terça-feira, 25 de abril de 2017

43.º ANIVERSÁRIO DO 25 DE ABRIL

25 DE ABRIL SEMPRE!!!!


FRASES RELACIONADAS COM O 25 DE ABRIL

- 25 DE ABRIL - O RENASCER DA ESPERANÇA.

- É IMPORTANTE QUE NÃO DEIXEMOS MURCHAR O CRAVO QUE ABRIL FLORIU

- O 25 DE ABRIL É LIBERDADE DE PENSAMENTO, DE TRABALHO, E DE OPINIÃO.

- A REVOLUÇÃO DE ABRIL CONSTITUIU UM DOS IMPORTANTES          ACONTECIMENTOS DA NOSSA HISTÓRIA.

[Fonte: Imagens e texto da NET]

(CONTINUA)-(PRÓXIMO)«RUAS COM NOMES DE JORNALISTAS (4.ª SÉRIE) [ III ]-RUA CARVALHÃO DUARTE ( 1)».

sábado, 22 de abril de 2017

RUAS COM NOMES DE JORNALISTAS-(4.ª SÉRIE) [ II ]

«LARGO CASTRO SOROMENHO ( 2 )
 Largo Castro Soromenho - (2016)  - (Panorâmica mais aproximada do "LARGO CASTRO SOROMENHO», ao fundo a "AVENIDA MARECHAL GOMES DA COSTA")  in  GOOGLE EARTH
 Largo Castro Soromenho - ( 2016 )  - (O "LARGO CASTRO SOROMENHO" entre a "RUA CIDADE DE TETE" e a "RUA DA MATOLA")  in  GOOGLE EARTH 
 Largo Castro Soromenho - (2016)  -  (O "Largo Castro Soromenho" visto da "Rua da Matola")  in  GOOGLE EARTH
 Largo Castro Soromenho - ( 2016 )  -  ("Rua Cidade de Tete" à esquerda a entrada para o "Largo Castro Soromenho)   in  GOOGLE EARTH
 Largo Castro Soromenho - (1961)  -  (Livro de CASTRO SOROMENHO  "A MARAVILHOSA VIAGEM" 3.ª Ed. da Editora Arcádia)  in   LITERATURA COLONIAL PORTUGUESA 
Largo Castro Soromenho - (1957)  -  (Foto do escritor, Jornalista e etnógrafo, tendo afinidades nos seus temas com o neo-realismo)  in   WIKIPÉDIA

(CONTINUAÇÃO) - RUAS COM NOMES DE JORNALISTAS - (4.ª SÉRIE) [ II ]

«LARGO CASTRO SOROMENHO ( 2 )»

"CASTRO SOROMENHO" de feitio irrequieto, não se fixou facilmente num só jornal. Assim, foi Redactor do Jornal Literário Brasileiro "DOM CASMURRO" e apareceu nos quadros de "A NOITE", "JORNAL DA TARDE" e "O SÉCULO".  No ano de 1948 CASTRO SOROMENHO, ADOLFO CASAIS MONTEIRO e ANTÓNIO FERRO foram os responsáveis pela propaganda eleitoral na Rádio do GENERAL NORTON DE MATOS candidato oposicionista à presidência da REPÚBLICA PORTUGUESA
No entanto, quando em 1949  voltou a trabalhar no BRASIL, fê-lo já como redactor-correspondente do "DIÁRIO POPULAR".
No RIO DE JANEIRO, acertou com o editor "ARQUIMEDES DE MELO NETO", a constituição de uma editora "SOCIEDADE DE INTERCÂMBIO CULTURAL LUSO-BRASILEIRA" que acabaria por ser dissolvida pelos sócios em 1953.
"CASTRO SOROMENHO" fundou a "EDITORIAL SUL", em sociedade com seu cunhado "RAÚL MENDONÇA", que aparece, nos documentos oficiais, como sendo o responsável pela empresa, pois o escritor sabia que as autoridade portuguesas não permitiam o funcionamento de editora se o seu nome figurasse na sociedade.
Divididas as suas andanças entre o BRASIL e ARGENTINA, em breve regressando a PORTUGAL abandonou então o jornalismo, dominado por outra paixão:  a escrita.
Pelo caminho tinha ficado a sua obra de ficcionista e etnógrafo. Deixou obras como: "NHÁRI",  "LENDAS NEGRAS" ou "HOMENS SEM CAMINHO" e também "IMAGENS DA CIDADE DE SÃO PAULO DE LUANDA" ou "A MARAVILHOSA VIAGEM DOS EXPLORADORES PORTUGUESES".
"NHÁRI" o seu primeiro livro escrito embora o terceiro a ser publicado, inserido no movimento "neo-realista" português, valeu-lhe uma referência no livro da "HISTÓRIA DA LITERATURA PORTUGUESA" de ANTÓNIO SARAIVA e ÓSCAR LOPES, Editado pela PORTO EDITORA, 17.ª ED. de 1966, pág. 1041. "Pelas suas afinidades com o neo-realismo, embora tematicamente integrado na literatura angolana, a que serviu de precursor, deve-se aqui uma referência que, depois de várias obras de fundo etnográfico e histórico, se salientou pela triologia de romances de ciclo dito de "CAMAXILO" (TERRA MORTA", 1949; "VIRAGEM", 1957; "A CHAGA", 1970), que denunciam a violência Colonial numa típica região do NORTE DE ANGOLA, com a degradação das estruturas gentílicas e através de um processo inumano de que os próprios agentes administrativos de base sofrem, por ressaca, as consequências degradantes".
CASTRO SOROMENHO terá integrado uma rede de conspiração para derrubar o regime Salazarista de 1959 e 1960 e, quando no início de Abril de 1960 apareceu numa praia o cadáver de um dos membros da conspiração - episódio que inspirou "JOSÉ CARDOSO PIRES" no livro "A BALADA DA PRAIA DOS CÃES" -  pensou ser um assassinato da PIDE e resolveu exilar-se, pelo que algumas semanas depois quando a PIDE lhe invadiu a residência para prendê-lo, já não o encontrou.

