sábado, 29 de agosto de 2015

RUA AFONSO DOMINGUES [ VIII ]

«O MUSEU NACIONAL DO AZULEJO ( 1 )»
 Rua Afonso Domingues - ( 2015 )  (Entrada principal para o MUSEU NACIONAL DO AZULEJO, no antigo CONVENTO DA MADRE DE DEUS, na RUA DA MADRE DE DEUS no sítio de XABREGAS)  in  GOOGLE EARTH
 Rua Afonso Domingues - ( 2011) - Foto de Glória Ishizaka (Sala do restaurante do Museu Nacional do Azulejo. Estão aplicados azulejos que pertenceram a uma cozinha de fumeiro da 2.ª metade do século XIX) in  CLICK
 Rua Afonso Domingues - ( 2011) Foto de Glória Ishizaka (Painel de azulejos de padrão Camélias, Lisboa 1640-1650. Faiança policromia preveniente do antigo Convento de Nossa Senhora da Esperança em Lisboa) in  CLICK
 Rua Afonso Domingues - (2011) - Foto de Glória Ishizaka  (Cena marítima campestre - LISBOA 2.º quartel do século XVIII. Faiança a azul sobre branco)  in   CLICK 

Rua Afonso Domingues - (3.º quartel do século XVII)  (Vaso Florido - Faiança policromia, proveniente do Convento de Nossa Senhora da Esperança em Lisboa, no Museu Nacional do Azulejo)  in  REFLEXOS

(CONTINUAÇÃO) - RUA AFONSO DOMINGUES [ VIII ]

«O MUSEU NACIONAL DO AZULEJO ( 1 )»

O «MUSEU NACIONAL DO AZULEJO» é um dos mais importantes museus nacionais, pela sua colecção singular, o AZULEJO, expressão artística diferenciadora da Cultura Portuguesa.
Está instalado na ZONA ORIENTAL DE LISBOA, no antigo CONVENTO DA MADRE DE DEUS, casa da ORDEM DE SANTA CLARA, fundado em 1509 pela rainha D. LEONOR (1458-1525), mulher de D. JOÃO II (1455-1495) e irmã de D. MANUEL I (1469-1521), na RUA DA MADRE DE DEUS, número 4 na zona dXABREGAS.
O espaço antes de ser preenchido pelo MUSEU, (alguns anexos do CONVENTO e da CASA PIA) faziam parte da antiga "ESCOLA INDUSTRIAL AFONSO DOMINGUES" que ali permaneceu durante 58 anos, de 1897 a 1955.


A exposição comemorativa dos 500 anos do NASCIMENTO DA RAINHA D. LEONOR, em 1958, com projecto de montagem do Arquitecto CONCEIÇÃO SILVA (1922-1982), que se atribuiu definitiva função museológica ao edifício.
Por iniciativa do grande estudioso do azulejo que foi o Eng.º JOÃO MIGUEL DOS SANTOS SIMÕES (1907-1972), o núcleo de azulejaria existente no MUSEU NACIONAL DE ARTE ANTIGA foi  transferido para as dependências do CONVENTO cerca de 1965, abrindo ao público em 1970 o MUSEU DO AZULEJO que, por Decreto.Lei de 1980, se transformou no MUSEU NACIONAL DO AZULEJO.
Entre 1979 e 1983 as instalações do MUSEU expandiram-se pela cedência de espaços tutelados pela CASA PIA DE LISBOA, Instituição de Educação e Benemerência, e foram sujeitas a profundas obras, projectadas pelo Arquitecto FORMOZINHO SANCHES, (1922-2004) permitindo a instalação de novos serviços técnicos, reservas e cafetaria,  bem como salas de exposição permanente que abriram ao público em 1989, segundo projecto museográfico do Arquitecto JOÃO BENTO DE ALMEIDA (1947-1997), actualização prosseguida com a nova recepção e salas de exposição temporária do MUSEU, projectada pela Arquitecta CÉLIA ANICA em 1998 e concluídas em 2003.

A ideia de preservar e tornar público um extenso património em AZULEJOS parece ter presidido à recolha de 72  905 azulejos em finais do século XIX,  aplicados no CONVENTO DA MADRE DE DEUS que nos espaços monumentais, quer nos que ficaram afectos à CASA PIA.
Aos azulejos pertencentes ao edifício do CONVENTO; os painéis Holandeses de WILLEM VON DER KLOET  e  JAN VON OORT, de cerca do ano 1698; na IGREJA; os painéis do segundo quartel do século XVIII; na CAPELA DE SANTO ANTÓNIO, os painéis de cerca de 1746-1747, na SACRISTIA, vieram juntar-se muitos outros, provenientes de locais variados como os dos CONVENTOS; DAS GRILAS, de SANTO ALBERTO, SANT'ANA e do PALÁCIO DO CALHARIZ em LISBOA, aqui reaplicados.
Entre esses contam-se os enxaquetados do século XVI do Claustrim, diversos conjuntos do século XVIII como as composições "con chinoiseries" e as recortadas com cenas de caça na escadaria nobre, os painéis alusivos a S. FRANCISCO DE ASSIS, atribuídos a MANUEL DOS SANTOS, na sala alta de D. MANUEL (hoje sem acesso ao público), e as composições rococó do CAMINHO DA CRUZ, no primeiro andar do claustro. 

