quarta-feira, 18 de abril de 2018

RUA DO ALECRIM-QUINTELA-FARROBO [ II ]

«O PALÁCIO DOS BARÕES DE QUINTELA ( 2 )»
 Rua do Alecrim - Quintela - Farrobo - (Século XIX) Retrato a óleo sobre tela - ( (Retrato de JOAQUIM PEDRO QUINTELA - 1.º BARÃO DE QUINTELA)    in   WIKIPÉDIA 
 Rua do Alecrim - Quintela - Farrobo - (Século XIX) (Pintura de Domenico Pellegrini  -  (A família do BARÃO de Quintela ) (Colecção Particular)  in   WIKIPÉDIA
Rua do Alecrim - Quintela - Farrobo - (Início de 1910) Foto de Joshua Benoliel)  -  (O Palácio do Barão de Quintela na Rua do Alecrim, 56-72)  (ABRE EM TAMANHO GRANDEin   AML 

(CONTINUAÇÃO)-RUA DO ALECRIM - QUINTELA - FARROBO [ II ]

«O PALÁCIO DOS BARÕES DE QUINTELA ( 2 )»

Em 1726, eram ainda os "VIMIOSOS" os donos das casas. Entretanto aconteceu um enorme incêndio e tudo ficou em ruínas.
Desinteressaram-se então  aqueles fidalgos do local e não quiseram reedificar as casas. Assim, possivelmente por um preço menor, foram o terreno e as ruínas adquiridos por um negociante "ANDRÉ COSTA BARROS". Este, porém, limitou-se a conservar a posse do sítio para a vender depois por bom preço.
E assim entra na história o primeiro "QUINTELA" "LUÍS REBELO QUINTELA" Desembargador de agravos da "CASA DA SUPLICAÇÃO", que mandara edificar o "PALÁCIO QUINTELA" sobre as ruínas das casas destruídas.
Em 1787, já o palácio se encontrava com a configuração actual, podendo mesmo dizer-se, estava erguido.
"LUÍS REBELO QUINTELA" faleceu sem descendência directa, deixou o PALÁCIO a um sobrinho "JOAQUIM PEDRO QUINTELA". Este familiar que seria o "1.º BARÃO DE QUINTELA" nasceu em LISBOA a 20 de Agosto de 1748 e faleceu igualmente  em LISBOA a 1 de Outubro de 1817, filho de "VALÉRIO JOSÉ DUARTE PEREIRA", Cavaleiro e fidalgo da CASA REAL etc., e de sua mulher "DONA ANA JOAQUINA QUINTELA".
"JOAQUIM PEDRO QUINTELA" foi fidalgo da CASA REAL por (alvará de 06.05.1795) do Conselho da RAINHA DONA MARIA I, Conselheiro da Fazenda, Senhor de VILA DE PRÉSTIMO (Comarca de AVEIRO) ALCAIDE-MOR de SORTELHA, Comendador do FORNO DE PALHAVÃ, na ORDEM DE SÃO TIAGO, Cavaleiro professo da ORDEM DE CRISTO.
Foi uma das grandes fortunas do seu tempo, deixando o seu nome intimamente ligado à vida financeira do fim do século XVIII, passagem para o século XIX. Associa o seu estatuto de negociante de grosso trato das praças de LISBOA, com o de abastado proprietário na zona da ESTREMADURA, chegando a constituir MORGADO, por escritura , em 1801, vinculando propriedades avaliadas em mais de 400 contos de réis, quantia para a data elevadíssima e expressiva do poder económico dessa família, que será uma das grandes do mundo financeiro português do século XIX.
Este 1.º BARÃO DE QUINTELA ampliou e enriqueceu muito o PALÁCIO da RUA DO ALECRIM.(Ver mais aqui...).
Como alguns dos grandes capitalistas do seu tempo, tem a sua fortuna ligada a importantes actividades monopolista, de que participa como contratador. Encontra-se o seu nome ligado ao contrato dos TABACOS, que foi fonte de importantes rendimentos financeiros do ESTADO que fez enriquecer, como ele, outros grandes capitalistas  de onde se destacam os "PINTO BASTOS" . 

(CONTINUA)-(PRÓXIMA)«RUA DO ALECRIM-QUINTELA-FARROBO[ III ] O PALÁCIO DOS BARÕES DE QUINTELA ( 3 )»
Enviar um comentário