quarta-feira, 23 de Abril de 2014

RUAS COM NOMES DE JORNALISTAS- 2ª SÉRIE [ XI ]

RUA ARNALDO GAMA
 Rua Arnaldo Gama - (2013) - (A "RUA ARNALDO GAMA" no antigo "Bairro do Arco do Cego" na recente freguesia do "AREEIRO")  in  GOOGLE EARTH 
 Rua Arnaldo Gama - (2007) - (Panorâmica do antigo "Bairro Social do Arco do Cego" onde se insere a "Rua Arnaldo Gama")  in  GOOGLE EARTH
 Rua Arnaldo Gama - (2013) - (Um troço da "Rua Arnaldo Gama" no antigo "Bairro do Arco do Cego")  in  GOOGLE EARTH  
 Rua Arnaldo Gama - (1863) - (O "SARGENTO-MOR DE VILAR" uma obra de "Arnaldo Gama" que relata episódios da invasão dos franceses em 1809)  in  LIVRARIA LUMIÈRE
 Rua Arnaldo Gama - (1876) - (Edição popular da obra de "Arnaldo Gama" com o título "EL-REI DINHEIRO", edição póstuma sob a direcção de "Augusto Gama") in  LOJA DO JÚLIO 
Rua Arnaldo Gama - (1973) ("Obras de Arnaldo Gama" publicado por "Lello & Irmãos Editores) in MERCADO LIVRE

(CONTINUAÇÃO)-RUAS COM NOMES DE JORNALISTAS- 2ª SÉRIE [ XI ]

«RUA ARNALDO GAMA»

A «RUA ARNALDO GAMA» pertencia à freguesia de "SÃO JOÃO DE BRITO" que pela REFORMA ADMINISTRATIVA DE LISBOA, juntamente com a antiga freguesia do "ALTO DO PINA" agrupadas, passando a denominar-se freguesia do «AREEIRO».
Tem o seu início na RUA BRÁS PACHECO e finaliza na "RUA JOSÉ SARMENTO".
Por Edital publicado em 18 de Julho de 1933 destinou a "RUA Nº 3" do "BAIRRO SOCIAL DO ARCO DO CEGO", entre as ruas "COSTA GOODOLFIM" e "BRÁS PACHECO", consagrar a «RUA ARNALDO GAMA», ficando assim, perpetuado mais um jornalista portuense, na toponímia alfacinha.

ARNALDO DE SOUSA DANTES DA GAMA conhecido mais como escritor que jornalista, e especialmente como autor de romances históricos, este portuense (nascido em 1 de Agosto de 1828) também andou pelos jornais como se verá.
Foi a COIMBRA formar-se em DIREITO e voltou ao PORTO, onde montou escritório de Advogado. Passou, aliás, praticamente toda a vida no grande burgo nortenho, situando ali parte da sua obra.
Nos seus curtos 41 anos de vida (faleceu no PORTO, em 29 de Agosto de 1869), publicou poesia e contos. Mas foi, como se disse, no romance histórico que veio a tornar-se célebre.
De facto, os analistas da sua obra são unânimes em dizer que os romances eram escritos com notável exactidão, de acordo com o rigor histórico e sem dar larga margem à imaginação, como era apanágio de muitos dos seus camaradas na época. 

Destacam-se as obras "O GÉNIO DO MAL"(1856-1857) (Obra em quatro volumes, começada a editar quando ARNALDO GAMA tinha apenas 28 anos),  "UM MOTIM DE HÁ CEM ANOS" (1861), "O SARGENTO-MOR DE VILAR" (1863), "O SEGREDO DO ABADE" (1864), "A ÚLTIMA DONA DE S. NICOLAU" (1864), !O FILHO DO BALDAIA" (1866), "A CALDEIRA DE PERO BOTELHO" (1866), "O BALIO DO LEÇA" (1872), póstumo  o "EL-REI DINHEIRO" (1876), são as suas mais conhecidas obras.
Mas também a este homem da história e do foro, tentaram os demónios do jornalismo. Começou devagarinho, como redactor de um jornal literário, "A PENINSULA", onde escrevia, portanto, sobre temas considerados como da "sua arte". Mas o bichinho da política mordeu-o e aí não resistiu a ser redactor político e a sustentar algumas aguerridas polémicas.
Trabalhou então nos jornais "PORTO e CARTA", "CONSERVADOR" e acabou por fundar o "JORNAL DO NORTE".
Foi distinguido como "Cavaleiro da Ordem de Torre-e-Espada" e era sócio da "ACADEMIA DAS CIÊNCIAS DE LISBOA".
LISBOA quis consagrar numa rua sua o nome deste ilustre escritor e jornalista portuense "ARNALDO GAMA".
Na verdade, esta ronda singela, que temos vindo a fazer pelas "RUAS DE LISBOA" que usam nomes de homens e mulheres ligadas aos jornais, vem recordando que muito boa gente percorreu o caminho inverso: isto é, houve muitos que se distinguiram noutros campos, nomeadamente na escrita de livros de qualidade, e não resistiram à tentação dos jornais. Os exemplos não faltam, no passado e no presente.