"CASTRO SOROMENHO" esteve exilado em FRANÇA até 1965, onde trabalhou como leitor de português e espanhol,colaborou em revistas, esteve nos ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA como professor de LITERATURA PORTUGUESA na UNIVERSIDADE DO WISCONSIN.
Posteriormente, foi viver para o BRASIL onde se dedicou ao estudo da etnografia angolana. Faleceu cedo, tinha apenas 58 anos, no Estado de SÃO PAULO, BRASIL.


(PRÓXIMO)-«43.º ANIVERSÁRIO DO 25 DE ABRIL».  

quarta-feira, 19 de abril de 2017

RUAS COM NOMES DE JORNALISTAS-(4.ª SÉRIE) [ I ]

LARGO CASTRO SOROMENHO ( 1 )
 Largo Castro Soromenho - (2016) - (O "LARGO CASTRO SOROMENHO" nos OLIVAIS-SUL, visto da "RUA CIDADE DE TETE")  in  GOOGLE EARTH
 Largo Castro Soromenho - (2016) - (Panorâmica dos "OLIVAIS.SUL" onde se insere o "LARGO CASTRO SOROMENHO", sendo a via mais larga à direita a "AVENIDA MARECHAL GOMES DA COSTA")  in  GOOGLE EARTH
 Largo Castro Soromenho - (2016) - (O "LARGO CASTRO SOROMENHO" visto da "RUA CIDADE DE PORTO AMÉLIA", atravessando a "RUA CIDADE DE TETE" estamos no "LARGO")  in  GOOGLE EARTH
 Largo Castro Soromenho - (2016) - (O "LARGO CASTRO SOROMENHO" com a sua Placa Toponímica)  in  GOOGLE EARTH 
 Largo Castro Soromenho - (1975) - (Publicação do EDITAL onde se inclui o "LARGO CASTRO SOROMENHO"  in  TOPONÍMIA DE LISBOA 
Largo Castro Soromenho - (1988) - Frontispício do livro de "ÁLVARO MACIEIRA" sobre "CASTRO SOROMENHO" - Cinco Depoimentos)  in  TOPONÍMIA DE LISBOA


(INÍCIO) - RUAS COM NOMES DE JORNALISTAS - 4.ª SÉRIE [ I ]

LARGO CASTRO SOROMENHO ( 1 )


O «LARGO CASTRO SOROMENHO» pertencia à antiga e grande freguesia de "SANTA MARIA DOS OLIVAIS", que com a REFORMA ADMINISTRATIVA DE LISBOA DE 2012, passou a chamar-se freguesia dos «OLIVAIS».
No EDITAL Nº. 80/75 de 14 de Agosto de 1975 (ainda com a Câmara Municipal de Lisboa em Comissão Administrativa), foram atribuídos vários topónimos entre eles o do "LARGO CASTRO SOROMENHO" que fica situado no início da "RUA CIDADE DE TETE", onde se encontram implantados os Lotes 515 a 518 nos OLIVAIS-SUL.
Existe uma particularidade neste sítio: o de representar os nomes de Cidades e Distritos da nossa antiga e muito estimada província Ultramarina que tem o nome de MOÇAMBIQUE. Certamente que isto é um propósito da CÂMARA MUNICIPAL DE LISBOA e das pessoas que estão ligadas à Toponímia da Cidade de Lisboa, que gostam de homenagear (para não esquecer) tão importante país.
Com imensa pena, tenho de avisar as pessoas que costumam ir à Google Earth, verificar a localização da "RUA", da qual desta vez não foi colocada a referência ao "LARGO CASTRO SOROMENHO" no lugar certo. Ficou assinalado no final da "RUA DA MATOLA" (também Moçambicana), o que não corresponde à verdade.

