAPIO
 Rua São João da Mata - (1860) - Foto de Joaquim Pedro de Sousa  -  ("João Sousa Pinto de Magalhães" retratos de Portugueses do século XIX)     in    WIKIPÉDIA
Rua São João da Mata  -  (entre 1898 e 1908)  Machado & Sousa   -  ((Edifício com platibanda e águas-furtadas, na "RUA SÃO JOÃO DA MATA)  (ABRE EM TAMANHO GRANDEin   AML 

(CONTINUAÇÃO) - RUA SÃO JOÃO DA MATA [ II ]

«A RUA SÃO JOÃO DA MATA HABITAÇÃO DE MINISTROS, MAGISTRADOS E DEPUTADOS ( 2 )»

E para complementar o edifício da "RUA SÃO JOÃO DA MATA" resta acrescentar que no piso térreo rasgam-se quatro portas, certamente na origem iguais duas a duas e alternadas, numa das portas abre-se agora para uma minúscula PADARIA  timidamente de "ART DECO".  Os restantes três pisos são ritmados por uma sucessão de quatro varandas de sacada, com gradeamento de ferro forjado muito trabalhado, sendo o gradeamento do último piso, corrido e comum a todas as janelas. O andar nobre apresenta contudo uma cantaria mais elaborada. Este imóvel encontra-se em vias de classificação para interesse MUNICIPAL.
«JOÃO DE SOUSA PINTO DE MAGALHÃES» (1790-1865) nasceu no PORTO a 8 de Janeiro de 1790, filho de Advogado JOÃO DE SANT'ANA NEVES DE SOUSA e de MARIA BENEDITA DE MAGALHÃES, Cedo porem "JOÃO S. PINTO DE MAGALHÃES", estudou humanidades e se habilitou a entrada na UNIVERSIDADE DE COIMBRA, onde sempre foi admirado pelas suas capacidades intelectuais. No ano de 1816 com 26 anos tornou-se "bacharel em Leis" devido à grande agitação política que então se fazia sentir no meio estudantil.
Tendo sido estudante de CIÊNCIAS POLÍTICAS foi um dos primeiros a dedicar-se igualmente ao estudo de ANTIGUIDADE CLÁSSICA e das CIÊNCIAS NATURAIS.
A partir de 3 de Setembro de 1817, em LISBOA, fez leitura no Desembargo do PAÇO como era indispensável para exercer o cargo de magistrado.Por nomeação, a 4 de Dezembro de 1818 veio do facto a ser colocado como JUIZ NO TRIBUNAL DO CRIME no "BAIRRO DO MOCAMBO", situado na "RUA DOS REMÉDIOS À LAPA, número 55.
Este lugar era muito ambicionado pelos juízes da época, porque abria as portas para uma carreira prestigiada na magistratura. 
No decorrer do ano de 1833, após reintegração na função pública, veio a exercer o cargo de INSPECTOR DOS CORREIOS E POSTAS DO REINO, sendo nomeado em 1835 para MINISTRO DO REINO e, posteriormente para a PASTA DA JUSTIÇA, que assumiu durante a vigência do MINISTÉRIO DE SALDANHA. Em Abril de 1848 "pertenceu à comissão encarregada de estudar os maios de emancipar os escravos".
Em Outubro de 1849 participou na COMISSÃO DE REFORMA DE REPARTIÇÃO DOS ESTRANGEIROS.
Em 1851 integrou a COMISSÃO ENCARREGADA de tratar com o NÚNCIO as reduções dos CONVENTOS de freiras e a conversão dos bens das CASAS RELIGIOSAS.
Desde 1853 exerceu funções de Concelheiro no "TRIBUNAL DE CONTAS" tendo ascendido em 1858 a CONSELHEIRO DE ESTADO EFECTIVO,  cargo para a qual havia sido nomeado em Agosto de 1845 como extraordinário. A 10 de Maio de 1861 o REI elevou por Decreto ao PATRIATO mercê que recusou, embora tivesse explicado a D. PEDRO V as razões da recusa. Pelas suas qualidades, JOÃO SOUSA PINTO DE MAGALHÃES viu-se agraciado ainda com a ORDEM DE CRISTO e com a ORDEM PONTÍFICE DE SÃO GREGÓRIO.
Na sua casa em LISBOA, desenvolveu-se uma intensa actividade "LITERÁRIA" e " CULTURAL", sendo conhecidas essas sessões por nelas participarem entre outros, "O CARDEAL SARAIVA". "PINTO DE MAGALHÃES" é autor de vários trabalhos dos quais apenas estão publicados a "NECROLOGIA DO PROF. DE MÚSICA CANONGIA". a nota no "FASTO DE OVÍDIO", integrada numa tradução de  FELICIANO DE CASTILHO.
Dos Trabalhos inéditos por "PINTO DE MAGALHÃES" à "ACADEMIA DAS CIÊNCIAS", contam-se "ANOTAÇÕES AO DICIONÁRIO DE MORAIS", "MEMÓRIAS SOBRE A LÍNGUA PORTUGUESA" e "GRAMÁTICA FILOSÓFICA DA LÍNGUA PORTUGUESA".
Faleceu em LISBOA a 1 de Maio de 1865 com setenta e cinco anos de idade. Foram vários os jornais que destacaram a sua morte, tendo demonstrado pela figura de "JOÃO DE SOUSA PINTO DE MAGALHÃES" o maior respeito e apreço. [ FINAL ]