(CONTINUA)-(PRÓXIMO)«RUAS COM NOMES DE JORNALISTAS [ XII ]RUA VIRGÍNIA QUARESMA»

sábado, 19 de Abril de 2014

RUAS COM NOMES DE JORNALISTAS- 2ª SÉRIE [ X ]

RUA APRÍGIO MAFRA
 Rua Aprígio Mafra - (2013) - (Um troço da "RUA APRÍGIO MAFRA", jornalista e crítico teatral na nova freguesia de "ALVALADE") in GOOGLE EARTH
 Rua Aprígio Mafra - (2007) - (Vista Panorâmica de parte do "Bairro de Alvalade" onde se insere a "Rua Aprígio Mafra") in GOOGLE EARTH
 Rua Aprígio Mafra - (2013) - ("Aprígio Mafra" jornalista Alentejano, tem uma rua na actual freguesia de "ALVALADE") in GOOGLE EARTH
 Rua Aprígio Mafra, 2 a 8 - (1963-12) Foto de Artur Goulart (A "Rua Aprígio Mafra" no "Bairro de Alvalade" freguesia de "ALVALADE) in AFML 
 Rua Aprígio Mafra - (1964-02) Foto de Artur Goulart (A "Rua Aprígio Mafra), 4 no "Bairro de Alvalade") in   AFML 
 Rua Aprígio Mafra - (1964-02) Foto de Artur Goulart (A "Rua Aprígio Mafra" nos anos sessenta do século passado) (Abre em tamanho grande)  in  AFML
 Rua Aprígio Mafra - (1964-05) Foto de Artur Goulart (A "Rua Aprígio Mafra" na actual freguesia de "ALVALADE")  (Abre em tamanho grande) in AFML 
Rua Aprígio Mafra - (Segundo quartel do século XX) (Caricatura de "Aprígio Mafra" feita por "Fernando Neves"  in  LUZES DA RIBALTA

(CONTINUAÇÃO) - RUAS COM NOMES DE JORNALISTAS- 2ª SÉRIE

«RUA APRÍGIO MAFRA »

A «RUA APRÍGIO MAFRA» pertencia à freguesia de  "SÃO JOÃO DE BRITO", que com as freguesias de "ALVALADE" e "CAMPO GRANDE" se agruparam, por determinação do novo ordenamento Administrativo das Novas Freguesias de LISBOA, passando a designar-se por freguesia de «ALVALADE».
Tem o seu início na "AVENIDA DO BRASIL" e finaliza na "RUA JOÃO SARAIVA".
Por Edital de 25 de Janeiro de 1961 que às "RUAS 3 e 4 à RUA JOÃO SARAIVA", fosse dado o topónimo de "RUA APRÍGIO MAFRA" - Jornalista (1887-1953).
"FRANCISCO APRÍGIO MAFRA" era, apesar do apelido, alentejano de Portalegre, cidade onde nasceu em 26 de Novembro de 1877. Na sua terra natal frequentou o liceu, tendo continuado o curso secundário no Porto, no "LICEU RODRIGUES DE FREITAS". Deu-se  depois a sua entrada na "Seminário de Portalegre".
Teologia e um curso complementar de LETRAS, foram as habilitações com que o futuro jornalista se apresentou perante a vida prática.
Em 1911, deu-se, porém, o acontecimento talvez mais marcante da história de "Aprígio Mafra": teve oportunidade de entrar para a redacção de «A NAÇÃO». Agarrou a dádiva e nunca mais largou  a profissão. 
O seu percurso, foi evidenciado pelas suas crónicas mordazes, que fazia nos jornais. A sua profissão de jornalista e crítico, foi vivida sempre de mãos dadas com o «PARQUE MAYER», onde naquele tempo era costuma depois da estreia, os actores esperarem ansiosos pela crítica jornalística que saía logo na manhã seguinte.
Trabalhou ainda nos jornais: "DIÁRIO DE NOTÍCIAS" ; "CORREIO DA MANHÃ"; "O SÉCULO"; "PÁTRIA"; "LUTA"; "DIÁRIO DE LISBOA" e "DIÁRIO POPULAR"... Foi, porém, no "DIÁRIO DE NOTÍCIAS" que esteve mais tempo e foi nesse jornal que assumiu funções de maior responsabilidade, já que ali foi chefe de redacção.
Pelo meio, ficaram a presidência do "SINDICATO DOS JORNALISTAS" e um cargo político que exerceu por pouco tempo: procurador à CÂMARA CORPORATIVA órgão consultiva previsto na CONSTITUIÇÃO de 1933, do ESTADO NOVO.
Chegou mesmo a ser secretário desse órgão colegial, mas cedo pediu escusa por não querer descurar o trabalho que mais lhe agradava: chefiar a redacção do «DIÁRIO DE NOTÍCIAS».
O teatro também o apaixonou tendo  ele traduzido algumas obras, como a peça «PÉ DE VENTO» dos IRMÃOS QUINTERO, que foi representado no TEATRO D. MARIA II.
Recebeu ainda duas condecorações: uma de OFICIAL DA ORDEM DE CRISTO  e da ORDEM DE LEOPOLDO II DA BÉLGICA.
Durante 42 anos ligado às redacções, que foram a sua casa mais constante, sendo mais um jornalista a figurar na toponímia alfacinha. Faleceu em 19 de Novembro de 1953. 