Mas falemos de "CASTRO SOROMENHO" que andou, para além dos jornais, pelo romancismo e ainda pela etnografia.
Com a atribuição de seu nome a um LARGO na Cidade de LISBOA a este jornalista e escritor, representante pioneiro de um movimento aglomerador de povos, que muito nos toca; a lusofonia.

«FERNANDO MONTEIRO DE CASTRO SOROMENHO» na verdade, nasceu em MOÇAMBIQUE - CHINDE a 31 de Janeiro de 1910 e faleceu no BRASIL - SÃO PAULO a 18 de Junho de 1968.
Seus progenitores nasceram ambos no PORTO, sendo a mãe de ascendência de família radicada em CABO VERDE e o pai um Governador de LUANDA- (ANGOLA), pelo que naturalmente tivesse passado parte da sua infância e juventude em ANGOLA.  Seus estudos primários e secundários foram passados num colégio como interno no SARDOAL ( PORTUGAL), entre os anos de 1916 a 1925.
Regressou a LUANDA, onde trabalhou na "COMPANHIA  DOS DIAMANTES DE ANGOLA" e mais tarde, como funcionário do quadro Administrativo de ANGOLA. Na Capital angolana iniciou também a sua carreira de jornalista, como redactor do "DIÁRIO DE LUANDA" e colaborador do "JORNAL DE ANGOLA".
Volta para LISBOA em 1937, para trabalhar na revista "HUMANIDADES", da qual foi chefe de redacção. Nessa qualidade se deslocou ao BRASIL, onde entrevistou bom número de escritores. Os resultados desses trabalhos foram visíveis em publicações como; "SEARA NOVA", "O DIABO"(Primeira série), "O MUNDO PORTUGUÊS" e  "O PRIMEIRO DE JANEIRO".

(CONTINUA)-(PRÓXIMO)«RUAS COM NOMES DE JORNALISTAS-(4.ª SÉRIE)[ II ]-LARGO CASTRO SOROMENHO ( 2 )».  

sábado, 15 de abril de 2017

RUA DA PALMA [ XXIV ]

«A GARAGEM LIZ»
 Rua da Palma - ( 2016 ) - Foto de Ricardo Filipe Pereira - (A "GARAGEM LIZ" uma obra assinada pelo Arquitecto HERMÍNIO BARROS, nos antigos terrenos do "Circo Real Coliseu de Lisboa)  in  WIKIMÉDIA
 Rua da Palma - (2016)  -  (Fachada da "GARAGEM LIZ" na "RUA DA PALMA", em terrenos do demolido "REAL COLISEU DE LISBOA " de 1887)   in  GOOGLE EARTH
 Rua da Palma - (1992)   -  (Fachada da "GARAGEM LIZ" na Década de noventa do século vinte. Uma obra do Arqº. HERMÍNIO BARROS datado de 1933)  in   SIPA-MONUMENTOS
 Rua da Palma - (1992)  -  (Fachada da "GARAGEM LIZ" virada para a RUA DA PALMA com actividades Comerciais no piso térreo. Portão fechado e estrutura um pouco degradada)  in   SIPA-MONUMENTOS
 Rua da Palma - ( Década de 80 ?)  -  (Entrada principal da "GARAGEM LIZ" virada para a Rua da Palma, possivelmente na época de 80 do século XX. Esta fachada tinha no topo um relógio que nesta altura nem ponteiros existem)  in    SIPA-MONUMENTOS
 Rua da Palma - (1992)  -  (Fachada da "GARAGEM LIZ" virada para a "CALÇADA DO DESTERRO", de portão fechado e com mau aspecto. No piso térreo alguns estabelecimentos Comerciais)   in    SIPA-MONUMENTOS
Rua da Palma - (Possivelmente em finais da Década de oitenta)  -  (A "GARAGEM LIZ" na RUA DA PALMA fazendo gaveto para a "CALÇADA DO DESTERRO" no limite da Rua)   in   DIRECÇÃO-GERAL DO PATRIMÓNIO CULTURAL

(CONTINUAÇÃO) - RUA DA PALMA [ XXIV ]

«A GARAGEM LIZ»

A "GARAGEM LIZ" edificada em 1933 com a assinatura do "apagado" Arquitecto "HERMÍNIO BARROS" que responde, na curta história da "ARQUITECTURA MODERNISTA DE LISBOA", comparativamente ao "CINEMA CAPITÓLIO" no "PARQUE MAYER" de CASSIANO DA SILVA, inaugurado em 1931.
Neste local "em terrenos que pertenciam à "CONDESSA DE GERAZ DE LIMA", foi inicialmente construído o teatro Circo "REAL COLISEU DE LISBOA", inaugurado em 24 de Dezembro de 1887. (Dizem ter sido neste espaço onde então existia o "REAL COLISEU" que se estreou em 1896 o CINEMA EM PORTUGAL).

