




(CONTINUAÇÃO) - RUA DO SÉCULO [ XIV ]
«O JORNAL "O SÉCULO" ( 2 )»
«JOÃO PEREIRA DA ROSA» caracteriza-se por um grande dinamismo empresarial, de acordo com a sua cultura organizacional. Amplia a rede de correspondentes em todo o país, melhora a distribuição do jornal e renova o parque gráfico. Foram lançadas novas publicações: (O CINÉFILO, O SÉCULO ILUSTRADO e A VIDA MUNDIAL). É sem dúvida, graças ao investimento de dezenas de iniciativas de diversão, de solidariedade social, de carácter cultural, desportivo e patriótico, levado a cabo entre 1927 e 1938, que o jornal reforçou a sua popularidade em todo o país. Uma delas, a «COLÓNIA BALNEAR INFANTIL DE "O SÉCULO"), iniciada em 1908, e retomada em 1927 na linha do Estoril, designadamente em «S. PEDRO DO ESTORIL», constituiu o corolário de todas as obras que o jornal desenvolveu em prol da causa de protecção à infância desprotegida. De 1934 a 1938 «JOÃO PEREIRA DA ROSA», através de um empréstimo contraído na Caixa Geral de Depósitos, conseguiu comprar as acções de «CARLOS OLIVEIRA» e de «MOISÉS AMZALAK», reforçando a sua posição na «SOCIEDADE NACIONAL DE TIPOGRAFIA». Em 1938, na qualidade de accionista maioritário, fez entrar os seus dois filhos, «GUILHERME» e «CARLOS ALBERTO PEREIRA DA ROSA», para a administração. Uma conjuntura política, cada vez menos favorável ao debate de ideias e ao tipo de campanhas movidas pelo "O SÉCULO", enveredaram pela estratégia da diversão pública, organizando e promovendo várias iniciativas populares e desportivas. Em 1940, aquando da realização da "EXPOSIÇÃO DO MUNDO PORTUGUÊS" e na sequência da instalação da «FEIRA POPULAR», a 10 de Junho de 1943 no «PARQUE DE PALHAVû, este papel de promotor de múltiplas actividades foi-lhe favorável.
No entanto, com o recrudescer da oposição, desde o final da segunda guerra Mundial, a posição de «O SÉCULO» começou a revelar alguns indícios de ambiguidades face à continuidade do regime. Essa atitude valeu-lhe o afastamento da organização da «FEIRA POPULAR», entre 1948 e 1950.
Em 1951, retomou a tradição, mantendo-a, até 1956, despedindo-se de «PALHAVû, nesse ano, por sinal o da ocorrência nela das primeiras emissões experimentais da RTP. Para colmatar o vazio deixado pelo encerramento da antiga «FEIRA POPULAR», principal fonte de receita da «COLÓNIA BALNEAR», a empresa lançou novas iniciativas: Os Salões de Arte Doméstica, em 1957; a «FEIRA DE ALVALADE» em 1958, promovida com a colaboração do "SPORTING CLUB DE PORTUGAL" e os concursos com a colaboração da RTP.
(CONTINUA) - (PRÓXIMO) - «RUA DO SÉCULO [ XV ] - O JORNAL "O SÉCULO" ( 3 )»
Sem comentários:
Enviar um comentário