BIBLIOGRAFIA

- A CIDADE E OS POLÍTICOS - LISBOA 1821 - Direcção de Zília Osório de Castro- Ed. Liv. Horizonte - 1986 - LISBOA.
- DICIONÁRIO DA HISTÓRIA DE LISBOA - Dirc. de Francisco Santana e Eduardo Sucena - 1994 - LISBOA.
- DICIONÁRIO ENCICLOPÉDICO LUSO-BRASILEIRO em dois Volumes-LELLO UNIVERSAL II Vol. - Ed. LELLO & IRMÃO -  1976 - PORTO.
- DICIONÁRIO HISTÓRICO DE PORTUGAL ILUSTRADO - de HERLÃNDER ALVES MACHADO - GRAÇA MARIA FRANÇA . Ed. FORMAR - 2 VOL. - 1982 - LISBOA.

INTERNET

- CÂMARA MUNICIPAL DE LISBOA
- WIKIPÉDIA -

(PRÓXIMO)-«RUA DO GUARDA-MOR»[ I ] - UMA ARTÉRIA SEISCENTISTAS»

quarta-feira, 4 de julho de 2018

RUA SÃO JOÃO DA MATA [ I ]

«A "RUA SÃO JOÃO DA MATA" RESIDÊNCIA DE MINISTROS,MAGISTRADOS E DEPUTADOS ( 1 )
 Rua São João da Mata  - (Entre 1898 e 1908)  Foto de Machado & Sousa  -  (O Prédio na RUa SÃO JOÃO DA MATA Nº. 18 esquina com a RUA DO GUARDA MOR)  (ABRE EM TAMANHO GRANDE)  in    AML  
 Rua São João da Mata - (entre 1898 e 1908)  Foto de Machado & Sousa (Negativo de gelatina e prata em vidro)  -  (Uma das casas na Rua da São João da Mata no século XIX) (ABRE EM TAMANHO GRANDE in  AML    
 Rua São João da Mata - (entre 1898 e 1908) Foto de Machado & Sousa -  (Início da Rua São João da Mata na RUA DE SANTOS-O-VELHO)  (ABRE EM TAMANHO GRANDE)  in   AML 

Rua S. João da Mata ( século XXI) Autor da foto não identificado - (Prédio revestido a azulejos de cor amarela, na RUA SÃO JOÃO DA MATA)    in   Sítio da CML 


