quarta-feira, 2 de março de 2016

RUAS COM NOMES DE JORNALISTAS - 3.ª SÉRIE [ XII ]

«RUA EDUARDO COELHO  ( 1 )
 Rua Eduardo Coelho - (2015) - (A "RUA EDUARDO COELHO" quase no seu  final, na nova freguesias da "MISERICÓRDIA" in GOOGLE EARTH
 Rua Eduardo Coelho - (2015) - (Um troço da "RUA EDUARDO COELHO" no sentido Norte)  in  GOOGLE EARTH
 Rua Eduardo Coelho - (2015) - (A "RUA EDUARDO COELHO" no sentido para Norte)  in  GOOGLE EARTH
 Rua Eduardo Coelho - (2011) - Foto de autor não identificado - (Busto de "EDUARDO COELHO" fundador do "DIÁRIO DE NOTÍCIAS", no Jardim ANTÓNIO NOBRE em "SÃO PEDRO DE ALCÂNTARA". Monumento da autoria do Arquitecto Álvaro Machado, escultura de António Costa Motta (tio).  (Abre em tamanho grande)  in  PERCURSOS DA NATUREZA
 Rua Eduardo Coelho - (1959) Foto de Fernando Manuel de Jesus Martins - (Um prédio em construção na "RUA EDUARDO COELHO")  in   AML
 Rua Eduardo Coelho - (1968) Foto de João H. Goulart - (A "RUA EDUARDO COELHO" na antiga freguesia das "MERCÊS")  in  AML 
Rua Eduardo Coelho - (1977)  Foto de Vasques - (Um posto de Limpeza da C.M.L. na "RUA EDUARDO COELHO)  in   AML 

(CONTINUAÇÃO) - RUAS COM NOMES DE JORNALISTAS - 3.ª SÉRIE [ XII ]

«RUA EDUARDO COELHO ( 1 )»

A «RUA EDUARDO COELHO» pertencia à antiga freguesia das "MERCÊS". Hoje pela REFORMA ADMINISTRATIVA DE LISBOA DE 2012, passou a pertencer à freguesia da «M I S E R I C Ó R D I A», agrupando com as freguesias de: "SANTA CATARINA", "ENCARNAÇÃO" e "SÃO PAULO".
A «RUA EDUARDO COELHO» começa na "RUA DO SÉCULO" no número 166 e finaliza na "RUA DA CRUZ DOS POIAIS" no número 113. 
Um EDITAL  Camarário de 1893 mandou que a  "RUA DOS CARDAIS DE JESUS" passasse a chamar-se de "RUA EDUARDO COELHO". Este jornalista tem também uma "ALAMEDA" com seu nome e um busto na antiga freguesia da "ENCARNAÇÃO", hoje denominada da "MISERICÓRDIA" no "JARDIM ANTÓNIO NOBRE" na "RUA DE S. PEDRO DE ALCÂNTARA".

Que estranho sortilégio teria uma loja de ferragens na "RUA DOS FANQUEIROS", antiga "RUA NOVA DA PRINCESA" (Decreto de NOVEMBRO de 1761), para nela terem florescido nada menos de dois homens de letras embora em alturas diferentes.  Poderá pensar-se, legitimamente, que das dobradiças como dos parafusos, dos martelos e formões, se libertavam fluídos que mais convidavam a seguir o calor das laudas e das musas do que o frio do aço e do ferro. Mas a verdade é que nesse estabelecimento, situado no lado dos números pares da dita RUA, no quarteirão que logo se segue à "RUA DE ALFANDEGA", trabalhavam nada menos do que "EDUARDO COELHO" e "CESÁRIO VERDE". Aí esteve instalada durante umas dezenas de anos a loja de ferragens de "JOSÉ ANASTÁCIO VERDE" (pai de "CESÁRIO VERDE).

Mas falemos de «EDUARDO COELHO» que veio de COIMBRA, onde nasceu em 23 de Abril de 1835, sendo filho de um Construtor Civil que morreu cedo, deixando o moço "JOSÉ EDUARDO" impossibilitado de continuar os seus estudos. Tendo de fazer pela vida, o jovem conseguiu trabalho no COMÉRCIO, no ramo das ferragens, primeiro numa loja da então "RUA DOS CAPELISTAS" (hoje RUA DA CONCEIÇÃO) e depois no já referido estabelecimento do pai de "CESÁRIO" na "RUA DOS FANQUEIROS".
O seu gosto ia, porém, para a leitura, a escrita, a poesia. Foi o perfeito autodidacta, lendo e estudando tudo quanto lhe aparecia ao seu alcance.
Não espanta, por isso que tivesse, a breve trecho, publicado "O LIVRINHO DO CAIXEIRO", obra que tendo a particularidade de ser em verso, protestava contra as opressões de que a classe era vítima. Poesia social, em suma.
Não foram necessários mais que dois anos para abandonar a vida comercial. Para conseguir subsistir, tornou-se professor de francês, mestre de crianças e ajudava adultos, sobretudo analfabetos, escrevendo as cartas e documentos de que estes necessitassem.


(CONTINUA)-(PRÓXIMO)«RUAS COM NOMES DE JORNALISTAS-3.ª SÉRIE [ XIII ]-A RUA EDUARDO COELHO ( 2 )».
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