Em 1926 o edifício do "REAL COLISEU DE LISBOA" é demolido e passado sete anos, a firma "J. CALDAS, Lda.", entrega à C.M.L. o pedido de construção naquele local a "GARAGEM LIZ".
A parte de engenharia fica a cargo da firma "GABINETE DE ENGENHARIA,Lda.", ficando como responsável da engenharia o Eng.º JAIME REAL.
O Arquitecto "HERMÍNIO BARROS" embora não seja ele o percursor da Arquitectura "ARTE NOVA", realiza uma edificação que constitui um interessante exemplar de Arquitectura da feição modernista da cidade de LISBOA, inserido no movimento "estético-arquitectónico da década de 30".
Caracterizada essencialmente por um jogo de linhas verticais e horizontais entrecruzadas, pelos seus elementos na sua maioria planos, de desenho geometrizante, patente nas suas fachadas.
A decoração interior e exterior pautada pela geometrização.
O edifício, de planta rectangular, a garagem, possui dois pisos de volumetria simplificada e está dividido em diversos panos de notória verticalidade.

Na fachada principal, dois pilares, rematados por corucheus em estrutura de ferro e revestidos  a vidro, ladeiam a porta principal, a qual é encimada por duas janelas facetadas, rematadas por uma estrutura rectangular com relógio inscrito. Na fachada OESTE e NORTE inscrevem-se vãos.  Notamos que a janela da fachada central, tipo " bow-window", representa um sabor de "ARTE NOVA".
O primeiro piso é animado por portas e vitrines em alumínio anodizado.   A estrutura termina num gradeamento de ferro, interrompido por panos de parede.  
Os elementos que encimam os pilares da fachada ESTE, da qual faz gaveto com a fachada NORTE; repetem-se noutras construções da mesma época.
O edifício de gaveto no lado NORTE da RUA, adossado aos edifícios contínuos, de implantação destoante, destacando-se pelo tratamento das suas fachadas.
Este grandioso edifício da «GARAGEM LIZ» merece particular destaque na sua inserção urbana (embora em certas épocas um pouco abandonado), o carácter misto do edifício, aliando a tipologia de garagem com a actividade comercial. [ FINAL ]

BIBLIOGRAFIA
- ACCIAIUOLI, Margarida - Os Cinemas de Lisboa-2º Ed. Bizâncio -2013 - LISBOA.
- ALFACINHAS-Os lisbboetas do passado e do presente-ALBERTO SOUSA-Ed. Fernando Sousa - 1964 - LISBOA.
- ARAÚJO, Norberto de -PEREGRINAÇÕES EM LISBOA- Lv. - IV-1992-LISBOA.
- AS FREGUESIAS DE LISBOA -Augusto Vieira da Silva-CML-1943- LISBOA.
- BLOGUE DE BIC LARANJA -Rua da Palma(Origem do Nome)-03.03.2013.
- CAMÕES, Luís de, - OS LUSÍADAS-ED. Nac. Imprensa Nac. de Lisboa-1970-LISBOA.
- DIAS, Marina Tavares- Lisboa Desaparecida- Vol. 7 -Quimera - 2001 - LISBOA.
- DICIONÁRIO DA HISTÓRIA DE LISBOA-F.Santana e Ed. Sucena-1994 - LISBOA.
- FRANÇA, José-Augusto-28 Crónica de um percurso-Liv. Horizonte-1999-LISBOA.
- FRANÇA, José-Augusto-A Arte em Portugal no Século XX-2º Ed.-Liv. Bertrand-1985-LX.
- HISTÓRIA DO TEATRO DE REVISTA EM PORTUGAL -Luiz Francisco Rebelo-Volumes I e II - Publicações Dom Quixote - 1984/1985 - LISBOA.
- JORNAL ÁDÓQUE- Coop. de Trabalhadores de Teatro-L. Martim, Moniz-1977- LISBOA.
- LISBOA - ALFREDO MESQUITA - Ed. Perspectiva e Realidades-Reedição do original do século XIX- 1987- LISBOA.
- NOBREZA DE PORTUGAL E DO BRASIL -Ed. Enciclopédia,Lda.-Dir. Afo.E.M.ZUQUETE  1960 - LISBOA.
- SILVA, A. Vieira da-A CERCA FERNANDINA DE LISBOA-Vol. I 2º.Ed.-CML-1983-LISBOA

INTERNET

(PRÓXIMO)«RUAS COM NOMES DE JORNALISTAS-(4.ª SÉRIE)[ I ] LARGO CASTRO SOROMENHO( 1 )».

quarta-feira, 12 de abril de 2017

RUA DA PALMA [ XXIII ]