(CONTINUA)-(PRÓXIMO)«RUAS COM NOMES DE JORNALISTAS [ XI ]-RUA ARNALDO GAMA»

quarta-feira, 16 de Abril de 2014

RUAS COM NOMES DE JORNALISTAS- 2ª SÉRIE [ IX ]

AVENIDA ANTÓNIO SERPA
 Avenida António Serpa - (2013) ( A "Avenida António Serpa" vista da "Avenida da República" in GOOGLE EARTH
 Avenida António Serpa (2007) (Vista Panorâmica de parte da freguesia das "Avenidas Novas", onde está inserida a "Avenida António Serpa") in  GOOGLE EARTH
 Avenida António Serpa - (1964-08) Foto de Armando Madureira (Moradia "provavelmente já demolida" na "AVENIDA ANTÓNIO SERPA", 32) in  AFML
 Avenida António Serpa - (1966) Foto de Artur Goulart ("AVENIDA ANTÓNIO SERPA" dos números 31 a 33, na antiga freguesia de "Nª. Srª. de Fátima" hoje "AVENIDAS NOVAS") in  AFML
 Avenida António Serpa - (1970) Foto de Inácio Bastos (A "Avenida da República", esquina com a "Avenida António Serpa" nos anos setenta do século passado)  in  AFML
 Avenida António Serpa - (1883)? - ("ANTÓNIO DE SERPA PIMENTEL" iniciou a vida política em 1856 e chegou a formar um governo que presidiu de Janeiro a Setembro de 1890) in  WIKIPÉDIA
Avenida António Serpa - (finais do século XIX) ("António de Serpa Pimentel" passou por deputado, Conselheiro de Estado, Ministro das Obras Públicas, Ministro da Guerra (interino), Ministro da fazenda e Ministro dos Negócios Estrangeiros, tendo formado um Governo em 1890)  in  FUNDAÇÃO MÁRIO SOARES 

(CONTINUAÇÃO) - RUAS COM NOMES DE JORNALISTAS-2ª SÉRIE [ IX ]

«AVENIDA ANTÓNIO SERPA»

A «AVENIDA ANTÓNIO SERPA» pertencia à antiga freguesia de "Nª. Srª. de FÁTIMA", hoje integrada com a freguesia de "SÃO SEBASTIÃO DA PEDREIRA", pela REFORMA ADMINISTRATIVA DE LISBOA, adoptando o nome de «AVENIDAS NOVAS». Tem o seu início na "AVENIDA DA REPÚBLICA"(antiga "Rua António Maria Avelar" e finaliza na "AVENIDA CINCO DE OUTUBRO" (antiga "Avenida Ressano Garcia). O topónimo "AVENIDA ANTÓNIO SERPA" foi atribuído durante a Monarquia, a 29 de Novembro de 1902.
Em 22 de Julho de 1982, a COMISSÃO MUNICIPAL DE TOPONÍMIA (ACTA Nº 2/82) responde a um ofício do "MINISTÉRIO DA ADMINISTRAÇÃO INTERNA", remetendo cópia de requerimento apresentado na ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA pelo deputado "ANTÓNIO DE SOUSA LARA", com o pedido de esclarecimento sobre a possibilidade do topónimo "AVENIDA ANTÓNIO DE SERPA PIMENTEL".
Parecer: Considerando que a pretendida rectificação representaria alteração de uma nomenclatura já muito consagrada na toponímia de LISBOA e que grandes transtornos iria provocar aos residentes ou estabelecimentos no local, a COMISSÃO entendeu preferível optar-se pela inscrição nas respectivas placas toponímicas, de uma legenda que identifique melhor a figura homenageada, sugerindo, para o efeito, que imediatamente a seguir à designação toponímica seja gravada a seguinte legenda: "Político e escritor" (1825-1900)
Assim, mandou a Câmara Municipal de Lisboa que uma via pública situada entre as antigas "Estrada do Arco do Cego" e a "Rua António Maria Avelar" (designação que entretanto desapareceram) passasse a ter o nome do Matemático, professor Universitário, Militar, Político, Escritor e ainda Jornalista "ANTÓNIO SERPA".
ANTÓNIO DE SERPA PIMENTEL nasceu em COIMBRA, a 20 de Novembro de 1825 e faleceu em LISBOA a 2 de Março de 1900.
Tendo começado por assentar praça em Infantaria aos 17 anos, acabou por ingressar na UNIVERSIDADE DE COIMBRA onde, aos 21, se doutorava em Matemática. Veio para LISBOA, foi lente da ESCOLA POLITÉCNICA, onde ensinou álgebra e cálculo. Pouco depois, por proposta de ALEXANDRE HERCULANO, era feito sócio da ACADEMIA REAL DAS CIÊNCIAS. A partir daí, a carreira política e o jornalismo surgiram em cheio na sua vida. Estamos, assim, diante de mais um caso em que o jornalismo foi actividade-trampolim para uma carreira política.
ANTÓNIO SERPA ligou-se aos jornais também pela mão de HERCULANO, como de LATINO COELHO e ANDRADE CORVO, com os quais fez "O NOVO TROVADOR".
Só com "LATINO COELHO" dirigiu "O PHAROL". E foi também um dos principais redactores do "meu" "JORNAL DO COMÉRCIO", no qual se notabilizou pelos artigos sobre matéria financeira. Foi ainda o fundador da "GAZETA DE PORTUGAL", jornal que, durante anos, foi o órgão do PARTIDO REGENERADOR.
Na vida política iniciou-se em 1856 como deputado eleito por OLIVEIRA DE AZEMEIS.
Em 1876 no dia 31 de Janeiro foi nomeado Conselheiro de Estado. A 12 de Agosto de 1886, era presidente do Tribunal de Contas. Foi ministro de várias pastas e acabou por ser chefe do PARTIDO REGENERADOR e, por esse facto, ascendeu à presidência do Ministério.
Foi ainda incumbido de ir a PARIS pedir a mão da princesa D. AMÉLIA DE ORLEANS para o então príncipe "D . CARLOS". Teve tempo para tudo!

