terça-feira, 29 de janeiro de 2008

RUA DOS SAPADORES

Rua dos Sapadores - (2000) Foto Luís Pavão in AFML
Rua dos Sapadores - (1969) Foto Artur Inácio Bastos in AFML

Rua dos Sapadores - (1969) Foto Artue Inácio Bastos in AFML


Rua dos Sapadores - (1966) Foto Arnaldo Madureira in AFML



Rua dos Sapadores - (1953-07) Foto Eduardo Portugal - (Quatro Caminhos, actualmente Rua dos Sapadores) in AFML




Rua dos Sapadores - [s.d.] Foto Arnaldo Madureira - (esquina para a Calçada dos Barbadinhos) in AFML





Rua dos Sapadores - (1953-07) Foto Eduardo Portugal -(Quatro caminhos, tirado da entrada da antiga Estrada da Penha de França) - in Arquivo Fotográfico Municipal de Lisboa



A RUA DOS SAPADORES (antiga Cruz dos Quatro Caminhos) pertence a três freguesias. À freguesia de SANTA ENGRÁCIA os números 1 a 5 e 2 a 14, à freguesia da GRAÇA os números 53 em diante, à freguesia da PENHA DA FRANÇA do número 16 em diante. Começa na Calçada dos Barbadinhos no número 247-B e termina na Rua da Graça no número 1.
Naquele tempo a Rua do Abarracamento da Cruz dos Quatro Caminhos passou a ser denominada de Rua dos Quatro Caminhos e dos Sapadores, pelo Edital de 8 de Junho de 1889. O Decreto de 5 de Maio de 1762 explica como se mandou fazer o abarracamento do exército e no Livro das Plantas das freguesias, esta Rua figura como pertencendo às freguesias de Santa Engrácia, S. Vicente e Nossa Senhora dos Anjos.
O sítio dos Quatro Caminhos existe ainda hoje na memória dos lisboetas. Nos finais do século XIX a Cruz dos Quatro Caminhos era o eixo natural de quatro áreas do oriente da cidade, das quais apenas a da Graça estava urbanizada. Por aqui se descia para os Caminhos de Ferro, para o Vale de Santo António, onde se situavam várias quintas que foram desaparecendo ao longo dos tempos. Também por aqui se passava, pelo poente, em direcção ao Caminho do Forno do Tijolo (a Charca), para os lados dos Anjos, de Santa Ana, do Intendente e em direcção à Baixa. O trajecto pela Estrada antiga, depois Rua, que se dirigia à Penha de França e ao Poço dos Mouros, fazia-se também pelos Quatro Caminhos.
Era uma zona bonita, com casas do final do século XIX. Em meados do século XX, este conjunto habitacional tinha um aspecto alegre, já digno da denominação de bairro lisboeta. Do lado direito, as casas eram baixinhas, onde dominavam as habitações pobres, em linha contínua sobre uma cortina à entrada da Rua Angelina Vidal (antigo Caminho do Forno do Tijolo). Do lado esquerdo, podia ver-se o último sinal dos Quatro Caminhos Setecentista. Era o Quartel do Regimento de Telegrafistas, unidade que constituía a chave das Transmissões Militares, e era uma das guarnições mais importantes de Lisboa.
Na primeira metade do século XVIII já ali existia um aquartelamento, embora de reduzidas dimensões, que servia de sede ao Regimento de Engenharia. Posteriormente foram-lhe feitas várias ampliações, embora diminutas.
No ano de 1911, quando o exército foi reorganizado, a arma de Engenharia foi subdividida e neste quartel ficaram instalados os Sapadores Mineiros. A partir dos anos de 1912 e 1913, foram feitas mais ampliações, ficando o edifício com um corpo central de Comando, recuando um pouco de frente, para alargamento da nova RUA DOS SAPADORES.
A seguir à revolução de 7 de Fevereiro de 1927, os Sapadores saíram desta unidade militar que passou a ser ocupada novamente pelos Telegrafistas.
Neste local encontramos ainda o Regimento de Transmissões e alguns outros departamentos e instalações militares. As residências em redor começam as perder as características do início do século XX.

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