quarta-feira, 23 de maio de 2012

RUA VÍTOR CORDON [ XVII ]

 Rua Vítor Cordon - (1963) -(Actuação do "CORO E ORQUESTRA DA FNAT" num serão para trabalhadores)  in ARQUIVO/APS
 Rua Vítor Cordon - (Dezº de 1964) (Entrada das antigas instalações da FNAT na "Rua Vítor Cordon". Elementos do Coro e Orquestra, no dia de homenagem ao maestro "DUARTE PESTANA") in ARQUIVO/APS
 Rua Vítor Cordon - (1965) -(Almoço de confraternização do Coro e seu maestro "Duarte Pestana", no "SOLAR DA HERMÍNIA" em Benavente) in ARQUIVO/APS
 Rua Vítor Cordon - (1963) (O maestro "DUARTE PESTANA" numa actuação com o coro menor no SARDOAL) in ARQUIVO/APS
 Rua Vítor Cordon - (1963) - (Uma deslocação do Coro da FNAT à "Vila de Sesimbra") in ARQUIVO/APS
 Rua Vítor Cordon - (1960) (Artistas convidados o Coro e Orquestra da FNAT, num deslocação a VILA REAL para um espectáculo de "Serões para Trabalhadores") in ARQUIVO/APS
Rua Vítor Cordon - (1959) - (Cartão de identificação de um elemento do Coro da FNAT e sua especialidade) in ARQUIVO/APS

(CONTINUAÇÃO) - RUA VÍTOR CORDON [ XVII ]

«DUARTE PESTANA - CORO E ORQUESTRA DA FNAT (1 )»

Na vertente cultural e recreativa da FNAT, vamos aqui reproduzir parte de uma entrevista realizada por mim ao Maestro «DUARTE PESTANA» (regente do Coro e Orquestra da FNAT), publicada na revista «RÁDIO & TELEVISÃO» no ano de 1965.

- À quantos anos existe o Coro da FNAT?
- Não tenho elementos para dar uma resposta exacta, mas não andarei longe da verdade, se lhe disser que o coro nasceu praticamente, com o início dos «SERÕES PARA TRABALHADORES», ultrapassando, assim, as duas dezenas de anos.
- Desde quando exerce as suas funções?
- Oficialmente, desde 1 de Junho de 1957, mas já antes tinha dirigido o CORO por motivo de doença do meu antecessor, maestro «DIAS POMBO».
- Quantos elementos tem o CORO?
- Quarenta efectivos e mais alguns suplentes os quais vão ingressando no quadro à medida que as oportunidades se apresentam e que o rendimento de cada um se julga capaz.
- Qual a sua norma de trabalho?
- Normalmente fazemos 3 ensaios por semana (segundas, quartas e sextas das 19 às 20 horas) e mais os necessários com a orquestra, quando temos actuações públicas.
- O coro tem elementos profissionais?
- Todos os elementos são puros amadores, inclusive alguns solistas.
- Solistas?
- Sim, o Coro sempre teve solistas e, pela minha parte, tudo faço para estimular gente nova com probabilidades. Presentemente, actuam como solistas, os seguintes elementos: ILDA BELO; CACILDA SOBREIRA; MARIA ADELAIDE; LISETE MARQUES; LUÍS SANTOS; MÁRIO OCHOA; ERNESTO CARDOSO; JOSÉ FONSECA; PAULO AMORIM e JOSÉ SARAIVA. Outros aguardam a sua oportunidade.
- Mas sabemos que também colaboram profissionais nos «SERÕES PARA TRABALHADORES».
- Efectivamente, posso até dizer que tem passado pelos nossos programas e neles frequentemente incluídos, os nomes de maior projecção do canto, da canção,  do fado e de outros géneros compatíveis, como sejam: CRISTINA MARIA; MARIA DE LURDES RESENDE; MARIA CLARA; SIMONE DE OLIVEIRA; MADALENA IGLÉSIAS; MARA ABRANTES; ALICE AMARO; GINA MARIA; MARIA MARISE; MARIA DA GRAÇA; GUILHERME KJÖLNER; HUGO CASAIS; ÁLVARO MALTA; ARMANDO GUERREIRO; ARTUR GARCIA; RUI DE MASCARENHAS; ANTÓNIO CALVÁRIO; DOMINGOS MARQUES; TONY DE MATOS; JOÃO MARIA TUDELA; FRANCISCO EGIDIO; MAX; TRISTÃO DA SILVA; LUÍS HORTA; RAUL SOLNADO; JOÃO VILLARET; MANUEL LERENO; LURDES NORBERTO; AMÁLIA RODRIGUES; FERNANDA MARIA; ADA DE CASTRO; NATÉRCIA DA CONCEIÇÃO; MANUEL FERNANDES, etc. etc.
- Como escolhe o reportório do Coro?
- Dentro de uma orientação especifica eu procuro temperar os programas (CULTURAIS E RECREATIVOS) por forma a não maçar uns, nem descontentar outros e é desse modo que, a par de canções folclóricas como «TIA ANICA DE LOULÉ», «OS OLHOS DE MARIANITA», a «CANINHA VERDE» e «RAPSÓDIAS POPULARES», o Coro interpreta, também, obras de consagrados compositores como por exemplo: «DANÇAS GUERREIRAS», da ópera "PRÍNCIPE IGOR" ; «ABERTURA SOLENE - 1812», de TSCHAIKOWSKY;  «CONCERTO DE VARSÓVIA», de R. ADDINSELL; «DANÇA RITUAL DO FOGO» de MANUEL FALLA; «GRANDE MARCHA» da ópera AIDA de VERDI;  «CORO DOS PEREGRINOS» da ópera TANNHÄUSER de R. WAGNER; «CORO DOS ESCRAVOS» da ópera «FAUSTO» de GOUND; «CORO DOS MARINHEIROS» da ópera MADAME BUTERFLY de PUCCINI; «NUM MERCADO PERSA» de KETELBEY; «FANDANGO» da 1ª suite Alentejana de LUÍS DE FREITAS BRANCO; «1º SUITE PORTUGUESA» de RUY COELHO, etc. etc.