(CONTINUA)-(PRÓXIMO)«RUAS COM NOMES DE JORNALISTAS -2ª SÉRIE [ X ] .RUA APRÍGIO MAFRA»

sábado, 12 de Abril de 2014

RUAS COM NOMES DE JORNALISTAS- 2ª SÉRIE [ VIII ]

RUA ALMADA NEGREIROS
 Rua Almada Negreiros - (2013) A entrada da "RUA ALMADA NEGREIROS" pelo lado da "Avenida Cidade de Luanda")  in  GOOGLE EARTH
 Rua Almada Negreiros - (2007) - (Vista de satélite da zona dos OLIVAIS onde podemos encontrar a "RUA ALMADA NEGREIROS" desde 1970)  in  GOOGLE EARTH
 Rua Almada Negreiros - (2013) - (Um troço da "RUA ALMADA NEGREIROS" na freguesia dos OLIVAIS)  in  GOOGLE EARTH
 Rua Almada Negreiros - (2013) (A "Rua Almada Negreiros" no Bairro dos "OLIVAIS SUL") in  GOOGLE EARTH
 Rua Almada Negreiros - (2013) - (A "Rua Almada Negreiros" no sítio dos "OLIVAIS SUL"  in  GOOGLE EARTH
Rua Almada Negreiros - (1929) - ( A cara de "ALMADA NEGREIROS", caricatura de "STUART CARVALHAIS" publicada na "ILUSTRAÇÃO" do repórter "X" em 1929)  in  LUZES DA RIBALTA

(CONTINUAÇÃO) - RUAS COM NOMES DE JORNALISTAS-2ª SÉRIE [ VIII ]

«A RUA ALMADA NEGREIROS»

