sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

CALÇADA DO COMBRO

Calçada do Combro - (2005) autor desconhecido
Calçada do Combro - (1917) Foto Joshua Benoliel (Palácio Marim-Olhão) in AFML

Calçada do Combro - (1945) autor não identificado (Igreja dos Paulistas ou de Santa Catarina e Capela da Ascensão de Cristo in AFML

Calçada do Combro - (1969) Foto João H. Goulart in AFML

Calçada do Combro - (1913) Foto Joshua Benoliel (Elevador Estrela-Camões)-in AFML

Calçada do Combro - (início do século XXI) - autor desconhecido (Um troço da Calçada do Combro).

Calçada do Combro (anos 50 do século XX) foto de autor desconhecido (antiga Rua do Correio para S. Bento)

Calçada do Combro [195-] Foto Mário de Oliveira - Igreja dos Paulistas ou de Santa Catarina fachada principal in Arquivo Fotográfico Municipal de Lisboa
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A CALÇADA DO COMBRO pertence à freguesia de SANTA CATARINA, começa no Largo do Calhariz no número 19 e finaliza no Largo Dr. António de Sousa Macedo no número 7-E.
Fala-nos desta Calçada o Olisipógrafo Norberto de Araújo nas suas Peregrinações em Lisboa no volume V «que quem desce a Calçada do Combro à direita encostado à antiga casa de André Valente está, encravada nela, e junto à entrada do Pátio dos Tanoeiros, a Ermida da Ascensão de Cristo». Reconstruída no século XVII, segundo se lê na legenda sobre o pórtico: «Esta obra se fez à custa dos irmãos de Nossa Senhora do Amparo no ano de 1673». A Ermida, que tem apenas três Capelas, é uma relíquia do sítio, e muito mais antiga do que a importante igreja dos Paulistas. Teve mesmo a honra de ser durante algum tempo a paróquia das Mercês.
No dizer de Norberto de Araújo «a fachada da Igreja dos Paulistas, paroquia de Santa Catarina desde 1835, é, como se observa, majestosa e de um equilíbrio de linhas».
Sobre a Igreja e Mosteiro dos Paulistas fala-nos também, Angelina Vidal no seu livro - Lisboa Antiga Lisboa Moderna na página 224; «Inaugurou-se o Mosteiro em 1649 sendo fundador o geral da ordem, padre-mestre frei Diogo da Ponte. D. João IV beneficiou muito a comunidade, dando-lhes avultadas esmolas para as obras e para alimentação dos professores.
O edifício foi largamente construído conforme se vê, e ao pé tinha uma grande quinta onde a cultura vinícola desenvolvida a ponto de abastecer fartamente o refeitório dos bons frades, que pelos modos tinham horror à sede. (...). O grande Mosteiro dos Paulistas é de há muito ocupado por uma Companhia da Guarda Municipal».
No início da Calçada do Combro quando descemos, à direita de quem vem do Calhariz, fica-nos um pardieiro imundo, que em tempos foi um Palácio da família Melo Cunha, posteriormente Condes Castro Marim e ainda Marqueses de Olhão. (1)
Um deles foi Monteiro-Mor da Corte e aqui se instalou em 1799 o Correio Geral. Foi também proprietário desta casa D. José da Cunha, descendente dos primeiros titulares.
O casarão palaciano foi moradia de famílias muito pobres, tendo funcionado também entre 1840 e 1890 «A Revolução de Setembro» - onde se destacou como principal redactor o «Sampaio da Revolução» de seu nome António Rodrigues Sampaio (1806-1896) - e já no início do século XX o jornal «A Batalha». Em 1922 pertencia à firma Mello Castello Branco, Lda.. O edifício é votado ao abandono, passando mais tarde para a posse da Câmara Municipal de Lisboa que em 1966/1998 elaborou um projecto para reabilitar o imóvel, encontrando-se nesta altura (2006) a ser gerido pela EGEAC, como função cultural.
Continuando a descer a Calçada e sempre do lado direito fica-nos a antiga Rua Formosa hoje Rua do Século (terras do Marquês do Pombal). No lado esquerdo, quem desce, as Travessas; de Santa Catarina, da Hera, da Condessa, do Rio e lá em baixo a do Alcaide já junto do antigo Largo do Poço Novo (hoje com o nome de Largo Dr. António de Sousa Macedo).
(1) - Proprietários também do Palácio Olhão na Rua de Xabregas.





























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