sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

CAIS DO SODRÉ

Cais do Sodré - (Post.1940) Foto Maria de Oliveira (Vista Aérea do Cais do Sodré, Praça Duque da Terceira e Jardim Roque Gameiro) in AFML
Cais do Sodré - (Post. 1928) Foto Eduardo Portugal (Estação Ferroviária do Cais do Sodré) in AFML

Cais do Sodré - (Post. 1928) Foto Kurt Pinto (Estação do Cais do Sodré) in AFML


Cais do Sodré - (1950) Foto Eduardo Portugal (Jardim Roque Gameiro) in AFML



Cais do Sodré - (Actual) Autor desconhecido (Relógio Padrão da Hora Legal)




Cais do Sodré - (1914) Foto Joshua Benoliel (Posto do Relógio Padrão da Hora Legal em Lisboa) in AFML





Cais do Sodré - (1912) Foto Joshua Benoliel (Pontão de acesso aos barcos) in Arquivo Fotográfico Municipal de Lisboa




O CAIS DO SODRÉ pertence à freguesia de SÃO PAULO, está ladeado pela Avenida 24 de Julho, Avenida Ribeira das Naus e Praça Duque da Terceira.

O Cais do Sodré deve o seu nome ao facto de ali terem vivido os irmãos Sodré, António Vicente e Duarte, possuídores de uns imóveis neste sítio.
Negociantes descendentes de um inglês chamado Frederico Sodré, que viveu em Portugal no tempo de D. Afonso V. Esta designação de Cais do Sodré substitui até aos nossos dias uma outra muito antiga: "Remolares" nome pelo qual este lugar era conhecido.
Desde 1914 está instalado no Cais do Sodré um relógio, que durante muitos anos a hora legal em Lisboa, era marcada a partir desse relógio.
Em 2001 foi substituído por outro digital. O relógio original encontra-se exposto na Gare Marítima da Rocha do Conde de Óbidos, em Alcântara.
No Cais do Sodré existe um pequeno Jardim com o nome de Roque Gameiro.Com canteiros e algumas espécies vegetais onde actualmente os autocarros da Carris estacionam, pois serve de terminal de um grande número de carreiras que partem da Estação do Cais do Sodré. Entre a vegetação, a centrar esta pequena Praça, está a estátua do «Homem do Leme», que simboliza as origens históricas do povo português.
A Estação do Cais do Sodré é uma Estação ferroviária e actualmente, também uma estação de Metro de Lisboa, servindo de Terminal da LINHA VERDE.
O Projecto arquitectónico é da autoria do Arquitecto Nuno Teotónio Pereira, as intervenções plásticas do pintor António Dacosta.
Além da Estação, existe a Sul um novo terminal Fluvial do Cais do Sodré da Soflusa com ligação de Barcos entre Lisboa e a outra margem do Tejo.

8 comentários:

MIGUEL WESTERBERG disse...

Caro amigo, adorei seu blog, esta muito bom. Contem boas informações sobre a cidade de Lisboa, como estou em sp -brasil... as vezes gosto de recordar algumas dessas lindas ruelas, avenidas e largos.

voce está de parabens.

miguel westerberg

Eggy Lippmann disse...

Amigo APS, caso esteja interessado:

No site da Biblioteca Nacional há um livro digitalizado onde se conta a história de toda a frente ribeirinha de Lisboa.
Foi escrito pelo Júlio Castilho, o "pai" da Olisipografia.

A parte do Cais do Sodré começa aqui:
http://purl.pt/6637/1/P549.html

Anónimo disse...

Boa noite caro APS, eu estou a fazer um trabalho sobre o cais do sodré e fiquei muito contente c este seu post. Podia me informar as fontes de onde tirou alguns conhecimentos mais populares, como o referido nome Remolares com o qual já me tinha cruzado também, nomeadamente na planta de Filipe Folque (1856-58), assim como a origem do nome Sodré.. Agradeço-lhe desde já qualquer informação nesse sentido.
Obrigado ML.

APS disse...

Caro(a) ML

Tem imensa informação sobre esta localidade, bem assim como dos «REMOLARES», no livro de Norberto de Araújo-Peregrinações em Lisboa Livro XIII páginas 36 a 39.
Existe também digitalizado na NET, A RIBEIRA DE LISBOA de JÚLIO CASTILHO, é outro elemento que complementa o CAIS DO SODRÉ.
Uma boa semana
um abraço
APS

Anónimo disse...

O inglês chamado Frederico Sodré, que viveu em Portugal no tempo de D. Afonso V, não passa de uma fantasia absoluta. Tal personagem nunca existiu. Por outro lado, houve um Vicente Sodré que custeou as obras de construção do Cais após o terramoto de 1755. Também houve Sodrés da linhagem dos Sodré Pereira, Senhores de Águas Belas (Ferreira do Zêzere), que tiveram imóveis na zona. Neste contexto, este nome de família ficou ligado a esta zona lisboeta.

artsodre disse...

Eu Moisés sodré, em Salvador -Bahia. Brasil, pesquisando sobre o sobre-nome sodré, encontrei estas informações interessantes. Estive ai no cais do Sodré em 1992, fique alegre por conhecer e vijar em barcas para o outro lado do rio. Guardo memórias. Parabens por fotos. Sou fotografo profiss. e fotografei Lisboa e funchal.

Moisés sodré.
Março de 2016.

APS disse...

Caro Moisés Sodré

Que simpática coincidência do seu sobre-nome.

Realmente não se encontra com facilidade o sobre-nome de SODRÉ.

Os barcos que atravessavam o RIO TEJO de margem para margem, nessa altura 1992, eram os "CACILHEIROS" nome originário de uma povoação na outra margem do Rio, com o nome de "CACILHAS". Hoje são os "CATAMARANS" navios modernos e rápidos que fazem essa travessia.
Não sigo a profissão de fotógrafo, mas gosto muito de fotografia. E por vezes tenho dificuldade de ilustrar as minhas RUAS com fotos originais.

Despeço-me com amizade, espero que volte novamente a "este país à beira mar plantado".
Desejos de tudo de bom para si, e os meus sinceros cumprimentos
Agostinho Paiva Sobreira-APS

Anónimo disse...

Boa noite. Fiquei muito contente em conhecer um pouco do meu sobrenome. Aqui no Paraná somos muitos, meu avô paterno nasceu no Rio de Janeiro.