(INÍCIO) - RUA SÃO JOÃO DA MATA [ I ]

«A "RUA SÃO JOÃO DA MATA" RESIDÊNCIA DE MINISTROS, MAGISTRADOS e DEPUTADOS( 1 )»


A «RUA SÃO JOÃO DA MATA» localizada nas antigas freguesias da "SANTOS-O-VELHO" correspondendo os números 1 a 135 e  1 a 128; à freguesia da «LAPA» os números 128-A e do 137 em diante. Pela REFORMA ADMINISTRATIVA DE LISBOA DE 2012, estas freguesias passaram a integrar uma nova freguesia a "ESTRELA"
A artéria tem o seu início na "Rua de Santos-o-Novo" no número 92 e termina na "RUA DA LAPA" no número 69. Esta RUA aparece pela primeira vez nos registos paroquiais do ano de 1757. Ocupando a RUA uma zona circundante ao "CONVENTOS DAS TRINAS DA ORDEM DA SANTÍSSIMA TRINDADE", o seu nome indica a memória de um dos fundadores da ORDEM, de "SÃO JOÃO DA MATA".

Nessa altura o número 18 desta RUA (do século XIX )  era ocupado por um imóvel de quatro pisos com águas-furtadas. Este prédio, que faz esquina para a "RUA DO GUARDA-MOR", impressiona pela sua fachada sóbria rematada no último piso por uma extensa varanda, com bonita decoração em ferro forjado, tendo o edifício sido habitado por alguma gente de prestígio. O rés-do-chão encontrava-se ocupado por uma firma comercial de venda de MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO.

Quando "JOÃO DE SOUSA PINTO DE MAGALHÃES" (1785-1863) chegou à capital, no início da sua carreira, o jurista portuense, foi habitar o Nº. 18 da RUA SÃO JOÃO DA MATA, onde também encontrou na residência o deputado pelo MINHO, "JOSÉ ANTÓNIO GUERREIRO" (1789-1834), que mais tarde foi também "MINISTRO DA JUSTIÇA".

Entre muitos imóveis existentes na "RUA SÃO JOÃO DA MATA", podemos destacar um, que pela sua beleza e antiguidade, merece ser recordado. Embora a sua fachada de tradição pombalina, a sua decoração merece algum reparo pois transmite um gosto neoclássico. Este edifício construído possivelmente no primeiro quartel do século XIX, aparenta uma fachada regular, simétrica de visualização tripartida ,rematada por platibanda e revestido totalmente de azulejos lisos, de cor amarela, com cercadura de movimentos neoclássicos a castanho, que enquadram o recorte das cantarias dos diversos vãos . Esta cercadura tem a particularidade de não estar pintada  em série sobre fiadas isoladas, mas no último azulejo que remata o pano da parede, ainda à maneira do século XVIII.
O revestimento azulejar provavelmente terá sido concebido e aplicado também no primeiro quartel do século XIX e pode ser considerado como um dos primeiros exemplares de revestimento cerâmico das fachadas, tendência que se veio a vulgarizar a partir de 1850.


(CONTINUA)-(PRÓXIMO)«RUA S. JOÃO DA MATA[ II ] »A RUA SÃO JOÃO DA MATA RESIDÊNCIA DE MINISTROS, MAGISTRADOS e DEPUTADOS ( 2 )»

sábado, 30 de junho de 2018

JARDINS DE LISBOA COM NOMES DE PESSOAS [ IV ]

