quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

RUA AUGUSTA [ XIV ]

Rua Augusta - (Finais dos anos 90 do século XX) Foto de Jorge Ribeiro (Pormenor no Arco da "RUA AUGUSTA" em alegoria ao "RIO TEJO") in ARCOS DE LISBOA
Rua Augusta - (Finais dos anos 90 do século XX) Foto de Jorge Ribeiro (Frontispício do Arco da "RUA AUGUSTA" na parte superior) in ARCOS DE LISBOA
Rua Augusta - (Finais dos anos 90 do século XX) Foto de Jorge Ribeiro (Pormenor no Arco da "RUA AUGUSTA" em alegoria ao "RIO DOURO") in ARCOS DE LISBOA
Rua Augusta - (s/d) - Foto de autor não identificado (Pormenor no Arco da "RUA AUGUSTA" a estátua de "VIRIATO") in ASK
Rua Augusta - (s/d) - Foto de autor não identificado - (Pormenor no Arco da "RUA AUGUSTA" a estátua de "VASCO DA GAMA") in ASK
Rua Augusta - (Finais dos anos 90 do século XX) - Foto de Jorge Ribeiro (Pormenor no Arco da "RUA AUGUSTA" a estátua de "NUNO ÁLVARES PEREIRA", da autoria do escultor "Victor Bastos") in ARCOS DE LISBOA
Rua Augusta - (Finais dos anos 90 do séc.XX) Foto de Jorge Ribeiro (Pormenor no Arco da "RUA AUGUSTA" a estátua do "Marquês de Pombal") in ARCOS DE LISBOA
(CONTINUAÇÃO) - RUA AUGUSTA [ XIV ]

«O ARCO TRIUNFAL DA RUA AUGUSTA ( 2 )»

Foi submetida à apreciação da «ACADEMIA DAS CIÊNCIAS» toda a iconografia do monumento a fim de ser discutida. Porém a escolha fixou-se em «VIRIATO», «VASCO DA GAMA», «NUNO ÁLVARES PEREIRA» e «MARQUÊS DE POMBAL», como figuras laterais esculpidas por «VICTOR BASTOS», tal como o «TEJO» e o «DOURO», reclinadas nas aletas do corpo principal, de cimalha direita, cheio por um escudo real bem ornamentado pelas palmas e sobrepujado por um grupo de três figuras: A «GLÓRIA» coroando o «GÉNIO» e o «VALOR», sentados a seus pés. «CELESTIN ANATOLE CALMELS» realiza esta obra no seu estilo correcto de académico formado em PARIS e o convite feito ao escultor francês traduzia a má situação da escultura nacional na época, apenas defendida por «VICTOR BASTOS» que não ultrapassava o nível escultórico isolado.
No topo do monumento aos pés da «GLÓRIA» e na cimalha superior, está uma inscrição latina: VIRTVTIBUS MAIORVM VT. SIT. OMNIBVS DOCVMENTO, P.P.D. - Correspondendo à seguinte formula: "Para que se perpetuem as virtudes dos nossos maiores", a que há a juntar a interpretação da sigla «P.P.D.», que significa "POR SUBSCRIÇÃO PÚBLICA".
As colunas de importante apresentação e notável constituição (são monolíticos de lioz, originários das antigas pedreiras de "PERO PINHEIRO") foram colocadas em 1815, muito antes portanto de se fechar o arco.
O escudo no frontispício com as armas reais, já não pertencem a «D. JOSÉ I» visto o arco só ter sido concluído cerca de um século após o falecimento do monarca que aconteceu em 1777.
A ornamentação atrás citada, o grupo escultórico a que aludimos e a inscrição latina transcrita, centralizaram toda a composição frontal do arco. Já lateralmente e em cornijas sobrepujando as seis colunas de estilo clássico - colocadas em posição de sustentação do maciço frontal - existem as estátuas, símbolos paradigmáticos das virtudes que se quis exaltar.

UMA BREVE EXPLICAÇÃO DAS ESCULTURAS
Vamos fornecer uma breve explicação das esculturas. -«VIRIATO» Além do gládio colocado à cintura, empunha uma clava, tendo a seus pés várias armas representando os espojos das lutas travadas com os romanos. -«VASCO DA GAMA» Encosta-se a diversos apetrechos náuticos surgindo, destacadas, uma bombarda e uma âncora; tem na mão direita um porta-voz de uso habitual por parte dos comandantes das naus. -«MARQUÊS DE POMBAL» Dominando os destroços da cidade arrasada, ele segura o projecto da sua reconstrução. -«SANTO CONDESTÁVEL» Está acompanhado do respectivo montante que tão valorosamente soube usar em defesa da pátria. -«TEJO» (à esquerda) Representado por uma figura humana, segurando um leme, símbolo do poder marítimo. -«DOURO» (à direita) Igualmente sob a forma dum homem reclinado que exibe numa das mãos um cacho de uvas numa clara alusão à região duriense que ela atravessa.
O Monumento ressuscitado pelo Cabralismo e inaugurado numa época brilhante de opulência e de euforia bancária, que lhe foi consequência, nos quadros da classe que então se instalara no poder, o «ARCO DA RUA AUGUSTA» era bem um «ARCO DE TRIUNFO».

(CONTINUA)-(PRÓXIMO) - «RUA AUGUSTA [ XV ]-O ARCO TRIUNFAL DA RUA AUGUSTA (3)».

1 comentário:

Ana Calheiros disse...

Utilizei as fotografias das estátuas desta publicação do Arco da Rua Augusta no meu recentíssimo Blog http://sobrelx.blogspot.pt/ na publicação "Arco da Rua Augusta - Miradouro".
Uma vez que as juntei numa só fotografia seria complicado manter as legendas individuais mas, acrescentei como fonte das fotografias o seu blog.
Agradeço desde já o seu contributo "voluntário"...
Caso, assim o entenda, posso retirá-las.