(CONTINUA)-(PRÓXIMO)«RUA AFONSO DOMINGUES [ IX ] O MUSEU NACIONAL DO AZULEJO( 2 )».

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

RUA AFONSO DOMINGUES [ VII ]

«A ESCOLA SECUNDÁRIA AFONSO DOMINGUES»
 Rua Afonso Domingues - ( anterior a 2010) - Edifício da "ESCOLA SECUNDÁRIA AFONSO DOMINGUES" na "RUA MIGUEL DE OLIVEIRA" já depois da sua desactivação) in  GOOGLE EARTH
 Rua Afonso Domingues - (anterior a 2010) - (Instalações da "ESCOLA SECUNDÁRIA AFONSO DOMINGUES" em MARVILA) in  GOOGLE EARTH
 Rua Afonso Domingues - ( anterior a 2010) - (Freguesia de MARVILA a "Rua Miguel de Oliveira" ao fundo a "ESCOLA SECUNDÁRIA AFONSO DOMINGUES" já desactivada) in  GOOGLE EARTH
 Rua Afonso Domingues - ( anterior a 2010) Foto de JOÃO MORGADO publicada no FB - (A "ESCOLA SECUNDÁRIA AFONSO DOMINGUES" ainda em actividade) in  FACEBOOK
 Rua Afonso Domingues - (depois de 2010) Foto de JOSÉ LUÍS LOPES publicado no FB - (A escadaria da "ESCOLA SECUNDÁRIA AFONSO RODRIGUES" um pouco degradada) in FACEBOOK
 Rua Afonso Domingues - (depois de 2010) - Foto de JOSÉ LUÍS LOPES publicado no FB - (Portão da entrada do edifício da "ESCOLA SECUNDÁRIA AFONSO DOMINGUES" em MARVILA, já um pouco vandalizada) in FACEBOOK
Rua Afonso Domingues - (depois de 2010) - Foto de JOSÉ LUÍS LOPES publicada no FB - ( A "Escola Secundária Afonso Domingues" depois de 2010) in FACEBOOK

(CONTINUAÇÃO) - RUA AFONSO DOMINGUES [ VII ]

«A ESCOLA SECUNDÁRIA AFONSO DOMINGUES » 

Já com o seu nome alterado para "ESCOLA SECUNDÁRIA AFONSO DOMINGUES", continuou a primar por leccionar cursos de cariz técnico, tendo formado diversos alunos nas áreas da mecânica, desenho Industrial, electrónica, electricidade e mais recentemente informática, que realiza nas suas novas e modernas instalações, com diversas oficinas e laboratórios da especialidade.
Esta ESCOLA situava-se no espaço denominado LISBOA ORIENTAL que englobava as freguesias (antigo S. JOÃO), BEATO, MARVILA e OLIVAIS, estando a unidade escolar instalada na freguesia de MARVILA, confinando com as áreas ribeirinhas de XABREGAS e BEATO, freguesia virada para o RIO, prolonga, no entanto, o seu território escolar, até ao aeroporto e estende-se para sudoeste até atingir o TEJO.

Incluída numa antiga área industrial, encontram-se na sua vizinhança vários testemunhos do património HISTÓRICO-CULTURAL da CIDADE DE LISBOA.

Em 1984, ano em que se comemoraram os cem anos, a "ESCOLA SECUNDÁRIA AFONSO DOMINGUES" pode na verdade dizer, que sempre se caracterizou por realizar, um bom panorama no ENSINO EM PORTUGAL. Preparar trabalhadores qualificados para, ao longo de anos dar acesso a graus superiores de ensino, desde Engenheiros  Técnicos Superiores até Engenheiros Universitários, procurar ser um instrumento de valorização humana e não meramente tecnocrática, aspecto que foi sempre considerado não menos determinante e decisivo que os outros.

Mas o impensável veio a acontecer. Tinha finalmente à umas décadas para cá, deixado de leccionar em anexos, tinha agora uma ESCOLA construída de raiz, com belíssimos espaços e bem apetrechados, além de se ter ali investido milhares de Euros e, tudo acabava de um dia para o outro. 

A escola foi oficialmente extinta a 23 de Março de 2010, por despacho do SECRETÁRIO DO ESTADO DA EDUCAÇÃO, tendo na altura da sua extinção uma história com 126 anos.

Dizia o jornal "PÚBLICO" em 21 de Julho de 2010, em título; "Escola onde vai passar a terceira ponte sobre o Tejo já não abre portas em Setembro". "Ignorando os avanços e recuos no projecto da alta velocidade e da nova travessia entre BARREIRO e CHELAS, o MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO avança na mesma com o encerramento".