(CONTINUA) - (PRÓXIMO) - «RUA VÍTOR CORDON [ XVIII ] -DUARTE PESTANA-CORO E ORQUESTRA DA FNAT (2)».    

8 comentários:

Manuel Tomaz disse...

Gostei imenso dêste seu trabalho,recordando o passado e a FNAT daquêles tempos. Parabens!
Manuel Tomaz

Devaneante disse...

As fotos estao o maximo! Bjs

APS disse...

Caro Manuel Tomaz
Agradeço mais uma vez as suas palavras.
Existem mais recordações da FNAT, só que não é possível mostrar todas.
Um abraço
APS

APS disse...

Olá Drª MARIA SOBRINHA...
A oliveira tem crescido?
Não davas um ar da tua graça, há bastante tempo.
BJS do tio
APS

Manuel Jorge disse...

Amigo e estimado APS, não tenho palavras para descrever este tesouro histórico, que só há tão pouco tempo descobri! Trata-se de um trabalho de investigação e recolha de dados culturais e históricos impressionantes: permite-nos um regresso às nossas raízes, é um encontro e reencontro com a história,sobre tudo, com nossa amada e sempre bela terra, cidade de Lisboa.
Caro Senhor deixo lhe aqui, um forte abraço (e agradecimento pelo seu altruísmo cultural), assim como a todos os visitantes.
Certamente, que com este tesouro e espólio histórico/cultural, “ à distância de um clique” a minha velhice vai ser mais serena……………

APS disse...

Caro Manuel Jorge
Agradeço as suas amáveis palavras de incentivo e este blogue.
Tudo na vida quando o fazemos com amor, dá-nos prazer, e o tempo parece correr mais depressa. Esta rua por acaso, também está ligada a um período da minha passagem por esta vida. Conheci muita gente interessante, tive um leque de amigos que alguns infelizmente já partiram, outros ainda contactamos por e-mail ou telefone.
Mas falemos do Blogue. Quando me propus fazer este trabalho era só para falar das ruas na sua localização e nome, mas achei que ficariam muito pobres pois algumas encerram tanta história no seu envolvente que comecei a desenvolver e, por vezes tenho de condicionar ou abreviar para não maçar o leitor. Certamente que existem muitos factos que me passam ao lado ou não estão devidamente acessíveis à minha pesquisa, no entanto procuro ser o mais realista e coerente para não ferir susceptibilidades.
Mais uma vez agradeço, despedindo-me com amizade.
Um abraço
APS

Anónimo disse...

Caro - APS
É só para agradecer-lhe mais uma vez o seu trabalho maravilhoso, o seu apego a um ideal de partilha histórica/cultural... Desejar-lhe as maiores felicidades e uma vida muito, muito longa, para que este blogue cumpra a sua missão: manter a nossa memória activa e Lisboa viva nos nossos corações.

Caro APS, são grandes as pessoas, que já partindo, continuam vivas nos nossos corações.

Deixo-lhe aqui um forte abraço, extensivo a todos os visitantes e amigos.

Manuel Jorge

Manuel Jorge disse...

Nota
No meu último comentário por lapso, surge "Anónimo disse" em vez de Manuel Jorge.....
As minhas desculpas
Manuel Jorge