«O TEATRO ÁDÓQUE ( 3 )»
 Rua da Palma - ( 1977)  -  (Figura de "O CALINAS" protagonizado pelo actor HENRIQUE VIANA, que provavelmente deu o título à Revista apresentada no TEATRO ÁDÓQUE, "Ó CALINAS, CALA A BOCA"!)  in JORNAL ÁDÓQUE - EPHEMERA
 Rua da Palma - (1976)  -  (Revista "A GRANDE CEGADA" apresentada no "TEATRO ÁDÓQUE" da autoria de CÉSAR DE OLIVEIRA, F. NICHOLSON, ARY DOS SANTOS, G. PRETO e FERRO RODRIGUES)   in   HISTÓRIA DO TEATRO DE REVISTA EM PORTUGAL
 Rua da Palma - (1978) (Foto de Carlos Queiroz) - (O "TEATRO ÁDÓQUE" apresentando a revista "ORA VÊ LÁ TU!..." , onde no elenco figurava "JOSÉ LUÍS GOUCHA" que ali permaneceu durante dois anos. O carro de exteriores da RTP, devia estar a filmar a revista)   in  CABARÉ DO GOUCHA
 Rua da Palma - ( 1979 )  -  (O "JORNAL ÁDÓQUE" anunciava a revista "1926 - NOVES FORA NADA" apresentada no "TEATRO ÁDÓQUE" em 1979, na Rua da Palma)  in  JORNAL ÁDÓQUE - EPHEMERA
 Rua da Palma - (depois de 1982)  -  (O grande apresentador à anos na TVI, esteve durante os anos de 1978/1979 neste "TEATRO ÁDÓQUE", dando corpo ao elenco das revistas: "FARDOS E GUITARRADAS"; "ORA VÊ LÁ TU"; "ROUPA VELHA" e "1926-NOVES FORA NADA")  in  CABARÉ DO GOUCHA
Rua da Palma - (2016)  -  (A "RUA DA PALMA" no MARTIM MONIZ ao lado esquerdo o novo edifício do CCMM-Centro Comercial Martim Moniz, onde aproximadamente neste local, esteve instalado o "TEATRO ÁDÓQUE")  in    GOOGLE EARTH


(CONTINUAÇÃO)-RUA DA PALMA [ XXIII ]

«O TEATRO ÁDÓQUE ( 3 )»

O "TEATRO ÁDÓQUE" sem romper inteiramente com a estrutura fixa da Revista tradicional - pela existência de um argumento ou pela recuperação do "COMPÈRE" - mas rejuvenescendo-a, os espectáculos do "ÁDÓQUE" atingiram, quase sempre, um equilíbrio que a relativa estabilidade do grupo tornou possível, embora por vezes com a contrapartida de certas repetições.  E raro terá sido aquele de que uma caricatura, um episódio, um fragmento de diálogo, um bailado, não sejam de recordar.
No "ÁDÓQUE" as  rábulas são de inclusão obrigatória, como aliás também o  "GUARDA DE ALCOENTRE" da revista "CIA DOS CARDEAIS", "O DESEJADO" de "A GRANDE CEGADA" ou o "VENDEDOR DE PORTUGAL" de "Ó CALINAS, CALA A BOCA!".
"Ó CALINAS CALA A BOCA!" de (1977) com os mesmos autores, acrescido de "HENRIQUE VIANA" que se estreou.  No Quadro "O VENDEDOR DE PORTUGAL" é um dos números de crítica mais sangrenta da Revista posterior ao 25 de Abril.  Visando menos uma determinada figura da nossa vida política do que uma classe, e que essa figura pode considerar-se o expoente, foi seu interprete o actor "FRANCISCO NICHOLSON, a quem "VASCONCELOS VIANA" deu a réplica na figura do "PROLETA".

Em Julho de 1977 tivemos a satisfação de assistir à representação da revista "Ó CALINAS, CALA A BOCA!" da Autoria de ARY DOS SANTOS, FRANCISCO NICHOLSON, G.P. e HENRIQUE VIANA nos textos, BRAGA SANTOS e JOAQUIM LUÍS GOMES na música. Os actores: ANABELA, CARLOS BOMBOM, ERMELINDA DUARTE, FÁTIMA VELOSO, FERNANDO OLIVEIRA, F. NICHOLSON, GRAÇA BRAZ, H.VIANA, MAGDA CARDOSO, MANUELA FERNENDES, MARIA JOSÉ ABREU, MARIA NZAMBI, MARIA TAVARES, VASCONCELOS VIANA e VIRGÍLIO CASTELO. Com Encenação de Francisco N. e Assistente de Encenação VIRGÍLIO CASTELO.

