quarta-feira, 2 de maio de 2018

RUA DO ALECRIM-QUINTELA-FARROBO [ VI ]

«O CONDE DE FARROBO E O PALÁCIO DAS LARAJEIRAS ( 1 )»
 Rua do Alecrim-Quintela-Farrobo- (1823) Pintado por Jean-Paul Delorme -  (Retrato de "DONA MARIANA CARLOTA LODI" esposa do "PRIMEIRO CONDE DE FARROBO"  in   WIKIPÉDIA
 Rua do Alecrim-Quintela-Farrobo - (1867) ?  - ("1.º CONDE DE FARROBO - JOAQUIM PEDRO QUINTELA FARROBO"- (1801-1869)    in   RESTOS DE COLECÇÃO
 Rua do Alecrim-Quintela-Farrobo - (191_) Foto de Joshua Benoliel ( O PALÁCIO DO BARÃO DE QUINTELA , na RUA DO ALECRIM)  (ABRE EM TAMANHO GRANDEin  AML 
Rua do Alecrim-Quintela-Farrobo - (2010)  -  (Antigo "PALÁCIO QUINTELA" entrada para os JARDINS)  in  CÂMARA MUNICIPAL DE LISBOA

(CONTINUAÇÃO)-RUA DO ALECRIM-QUINTELA-FARROBO [ VI ]

«O CONDE DE FARROBO E O PALÁCIO DAS LARANJEIRAS ( 1 )»

"JOAQUIM PEDRO QUINTELA" foi  "2.º CONDE DE QUINTELA" e "1.º BARÃO DE FARROBO", nasceu em LISBOA (no PALÁCIO  da RUA DO ALECRIM) a 11.12.1801 e faleceu no mesmo local, a 24.09.1869.
Grande proprietário, opulento capitalista e um dos homens mais notáveis do seu tempo, pelo  talento, pela sua distinção e pelas suas notáveis qualidades pessoais e méritos artísticos, recebeu esmerada educação, em que a música teve lugar de relevo.

Diga-se, entretanto, que o gosto de FARROBO pela música não era mero diletantismo. Foi casado em primeiras núpcias com "MARIANA CARLOTA LODI", que era filha do primeiro empresário do "TEATRO DE SÃO CARLOS". Ganhou tal gosto, que aprendeu canto, tocava vários instrumentos; violoncelo, contrabaixo e trompa, onde segundo consta, neste último era realmente exímio. 
Foi, por tudo isso, grande colaborador do célebre compositor e maestro "JOÃO DOMINGOS BOMTEMPO", na "SOCIEDADE FILARMÓNICA" por este fundada.
O "CONDE DE FARROBO", dispondo de avultada fortuna, organizou em sua própria casa uma orquestra e banda, educando nesse sentido os seus numerosos servidores, contratando mestres de música para esse efeito, tudo debaixo das suas vistas e direcção.

Tinha perdido o pai em 1817 e ainda lhe restava enorme fortuna, iniciou uma faustosa existência no seu PALÁCIO , nas ESTRADA DAS LARANJEIRAS, à vizinhança do JARDIM ZOOLÓGICO, que, aliás, foi instalado, em parte de terrenos adquiridos à casa daquela CONDE e mecenas.
Logo no começo da ESTRADA, fica o "PALÁCIO DAS LARANJEIRAS", hoje do ESTADO.  O  CONDE começou por mandar edificar ali uma espécie de casa de campo, residência de arrabalde, provida, como lhe convinha, de tudo quanto era comodidade e luxo no tempo. O gás de iluminação teve ali a sua estreia.
As festas naquele lugar realizadas eram o paraíso, daqueles que, nos dias de hoje, formariam um requintado "JET SET".

"TINOP", delicioso cronista das mundanidades lisboetas, garantia que ali «entre o luxo inteiramente assírio, governava a distinção, a graça, uma diplomacia coroada de rosas».

O "CONDE DE FARROBO" na época do maestro JOÃO DOMINGOS BOMTEMPO, acabou por ser empresário do "SÃO CARLOS", financiado muitas vezes do seu bolso as companhias que ali se exibiam. Dirigiu ainda o CONSERVATÓRIO NACIONAL".

(CONTINUA)-(PRÓXIMO)«RUA DO ALECRIM-QUINTELA-FARROBO [VII]-O CONDE DE FARROBO E O PALÁCIO DAS LARANJEIRAS(2)».

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