«JARDIM BRAACAMP FREIRE-CAMPO MÁRTIRES DA PÁTRIA-CAMPO SANTANA --  JARDIM MARCELINO MESQUITA OU JARDIM DAS AMOREIRAS ( 4 )»
 Jardim Braancamp Freire -  (2009 )  -  (Panorâmica do Jardim no Campo Mártires da Pátria, Jardim Santana ou Jardim Braancamp Freire)  (ABRE EM TAMANHO GRANDEin RUAS DE LISBOA/WIKIPÉDIA
 Jardim Braancamp Freire  - (2008)  - Foto de Dias dos Reis   - (Jardim Braancamp Freire no Campo Martires da Pátria  - antiga freguesia da Pena, hojE freguesia de ARROIOS)  in   DIAS DOS REIS/RUAS DE LISBOA
 Jardim Braancamp Freire - (2008)   Foto de Manuel Correia  - (Um aspecto do Jardim do Campo dos Mártires da Pátria ou Jardim do Campo Santana)  in  WIKIPÉDIA/AGENDA CULTURAL DE LISBOA
 Jardim Mesquita Machado - (2013)  -  (Jardim das Amoreiras também conhecido por Jardim MESQUITA MACHADO na freguesia de SANTO ANTÓNIO)  in      LISBON SHOPING DESTINATION
Jardim das Amoreiras - ( 2018)  -  (Jardim Mesquita Machado embora também conhecido pelo "JARDIM DAS AMOREIRAS na freguesia de SANTO ANTÓNIO)   in SITIO DA CÂMARA MUNICIPAL DE LISBOA


(CONTINUAÇÃO) - JARDINS DE LISBOA COM NOMES DE PESSOAS [ IV ]

«JARDIM BRAANCAMP FREIRE - CAMPO MÁRTIRES DA PÁTRIA - JARDIM DO CAMPO DE SANTANA -- JARDIM DE MESQUITA MACHADO OU JARDIM DAS AMOREIRAS ( 4 )»

Vamos hoje falar do "CAMPO DOS MÁRTIRES DA PÁTRIA" ao qual muito boa gente ainda chama "CAMPO DE SANTANA", mas cujo JARDIM foi destinado ao nome de JARDIM BRAANCAMP FREIRE, evocando o cidadão liberal "ANSELMO BRAANCAMP FREIRE, existindo desde 1833.
O Jardim situado na metade sul do "CAMPO DOS MÁRTIRES DA PÁTRIA", na freguesia de ARROIOS (antiga freguesia da PENA) possui uma área de 1,3 ha, com um traçado orgânico, no centro de LISBOA. JARDIM abrigado, com abundância sombra, dominado por árvores, algumas classificadas como exemplares de interesse  público público, distribuídas por 52 famílias, as espécies que constituem o JARDIM são originárias dos sete reinos fitogeográficos e de treze regiões, sendo as mais numerosas provenientes da região Mediterrânica e da ÁSIA ORIENTAL (China, Coreia, Japão e Formosa).
O JARDIM situado no CENTRO ORIENTAL DE LISBOA, no topo de uma COLINA interflúvio dos vales onde se encontram as "AVENIDAS"; "DA LIBERDADE", a Ocidental, e a "ALMIRANTE REIS" a ORIENTE.
Possui uns lagos, uma esplanada e alguma estatuária. No espaço ajardinado encontramos árvores classificadas e aves exóticas. Na metade do "CAMPO DOS MÁRTIRES DA PÁTRIA" fica localizado um campo poli-desportivo ao ar livre e um parque infantil.