Na representação de "Ó CALINAS, CALA A BOCA!" revista cujo título remete para um tipo popular criado pelo falecido "HENRIQUE VIANA", o "CALINAS" arrancado quase sem transposição ao lisboeta, "gingão", "rufião", "desenrascado", de réplica pronta e "MUITO HOMEM", mas com um bom senso e uma sabedoria inata que o levará a dizer, por exemplo, que "ELP" não é pedir que nos ajudem em inglês - é pedir que nos "lixem" em português...
Escrevia "HENRIQUE VIANA" no "JORNAL ÁDÓQUE" que o "CALINAS existe  - e isso é bom que fique desde já assente! E existe não só agora, aqui no título desta revista; nem desde há meses no baptismo de uma figura radiofónica que se popularizou; nem sequer, entretanto, numa rábula do espectáculo "A GRANDE CEGADA". Existe, antes do mais, lá fora na "MOURARIA" como em "ALFAMA", no "BAIRRO ALTO" ou em "ALCÂNTARA", na "MADRAGOA" ou em "XABREGAS": o "CALINAS" é irremediável e incuravelmente alfacinha. É fadista, o "CALINAS". A seu jeito, também anda nos fados, curtindo nas cantigas as suas frustrações de boémio mais atirado  a "fadistices" que ao trabalho. Saiu da escola sabendo pouco mais de letras e dos algarismos do que sabia quando para lá fora empurrado. Entrou na vida pela "porta do cavalo", trabalhando pouco e vadiando muito: as tabernas primeiro; os bares manhosos a "jogatina", as "BOITES" mais tarde, na sua carreira por essa larga "AVENIDA" de desejos que ele sempre julgou ser o caminho mais curto para os papeis importantes que sonhou representar na vida, da cidade.

Em 1982 o "TEATRO ÁDÓQUE" é sacrificado às exigências urbanísticas da "RUA DA PALMA" e "MARTIM MONIZ", encerrou para sempre as suas portas.

(CONTINUA)-(PRÓXIMO)«RUA DA PALMA [ XXIV ] A GARAGEM LIZ»   

sábado, 8 de abril de 2017

RUA DA PALMA [ XXII ]

«O TEATRO ÁDÓQUE ( 2 )»
 Rua da Palma - (1977) - (Primeira página do "JORNAL ÁDÓQUE" fazendo de programa na apresentação sa Revista "Ó CALINAS, CALA A BOCA!)  in  JORNAL ÁDÓQUE-EPHEMERA
 Rua da Palma - (1977) - (HENRIQUE VIANA na sua estreia como autor de Revista em "Ó CALINAS, CALA A BOCA!"  in  JORNAL ÁDÓQUE-EPHEMERA
 Rua da Palma - (1977) - (Elenco da revista "Ó CALINAS, CALA A BOCA!" representada no "TEATRO ÁDÓQUE" na "RUA DA PALMA") inJORNAL ÁDÓQUE-EPHEMERA 
 Rua da Palma - ( 1977 )  - (Revista "A PARÓDIA" representada no "TEATRO ÁDÓQUE" na "RUA DA PALMA")  in  HISTÓRIA DO TEATRO DE REVISTA EM PORTUGAL 
 Rua da Palma ( 1982) Foto de STELLA  - (O "TEATRO ÁDÓQUE" na "RUA DA PALMA" junto do MARTIM MONIZ, anunciando a sua última revista "TÁ ENTREGUE À BICHARADA" in  SIMPLESMENTE BLOG
Rua da Palma - (2016)  -  (A "RUA DA PALMA" no lado direito o novo CCMM-CENTRO COMERCIAL MARTIM MONIZ". Local aproximadamente onde funcionava o "TEATRO ÁDÓQUE", durante o período de 1974 a 1982)   in   GOOGLE EARTH

(CONTINUAÇÃO) - RUA DA PALMA [ XXII ]

«O TEATRO ÁDÓQUE ( 2 )»

