sábado, 29 de setembro de 2018

LARGO DO CONDE BARÃO-ALVITO [ I ]

«O PALÁCIO DO ALVITO ( 1 )»
 Largo do Conde Barão-Alvito  - (2007) - Foto de autor não identificado  - O "PALÁCIO DO ALVITO", no "Largo do Conde Barão", na época em estado de abandono-(Publicado em Ruas de Lisboa com alguma História em 2008 e em 2007    in  LISBOA ABANDONADA
Largo do Conde Barão-Alvito - (1909)  Foto de Joshua Benoliel  -  (O "PALÁCIO ALVITO" no final da  primeira década do século XX)   in   AML 
 Largo do Conde Barão-Alvito - (C. de 1952) Foto de Salvador de Almada Fernandes - ( O "PALÁCIO ALVITO", era o PALÁCIO DOS CONDES DE PINHEL", depois "PALÁCIO DO CONDE BARÃO - ALVITO", o penúltimo nome, deram nome ao local) (ABRE EM TAMANHO GRANDE)   in    AML
 Largo Conde Barão-ALVITO - ( 1475)  -  (ARMAS DOS BARÕES DE ALVITO - Título nobiliárquico de juro e herdade criado em 27 de Abril de 1475, por DOM AFONSO V Rei de PORTUGAL)  in    WIKIPÉDIA
Largo do Conde Barão-ALVITO - (Século passado)  - (PANORAMA do sítio do CONDE BARÃO)  in    PALÁCIO ALVITO - LISBOA -HOTÉIS


-LARGO DO CONDE BARÃO-ALVITO  [ I ]

«O PALÁCIO DO ALVITO ( 1 )»

Muitas vezes, o alfacinha é surpreendido com notícias referentes a edifícios que sempre conheceu, recordando  o  tempo em que se encontravam em pleno funcionamento, que entraram em dada altura em agonia, foram desactivados e acabaram no esquecimento. Passamos então por um "limbo" ( 1 ) de desinteresse geral e, quanto muito, ao passar pelos restos das antigas glórias, o cidadão formulará uma pergunta distraída... " Que irão eles fazer neste espaço?".
Afinal, quanto a este decadente sarcófago de velhas glórias chegaram novas;  o senhorio, um sujeito que se chama ESTADO, quis desfazer-se daquela herança e tentou despachá-la em haste pública. Em resumo: O "PALÁCIO ALVITO", ao "CONDE BARÃO", já vendido, aparecerá brevemente sob uma roupagem diferente, nada o ligando já aos fidalgos que lhe deram o nome.
O "PALÁCIO ALVITO" no "LARGO DO CONDE BARÃO", quem por lá tenha passado no final do século XX, só com extrema boa vontade lhe poderia chamar "PALÁCIO". O ar de ruína, os vidros partidos causam ao transeunte pouco mais do que uma "comiseração"(2 ). No entanto foram os donos daquela casa a razão de se chamar "LARGO", bom como a toda a zona circunvizinha, de "CONDE BARÃO".

Foi "1.º CONDE DE ORIOLA e 7.ºBARÃO DO ALVITO, DOM LUÍS LOBO  DA SILVEIRA, filho dos 6.ºs BARÕES DO ALVITO.
Serviu na GUERRA DA  RESTAURAÇÃO desde o seu começo. Em  Outubro de 1643 foi proposto para comandar uma das companhias de Infantaria que acompanhavam "DOM JOÃO IV" na sua viagem ao ALENTEJO,  unidades em que os comandantes detinham as maiores honras:  No ano de 1645 comandava como CAPITÃO-MOR a "PRAÇA DE SETÚBAL" e em 1652 era Governador de TANGER. Casou com "DONA EUFRÁSIA LUÍSA DE TÁVORA, filha do segundo casamento do 4.º CONDE DA VIDIGUEIRA; c. g.
 O título de "CONDE DE ORIOLA" foi-lhe concedido por carta de 16.09.1653 por "DOM JOÃO IV. Como os BARÕES DE ALVITO foram os primeiros que usaram o título de BARÃO EM PORTUGAL, os seus descendentes ficaram a chamar-se CONDES-BARÕES.

Deu-se o caso de o fidalgo que tinha o título de "BARÃO DE ALVITO" ter passado a ser também "CONDE DE ORIOLA". Se já o "baronato" tinha dado nas  vistas ( foi, durante muito tempo o único BARÃO em PORTUGAL), mais sonante era ainda o facto de a mesma pessoa ser duplamente titular.
O povo fixou, para sempre o sítio onde ficava o PALÁCIO daqueles senhores que "bisaram a fidalguia" ( ou, como se diria nas revista populares da época, -quando as havia-, era "BIDONS") pelo nome de CONDE-BARÃO

- (  1 ) -"LIMBO" - (fig.) - Lugar onde se deitam as coisas sem valor; esquecimento.

- ( 2 ) - Compaixão pelas desgraças alheias.


(CONTINUA)-(PRÓXIMO)»LARGO DO CONDE BARÃO-ALVITO[ II ]-O PALÁCIO DO ALVITO ( 2 )»