No GUIA DE PORTUGAL de 1924 informava em relação a este sítio: "foi matadouro de gado (desde o séc. XVI), CAMPO DA MORTE dos conjurados aliados do General GOMES FREIRE (1817), PRAÇA DE TOUROS (até ao fim do séc.XIX) e depois JARDIM num traçado romântico, com canteiros relvados, e lagos para peixes,  patos diversos, galinhas, pavões e pombos, emprestando ao JARDIM a mobilidade que a vida vegetal não tem".
Actualmente encontra-se equipado com casa de apoio aos jardineiros, bancos, mesas, bebedouros, um restaurante,  parque infantil e campo desportivo, criado no sector a Norte da "ALAMEDA SANTO ANTÓNIO DOS CAPUCHOS" que atravessa transversalmente o JARDIM.  Destaca-se na estatuária o busto de bronze, com pedestal em pedra de "GARCILASO DE LA VEGA" conhecido como "O INCA". Esta obra foi executada por "MIGUEL BACA ROSSI", em 1980. Monumento oferecido pela Republica do PERU à Cidade de LISBOA em homenagem da NAÇÃO PERUANA A PORTUGAL, inaugurada em 8 de Fevereiro de 1984. Além do busto vamos encontrar na entrada NOROESTE DO JARDIM , uma placa comemorativa em memória do "GENERAL GOMES FREIRE" e dos seus conjurados.  Conta-nos ainda "JÚLIO CÉSAR MACHADO" no seu livro, que no "CAMPO DE SANTA ANA" existiu uma "FEIRA DA LADRA",  as bancas dos feirantes ficavam bem perto da PRAÇA DE TOUROS (o espaço eram usado em dias que não havia corrida de touros).
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O outro JARDIM que tem no "bilhete de identidade" o nome de um escritor teatral português natural do CARTAXO; "MARCELINO MESQUITA" é o "JARDIM DAS AMOREIRAS".
Situado na "PRAÇA DAS AMOREIRAS" na freguesia de "SANTO ANTÓNIO"  (antiga freguesia de "SÃO MAMEDE"). Neste pequeno JARDIM podemos apreciar várias espécies de árvores diferentes, com destaque os belos exemplares de "TÍLIAS" e um bonito conjunto de "GINKGOS", entre outras, tendo como equipamento um parque infantil e um quiosque com esplanada.
Conhecido mais por o  "JARDIM DAS AMOREIRAS", nome que deriva da abundância desta espécie. Foi arborizado em 1771, a mando do MARQUÊS DE POMBAL com 331 AMOREIRAS, na intenção de fomentar a INDUSTRIA PORTUGUESA DE SEDAS.  Hoje é um tranquilo "JARDIM DE BAIRRO", com o seu parque infantil e outro equipamento, rodeado de casas setecentistas. "Noutros tempos" neste espaço realizava-se a "FEIRA DAS AMOREIRAS", de onde saia a matéria prima para a alimentação do "BICHO-DA-SEDA" indispensável para a laboração da "REAL FÁBRICA DA SEDA".[FINAL desta série]