A "RUA ALMADA NEGREIROS" pertence à freguesia dos «OLIVAIS», antiga freguesia de "SANTA MARIA DOS OLIVAIS", actualizada no ano de 2013 pela "REFORMA ADMINISTRATIVA DE LISBOA".
Tem início na "AVENIDA CIDADE DE LUANDA" e finaliza na "AVENIDA DE PÁDUA".
Um Edital de 11 de Julho de 1970 (menos de um mês passado sobre a morte de ALMADA NEGREIROS, que terá ocorrido em 15 de Junho do mesmo ano), mandou que no antigo arruamento denominado "RUA E 2 - Célula E - OLIVAIS SUL", tomasse o nome de "RUA ALMADA NEGREIROS".
De seu nome completo "JOSÉ SOBRAL DE ALMADA NEGREIROS" (1893-1970), o homem que foi artista plástico, escritor, caricaturista, futurista e tudo, deixou-nos há cerca de 44 anos. No passado ano de 2013, no dia 7 de Abril foi comemorado o 120º aniversário do seu nascimento.
ALMADA NEGREIROS nasceu na ILHA DE SÃO TOMÉ, em 7 de Abril de 1893, fica órfão de mãe aos 3 anos de idade. Seu pai, vem viver para a Metrópole, deixando os seus dois filhos entregues aos cuidados dos "JESUÍTAS DO COLÉGIO DE CAMPOLIDE" e, mais tarde, ALMADA ingressa na ESCOLA NACIONAL DE BELAS ARTES.
Foi dono, como se sabe, de um talento polifacetado. Aos 18 anos, em 1911, escreveu a sua primeira peça de teatro e publica os primeiros desenhos e caricaturas, aos 19 expôs pela primeira vez. LISBOA está cheia de amostras da sua arte, não só em museus como principalmente, em locais que estão patentes ao grande público.
De referir os mosaicos e pinturas da IGREJA DE NOSSA SENHORA DE FÁTIMA, seguindo-se as pinturas murais das gares Marítimas de ALCÂNTARA e da ROCHA DO CONDE DE ÓBIDOS os trabalhos nas fachadas dos mais antigos edifícios da CIDADE UNIVERSITÁRIA ao CAMPO GRANDE.
ALMADA além da pintura mural fez ainda pintura a óleo, tapeçaria, gravura, mosaico, azulejo e vitral. Os quadros da "A BRASILEIRA DO CHIADO" (1925) são também de sua autoria, assim como do BRISTOL CLUB em 1926.
Foi ainda romancista, autor teatral, novelista, conferencista, panfletário, poeta...etc, etc..
A INVENÇÃO DO DIA CLARO(1921) ou NOME DE GUERRA(1938) são entre outros, títulos que os leitores se habituaram a fixar.
É óbvio, portanto, que a um homem destes não podia escapar o sortilégio dos jornais ou melhor dizendo, das publicações periódicas. E é essa faceta que especialmente nos interessa, nesta ronda que estamos a fazer pelas RUAS DE LISBOA com nomes de pessoas ligadas aos jornais.
ALMADA NEGREIROS, logo em 1915, foi co-fundador da revista "ORFHEU", que tanta influência exerceu na renovação da LITERATURA e da ARTE em Portugal. E, no que respeita à sua participação em publicações do mesmo género, assinalem-se ainda as intervenções na "CONTEMPORÂNEA", na "ATHENA", no "PORTUGAL FUTURISTA" etc..
Não se ficou por ai: o extinto "DIÁRIO DE LISBOA" e o seu irmão mais novo, o jornal humorístico "SEMPRE FIXE" tiveram-no como colaborador assíduo, com escritos e desenhos. Antes disso, porém, já ALMADA NEGREIROS andara pela "A CAPITAL" e espalhara o seu talento por "A MANHÃ", "A LUTA", "O SÉCULO CÓMICO" e até pelo regionalista "JORNAL DE ARGANIL".
ALMADA saltou fronteiras, também no que a jornais diz respeito. Existem trabalhos dispersos do artista e escritor pelo menos nos periódicos espanhóis "ABC", "BLANCO Y NEGRO", "REVISTA DE OCIDENTE", "GAZETA LITERÁRIA" e "LA ESFERA".
Foi um grande apoiante da política de Salazar e como é lógico, chamado a colaborar nas grandes obras do Regime.
Trabalhou sempre mesmo com a sua avançada idade e temos o exemplo do painel de pedra geométrico, para o átrio do edifício da FUNDAÇÃO CALOUSTE GULBENKIAN(1968-69) e os frescos da FACULDADE DE CIÊNCIAS DA UNIVERSIDADE DE COIMBRA (sua última obra).  
Numa nota complementar, destinada a assinalar a sua estima por esta cidade, diga-se ainda que ALMADA NEGREIROS foi um dos fundadores do septuagenário "GRUPO AMIGOS DE LISBOA (1936), cuja insígnia desenhou.
O mestre ALMADA NEGREIROS faleceu a 15 de Junho de 1970 vítima de paragem cardíaca, no HOSPITAL DE SÃO LUÍS DOS FRANCESES no mesmo quarto onde faleceu "FERNANDO PESSOA".

(CONTINUA)-(PRÓXIMO)«RUA COM NOMES DE JORNALISTAS-2ª SÉRIE [ IX ]-AVENIDA ANTÓNIO DE SERPA»

quarta-feira, 9 de Abril de 2014

RUAS COM NOMES DE JORNALISTAS- 2ª SÉRIE [ VII ]

RUA ALICE PESTANA (CAIEL) (2)
 Rua Alice Pestana (CAIEL) - (2013) (A "Rua Alice Pestana" vista da "Rua da Igreja" no "Bairro de Caselas") in  GOOGLE EARTH
 Rua Alice Pestana (CAIEL) - (Uma parte do "Bairro de Caselas" onde se insere a "Rua Alice Pestana" in  GOOGLE EARTH
 Rua Alice Pestana (CAIEL) - (2013) ( A "RUA ALICE PESTANA" no "Bairro de Caselas") in GOOGLE EARTH
 Rua Alice Pestana (CAIEL) - (2013) (Um troço da "RUA ALICE PESTANA), professora, escritora e jornalista) in  GOOGLE EARTH
Rua Alice Pestana (CAIEL) - (1894) (Uma obra literária de "Alice Pestana" com o pseudónimo de "CAIEL", publicada pela "Parceria António Maria Pereira" em 1894) in  AVELAR MACHADO

(CONTINUAÇÃO)-RUAS COM NOMES DE JORNALISTAS-2ª SÉRIE

«RUA ALICE PESTANA (CAIEL) (2)»