E ainda: "Os portões da ESCOLA SECUNDÁRIA AFONSO DOMINGUES" cujo acrónimo é ( ESAD), (antiga ESCOLA INDUSTRIAL AFONSO DOMINGUES), não voltarão a abrir depois de 31 de Agosto. O MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO (ME) justifica a urgência na extinção da Escola com o facto de os terrenos onde está instalada, na freguesia de MARVILA, serem necessários para a construção da Terceira Travessia sobre o TEJO, que vai ligar CHELAS ao BARREIRO. Apesar de ter sido adiado o lançamento do concurso e de não se conhecer datas para o início da construção da ponte, a ordem de despejo é irreversível".

Assim a ESCOLA será demolida, pois situa-se no corredor estratégica dos viadutos da nova ponte sobre o Tejo, mas devido à grave crise financeira que Portugal vive desde 2010, a construção da nova ponte foi suspensa e a Escola (edifício) encontra-se nesta altura (2015) a saque, vitima de vandalismo.

(CONTINUA) - (PRÓXIMO) «RUA AFONSO DOMINGUES [VIII] O MUSEU DO AZULEJO ( 1 ).


sábado, 22 de agosto de 2015

RUA AFONSO DOMINGUES [ VI ]

«A ESCOLA INDUSTRIAL AFONSO DOMINGUES ( 2 )»
 Rua Afonso Domingues - (2015)? - (Aspecto das Instalações da nova "ESCOLA SECUNDÁRIA AFONSO DOMINGUES" na "RUA MIGUEL DE OLIVEIRA" na freguesia de MARVILA, pouco tempo depois de ser desactivada)  in GOOGLE EARTH
 Rua Afonso Domingues - (1969) Foto de João H. Goulart (A "RUA AFONSO DOMINGUES" no número 36, em finais dos anos sessenta, no "BAIRRO OPERÁRIO" a SAPADORES) in  AML
 Rua Afonso Domingues - ( 196_)? - Foto de Artur Goulart (A ESCOLA INDUSTRIAL AFONSO DOMINGUES na QUINTA DAS VEIGAS em MARVILA)  in   AML 
 Rua Afonso Domingues - (196_ ) - Foto de Artur Goulart  - (A "ESCOLA INDUSTRIAL AFONSO DOMINGUES" já a funcionar na Quinta das Veigas em Marvila)  in   AML
 Rua Afonso Domingues - (depois de 1956) Foto de Henrique Cayolla (Busto do pintor "JOÃO VAZ" 1858-1931, colocada no jardim da ESCOLA INDUSTRIAL AFONSO DOMINGUES na "RUA MIGUEL OLIVEIRA em Marvila)  in  AML
 Rua Afonso Domingues - (1950) Estúdios de Mário Novais - ( A antiga oficina de Serralharia da "ESCOLA INDUSTRIAL AFONSO DOMINGUES) na altura a funcionar em anexos do CONVENTO DA MADRE DE DEUS, de 1897 a 1955, hoje instalação do MUSEU NACIONAL DO AZULEJO) in  WIKIPÉDIA
Rua Afonso Domingues - (1935) - (Cartão de estudante da "ESCOLA INDUSTRIAL AFONSO DOMINGUES", na Rua da Madre de Deus em XABREGAS. Obtido na Cronologia do amigo "CARLOS CARIA" na sua página do  FACEBOOK.

(CONTINUAÇÃO) - RUA AFONSO DOMINGUES [ VI ]

«A ESCOLA INDUSTRIAL AFONSO DOMINGUES ( 2 )»

A velha «ESCOLA INDUSTRIAL AFONSO DOMINGUES»  sempre se caracterizou por realizar no programa de ENSINO EM PORTUGAL, uma tripla função: preparar trabalhadores qualificados que, ao longo  dos anos, se venham  afirmando em  dar preparação para acesso ao ENSINO SUPERIOR, procurando ser um instrumento de valorização humana e não meramente tecnocrata.

No ano lectivo de 1956/1957, a "ESCOLA INDUSTRIAL AFONSO DOMINGUES", já se encontrava  nas novas instalações na "QUINTA DOS VEIGAS" em MARVILA. Era director AVELINO MARQUES POOLE DA COSTA. O pessoal docente tinha aumentado aos cursos existentes foram acrescentados; os cursos de ELECTRICIDADE e de CONSTRUÇÃO DE MÁQUINAS.
No curso de PINTURA DECORATIVA, o objectivo era não só  "a aplicação do desenho a decoração pela pintura"  mas ainda, "dar aos alunos conhecimentos práticos dos estilos mais característicos nestes ramos das artes decorativas, promovendo o desenvolvimento desta industria" assim como, "iniciar o Ensino Profissional de alguns aprendizes". As oficinas de PINTURA DECORATIVA eram frequentadas por duas classes de alunos: ordinários ou artistas e voluntários ou aprendizes.