BIBLIOGRAFIA

- AS NOVAS RUAS DE LISBOA - 102 Topónimos (1998/2001) autores -PAULA MACHADO e TERESA SANCHA PEREIRA. EDIÇÃO DA C.M.L. - 2002 - LISBOA
- DICIONÁRIO BOTÂNICO - de João Cayolla Tierno - Ed. TERTÚLIA EDÍPICA DE LISBOA- 1958 - LISBOA.
- DICIONÁRIO DA HISTÓRIA DE LISBOA - Coord. Francisco Santana e Eduardo Sucena - 1994 - LISBOA
- GUIAS DE LISBOA - A FEIRA DA LADRA - Col. Dir. por Marina Tavares Dias - IBIS Editora-1990 - LISBOA.
- LISBOA DESAPARECIDA - MARINA TAVARES DIAS - VOL. 3 - QUIMERA-1992-LISBOA
- OLHARES DE PEDRA - ESTÁTUAS PORTUGUESAS - Editor João Fragoso Mendes - 2004- LISBOA.

INTERNET


(PRÓXIMA)«RUA DE SÃO JOÃO DA MATA»[ I ] "RUA DE SÃO JOÃO DA MATA" HABITAÇÃO DE MAGISTRADOS, MINISTROS e DEPUTADOS( 1 )")

quarta-feira, 27 de junho de 2018

JARDINS DE LISBOA COM NOMES DE PESSOAS [ III ]

«JARDIM TEÓFILO BRAGA OU JARDIM DA PARADA - JARDIM NUNO ÁLVARES OU JARDIM DE SANTOS( 3 )»
 Jardins de LISBOA com nomes de pessoas - (Jardim de Teófilo Braga ou Jardim da Parada) - (século XXI) Foto de Francisco Falcão -  (Coreto do Jardim Teofilo Braga ou da Parada)  in  JUNGLE KEY
Jardins de LISBOA com nomes de pessoas -  (Jardim Teófilo Braga ou Jardim da Parada) - (2015) Foto de Luísa -  ( Estátua da MARIA DA FONTE colocada neste Jardim no ano de 1920)  in  O MEU BAIRRO 
 Jardins de LISBOA com nomes de pessoas - Jardim Teófilo Braga ou Jardim da Parada - 2013 - Foto de Luísa  -  (O Jardim da Parada entre a RUA TOMÁS DA ANUNCIAÇÃO e a RUA QUATRO DE INFANTARIA no BAIRRO de CAMPO DE OURIQUE)   in    O MEU BAIRRO 
 Jardins de LISBOA com nomes de pessoas -  Jardim Nuno Álvares  ou Jardim de Santos -  (2010) Foto de autor não identificado   -  (No Jardim do Largo de Santos existe uma estátua a RAMALHO ORTIGÃO, inaugurada a 23 de Setembro de 1957)  - ( ABRE EM TAMANHO GRANDE) in  CIÊNCIAS E MARCAS/RUAS DE LISBOA/16.01.2012
Jardins de LISBOA com nomes de Pessoas -  Jardim NUNO ÁLVARES ou JARDIM DE SANTOS - Foto de Margarida Bico  -  (O "JARDIM DO LARGO DE SANTOS" que oficialmente se chama  "NUNO ÁLVARES)   in     PANORÂMICO 


(CONTINUAÇÃO)-JARDINS DE LISBOA COM NOMES DE PESSOAS [ III ]

«JARDIM TEÓFILO BRAGA OU JARDIM DA PARADA -- JARDIM NUNO ÁLVARES OU JARDIM DE SANTOS ( 3 )»

Muito poucos habitantes de "CAMPO DE OURIQUE" se lembrarão também, ao passarem no seu jardim interior e ao qual sempre lhe chamaram "JARDIM DA PARADA", que aquele espaço tranquilo e de abundante variedade de flores, tem o nome do literato e republicano, (presidente em 29 de Maio de 1915, na I REPÚBLICA), o então " TEÓFILO BRAGA".
O nome de «JARDIM DA PARADA» perdeu-se de ali ter sido o antigo terreno da "PARADA" de uma unidade militar, onde em 1920 foi colocada a estátua da "MARIA DA FONTE"( 1 ),  autoria do escultor "ANTÓNIO AUGUSTO DA COSTA (TIO)".
No início deste século a CÂMARA MUNICIPAL DE LISBOA, procedeu à sua recuperação, dotando-o de novos equipamentos e recuperando alguns elementos que faziam parte do nosso património cultural.
No centro do JARDIM , um lago que alberga patos, peixes e tartarugas possuí alguma estatuária, parque infantil e CORETO. Referente à fama destacam-se algumas espécies, entre as quais; o LODÃO ( 2 ) O CIPRESTE-DE-FOLHA-CADUCA, SEQUÓIA GIGANTE ( 3 ), palmeira-das-Canárias, a Ameixeira-de-jardim a Tília-Prateada, entre outras, a GAVILEA ( 4 )  o PATO-REAL, o MELRO-PRETO, o POMBO DOMÉSTICO, o PARDAL COMUM, numa área de 0,3 ha.
Localizado entre a "RUA TOMÁS DA ANUNCIAÇÃO" e a "RUA QUATRO DE INFANTARIA" pertencia à antiga freguesia de "SANTO CONDESTÁVEL" hoje pertence à freguesia de "CAMPO DE OURIQUE".