A vida de "ALICE PESTANA", sob seu desenrolar singelo, marca bem a coragem da mulher que teve a inteligência de SER, numa época em que as senhoras se contentavam em estar...
Tem-se dito já várias vezes que o acesso ao trabalho foi a melhor das conquistas feministas. "ALICE PESTANA" é mais outro exemplo. Hoje, quando qualquer rapariga deseja preparar-se para o futuro, escolhe a profissão e frequenta a escola que lhe convém. Isto não se consegue sem grande persistência e auto-disciplina. Mas nos finais do século XIX, este esforço era ainda acrescido de mil dificuldades. Não havia escolas nem professoras para o sexo feminino. As meninas eram educadas em casa, por preceptoras estrangeiras a quem se pedia apenas que fossem de "boas famílias". Aprendiam também piano. Os colégios particulares, muito caros, não ensinavam nada mais...
ALICE PESTANA viu-se ainda jovem na necessidade de ganhar a vida, tendo parcialmente a seu cargo a avó que a educara e um irmão mais novo, que cedo morreria.
Escolheu a profissão de professora. Mas como em consciência, não se julgava habilitada para ela, teve primeiro de fazer um a um alguns dos exames liceais, como então era regra. Isto obrigava a lições particulares dadas por professores, o que se tornava particularmente oneroso. "ALICE PESTANA" foi obrigada a pedir a sua madrinha, que era de família rica, um empréstimo que levou anos a pagar. A carta desta senhora, generosa e sensata, em que acede ao pedido, recomenda que não descure a boa alimentação do corpo, pois sem saúde nada resultaria.
As habilitações femininas contavam tão fracamente... No entanto, havia quem desejasse dar mais cultura às filhas. Estamos convencidos de que a influência de professoras como ela, tanto nas discípulas como nas mães destas, foi causa da brusca explosão da instrução feminina que se verificou em PORTUGAL logo após a  1ª Grande Guerra.
Mas se ALICE professora nunca cerrou seu labor, foi a escritora "CAIEL", nome que adoptou, quem mais e melhor serviu a causa feminina. Não era uma combatente e as questões sociais interessavam-na mais do que a política.
Mas a dignificação da mulher era o seu ideal constante. Seus livros para a juventude, dos primeiros que seus pais lhe deram a ler, marcaram-a muito. Não falavam de princípes, mas de meninos pobres.
O seu casamento, relativamente tardio (aos quarenta anos), desta intelectual tranquila, foi de certo modo romanesco.
Casou em 1902 com o professor e escritor espanhol "D. PEDRO PLANCO", com que se correspondia por indicação do Dr. BERNARDINO MACHADO, como sendo a pessoa que melhor  o poderia elucidar sobre o feminismo em PORTUGAL.
DETALHE PITORESCO:
"D. PEDRO BLANCO", por erro de leitura, de início, julgava dirigir-se a um homem. Desta correspondência nasceu o desejo do conhecimento pessoal e resultou num casamento excepcionalmente feliz e harmonioso.
O casamento fixou CAIEL em Espanha e lá exerceu com seu marido o professorado, no prestigioso "INSTITUTO DE LIBRE  ENSENANZA". Mas não deixou de escrever para Portugal. A sua obra ganhou nessa altura mais realismo e vigor. Seus livros seguem a trajectória de sua vida: "ÀS MÃES E ÀS FILHAS" e o adorável "AMOR À ANTIGA", na mocidade; "DESGARRADAS" e "MADAME RENAN", na maturidade.
Nos últimos anos fazia traduções, enriquecendo duas pátrias. Bela e operosa vida, que sabe bem recordar... [ Drª. ELINA GUIMARÃES].

(CONTINUA)-(PRÓXIMO)«RUAS COM NOMES DE JORNALISTAS [ VIII ] RUA ALMADA NEGREIROS».

sábado, 5 de Abril de 2014

RUAS COM NOMES DE JORNALISTAS- 2ª SÉRIE [ VI ]

RUA ALICE PESTANA (CAIEL)-(1)
 Rua Alice Pestana (CAIEL) - (2013) (Um troço da "Rua Alice Pestana" no "Bairro de Caselas") in GOOGLE EARTH
 Rua Alice Pestana (CAIEL) - (2007) (Vista Panorâmica do "Bairro de Caselas" onde se insere a "Rua Alice Pestana") in GOOGLE EARTH
 Rua Alice Pestana (CAIEL) - (2013) (A "Rua Alice Pestana" vista da "Rua Casal da Raposa") in GOOGLE EARTH
 Rua Alice Pestana (CAIEL) - (2013) (A "Rua Alice Pestana" numa das ruas do "Bairro de Caselas") in GOOGLE EARTH
Rua Alice Pestana (CAIEL) - (Início do século XX)? (A Jornalista "ALICE PESTANA" em "AS MULHERES E A REPÚBLICA - 2010 - Agenda Feminista") in A CIDADE DAS MULHERES


(CONTINUAÇÃO) - RUAS COM NOMES DE JORNALISTAS - 2ª SÉRIE [ VI ]

«RUA ALICE PESTANA (CAIEL) - (1)»