A admissão dos alunos ARTISTAS dependia de habilitação no curso completo de DESENHO ELEMENTAR e no CURSO DE DESENHO INDUSTRIAL, de ORNATO ou de FIGURA, e de mostrar o domínio prático dos trabalhos de arte de pintura. As habilitações poderiam no entanto, ser substituídas por provas práticas realizadas na ESCOLA.

Nas Oficinas de trabalhos em MADEIRA - (PRIMEIRA SECÇÃO), a construção de modelos iniciava-se pelos sólidos geométricos e entalhes usados ( ou que seja útil introduzir na prática); esquadrejar  e sutar; modelar, tornear e polir; execução de molduras, ferragens, espigamento, entalhe e ajustamentos; construção de modelos e moldes; obra de talha e torno, etc.

Nas oficinas de trabalhos em METAL - (SEGUNDA SECÇÃO), começava-se pela execução de sólidos geométricos e objectos forjados de uso comum. Os exercícios compreendiam trabalhos de lima e torno; cortar e furar chapa; brunir e envernizar; fazer parafusos; trabalhos de forja; construção de ferramentas, objectos de uso comum e mecanismos.

O ensino de PROFISSÕES e particularmente  as escolas INDUSTRIAIS e COMERCIAIS, foram extintas em PORTUGAL depois do 25 de Abril de 1974, foi instituída uma via unificada para o ensino, compreendendo o 7.º, 8.º e 9.º anos, terminando com a ramificação do ENSINO LICEAL e o ENSINO TÉCNICO, que marcara o futuro de tantas gerações. 

Consequentemente uma portaria de 22 de Novembro de 1979, transforma a designação da ESCOLA INDUSTRIAL AFONSO DOMINGUES  em ESCOLA SECUNDÁRIA AFONSO DOMINGUES.

(CONTINUA)-(PRÓXIMO)«RUA AFONSO DOMINGUES [ VII ] A ESCOLA SECUNDÁRIA AFONSO DOMINGUES»

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

RUA AFONSO DOMINGUES [ V ]

«A ESCOLA INDUSTRIAL AFONSO DOMINGUES ( 1 )»
 Rua Afonso Domingues - (2015) (Antiga entrada para a "ESCOLA INDUSTRIAL AFONSO DOMINGUES" onde funcionou mais de 50 anos - 1897 a 1955 - nas instalações do Convento da Madre de Deus e algumas secções no Palácio Nisa, onde estava também instalada a Casa Pia) in GOOGLE EARTH
 Rua Afonso Domingues - (2015) - (Um troço da "RUA AFONSO DOMINGUES" no sentido Sul, no BAIRRO OPERÁRIO da freguesia de SÃO VICENTE) in  GOOGLE EARTH 
 Rua Afonso Domingos - (1935) - (Cartão de Aluno e Caderno de Notas de "JOSÉ DE SOUSA SARAMAGO", quando estudava na ESCOLA INDUSTRIAL AFONSO DOMINGUES, ano de 1935/1936 no curso de Serralheiro Mecânico, no sítio de XABREGAS) in PRO PORTUGUÊS
 Rua Afonso Domingues - (1950) - Estúdio de Mário Novais - (Oficina de "Torneiro Mecânico" na Escola Industrial Afonso Domingues, nas traseiras do Convento da Madre de Deus em Xabregas e por lá permaneceu cerca de 58 anos)  in  WIKIPÉDIA
Rua Afonso Domingues - ( 1969 ) Foto de João H. Goulart ( Um troço da "RUA AFONSO DOMINGUES" no BAIRRO OPERÁRIO actual freguesia de SÃO VICENTE)  in   AML 

(CONTINUAÇÃO) - RUA AFONSO DOMINGUES [ V ]

«A ESCOLA INDUSTRIAL AFONSO DOMINGUES ( 1 )»

Em 24 de Novembro de 1884, numa casa alugada a "JOÃO CRISTIANO KEIL", na CALÇADA DO GRILO, nº .3 - 1.º , abriu com 53 alunos, a "ESCOLA DE DESENHO INDUSTRIAL AFONSO DOMINGUES", onde eram ministrados os cursos de DESENHO ELEMENTAR e os CURSOS NOCTURNOS de DESENHO INDUSTRIAL.
Mais tarde veio ocupar alguns espaços do "MOSTEIRO DA MADRE DE DEUS" e alguns anexos que pertenceram ao PALÁCIO DOS MARQUESES DE NISA, na RUA DA MADRE DE DEUS em XABREGAS. 
Mais concretamente a partir de 1892, começaram as obras de adaptação de alguns edifícios anexos ao ASILO D. MARIA PIA, cedidas pelo CONVENTO DA MADRE DE DEUS. Em 24 de Dezembro de 1897 era inaugurada, agora em edifício do ESTADO, passando a dispor de melhores instalações.
Em 1900, a "ESCOLA INDUSTRIAL AFONSO DOMINGUES" perfeitamente estabelecida, com relevo para o curso de desenho elementar, de arquitectura e de máquinas. Contava ainda com oficinas de pintura, de fundição, carpintaria e serralharia, pelo que se transformou num importante centro de estudos dos filhos dos mestres  operários da região de XABREGAS.
Como director desta escola, já frequentada por 800 alunos, foi nomeado provisoriamente o professor e escultor JOÃO VAZ, cargo que exerceu até Setembro de 1926. No ano de 1931, sucedeu-lhe na direcção o engenheiro mecânico JOÃO FURTADO HENRIQUES a quem o ENSINO TÉCNICO e esta ESCOLA muito ficaram a dever, a ponto de, entre os professores do Ensino Técnico de todo o país, a ESCOLA INDUSTRIAL AFONSO DOMINGUES passou a ser conhecida pela «UNIVERSIDADE DE XABREGAS».