No "TEATRO ÁDÓQUE" a parte literária era assegurada por: "NICHOLSON e "GONÇALVES PRETO", com a eventual colaboração de "CÉSAR DE OLIVEIRA", e FERRO RODRIGUES, (em A GRANDE CEGADA), os poetas "ARY DOS SANTOS" e "JOAQUIM PESSOA", do cenógrafo MÁRIO ALBERTO, dos actores "HENRIQUE VIANA" ( como autor também em algumas revistas), ARTUR SEMEDO, na parte musical; BRAGA SANTOS (em todas esteve presente); JOAQUIM LUÍS GOMES e CORREIA MARTINS; MAGDA CARDOSO e FERNANDO LIMA na parte coreográfica; e entre os interpretes além do próprio NICHOLSON, ERMELINDA DUARTE, vinda do TEATRO UNIVERSITÁRIO, HENRIQUE VIANA; ANTÓNIO MONTEZ, episodicamente ANA BELA e MARIA TAVARES, a fadista ESMERALDA AMOEDO. 
Durante os nove anos que o "TEATRO ÁDÓQUE" funcionou, foram representados 13 REVISTAS das quais deixamos aqui referenciados: os anos, autores de texto e da música.
( 1974 ) - "PIDES NA GRELHA" de F. NICHOLSON, G.PRETO e M. ALBERTO, com música de JOAQUIM LUÍS GOMES e BRAGA SANTOS; ( 1975 ) - " A CIA DOS CARDEAIS" de F. NICHOLSON , G. PRETO e M. ALBERTO com música de J.L.GOMES e BRAGA SANTOS;  (  1976  ) - "A GRANDE CEGADA" de CÉSAR DE OLIVEIRA, F. NICHOLSON, ARY DOS SANTOS, G, PRETO e FERRO RODRIGUES, com música de J.L.GOMES, BRAGA SANTOS e CORREIA MARTINS;  (  1977  ) "A PARÓDIA" de F. NICHOLSON, G. PRETO, ARY DOS SANTOS e JOAQUIM PESSOA, música de J.L.GOMES, BRAGA SANTOS e CORREIA MARTINS;  "Ó CALINAS, CALA A BOCA!" de F. NICOHOLSON, G.PRETO, ARY DOS SANTOS e HENRIQUE VIANA, música de J.L.GOMES e BRAGA SANTOS;  (  1978  ) - "FARDOS E GUITARRADAS" de F. NICHOLSON, G. PRETO, ARTUR SEMEDO e H. VIANA, música de J.L.GOMES e BRAGA SANTOS;  - "ORA VÊ LÁ TU" de F. NICHOLSON, G. PRETO e H. VIANA, música de J.L.GOMES e BRAGA SANTOS;  "ROUPA VELHA" de F. NICHOLSON, G. PRETO, M. ALBERTO e HENRIQUE VIANA, música de J.L.GOMES e BRAGA SANTOS; (  1979  ) - "1926-NOVES FORAS NADA" de  F. NICHOLSON, G, PRETO, A. SAMEDO e H. VIANA. Música de J.L.GOMES e BRAGA SANTOS; " QUERIAS MAS NÃO TE DOU", de F. NICHOLSON, G. PRETO, M. ALBERTO e H. VIANA. Música de J:L:GOMES e BRAGA SANTOS; - (  1980 ) "CHIÇA! ESTE É O GOVERNO DE PORTUGAL" de F. NOCHOLSON e G. PRETO. Música de J.L. GOMES e BRAGA SANTOS; - (  1981  ) "PAGA AS FAVAS" de F. NICHOLSON e G. PRETO. Música de BRAGA SANTOS; "TÁ ENTREGUE À BICHARADA" de F. NICHOLSON e G. PRETO. Música de BRAGA SANTOS E CORREIA MARTINS.

"A PARÓDIA", estreada em Fevereiro de (1977), foi não só a melhor revista do "ÁDÓQUE" como de todo este  período.  Concebida como uma homenagem  "RAFAEL BORDALO PINHEIRO", na onda do centenário do "ZÉ POVINHO" que ocorrera ano a meio antes, ela propunha-se, segundo as palavras dos autores, evocar não só o criador dessa personagem emblemática mas "todos os que, com ele, tiveram, têm e terão uma visão muito própria do que é uma boa paródia", pondo em cena "um tema de forte motivação cultural e eminentemente popular". No quadro de «A JUSTIÇA» é denunciada veemente as tradições da "Máquina Judicial" no PORTUGAL DE ABRIL, incluída na rábula e interpretada por "ERMELINDA DUARTE" que foi elemento preponderante das revistas levadas à cena, como esta, pelo "ÁDÓQUE".
FERNANDO DE OLIVEIRA  personificou o "CURA". CENÁRIO (um largo com um pelourinho ao centro - "ZÉ POVINHO" e "CURA" estão em cena. Conversam, o "CURA" tem nítida pronúncia do NORTE). 
- "CURA": Então o que o traz à vila, amigo "ZÉ"?
- "ZÉ POVINHO": Eu lhe digo, senhor Abade. Tinha amanhado umas terrazitas porque o dono não lhe ligava nenhuma, e zás, expulsaram-me de lá. Venho pedir Justiça...
- "CURA":  Pois também eu venho aqui fazer o mesmo. Apareceram uns filhos de Satanás a dizerem que a terra é de quem a trabalha, a quererem ocupar-me uma quinta que me custou mais de quatro mil missas e oitocentos enterros... Venho pedir Justiça!  ( neste momento, entre a "JUSTIÇA", na figura concebida por "BORDALO PINHEIRO". É uma velha horrenda, com algo de megera. Tem evidentes tiques nervosos. Traz uma enorme balança, que pendura num dos braços do pelourinho) etc..

(CONTINUA)-(PRÓXIMO)«RUA DA PALMA [ XXIII ] O TEATRO ÁDÓQUE ( 3 )»

quarta-feira, 5 de abril de 2017

RUA DA PALMA [ XXI ]

«O TEATRO ÁDÓQUE ( 1 )»
 Rua da Palma - (2016) - (Panorâmica do "MARTIM MONIZ" local onde funcionou o "TEATRO ÁDÓQUE" de 1974 a 1982, paralelo à RUA DA PALMA)  in  GOOGLE EARTH 
 Rua da Palma - (1974) - (A primeira Revista "PIDES NA GRELHA" representada no "TEATRO ÁDÓQUE")   in   HISTÓRIA DO TEATRO DE REVISTA EM PORTUGAL 
 
