




(CONTINUAÇÃO) - RUA DO SÉCULO [ XV ]
«O JORNAL "O SÉCULO" ( 3 )»
Todavia, face a resultados pouco satisfatórios, a organização da «FEIRA POPULAR» acabou por ser retomada em 1960, no espaço do antigo «MERCADO GERAL DO GADO», em «ENTRECAMPOS», único espaço que a Câmara Municipal de Lisboa se dispôs a licenciar e, ao longo de anos, a prorrogar a autorização, até Outubro de 2003. Sem ser o local ideal, foi, no entanto, o recurso que permitiu à Empresa fazer face aos encargos de carácter Social e aos défices da publicidade do jornal, cada vez mais agravados pela concorrência da RÁDIO e da TELEVISÃO.
Não obstante as dificuldades, durante a década de cinquenta, «O SÉCULO» conseguiu manter o seu prestígio e popularidade. Através da diversificação de suplementos - (DESPORTIVO - ARTES E LETRAS - VIDA FEMININA - AS VOLTAS QUE O MUNDO DÁ - PORTUGAL DE LÉS A LÉS), o jornal visou todo o tipo de público, reforçando ainda o seu papel de escola de jornalistas.
Após a morte de «JOÃO PEREIRA DA ROSA», em 1962, sucedeu-lhe seu filho «GUILHERME PEREIRA DA ROSA», já então director adjunto desde 1950. A situação financeira herdada era difícil, agravada com um contexto político e económico desfavorável. Contudo, no início dos anos 70, as estratégias adoptadas revelaram-se insuficientes para compensar a crescente subida da inflação e das despesas. Em Setembro de 1972 «GUILHERME PEREIRA DA ROSA», aceitou uma proposta do grupo económico de «JORGE DE BRITO(1928-2006)», detentor do «BANCO INTERCONTINENTAL PORTUGUÊS», acedendo a vender a sua posição na «SOCIEDADE NACIONAL DE TIPOGRAFIA».
«MANUEL FIGUEIRAS» ligado ao jornal desde 1964, seria o primeiro dos últimos directores à frente de «O SÉCULO» na sua fase terminal. Após a mudança de regime, em 25 de Abril de 1974, assegurou a direcção ainda durante alguns meses. No início de 1975, face ao recrudescer da luta ideológica e partidária no seio da empresa, a qual motivou a expulsão dos seus administradores, acabou por pedir a demissão.
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