Com a designação de "ESCOLA INDUSTRIAL AFONSO DOMINGUES" sabemos que no ano de 1934 ainda ali funcionava esta unidade de ensino, por uma informação de que nos deixa o escritor e prémio Nobel da Literatura Portuguesa "JOSÉ SARAMAGO". que foi aluno desta escola.
SARAMAGO, que o dever do trabalho, a disciplina férrea com que sempre a enfrentou, remonta ao período entre 1934 e 1939 ( na idade de 12  aos 17 anos), quando aprendia o ofício de serralheiro mecânico na antiga "ESCOLA INDUSTRIAL AFONSO DOMINGUES" em XABREGAS, para onde se transferia por falta de recursos económicos do "LICEU GIL VICENTE".
Explica no seu terceiro volume dos "CADERNOS DE LANZAROTE", "(...) nessas oficinas iluminadas por altos janelões que davam para a "RUA DA MADRE DE DEUS", obedecia às ordens dos mestres VICENTINO, TEIXEIRA e GIRÃO. Com tanto esmero fazia que no caderno de aluno mediano ficava a brilhar um 15 a Serralharia e outro a Francês". Isto contradiz as suas notas a Português, que não ultrapassaram o 11, mas deixa adivinhar o seu desempenho, entre 1955 e 1981, como tradutor de 48 livros.

O Decreto-Lei nº. 37028, de 25 de Agosto de 1948, implementou um programa de construção de edifícios escolares profissional e o organizou em duas vertentes: adaptação ampliação e melhoramentos e escolas novas. Enquanto outras escolas se optou, apenas, por obras de melhoramentos e adaptação no caso desta escola é decretada a construção de uma nova escola com edifício completo acabando por se instalar, na QUINTA DAS VEIGAS em MARVILA, na "RUA MIGUEL DE OLIVEIRA".

(CONTINUA)-(PRÓXIMO)«RUA AFONSO DOMINGUES [ VI ]A ESCOLA INDUSTRIAL AFONSO DOMINGUES ( 2 )».

sábado, 15 de agosto de 2015

RUA AFONSO DOMINGUES [ IV ]

«AFONSO DOMINGUES E SUA OBRA»
 Rua Afonso Domingues - (1949) Desenho de Pedro Guedes  . (Emissão de Selos Comemorativa da Fundação da Dinastia de AVIS, dos CORREIOS DE PORTUGAL) in  PORTUGAL EN STAMPS
 Rua Afonso Domingues - (2005) - Foto de autor não identificado ( O MOSTEIRO DA BATALHA ou MOSTEIRO DE SANTA MARIA DA VITÓRIA) in  WIKIPÉDIA
 Rua Afonso Domingues (2015) - (A "RUA AFONSO DOMINGUES" à nossa esquerda a "RUA DOS OPERÁRIOS")  in  GOOGLE EARTH 
 Rua Afonso Domingues - (1969) Foto de João H. Goulart - (A "RUA AFONSO DOMINGUES", esquina da "RUA PEDRO ALEXANDRINO", no "Bairro Operário" nos anos sessenta do século vinte)  in  AML
Rua Afonso Domingues - (século XV) - (A figura de "AFONSO DOMINGUES", um pequeno pormenor,  representado numa das paredes da CASA DO CAPÍTULO no "MOSTEIRO DA BATALHA" ) in  MOSTEIRO DA BATALHA


(CONTINUAÇÃO) - RUA AFONSO DOMINGUES [ IV ]

«AFONSO DOMINGUES E SUA OBRA»

«AFONSO DOMINGOS» nascido em LISBOA em meados do século XIV. Mestre arquitecto, cujo nome ficou ligado de 1387 a 1402 às obras do «MOSTEIRO DA BATALHA» (anteriormente tinha trabalhado na SÉ CATEDRAL DE LISBOA). Pensa-se que terá sido ele a fazer o traçado da primeira planta para o "REAL MOSTEIRO DE SANTA MARIA DA VITÓRIA". ( 1 )


É uma figura cuja vida se desconhece e é até um pouco lendária; foi imortalizado por ALEXANDRE HERCULANO, que romanceou este mestre do gótico no seu livro  "LENDAS E NARRATIVAS".
Segundo o historiador romântico, D. JOÃO I pensou que, após ter cegado, "AFONSO DOMINGUES" não podia terminar a abóbada da  SALA DO CAPÍTULO e, por isso, teria encarregado da obra "DAVID OUGUET", ou "HUGUET", que não foi capaz de a realizar.
AFONSO DOMINGUES levou a peito construí-la e, terminado o trabalho, segundo a lenda, terá ficado três dias e três noites sob a abóbada sem comer, nem beber. «A abóbada não caiu, a abóbada não cairá» , terá dito, e faleceu. 