A confusão reina também no velho "JARDIM DO LARGO DE SANTOS", ao qual a população chama apenas de ...  "JARDIM DE SANTOS" (outrora chamado de JARDIM DOS GATOS); possui no seu interior uma estátua de "RAMALHO ORTIGÃO" - o escritor de "AS FARPAS" - de bronze com dois metros e sessenta, em cima de um pedestal em granito.  A obra foi executada por "NUMIDICO BESSONE", entre os anos de 1945 e 1956, tendo sido inaugurada a 22 de Novembro de 1957. Em princípio pensava-se que alguma vereação tinha colocado para ali o escritor; nada disso; o JARDIM  chama-se oficialmente «JARDIM DE NUNO ÁLVARES», pela razão simples de, em tempos remotos, ter havido um movimento em favor da colocação naquele lugar de uma estátua do «CONDESTÁVEL».  Aconteceu que o monumento não se colocou ali nem ficou em LISBOA (foi oferecido à VILA DA BATALHA), mas a designação oficial ficou.

( 1 ) - REVOLUÇÃO DA MARIA DA FONTE: Nada fazia prever que o protesto de um grupo de mulheres fosse o primeiro acto do fim do CABRALISMO em Portugal. Assim foi, na primavera de 1846, as foices e as gadanhas minhotas estenderam o rastilho do ódio ao Reino. Tudo acabou na guerra Civil da "PATULEIA".
( 2 )LODÃO - Fruto do país dos LOTÓFAGOS, que fazia esquecer a Pátria aos estrangeiros, tão delicioso era. Nome de várias plantas Ninfáceas, especialmente da espécie nenúfar.  Árvore cuja madeira se aplica em construção."Celtis Australis" - nome popular - LODÃO BASTARDO, GINJINHA-DO-REI.
( 3 ) - SEQUÓIA GIGANTE - Género de coníferas de grande porte, pode viver milénios, e ultrapassar os 100 metros de altura.
( 4 ) -GAVILEA - É um género botânico pertencente à família das orquídeas (orchidaceae)


(CONTINUA)-(PRÓXIMO)«JARDINS DE LISBOA COM NOMES DE PESSOAS[ IV ]-JARDIM BRAAMCAMP FREIRE - CAMPO MÁRTIRES DA PÁTRIA-CAMPO SANTANA - JARDIM MARCELINO MESQUITA OU JARDIM DAS AMOREIRAS».

sábado, 23 de junho de 2018

JARDINS DE LISBOA COM NOMES DE PESSOAS [ II ]

«JARDIM AMÁLIA-JARDIM FERNANDA DE CASTRO-JARDIM CONSTANTINO E JARDIM GUERRA JUNQUEIRO OU DA ESTRELA»
 Jardim Amália Rodrigues - (depois de 2001) Foto de Sérgio Pampolha  -  (Placa Toponímica TIPO IV do Jardim Amália Rodrigues, no topo do PARQUE EDUARDO VII)   in      MINUBE
 Jardim Amália Rodrigues - 2018  Foto de Rui  - No Jardim Amália Rodrigues destaca-se a "Maternidade" da autoria do escultor Colombiano "FERNANDO BOTERO" nascido em 1932, escolhido pelos pelos lisboetas)   in   COISAS DA FONTE
 Jardim Fernanda de Castro - (Anos 40 do século XX) - (A própria escritora Maria Fernanda Teles de Castro  e Quadros Ferro, que deu o nome a este Jardim)   in    TOPONÍMIA DE LISBOA 
 Jardim Fernanda de Castro - ( depois de 2000)  -  (Local do Jardim de Fernanda de Castro, na encosta do Restelo, freguesia de Belém)     in  TOPONÍMIA DE LISBOA
 Jardim Constantino - (2011)    -  (Um aspecto do "velho" JARDIM CONSTANTINO" na freguesia de ARROIOS)    in   JORNAL SOL 
 Jardim da Estrela ou Jardim Guerra Junqueiro . ( 2007)  Foto de João Carvalho -  (O mais antigo coreto de Lisboa uma obra de José Luís Monteiro, estava no antigo "PASSEIO PÚBLICO")  (ABRE EM TAMANHO GRANDE)   in   WIKIPÉDIA 
Jardim da Estrela ou Jardim Guerra Junqueiro - (2011) Foto de Filipe Amorim  -   (Uma vista do interior do Jardim da Estrela para a sua entrada principal, ao fundo a Basílica da Estrela)  in  PASSEIOS - CÁ DENTRO - ARQUIVO /APS