A «RUA ALICE PESTANA" (CAIEL) pertencia à antiga freguesia de "SÃO FRANCISCO XAVIER" actual «BELÉM». Tem o seu início na "RUA DA CRUZ" número 2 e finaliza na "RUA CASAL DA RAPOSA" no número 17.
Na Acta Nº 2/88 de 25 de Março de 1988, reuniu a "Comissão Municipal de Toponímia", tendo emitido o parecer apresentado pela então JUNTA DE FREGUESIA DE S. FRANCISCO XAVIER, na atribuição no "BAIRRO DE CASELAS" de alguns nomes de vulto nas ARTES e LETRAS. Também num artigo do "Dr. AUGUSTO DE CASTRO", publicado anteriormente à construção do BAIRRO, chamava à atenção no "DIÁRIO DE NOTÍCIAS" para a necessidade de se prestar homenagem a figuras ilustres que ali nasceram ou viveram.
Assim, por EDITAL de 20 de Abril de 1988 mandou que fosse atribuído o topónimo ao arruamento do "BAIRRO DE CASELAS", à antiga "RUA 3" e tomasse o nome de "RUA ALICE PESTANA"(CAIEL).
"ALICE EVELINA PESTANA COELHO" nascida em SANTARÉM a 7 de Abril de 1860, e veio a ser escritora, jornalista e pedagoga notável que na literatura usou, muitas vezes o pseudónimo de "CAIEL), formado pelas letras de seu próprio nome e ainda outros como: "EDUARDO CAIEL", "CIL" como estratégia de legitimação, e ainda o anagrama "CÉLIA ELEVANI".
Versada em línguas (cujo estudo fez acompanhar pelo da música), deverá ter sido a primeira mulher portuguesa a escrever numa revista estrangeira: "THE FINANCIAL and MERCANTIL GAZETTE", para onde redigiu, em inglês, um artigo de crítica à tradução que el-Rei "D. LUÍS" fizera do "HAMLET". Depois colaborou durante quatro anos naquela publicação britânica. Em Portugal, deu a sua colaboração a uma revista literária onde pontificavam "CAMILO" e "TOMÁS RIBEIRO", mas estendeu ainda a sua pena para os jornais "VANGUARDA", "FOLHA DO POVO", "DIÁRIO DE NOTÍCIAS" e "O SÉCULO", dedicando-se especialmente, aos problemas do ensino.
Casada com um escritor espanhol "D. PEDRO BLANCO" em 1902, viveu largo tempo em MADRID, tendo falecido nesta cidade espanhola no ano de 1927.
O Governo português aproveitou em 1888 a sua grande experiência como pedagoga, encarregando-a de várias missões ao estrangeiro, nomeadamente na recolha de elementos sobre o ensino secundário feminino nalguns países. Também, mais tarde, quando residia em ESPANHA, em 1914, o Governo espanhol a incumbiu de estudar os métodos do ensino feminino usado em Portugal.
Defendeu a educação média da mulher por ser um meio de formar a mulher moderna, habilitando-a aos cargos da sua missão complexa. Sempre foi sensibilizada para o pacifismo, fundando a "LIGA PORTUGUESA DA PAZ" em 1899, de que foi a primeira presidente.
Com o pseudónimo de CAIEL escreveu "A FILHA DE JOÃO DO OUTEIRO" editado em 1894.
Um artigo da Doutora ELINA GUIMARÃES publicado no "DIÁRIO POPULAR" em 16 de Abril de 1973, fará relembrar esta figura, que tanto fez pelas mulheres portuguesas: a escritora, professora e jornalista "CAIEL", de seu nome verdadeiro "ALICE PESTANA".
"CAIEL" foi fundamentalmente escritora, tanto jornalista como romancista. E, com ela, verifica-se mais uma vez a eterna história das escritoras apreciadas: mas com obras esgotadas que não se reeditam. Deliciosas ou dolorosas vinhetas da vida de LISBOA, com seus usos diferentes nas personagens cuja psicologia é eterna...

(CONTINUA)-(PRÓXIMO)«RUAS COM NOMES DE JORNALISTAS[ VII ]-RUA ALICE PESTANA (CAIEL) (2)».

quarta-feira, 2 de Abril de 2014

RUAS COM NOMES DE JORNALISTAS-2ª SÉRIE [ V ]