Esta lenda teve lugar na época da construção do "MOSTEIRO DA BATALHA". O arquitecto do Mosteiro chamava-se AFONSO DOMINGUES, mas devido à sua cegueira e idade avançada, foi afastado da obra. A conclusão do MOSTEIRO tinha passado para as nãos de "HUGUET", e AFONSO DOMINGUES não se conformava com o facto. Um dia, D. JOÃO I foi visitar o MOSTEIRO para assistir ao AUTO DE CELEBRAÇÃO DOS REIS. Vinha desejoso de visitar a CASA DO CAPÍTULO DO MOSTEIRO, que mestre "HUGUET" tinha recentemente concluído, seguindo o traçado dos projectos de AFONSO DOMINGUES, à excepção da abóbada que cobria o CAPÍTULO. No entender do mestre "HUGUET", seria impossível concretizar a abóbada imaginada por AFONSO DOMINGUES por esta ser muito achatada. Sem consultar o mestre português, decidiu concluí-la de outra forma. O "HUGUET" estava no Capítulo, vangloriando-se da sua supremacia sobre o mestre português, quando reparou nas fendas que se abriam na abóbada e que ameaçava a sua queda.  Em pânico, entrou a correr pela Igreja dizendo que o mestre AFONSO DOMINGUES lhe tinha enfeitiçado o trabalho. Pensando que "HUGUET" estava possuído pelo Demónio, os frades acorreram a exorcizá-lo.  "HUGUET" caiu desmaiado ao mesmo tempo que um tremendo estrondo anunciava a queda da abóbada da CASA DO CAPÍTULO, apenas 24 horas depois de ter sido concluída.
El-REI D. JOÃO I nomeou novamente AFONSO DOMINGUES mestre das obras do Mosteiro, pondo o "HUGUET" sob as  ordens do mestre. A construção da abóbada foi então retomada, agora seguindo o seu traçado primitivo. 
No dia em que foram retirar as traves dos simples que sustentavam a abóbada foi deixado no centro da sala uma pedra onde ficou sentado AFONSO DOMINGUES.  Este terá prometido a CRISTO que ficava sentado na pedra, sem comer nem beber, durante três dias, como prova de que a abóbada não cairia. Ao fim do terceiro dia, El- REI recebeu a triste notícia de que o grande arquitecto português estava morto. A abóbada não tinha caído. Em memória de AFONSO DOMINGUES, foi esculpida uma estátua, de pedra sobre a qual acabou os seus dias. A estátua foi colocada na CASA DO CAPÍTULO

( 1 ) - AFONSO DOMINGUES será eventualmente oriundo de uma família abastada, uma vez que tinha residência numa das zonas mais caras de LISBOA, na freguesia da MADALENA. A ele se ficou a dever a traça original do MOSTEIRO, tendo dirigido as obras entre 1387 e 1401. Embora deixasse o templo totalmente configurado, não conseguiu finalizar a obra por ter falecido em 1402.
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LIVRO (antigo) DA "DISCIPLINA DE PORTUGUÊS" «PORTUGAL GIGANTE», um poema de "FERNANDO DE PAMPLONA ao MESTRE AFONSO DOMINGUES.

Bom mestre AFONSO DOMINGUES/ - Nobre engenho, rija espada - /Entre todos te distingues, / Gigante que vens do nada! /     ALJUBARROTA! Sol! Glória!/ És armado cavaleiro!/ Também é tua a vitória/  De el-Rei D. JOÃO I!/   Tu e os teus, com vossas lanças,/ A nova coroa ergueis!/ Mas volta a paz de asas mansas:/ Tornam-se as lanças cinzeis!/     Vencida a gente orgulhosa,/ O teu engenho trabalha/ Na traça maravilhosa/ Do MOSTEIRO DA BATALHA!/     E, nesse poema infindável/ De ogivas e modilhões,/ Ressuscita o CONDESTÁVEL/ E abre as asas - CAMÕES!


