





(CONTINUAÇÃO) - RUA DO SÉCULO [ XII ]
«O CHAFARIZ DA RUA DO SÉCULO»
O «CHAFARIZ DA RUA FORMOSA» (hoje RUA DO SÉCULO), situado numa Praça em forma de meia-laranja mesmo em frente do «PALÁCIO DOS CARVALHOS», data a sua construção de 1762. Esta "Praça" semi-circular com o chafariz delineado pelo eminente arquitecto e engenheiro «CARLOS MARDEL» (1695-1763), o mesmo arquitecto que construiu o magnifico «CHAFARIZ DA ESPERANÇA», é uma obra de belo efeito e muito ao gosto (na época) do «MARQUÊS DE POMBAL».
O chafariz foi construído em cantaria de calcário lioz, de planta rectangular, assente numa plataforma de cinco degraus dispostos em polígono.
De arquitectura barroca esta chafariz urbano está instalado numa ampla praça. Foi incluído no plano setecentista de abastecimento de água à cidade de LISBOA. Tem na sua estrutura espaldar flanqueado por pilastras rusticadas e pilastras toscanas, rematando em frontão triangular. Possui três bicas em forma de carranca de bronze, que vertiam para o tanque trapezoidal de perfil galbado e bordos lisos.
O «CHAFARIZ DO SÉCULO» recebia a água de uma derivação da «GALERIA DO LORETO», denominada «PIA DO PENALVA». Este ramal iniciado em 1760, seguia próximo do extremo sul da «PRAÇA DO PRÍNCIPE REAL» e derivava desta linha para ocidente. Dois anos depois do início do ramal já funcionava o «CHAFARIZ DA RUA FORMOSA», embora os arranjos urbanísticos só terminassem em 1767.
O rei «D. JOSÉ I» concedeu os excedentes deste chafariz por alvará de 9 de Outubro de 1760, ao então «CONDE DE OEIRAS», «SEBASTIÃO JOSÉ DE CARVALHO E MELO» e ministro do rei, proprietário do palácio fronteiro.
Diz-nos ainda o mestre «JÚLIO DE CASTILHO» a propósito do chafariz:"que lhe fazia lembrar a mobília do tempo, encontrando nele qualquer coisa que o remetia para uma sala de DAMASCO do que para permanecer ao ar livre".
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4 comentários:
Venho agradecer a sua passagem pela minha janela.
Olhei e vi esta rua tão cara para mim que me detive. Redescobri-a quando caminhava para a Academia de Ciências durante uma temporada. Não consegui passar sem deixar um registo.
Cara Ana
Bem-vinda a este blogue.
Tanto o sítio como a Rua encerram muita história.
Agradeço a sua visita.
APS
Como alfacinha de gema, deliciei-me com o seu bloque... Aspectos que nos escapam na descaracterização em que se tornou o nosso dia-a-dia! Parabéns por nos relembrar de «olhar» esta nossa cidade!
Cara Guida
Fico agradecido pelas suas palavras.
Realmente com a vida intensa que se leva, por vezes não reparamos o que está à nossa volta.
Cordiais saudações
APS
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