(CONTINUAÇÃO) - JARDINS DE LISBOA COM NOMES DE PESSOAS [ II ]

«JARDIM AMÁLIA-JARDIM FERNANDA DE CASTRO.JARDIM CONSTANTINO. JARDIM GUERRA JUNQUEIRO OU JARDIM DA ESTRELA ( 2 )»

Entre as manchas verdes que tem nomes  de pessoas e que, em princípio deverão permanecer assim conhecidos, estarão muito provavelmente, os mais modernos, aqueles que repete-se plantados e não tinham chegado ainda a entrar nos chamamentos populares. Será o caso do "JARDIM AMÁLIA RODRIGUES" que tem o seu Jardim no Alto da "AVENIDA DA LIBERDADE" para além do "PARQUE EDUARDO VII, foi inaugurado a 13 de Julho de 2001.  Não é menosprezar AMÁLIA, pelo contrário, mas acho que merecia mais de uma referência, vários capítulos  mais completos e não agora neste emaranhado de JARDINS.

Ainda o JARDIM DE FERNANDA DE CASTRO, escritora (1900-1994), tem o seu nome ligado a um JARDIM na encosta do RESTELO, (actual freguesia de BELÉM), inaugurado a 4 de Maio de 2000, por Edital de 30.09.1999.
FERNANDA DE CASTRO elevou esta LISBOA de mil cores, na qual viveu quando menina, numa casa com janela virada para o TEJO e, depois no BAIRRO ALTO. Foi outrora poetisa, romancista, peças de teatro e contos. Escreveu sobre os JARDINS DE LISBOA na obra "LISBOA, CIDADE DE MIL CORES". Considerava os JARDINS «como a evasão da cidade como o sonho e a evasão do homem».

Entre os antigos, a grande excepção, isto é, onde o nome da personalidade prevaleceu. è o caso do "JARDIM CONSTANTINO", também conhecido pelo JARDIM DO FLORISTA, como homenagem a um dos maiores floristas de LISBOA, "CONSTANTINO MARQUES DE SAMPAIO E MELO ", conhecido pelo REI  dos floristas portugueses no final do século XIX. Fica entre quatro RUAS; a RUA PASSOS MANUEL, "RUA JOSÉ ESTEVES", RUA PASCOAL DE MELO  E A RUA MINDELO. De traçado quadrangular, elegante, apesar de simples e pequeno . Possui abundante vegetação.

Dos nomes esquecidos são, na sua maioria, porém, os jardins "CLÁSSICOS", tem nomes oficiais que ninguém conhece. Os exemplos não faltam. Dá-se um doce a quem , ao passar no "JARDIM DA ESTRELA", saiba dizer que se encontra no "JARDIM GUERRA JUNQUEIRO ( Ver mais aqui...   ), tanto mais que o poeta de "OS SIMPLES" tem a sua estátua noutro espaço ajardinado na "PRAÇA DE LONDRES", junto da sua AVENIDA, que dá para a "ALAMEDA DOM AFONSO HENRIQUES". 
  

(CONTINUA)-(PRÓXIMO)«JARDINS DE LISBOA COM NOMES DE PESSOAS[ III]-JARDIM TEÓFILO DE BRAGA OU JARDIM DA PARADA-JARDIM NUNO ÁLVARES OU JARDIM DE SANTOS ( 3 )»