RUA ALBERTO PIMENTEL
 Rua Alberto Pimentel - (2013) (A "RUA ALBERTO PIMENTEL" com início na "Rua Barão Sabrosa" no sítio do "BAIRRO DOS ALIADOS") in  GOOGLE EARTH
 Rua Alberto Pimentel (2007) - (Vista panorâmica da actual freguesia do "AREEIRO" onde podemos localizar a "Rua Alberto Pimentel")  in GOOGLE EARTH
 Rua Alberto Pimentel - (2013) (A "Rua Alberto Pimentel" tem início na "Rua Barão Sabrosa" e converge com a "Rua Jorge Castilho"(antigo troço da "Azinhaga Fonte do Louro") in GOOGLE EARTH 
 Rua Alberto Pimentel (1966) Foto de Arnaldo Madureira (A "Rua Alberto Pimentel" está localizada no "Bairro dos Aliados", ao fundo na imagem a antiga "Quinta do Monte Coxo")  in  AFML
 Rua Alberto Pimentel - (1940) - Foto de Arnaldo Madureira ( A "Rua Alberto Pimentel" nos anos quarenta do século XX)  in  AFML 
Rua Alberto Pimentel - (1940) Foto de Arnaldo Madureira (Um troço da "Rua Alberto Pimentel" em terrenos da antiga "Quinta do Bacalhau")  in  AFML 
 Rua Alberto Pimentel - (1904) (Frontispício do livro "O LOBO DA MADRAGÔA" de Alberto Pimentel)  in  LIVROS SUMÉRIA
Rua Alberto Pimentel - (1869) (de P. Mar. Gr.) (Retrato de "Alberto Augusto de Almeida Pimentel" 1849-1925, publicado no livro "Seara em Flor" Volume I em 1905)  in  WIKIPÉDIA 

(CONTINUAÇÃO) RUAS COM NOMES DE JORNALISTAS [ V ]

«RUA ALBERTO PIMENTEL»


A «RUA ALBERTO PIMENTEL» pertencia à antiga freguesia do "ALTO DO PINA" que, juntamente com a freguesia de "SÃO JOÃO DE DEUS" resultou na actual designação de «AREEIRO» à qual este topónimo agora pertence.
Tem o seu início na "RUA BARÃO SABROSA" número 290 e finaliza na "RUA JORGE CASTILHO" (antigo troço da "AZINHAGA FONTE DO LOURO"). Localiza-se no "BAIRRO DOS ALIADOS", era a "RUA Nº 3" que por Deliberação Camarária de 23.03.1932 e Edital de 31.03.1932 passou a chamar-se "RUA ALBERTO PIMENTEL".

Jornalista, escritor e funcionário público "ALBERTO PIMENTEL" não era, nem será o último dos homens com duplo ofício. Quando a necessidade aguça o engenho, os jornalistas, em largos períodos da História, muito mal remunerados, eram obrigados, obviamente, a procurar proventos noutros sectores.
Muita gente o lembrará como escritor, menos o recordarão como jornalista, raros serão os que o conheceram como funcionário público.

Nascido em CEDOFEITA no PORTO em 14 de Abril de 1849, de seu nome completo: ALBERTO AUGUSTO DE ALMEIDA PIMENTEL (1849-1925), parecia destinado a ser médico como seu pai. Mas o vício da escrita corria-lhe nas veias e cedo entrou para a redacção de um então existente "JORNAL DO PORTO".
Aí publicou, em folhetins, o seu primeiro romance, "TESTAMENTO DE SANGUE"(1872). Aos 23 anos, foi convidado por GASPAR FERREIRA BALTAR, fundador e primeiro director de "O PRIMEIRO DE JANEIRO" para integrar a redacção daquele diário portuense.
Entretanto, constituíra família e tinha, naturalmente. necessidade de a sustentar. Aceitou assim, a nomeação de que fora alvo para o lugar de "SECRETÁRIO DO PROCURADOR RÉGIO", em LISBOA.
Instala-se, definitivamente, na CAPITAL, embora, como é natural, nunca perdesse o seu apurado amor pelo PORTO. E logo arranjou maneira de seguir a sua carreira na função pública e não descurar a sua paixão pela escrita.
Entrou para um "DIÁRIO ILUSTRADO" que ao tempo era editado em LISBOA.
ALBERTO PIMENTEL passou depois por uma série de publicações. Deixou trabalho literário e jornalístico no JORNAL DA NOITE, em "O ECONOMISTA", num primeiro "DIÁRIO POPULAR" e no jornal católico "NOVIDADES". No entanto, não descurava a sua carreira pública, tanto assim que em breve era chamado a desempenhar as funções de chefe de repartição na "CÂMARA DOS PARES". Acabou por ser, episodicamente, administrador do Concelho de Portalegre e deputado em várias legislaturas pelos círculos de PÓVOA DO VARZIM e CINFÃES. Foi ainda nomeado em 1897 COMISSÁRIO régio junto do TEATRO DE DONA MARIA II.
Como escritor, ia tendo actividade fervilhante. Verdadeiro entusiasta de CAMILO CASTELO BRANCO (com quem conviveu na juventude), publicou nada menos de oito obras sobre o escritor (1890). E, entre romances históricos e crónicas, ainda deixou trabalhos em que LISBOA  é o tema: será o caso de VIDA EM LISBOA. publicado em 1900, e "O LOBO DA MADRAGÔA", de 1904.
Faleceu em 1925 aos 76 anos, em Queluz. LISBOA decidiu homenageá-lo, dando o seu nome a uma rua da (antiga) freguesia do ALTO DO PINA, consagrando assim, aquele que foi: jornalista, escritor e funcionário público, ALBERTO PIMENTEL entra na toponímia lisboeta.

(CONTINUA)-(PRÓXIMO)«RUAS COM NOMES DE JORNALISTAS [ VI ] RUA ALICE PESTANA (Caiel)(1)»