quarta-feira, 10 de junho de 2009

PRAÇA LUÍS DE CAMÕES [VIII]

Praça Luís de Camões - (2000) - Foto Luís Pavão ( Praça Luís de Camões, construção do Parque de estacionamento subterrâneo) in AFML
Praça Luís de Camões - (2000) Foto Luís Pavão ( Praça Luís de Camões, construção do Parque de Estacionamento Subterrâneo) in AFML

Praça Luís de Camões - (1999-200_) - Foto de Pelha (Imagem do antigo Palácio dos Marqueses de Marialva, na altura da construção do Parque de Estacionamento subterrâneo no Largo do Camões) in www.SKYSCRAPERCITY.com/


Praça Luís de Camões - (199-200-) - Foto de Pelha ( Escavações no Largo de Camões pondo a descoberto os Casebres do Loreto) in www.SKYSCRAPERCITY.com/
(CONTINUAÇÃO)
PRAÇA LUÍS DE CAMÕES
«PARQUE DE ESTACIONAMENTO SUBTERRÂNEO NA PRAÇA LUÍS DE CAMÕES»
A Praça Luís de Camões no ano de 1999 foi sujeita a uma intervenção estrutural, para nela ser instalado um parque subterrâneo com cinco pisos para estacionamento de carros, com entrada das viaturas na Praça Luís de Camões e saída para a Rua das Flores.
O Palácio dos Marqueses de Marialva, casas que o terramoto de 1755 deitou abaixo, e da qual ainda no início deste século, quando da construção do parque subterrâneo de estacionamento no «LARGO DO CAMÕES» foram encontrados vestígios.
Com base no projecto de resultados do IPA-Ministério da Cultura, referente à sua apreciação transcrevemos: "Praticamente toda a actual Praça Luís de Camões abrange a área onde, no século XVII foi construído o Palácio do Marquês de Marialva. Este apresentava orientação E/W, sendo a fachada principal a que daria para o Largo das Duas Igrejas. Deste edifício somente se conhece uma planta, ao nível do r/c, pertencente ao projecto de remodelação e reconstrução, (subsequente ao terramoto de 1755) o qual, nunca chegou a ser implementado. Pela planta do Palácio até agora posta a descoberto, podemos inferir que a sinalização da referida planta de muros preexistentes não está correcta, sendo possível, mesmo não se encontrando a escavação concluída, rectificar o traçado original deste Palácio tal como ele seria na época de seiscentos. As várias informações documentais que possuímos acerca dos designados «Casebres do Loreto» podem, a partir de agora, ser entendido de melhor forma na medida em que é possível, desde já delinear tipos de ocupação deste espaço, funcionalidades e compartimentação inerente a essa nova realidade. Desta forma, o destino do Palácio foi bem distinto do que se previa logo após o Terramoto de 1755, altura em que o seu proprietário ainda solicitou o projecto de reconstrução do seu imóvel.
Foi até ao momento detectada a fachada Norte do Palácio, bem como a rua que, no século XVII, a contornava. O conhecimento da cota a que esta rua se encontrava em épocas anteriores ao Terramoto permite-nos calibrar os desníveis que actualmente existem e, consequentemente, reconstruir a planimetria desta parte da cidade na época de seiscentos (1).
ARQUEÓLOGOS: Lídia Maria Marques Fernandes/Co-responsável - António Augusto da Cunha Marques/Co-responsável.
BIBLIOGRAFIA
- Consultada para a - PRAÇA LUÍS DE CAMÕES de [I] a [VIII]
- Silva, Augusto Vieira - DISPERSOS - Volume II - CML
- Araújo, Norberto de - PEREGRINAÇÃO EM LISBOA - Livros - V; XII; XIII e XV.
- Castilho, Júlio de - Lisboa Antiga (O Bairro Alto) Volume III - CML
- Santana, Francisco e Eduardo Sucena - Dic. da História de Lisboa - 1994
- Olhares de Pedra - Estátuas Portuguesas - 2004.
(PRÓXIMO) - «PRAÇA D. PEDRO IV (Vulgo ROSSIO) [I] - O ROSSIO (1)»

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