quarta-feira, 30 de maio de 2018

CALÇADA MARQUÊS DE TANCOS [ VI ]

«A IGREJA DE SÃO CRISTÓVÃO ( 2 )»
 Calçada Marquês de Tancos - (Entre 1890 e 1945) Foto de José Artur Leitão Bárcia  ( A IGREJA DE SÃO CRISTÓVÃO, no lado esquerdo em baixo a placa das "ESCADINHAS DE SÃO CRISTÓVÃO", ainda na frente da entrada principal da IGREJA os pilares de suporte do gradeamento agora modificado) (ABRE EM TAMANHO GRANDEin   AML 
Calçada Marquês de Abrantes  - (26.11.1901) - Machado & Sousa -  (A Igreja primitiva remonta talvez a finais do século XII, moçárabe, denominada IGREJA DE SANTA MARIA DE ALCAMIM. No século XVII, foi objecto de alterações significativas que lhe alterou a sua feição primitiva, Passando a chamar-se  "IGREJA DE S. CRISTOVÃO".  No séc. XVIII, resistiu globalmente ao terramoto de 1755. (ABRE EM TAMANHO GRANDE)  in  AML 
Calçada Marquês de Tancos  -  ( entre 1900 e 1958)  Foto de Eduardo Portugal  -  Pormenor do Tecto pintado da IGREJA DE SÃO CRISTÓVÃO)  ( ABRE EM TAMANHO GRANDE)  in   AML 


(CONTINUAÇÃO)- CALÇADA  MARQUÊS DE TANCOS [ VI ]

«A IGREJA DE SÃO CRISTÓVÃO ( 2 )»

O corpo da "IGREJA" de uma só nave, começa por chamar a atenção a exuberância dos dourados e pinturas. Tão vasta é a talha e tantas são as pinturas que bem pode dizer-se não sobra uma amostra de parede.
O tecto é raro em IGREJAS lisboetas; plano ao centro e a cair em curvas suaves, apresenta pinturas independentes, arrumadas por painéis de diversas formas, sendo a Eucaristia o tema mais focado.
Nas paredes, serão de realçar as telas emolduradas de talha dourada e atribuídas à escola de BENTO COELHO DA SILVEIRA. Alguns quadros representam passos da vida de SÃO CRISTÓVÃO. E a imagem do orago, de bom tamanho, feito de madeira, está no altar-mor, com a representação habitual do vigoroso Santo com o MENINO JESUS quase sobre o ombro. 
É de olhar a galeria interior, com três varandas de cada lado e mais duas na Capela-Mor. E outro anexo, à Capela dos MIRANDAS, onde se encontram túmulos de membros dessa família e alguns bons frisos de azulejos. 
No corpo anexo, a Sul existiu a CAPELA DOS MIRANDAS que foi utilizada pela referida "IRMANDADE DO SANTÍSSIMO"  desde o 3.º quartel seiscentista, podendo desde então ter-se consumado a deslocação dos túmulos que ali se encontravam, que foram encaixados na parede, onde se acumulam debaixo de um arco, constituindo singular necrópole e opulento lapidário. Um túmulo se mantém no piso de cantaria rebaixado em relação ao do corpo central, com lápide sepulcral de brasão dificilmente identificável. A extensa inscrição tumular do bispo DOM FERNANDO MIRANDA, que centra o conjunto parietal, está escrita em 12 linhas minúsculas caracteres góticos e regista os feitos do que foi criado e capelão-mor de  "DOM AFONSO V", a quem acompanhou na tomada de ARZILA e em outras campanhas, e que, pela sua virtuosa vida, quis o monarca se mudasse ao estado clerical, vindo a ser capelão-mor de "DOM JOÃO II", o qual o fez BISPO DE VISEU".
Outro facial da área tumular, sobrejacente, é o túmulo do avô de DOM FERNANDO, DOM MARTINHO, ARCEBISPO DE BRAGA, que foi conselheiro de "DOM JOÃO I e governador de DOM DUARTE, como inscreve o "epitáfio" de cursivo gótico, que revela este "avoengo" MIRANDA como militar, antes de se tornar clérigo, e que faleceu em 1416.
Esta capela está revestida de azulejos de vários tipos do século XVII, tal como acontece em lambris do corpo central da IGREJA, servindo até os azulejos seiscentistas para combinação insólitas de azulejamento aplicado nas paredes da escadaria que dá acesso às TORRES e ao CORO, como nas paredes deste. 
A actual "IGREJA PAROQUIAL DE SÃO CRISTÓVÃO" já teve outras designações ao longo dos séculos:"IGREJA DE SÃO CRISTÓVÃO" /  IGREJA MATRIZ DE SÃO CRISTÓVÃO / IGREJA DE SÃO CRISTÓVÃO E SÃO LOURENÇO".
Está considerada pelo DGPC - IIP- Imóvel de Interesse Público desde (27.08.1944).


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