terça-feira, 22 de abril de 2008

RUA DO ARSENAL [ IV ]

Rua do Arsenal - (2008) Foto de APS (A Rua do Arsenal vista do Largo do Corpo Santo)
Rua do Arsenal - (1986) Fotógrafo não identificado (Fecho da abóbada da Capela) in Revista Municipal CML

Rua do Arsenal - (2005) Foto de Jorge Trigo (Arsenal da Marinha) in http://hemerotecadigital.cm-lisboa.pt/


Rua do Arsenal - (2008) Foto de APS (Placa toponímica)

(CONTINUAÇÃO)
RUA DO ARSENAL
«A CAPELA DE S. ROQUE DO ARSENAL DA MARINHA»
Discordando com a convenção que tinha sido feita com os Jesuítas em 1553, resolveram os «CARPINTEIROS DE MACHADO» pedir autorização aos religiosos do Convento do Carmo para fabricarem num vão do Convento, um altar a S. Roque.
A petição foi satisfeita.
Os religiosos do Convento do Carmo foram mais longe e cederam duas dependências para as conferencias da mesa e guarda das alfaias.
Fizeram os irmãos vários acórdãos, sendo um deles, que todos os que embarcassem para fora e mesmo os que trabalhavam nos estaleiros do Reino, pagariam 500 reais para o cofre da Irmandade, para que o dinheiro amealhado pudesse servir para resgate dos irmãos cativos dos mouros.


No ano de 1756/57, pretenderam os «CARPINTEIROS DE MACHADO» restabelecer a irmandade. Recorreram a D. José I para que lhes concedesse licença de edificação dentro da Ribeira das Naus, a sua Capela.
Por despacho régio de 22 de Fevereiro de 1756, foi autorizada a construção de uma «Capela em madeira em lugar daquela que tinham tido no Convento do Carmo, enquanto se lhe dava lugar para que fosse de pedra e cal».
No ano de 1760, destinou D. José I o sítio para a Capela ser edificada em pedra e cal, pelo que se demoliu a que tinha sido construída inicialmente em madeira, esta capela foi sede da Irmandade dos Carpinteiros Navais, substituindo a que existia no Convento do Carmo, que foi destruída pelo Terramoto de 1755.
Nasceu assim a «CAPELA DE S. ROQUE», no local onde ainda hoje se encontra, no antigo Arsenal da Marinha, (quem entra nas instalações da Marinha, pelo portão na Rua do Arsenal, passa o túnel e encontra, à sua esquerda, a porta da Capela) e nela se instalou a «IRMANDADE DOS CARPINTEIROS DE MACHADO ou NAVAIS».

A Capela, mede 9,30 de comprimento e 6,40 de largura. O tecto é em abóbada de estuque branco e rosa, com ornatos em relevo. O retábulo do altar é uma alegoria a S. Roque, trabalho atribuído a José da Costa Negreiros, feito para a Capela da Ribeira das Naus.
A balaustrada de acesso ao altar foi construída em 1955, em madeira de pau santo, sob desenho de técnicos da antiga Direcção-Geral da Marinha, e executado por operários carpinteiros da mesma Direcção.

(CONTINUA) - (Próximo: a terceira parte da Capela de S. Roque)



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