Calçada das Lajes - (200_) Foto de Barragon (Calçada das Lajes, ao fundo o prédio de vários andares construído no sítio dos quintais dos moradores da "Quinta do Coxo". À direita o muro de resguardo da antiga "Quinta do Borda de Água") in PANORAMIO
Calçada das Lajes - (finais dos anos 60 do século xx) Foto de Artur Goulart ((Entrada da "Quinta do Coxo", vendo-se as casas baixas de habitação e os quintais em frente na parte superior. Ao fundo existia uma cocheira, na altura da foto era um depósito de bidons) in AFML
Calçada das Lajes, 57 a 61- (1966) Foto de João H. Goulart (Calçada das Lajes, prédio de esquina com a entrada da "Quinta do Coxo", ao fundo à esquerda os quintais dos inquilinos da quinta) in AFML
Calçada das Lajes, 61 -(1966) Foto de João H. Goulart (Calçada das Lajes esquina com a entrada da "Quinta do Coxo") in AFML
Calçada das Lajes - ( 196_?) Foto de Artur Goulart (Muro da "Quinta do Borda de Água" na "Av. D. Afonso III", com a casa da fiscalização encostada . Mais à frente à esquerda os quintais pertencentes aos inquilinos das casas da "Quinta do Coxo") in AFML
(CONTINUAÇÃO) - CALÇADA DAS LAJES [ III ]
«A QUINTA DO COXO»
A «QUINTA DO COXO» em 1868 era assim descrita: "Conta de um assento de casas abarracadas, altas e baixas e à frente destas uma casa de lagariça com arribana e palheiro; no fundo a quinta tem uma casa que serve de ermida com terraço; e o prédio rústico consta de chão para horta, poço com engenho real, tanque e almacega, parreiras, vinhas e um pequeno olival com suas terras de semeadura". A quinta que era foreira às freiras da «ESPERANÇA», pertencia nessa época a «JOAQUIM APOLINÁRIO MOREIRA DE SÁ». Em 1906 pertencia a «FELISBERTO DIAS DE CARVALHO» que nesse mesmo ano comprou o domínio enfitêutico da propriedade às firmas «LIMA MAYER & Filhos» e «BENSAÚDE & Cª.» que o possuíam, também por compra desde 1901 ( 1 ).
As casas que existiam na quinta em 1868, (constituíram nos anos 40 a 60 do século passado) depois de terem sido beneficiadas, a artéria pública denominada imprópria, mas oficialmente «QUINTA DO COXO», com entrada pelo número 61-A da «CALÇADA DAS LAJES».
Numa destas casas de r/c e sótão, com quatro salinhas no piso térreo (incluindo uma cozinha), duas janelas para a frente e porta de postigo, na parte de trás todas as janelas eram de frestas que deitavam para a quinta, morava uma tia minha de nome «MARIANA DO ESPIRITO SANTO SOBREIRA (SUBTIL)», por arrendamento, nas ditas casas, até à chegada do camartelo e dar início à sua demolição pelos anos 70, para nova urbanização. Os moradores destas pequenas casas usufruíam de um quintal (alugado), separado pela rua e na parte de cima, frente às casas, num terreno murado que fazia frente também, para a «Calçada das Lajes». Os quintais, foram os primeiros a ser desocupados para dar lugar ao edifício de muitos andares que se encontra agora na esquina da rua.
Numa grande parte da «QUINTA DO COXO» e numa parcela da «QUINTA DOS APÓSTOLOS» já no «BAIRRO LOPES», foi adquirido um terreno em 1934 pelo «DR. MANUEL VICENTE MOREIRA», onde edificou uma obra, para realizar um «sonho» antigo; o «CENTRO MATERNAL INFANTIL» e «FUNDAÇÃO JÚLIA MOREIRA», dando-lhe o nome de sua mãe falecida há alguns anos. Tempos depois era chamado de «CRECHE JÚLIA MOREIRA». O projecto da construção foi entregue ao arquitecto «CARLOS RAMOS» e a fundação constituída em 17 de Junho de 1936. Tem esta associação a finalidade principal, contribuir para a diminuição da mortalidade e morbilidade infantil e maternal, principalmente nos meios pobres da ZONA ORIENTAL DE LISBOA, pela aplicação sobretudo da medicina profiláctica às mulheres e às crianças. Estas serão protegidas antes, durante e depois do nascimento. Presentemente esta instituição foi modificada e beneficiada nas suas instalações, tendo agora o nome de: «CENTRO DE SAÚDE DE S. JOÃO EXTENSÃO JÚLIA MOREIRA».
( 1 ) - A Quinta está registada na 1ª Conservatória sob o Nº 832 - Ver livro 39, fls. 101 e livro seg.
(CONTINUA) - (PRÓXIMO)-«CALÇADA DAS LAJES [ IV ]- IGREJA DE SÃO FRANCISCO DE ASSIS»
