(CONTINUA)-(PRÓXIMO)«RUA AFONSO DOMINGUES [ V ] A ESCOLA INDUSTRIAL AFONSO DOMINGUES ( 1 )»

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

RUA AFONSO DOMINGUES [ III ]

«HISTÓRIAS DO MOSTEIRO DA BATALHA ( 2 )»
 Rua Afonso Domingues - (2005) Foto de APS - (Aspecto das "CAPELAS IMPERFEITAS" que o mestre "Guilherme" dirigiu de 1477 até 1480. Depois orientadas por JOÃO ARRUDA - entre 1480-1485. MATEUS FERNANDES dirigiu mais tarde as obras das Capelas Imperfeitas, especialmente a porta que aqui documentamos) in ARQUIVO/APS
 Rua Afonso Domingues - (2005) Foto de APS - (A "SALA DO CAPITULO" situa-se no lança oriental do Claustro, com entrada pela galeria deste através de uma porta ogival acairelada e ladeada por janelas bipartidas, neste espaço encontra-se a "CAMPA DO SOLDADO DESCONHECIDO", guardado por Militares)  in  ARQUIVO/APS  
 Rua Afonso Domingues - ( 2015 ) - (A "RUA AFONSO DOMINGUES" - seu início - vista da "RUA WASHINGTON" no cruzamento da "RUA DO MATO GROSSO") in GOOGLE EARTH
 Rua Afonso Domingues - ( 2015 ) - (A "RUA AFONSO DOMINGUES" ao lado esquerdo depois do prédio forrado a azulejos e do pintado de verde, temos a "RUA PEDRO ALEXANDRINO" que cruza esta RUA)  in  GOOGLE EARTH
Rua Afonso Domingues - ( 1969 ) Foto de João H. Goulart  (Um troço da "RUA AFONSO DOMINGUES" no "BAIRRO OPERÁRIO", da actual freguesia de "SÃO VICENTE") in  AML

(CONTINUAÇÃO) - RUA AFONSO DOMINGUES [ III ]

«HISTÓRIAS DO MOSTEIRO DA BATALHA ( 2 )»

Diz-se que ao longo da história, todos os Monumentos sofrem peripécias complicadas que contribuem muito para a sua degradação. No "MOSTEIRO DA BATALHA" houve um primeiro passo bastante maléfico que foram as "INVASÕES FRANCESAS". Estiveram aqui duas vezes, a IGREJA serviu de cavalariça, o próprio mobiliário da sacristia foi queimado, ainda hoje no chão se pode ver uma grande mancha onde foi feita a fogueira, os túmulos foram violados e arrombados à procura de riquezas. Um grande abalo que o Mosteiro sofreu.
O segundo, ainda no século XIX, foi a extinção das ORDENS RELIGIOSAS ordenadas por JOAQUIM ANTÓNIO DE AGUIAR (por alcunha o "mata" Frades), em 1834, proporcionando que os Monumentos ficassem escancarados e fossem vandalizados de toda a maneira e feitio.
Honra seja feita à população de algumas localidades, como ALCOBAÇA e BATALHA, que ainda conseguiram segurar algumas coisas e também tiveram a sorte de alguns desses Monumentos servirem como Igreja paroquial.
A IGREJA PAROQUIAL DA BATALHA, até porque a IGREJA MATRIZ estava muito danificada, passou a funcionar como IGREJA PAROQUIAL a partir de 1882, o que, de certa forma, a salvaguardou e foi um dos espaços menos "beliscados" nessa época conturbada.

Em 1910, com a implantação da REPÚBLICA, que tinha um carácter anticlerical bastante forte, apareceu outro tipo de malefícios para o Monumento.
Com a governação da REPÚBLICA, levou a que o espaço do MOSTEIRO fosse ocupado e utilizado com actividades que não tinham nada a ver com a sua função inicial.
Aqui, o MOSTEIRO DA BATALHA passou a albergar as FINANÇAS, TESOURARIA, ESCOLA PRIMÁRIA, CORREIOS, PRISÃO e a própria MAÇONARIA teve aqui um espaço, com graves consequências para o Monumento, pois muitas vezes essas novas utilizações levavam à adaptação dos espaços descaracterizando completamente o MONUMENTO
Por exemplo: Se hoje quiséssemos mostrar uma cela a algum visitante seria impossível, porque todas desapareceram. Acontece que em alguns períodos conturbados, sobretudo, após 1834, com a venda em haste pública de muitos bens das ORDENS RELIGIOSAS, os próprios Monumentos estiveram em risco de ser vendidos.
Felizmente, há sempre alguma luz que evita essa situação. No caso da BATALHA, o seu MOSTEIRO não foi vendido, mas a sua cerca foi vendida em haste pública.
Recordamos também da vinda dos chamados RETORNADOS DE ÁFRICA, em que o MOSTEIRO DA BATALHA esteve indicado para acolher no CLAUSTRO D. AFONSO V os desalojados, o que não aconteceu por em virtude de uma consciência crítica da altura, com raízes em COIMBRA, que alertou não ser a melhor solução para dar a esta espaço, porque implicaria novamente reformulação no interior para essa adaptação.

Portanto, não é de espantar, que de vez em quando surja ideias ou afirmações, muitas delas verdadeiras ou não, porque em muitos momentos da história os nossos MONUMENTOS  e até os mais significativos, só não são vendidos por mero acaso. De qualquer forma, nunca existiu conhecimento de que o MOSTEIRO DA BATALHA estivesse alguma vez para ser vendido como estaleiro de pedra. Este Monumento nunca foi vendido, sempre pertenceu ao ESTADO, apenas a IGREJA teve um papel depois da extinção das ORDENS RELIGIOSAS, não de posse, mas de utilização em proveito das actividades paroquiais.