 Rua da Palma - (1974) - (Publicação do anúncio da primeira revista apresentada no "TEATRO ÁDÓQUE" em 1974 com "PIDES NA GRELHA")  in REVOLUÇÃO PARAÍSO
 Rua da Palma - (1977) - (FRANCISCO NICHOLSON", actor e autor de várias revistas apresentadas no "TEATRO ÁDÓQUE" era, sem dúvida, o pilar mais forte da "Companhia")  in JORNAL ÁDOQUE 
 Rua da Palma - (1977) - (É o próprio autor que o afirma: O Calinas existe! No programa de apresentação da Revista "Ó CALINAS CALA A BOCA! Representada no "TEATRO ÁDÓQUE" na "RUA DA PALMA")   in   JORNAL ÁDÓQUE
Rua da Palma - ( 2016 ) - ( A "RUA DA PALMA" no sentido para Sul, na "PRAÇA MARTIM MONIZ" e lateralmente com o "CCMM-Centro Comercial Martim Moniz". Sendo neste espaço aproximadamente, que esteve instalado o "TEATRO ÁDÓQUE" até 1982)   in  GOOGLE EARTH


(CONTINUAÇÃO) - RUA DA PALMA [ XXI ]

«O TEATRO ÁDÓQUE ( 1 )»

Nos terrenos entre a "RUA DO ARCO DA GRAÇA" e a "RUA DA PALMA", no espaço frente à "PRAÇA MARTIM MONIZ", onde  hoje existe RUA e EDÍFICIOS novos, depois do 25 de Abril de 1974, nessa área existiu o "TEATRO ÁDÓQUE" uma "COOPERATIVA DE TRABALHADORES DE TEATRO", sendo os seus impulsionadores: FRANCISCO NICHOLSON e HENRIQUE VIANA, que representando o espírito revolucionário, ali permaneceram de 1974 até 1982.

O "TEATRO ÁDÓQUE", um teatro desmontável, iniciou-se neste espaço com a Revista "PIDES NA GRELHA". Eram seus autores NICHOLSON, GONÇALVES PRETO e MÁRIO ALBERTO na parte do texto, "JOAQUIM LUÍS GOMES" e "BRAGA SANTOS" na parte musical. A interpretação reunia os nomes de; CÉU GUERRA, HENRIQUETA MAYA, RUI MENDES e NICHOLSON. Com este elenco se iniciou um novo ciclo revisteiro, que iria acompanhar de perto a evolução do complexo e por vezes agitado, processo de transformação democrática da Sociedade Portuguesa. E, dentro deste espírito, outras revistas foram aparecendo.
Quanto à Revista do "TEATRO ÁDÓQUE", de título "PIDES NA GRELHA" (1974), traduzia mais uma aspiração do que representava uma realidade. A "brandura dos nossos costumes" não tardaria a manifestar-se em favor dos que haviam sido, anos e anos, os carrascos do povo português.
Denunciando as ligações do antigo regime com o fascismo, a repressão exercida sobre o povo, e exaltando a resistência popular através de personagens e situações emblemáticas e uma constante intervenção ao nível vocabular ( por exemplo: " chamar-se ladrão a HITLER por ele usar uma cruz gamada").

Na Revista "A CIA DOS CARDEAIS" apresentada no ano de 1975, da autoria de FRANCISCO NICHOLSON, G. PRETO e MÁRIO ALBERTO, é interessante comparar este quadro, em que a personagem do guarda foi interpretada por um dos autores do texto; FRANCISCO NICHOLSON com o quadro "POLICIA PALACE" de "PAZ E UNIÃO", uma revista da "PARCERIA", estreada em 1914. Há sensivelmente 60 anos de distância, não difere substancialmente o tratamento dado pela REPÚBLICA aos seus inimigos, que tudo fazem, agora como então, para derrubar o regime democrático.
QUADRO: "O GUARDA DE ALCOENTRE". O cenário representa o exterior da prisão de ALCOENTRE. As mulheres dos PIDES, transportando cestos com presentes, fazem um grande alarido.

Com as Revistas  "A GRANDE CEGADA" (1976) e a "PARÓDIA" de (1977),  que faziam sua a alegria do povo pela liberdade reencontrada, que a prolongaram no palco num clima de festa e crítica jovial, que entre risos e canções ajudavam a construir um país novo.
Não admira, por isso, que os inimigos da LIBERDADE, já que não podiam amordaçar de novo a REVISTA, tenham procurado corrompe-la e a entregar ao serviço dos seus tristes interesses, levá-la a fazer o jogo da oposição. O que, lamentavelmente, em alguns casos conseguiram. 
Exemplo notável de fidelidade incondicional ao 25 de Abril e ao seu espírito revolucionário, foi o do "TEATRO ÁDÓQUE", que até 1982 apresentou treze espectáculos de revista (além de uma comédia musical, livremente inspirada na "LISISTRATA" de ARISTOFANES", e algumas peças infantis), apoiados numa equipa que quase não conheceu variações.

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