(CONTINUA)-(PRÓXIMO)«RUA AFONSO DOMINGUES [ IV ]-AFONSO DOMINGUES E SUA OBRA».

sábado, 8 de agosto de 2015

RUA AFONSO DOMINGUES [ II ]

«HISTÓRIAS DO MOSTEIRO DA BATALHA ( 1 )»
 Rua Afonso Domingues - (2005) Foto de APS - (O "MOSTEIRO DA BATALHA" ou "Mosteiro de Santa Maria da Vitória", importante marco da arquitectura Gótica, que AFONSO DOMINGUES está ligado à sua construção e provavelmente ao seu traçado) in ARQUIVO/APS
 Rua Afonso Domingues - (2005) Foto de APS - (Um interior do MOSTEIRO DA BATALHA e seu Jardim, formas de inspiração mourisca desenvolvidas na fonte do claustro)  in  ARQUIVO/APS
 Rua Afonso Domingues - (2015) - (Um troço da "RUA AFONSO DOMINGUES" vista do seu início no lado Sul)  in  GOOGLE EARTH
 Rua Afonso Domingues - (1969) Foto de João H. Goulart (A "RUA AFONSO DOMINGUES" inserida no "BAIRRO OPERÁRIO" actualmente freguesia de "SÃO VICENTE") in AML
Rua Afonso Domingues - (1969) Foto de João H. Goulart ( A parte Norte da "RUA AFONSO DOMINGUES" do número 44 a 46, nos anos sessenta do século XX) in   AML 

(CONTINUAÇÃO) - RUA AFONSO DOMINGUES [ I I ]

«HISTÓRIAS DO MOSTEIRO DA BATALHA ( 1 )»

Foi ao grande mestre arquitecto «AFONSO DOMINGUES» que provavelmente se ficou a dever, a traça original do "MOSTEIRO DA BATALHA" ou "MOSTEIRO DE SANTA MARIA DA VITÓRIA", tendo dirigido as obras desde 1387/8 até 1402. Como levou cerca de século e meio a ser construído, o MOSTEIRO sofreu influências de vários mestres e, por consequência, de vários estilos.
Manteve-se na linha da arquitectura gótica portuguesa, sendo patente, no sector mais antigo do conjunto arquitectónico da BATALHA, influências, entre outras, das Igrejas das ordens mendicantes, da de ÉVORA e das capelas radiantes da de LISBOA. 
Ao morrer, já cego, estavam construídos pelo menos quatro capelas da abside, boa parte da capela-mor e do transepto, a sacristia, as naves laterais já abobadas e as galerias Sul e Este do Claustro Real.
Da autoria do mestre AFONSO DOMINGUES são o CLAUSTRO REAL e a SALA DO CAPITULO. 

A história do mestre AFONSO DOMINGUES, que terá morrido debaixo da abóbada, ao fim de três dias e três noites para provar que ela não cairia, é, possivelmente uma lenda.

A "SALA DO CAPITULO" do "MOSTEIRO DA BATALHA" pela documentação e pelos estudos que foram elaborados, podemos nos referir concretamente que quem finalizou aquela estrutura - que é realmente um espanto em termos de engenharia medieval - foi o segundo arquitecto de nome DAVID HUGUET.  Este arquitecto não era português, talvez Catalão, talvez Flamengo, o que talvez não seja verdade é toda aquela história que o nosso grande escritor romântico "ALEXANDRE HERCULANO" escreveu na sua obra "ABÓBADA", que pretendia realçar os valores da nacionalidade, etc., não passará de uma lenda.  
Aliás, devemos acrescentar  (embora não seja posto em causa) que o mestre "AFONSO DOMINGUES" tenha sido o primeiro mestre, aquele que esboçou o projecto inicial de como se desenvolveria a obra, o que hoje nos resta do monumento, sobretudo os seus espaços que ainda hoje podem ser visitados, a sua construção final deve-se a outro arquitecto. Estamos a falar do portal principal, da cobertura da Igreja, da Capela do Fundador, do Claustro Joanino e das Capelas Imperfeitas.


Este outro arquitecto "HUGUET" na verdade não sabemos quando é que ele chegou concretamente aqui à BATALHA, sabemos só quando assumiu o controlo das obras, foi depois da mestre "AFONSO DOMINGUES" ter cegado, cerca de 1401/2, tendo estado mais de duas dezenas de anos à frente das obras.

Dizia-se também que o MOSTEIRO DA BATALHA em determinada altura esteve para ser vendido, principalmente depois da expulsão das Ordens Religiosas em Portugal, como estaleiro de pedra.


(CONTINUA) - (PRÓXIMO) «RUA AFONSO DOMINGUES [ III ] - HISTÓRIAS DO MOSTEIRO DA BATALHA (2)».